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Início
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O Carnaval
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A história do Carnaval |
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Esta festa profana (civil) teve origem no Egipto, onde a 4000 a.C., povos antigos celebravam a fertilidade e a colheita das primeiras lavouras. Os povos antigos cultuavam aos deuses, pois não conheciam o Único e Verdadeiro Deus, adorado pelos cristãos.
Portanto se explica a consagração das festas Carnavalescas à deusa Ísis no Egipto Antigo, e mais tarde, às Divindades Dionisus, Baco, Saturno e Pã do mundo greco-romano.
Com a evangelização dos povos, as festas pagãs não foram abolidas em seu carácter positivo marcado pelas músicas, danças, celebrações e outras manifestações culturais, mas purificadas dos excessos carnais que tinham reduzido as festas Carnavalescas em manifestações do sexo, bebidas e cultos idolátricos.
No Cristianismo o Carnaval foi-se tornando ao longo da história um festejo das vésperas da Quaresma e de autêntica alegria, tanto assim, que no séc XV o Papa Paulo II permitiu um Carnaval romano em frente do seu palácio, e outras manifestações populares que irradiavam uma verdadeira inculturação do Evangelho. Hoje muitos escolhem voltar ao modo pagão de viver o Carnaval, e estes são os mesmos que correm os riscos de colherem as desgraças próprias do pecado.
A Igreja não desistiu da festa do Carnaval, por isso se multiplicam os retiros e acampamentos que promovem a verdadeira e sadia alegria, nestes dias que antecedem a Quaresma e próprios para festejarmos com segurança nos caminhos de Jesus.
Dias de Misericórdia
Do Diário de Santa Faustina, deixo aqui uma boa sugestão para aqueles que querem viver os dias de Carnaval de forma diferente.
“Nos últimos dias do Carnaval, quando rezei a hora santa, vi Nosso Senhor no momento da flagelação. – Oh, que suplício inconcebível – Como Jesus sofreu terrivelmente quando foi flagelado.
– Oh pobres pecadores, como será o vosso encontro no dia do julgamento com Jesus a quem agora martirizais?
– O Seu Sangue corria para o chão, e em alguns lugares o corpo começou a desprender-se. E vi nas costas alguns dos Seus ossos despidos de carne... Jesus, silencioso, gemia e suspirava.” (188)
9 de Fevereiro de 1937: “Nestes dois últimos dias conheci uma grande acumulação de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos neste dia. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista.
E o Senhor deu-me a conhecer quem sustenta a existência da humanidade: são as almas escolhidas. Quando se completar o número dos escolhidos, o mundo não existirá mais.
Nestes dois dias recebi a comunhão reparadora e disse ao Senhor: ‘Jesus, hoje ofereço tudo pelos pecadores, que os golpes da vossa Justiça me atinjam e um mar de misericórdia envolva os pobres pecadores’. E o Senhor atendeu o meu pedido; muitas almas voltaram-se para o Senhor, mas eu agonizava sob o peso da Justiça Divina; sentia que era objecto da ira do Deus Altíssimo.
À noite o meu sofrimento atingiu um tão grande abandono interior que gemidos saiam do meu peito, mesmo contra a minha vontade. Fechei-me à chave no meu quarto e comecei a adoração ou seja, a Hora Santa. O abandono interior e o sentimento da Justiça Divina, era a minha oração. Os gemidos e a dor que saíam da minha alma ocuparam o lugar do doce diálogo com o Senhor.”
“Então, de repente, vi o Senhor que me estreitou ao Seu Peito e disse: ‘Minha filha, não chores, porque não posso suportar as tuas lágrimas. Eu lhes darei tudo o que pedes, mas não chores mais.’
– E inundou-me uma grande alegria, e o meu espírito, como de costume, mergulhou n’Ele como o meu único tesouro.” (Diário, n°926-928).
27 de Fevereiro de 1938 - ÚLTIMOS DOIS DIAS DO CARNAVAL.
“Os meus sofrimentos físicos aumentaram. Procurei unir-me mais estreitamente com o Salvador, pedindo-Lhe misericórdia para o mundo todo, que enlouquece na sua maldade.
O dia todo senti a dor da coroa de espinhos.
Quando me fui deitar, não podia encostar a cabeça no travesseiro, porém às 10 horas desapareceram as dores e adormeci, sentindo contudo no dia seguinte, um grande aniquilamento.” (n°1619).
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Estou a bater à tua porta: Deixa-me entrar |
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Que espécie de alegria procuras? Alguns procuram alegria para esquecer os problemas, outros para os resolver.
O povo judeu, como diz no Antigo Testamento, celebrava a Glória de Deus, o Amor de Deus, com muito entusiasmo, como a Bíblia diz, com muito regozijo.
Em Filipenses 4, 4 Paulo diz: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos’. A minha alegria e a nossa alegria está no Senhor, o criador de todas as coisas. Alegra-te Naquele que te criou, que te deu a vida, que criou este mundo maravilhoso.
A minha alegria está no Senhor, a minha alegria está Naquele que desceu do Céu para derramar o Sangue por ti e te dar uma nova vida. Eu sei que talvez, para aqueles que não acreditam, ao ver Jesus na cruz possam dizer: ‘Como é que a minha alegria vai estar num homem morto?’ Mas Ele não está morto. Este é só o modo que Ele morreu para nos dar a vida. Para nos dar a Salvação.
A nossa alegria está no Sangue Daquele que o Pai mandou para nos dar a vida nova. Os anjos disseram: ‘Não temais, eis que vos anuncio uma Boa Nova que será de grande alegria para todo povo. Na cidade de Belém nasceu hoje o Salvador do Mundo’.
É alegria para todos os povos, africanos, russos, chineses, americanos, europeus, para todos: ‘Eis que vos trago uma nova alegria’.
Alegria para os que estão tristes e os que não têm um sentido para a vida. Eis que nasceu o Salvador, o Deus Omnipotente. Nasceu na cidade de David, e isto não é história, é a grande verdade. E, de repente, juntou-se um coro de Anjos que cantavam: ‘Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade’.
Você está procurando Paz? Não precisa mais procurar, ela está dentro de você, porque ela já veio há muito tempo.
No livro de Samuel conta, que em uma época da história do povo de Deus, a Arca da Aliança foi roubada pelos filisteus e ficou com eles sete meses. O povo ficou sete meses sem a presença Daquele que deu sentido à vida deles.
Quando perdemos alguém, o namorado, pai, mãe, amigo, noivo nós ficamos tristes. Porque aquilo é valioso para nossa vida.
Imaginem eles, sete meses, sem Deus na presença deles. Até que David criou coragem e foi atrás da Arca, venceram os filisteus e trouxeram-na de volta. David voltou cantando, dançando, junto com todo povo, se alegrando por que Deus estava de volta.
Talvez fiques procures alegrar-te com tanta coisa, e quanto mais tu buscas aqui e ali, mais fica um vazio na tua vida. Mas quando a Arca chegou, todos se alegraram e dançaram com toda a força porque Deus estava de volta.
Eu acho que este foi o primeiro Carnaval que aconteceu na face da terra. David dançou diante do Senhor dos Exércitos, Daquele que vence. David dançou diante do Vencedor.
É diante do Senhor que a nossa alma se abre, a tristeza se vai embora, a alegria toma posse, a paz toma posse. Porque esta alegria e esta paz de que falo é o próprio Deus, a ponto de que não podemos fazer outra coisa se não alegrarmo-nos diante do Eterno.
O inferno cala-se quando nós celebramos a Glória de Deus. Queres fazer Satanás sair da tua vida? Celebra a Glória de Deus com toda a tua vida. Só o Céu nos traz alegria. É isto que fez David, cantando, dançando diante Daquele que o havia perdoado. Porque David adulterou. Mas Deus perdoou-o.
Celebrar a Glória de Deus é celebrar o grande perdão que Ele me deu. Ele criou-me, deu-me a vida, deu-me uma família, Ele deu-me tudo. O que precisamos fazer diante Dele é apenas uma coisa: celebrar a Sua Glória.
Ele expulsa o inferno da nossa vida e dá-nos alegria.
No Salmo 121 (122), 1 diz: ‘Que alegria me disseram vamos subir à Casa do Senhor’.
A verdadeira alegria é a alegria de ser de Deus. Somos filhos de Deus, e se somos filhos de Deus porque não nos alegramos na presença Dele? Porque quando Deus entra, Deus muda.
Se permitires e abrires o teu coração, esta alegria vai tomar conta de ti.
Em Apocalipse 3 está escrito: ‘Eis que estou à porta e bato’. Diz -te Jesus.
Ele está a bater à tua porta e continua a dizer: ‘se tu abrires, eu entrarei e farei uma grande festa contigo’. A festa que tu procuravas Se abrires, eu entro.
Hoje Jesus está a bater porque Ele quer fazer festa, e muita festa dentro do teu coração.
Então, diz comigo: ‘Entra, Senhor!’.
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O Carnaval |
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O cristão, que vive na esperança, não pode ser triste
Em tempo de Carnaval é bom fazermos uma reflexão sobre a alegria, este dom maravilhoso de Deus que restaura as nossas forças, lembrando-nos da dignidade da nossa criação e da nossa redenção.
A tristeza leva-nos às profundezas da terra, a um lugar inóspito, como lamentava Job, onde não há ordem e habita o eterno horror. (Cf. Job 10,22)
O coração do homem, do cristão, deve transbordar sempre de alegria pelo reatamento da união entre a humanidade e Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança e pela salvação que nos foi dada em Cristo Jesus.
A alegria e a festa devem ser pessoal e colectiva. Pessoal, enquanto sabemos que Deus nos ama e sempre nos acolhe, mesmo quando deixamos de lhe ser fiéis. Mas também colectiva, enquanto povo santo pela redenção realizada por Cristo.
Já os profetas proclamavam para abrir o nosso coração ao júbilo. E mesmo para o povo que jazia na escravidão e fora deportado para longe da sua terra, apontavam a alegria do retorno, porque o Senhor vira a sua aflição e o alimentava na esperança. Isaías clamava: "Rejubila, Jerusalém, e vós todos que a amais. Uni-vos para partilhar do seu júbilo" (Cf. Is. 66,10).
O cristão, que vive na esperança, não pode ser triste. São Francisco de Sales dizia: "Um santo triste é um triste santo" condenando àqueles que não se alegravam com a graça.
São Paulo, igualmente, convidava os evangelizados à alegria: "Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo alegrai-vos" (Cf. Fl. 4,4).
Os dias de Carnaval deveriam conduzir-nos à alegria do corpo e do espírito, pois se fomos criados do limo da terra, temos também em nós insuflado o Espírito de Deus e recebemos este mesmo Espírito pelo qual podemos chamar a Deus de Pai.
Quando o povo hebreu foi reconduzido do cativeiro da Babilónia, o sacerdote Esdras, depois de lhe ter exposto a lei, convida-o à festa: "Hoje é dia consagrado a Javé vosso Deus (...). Não vos entristeçais nem choreis... Ide e comei carnes gordas, tomai bebidas doces e mandai porções a quem não a preparou, porque hoje é um dia consagrado a nosso Senhor" (Cf. Neem.8,10).
Este é o espírito que nos deveria animar nos dias de Carnaval: a alegria que se traduz nas festas e danças a que todos são convidados, ricos e pobres, porque a nossa salvação está próxima, como confirma São Paulo na complementação do texto acima.
Estes dias não nos deveriam afastar de Deus, com excessos, que deturpam a nossa própria natureza e nos levam a extremos aos quais o mesmo Apóstolo Paulo se refere na sua Carta aos Romanos e que atraem a ira de Deus (Cf. Rm. 1,1 e ss).
Infelizmente, o Carnaval tornou-se uma festa pagã, na qual o que vale é o luxo e a luxúria, no incitamento ao pecado e no completo esquecimento da miséria que se abate sobre grande parte do povo, até mesmo daqueles que, à falta de opções, só lhes oferecem o "circo".
Os dias de Carnaval deveriam e poderiam ser dias de alegria, de dança e festa, mas também de partilha com os que nada têm, e com aqueles que têm o coração vazio. Repartir o pão sabendo conter os gastos excessivos e repartir a esperança para todos aqueles que, perdida a fé, se entregam aos excessos das bebidas e das drogas e à dissolução moral.
Por esta razão, voltamos a dizer com o Apóstolo: "Alegrai-vos. Mais uma vez vos digo, alegrai-vos". E que a vossa alegria seja completa, extravasando dos vossos corações, celebrando a nossa completa libertação.
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Carnaval: O céu e o inferno querem-te |
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O céu e o inferno disputam-te neste tempo de Carnaval. A verdade é exactamente esta, não só no tempo de Carnaval, mas em todos os tempos. Onde a arte se confunde com o pecado e o pecado se confunde com a arte.
O diabo é um viciado em querer imitar o que Deus faz. Deus faz algo muito bonito e ele quer fazer caricatura daquilo, e faz tão bem parecido que muitas vezes nos engana.
Já tentaste ler um texto sem pontuação, sem acentuação, sem vírgulas, sem acentos, sem ponto final? Fica sem sentido, começamos a ler e não sabemos para onde o escritor foi, se ele afirma, exclama, interroga. Mas quando colocamos as vírgulas, os pontos, enfim a acentuação, nas palavras e nas frases, pronto, o texto começou logo a ter sentido. E assim é connosco, a nossa vida começa a ter sentido.
O texto da nossa vida passou a ter sentido. Óptimo. Porém, este texto que é a nossa vida também tem um contexto familiar, profissional e sentimental. E nestes dias de Carnaval corre-se um grande perigo de perder de novo o sentido da vida, porque nos encontramos num outro contexto, onde o inferno quer penetrar em ti misturando com a beleza plástica do Carnaval, com situações concretas de pecado. São os contextos ou o contexto onde a nossa vida passa a ser inserida por uns quatro ou cinco dias de Carnaval.
Quem está em Deus só ganha. Ganha graça sobre graça, apesar de todas as tribulações, agitações, as doenças, os desempregos, as dificuldades. Quem está em Deus só vai somando graças, somando experiências, realizações, pessoas, amizades, e vai somando gratidão, realizações comunitárias, e vamos somando e somando durante o ano. E quando chegamos a este período, corremos o grave risco de perder tudo o que juntamos e recebemos de Deus.
A Palavra de Deus traz-nos um versículo muito importante: Romanos 8,8 muito conhecido entre nós: ‘Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus’. E o que nós vemos no Carnaval são pessoas que vivem dias de carne. Sabias que o Carnaval era uma festa cristã? Onde ‘carnevale’ quer dizer ‘vale comer carne’?
Os primeiros cristãos que iriam entrar no período de 40 dias sem comer carne, relembrando os 40 anos no deserto, faziam uma festa, onde valia a pena porque ficariam 40 dias seguintes sem comer carne. Uma festa antiquíssima.
Os não cristãos, invejosos, começaram a criar uma nova festa. Não uma festa que precedia um período de penitência e sim uma festa qualquer onde o ‘Carnavale’ começou a ser secularizada.
Cabe a nós decidirmos para que lado vamos pender. A quem nós iremos ouvir: a Deus ou ao seu inimigo, o Diabo?
E para falar a verdade nós sabemos discernir o que é melhor para nós. Nós temos inteligência, sabedoria que é dom de Deus, temos a malícia, a esperteza para fazermos o bom discernimento do que é bom e ruim para nós, e às vezes a voz da consciência, que muitas vezes é a voz de Deus avisando para não fazer aquilo, ou isso.
Optamos por Deus, mas naquele momento ouvimos a voz de Deus e não damos atenção. Acabamos por fazer o que a carne nos pede, o décimo mandamento começa a ser infringido e a carne fica em evidência.
’Pudor, é manter secreto aquilo que é precioso’. E o que mais vemos nesta época são filhos e filhas de Deus nus, nas propagandas de TV, mulheres templos do Espírito Santo de Deus, exibindo a sua carne.
Nós que somos cristãos, conscientes, radicais, temos raízes, temos a Eucaristia, Corpo e Sangue de Cristo. Nós fazemos a opção de louvar e adorar, de ouvir a voz do Senhor. Alimentamo-nos de um Pão vivo, e para cada um de nós Deus tem um plano. E muitos não querem saber deste plano, que para alguns, ao longo destes dias se perdeu.
Quero partilhar esta Palavra que está em Romanos 8, 18 – 24: ‘Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade - não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou - todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adopção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos.’
A natureza, a criação anseia, espera ansiosamente pela revelação dos filhos de Deus, tu és filho (filha) de Deus! Chegou a nossa hora! Tu optaste por Jesus Cristo. E escolheste muito bem. Porém, lembra-te: haverá sempre confrontos entre o bem e o mal.
Acorda e dá um bom dia ao Espírito Santo e diz: Hoje vou fazer isto e isto.
Como o irei fazer?
Porque todos os dias são dias de escolha.
Que em cada dia sejas vencedor.
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Os valores cristãos e o Carnaval |
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Os valores cristãos e o CarnavalO Carnaval é uma realidade. Ele aí está e entra pelos olhos. Todo o indivíduo sente necessidade de alegria. Sem ela, a existência torna-se insuportável. A própria saúde física se ressente. Diz a Sagrada Escritura, no livro Eclesiastes (9, 15): “Por isso louvei a alegria, visto não haver nada de melhor para o homem (...) é isto que o acompanha no seu trabalho, durante os dias que Deus lhe outorgar debaixo do sol”.
Os festejos carnavalescos têm remota e obscura origem eclesiástica. Tanto assim que dependem de uma data móvel do calendário litúrgico. Antecedem sempre o início da Quaresma. Terminam – quando terminam – com as cinzas da quarta-feira. E a Igreja, no seu ritual, recorda ao homem a fragilidade da sua condição: “Lembra-te, ó homem, que és pó e ao pó hás-de tornar”.
O Carnaval perde, aos poucos, o seu sentido original de diversão simples do próprio povo. Vem a ser mais um espectáculo para turistas, e oportunidade aos menos escrupulosos de extravasar baixos instintos, esperando contar com certa cumplicidade do meio ambiente. Aumentam os crimes, os atentados ao pudor, as violências e o excesso de álcool. Cresce o consumo das drogas, que geram os “dependentes”, porque usaram abusivamente a sua “independência”.
O corpo humano tem uma dignidade inalienável. Não pode ser profanado pelo exibicionismo desregrado. Aviltar desta maneira a beleza, é atingir o próprio Deus, de onde emana tudo o que temos de positivo. São Paulo ensina:
"Fugi da fornicação. Todo o pecado, que o homem comete, é exterior ao seu corpo; aquele, porém, que se entrega à fornicação, peca contra o próprio corpo! Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?" (I Cor 6, 18-19). E o Apóstolo é incisivo: "Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá" (Idem 3,17).
Não pretendemos reviver padrões de comportamento de um passado que não volta. Mas há formas nobres, simples e sadias de lazer. Elas irradiam a alegria autêntica, que refaz as forças do corpo e aumenta as energias do espírito. Igualmente, não nego aspectos positivos nesses festejos. Contudo, tomados como um todo, merecem restrições ditadas pelo mais elementar bom senso.
Que fazer, então? Reflectir, durante esses dias, sobre as consequências que poderão advir. Isto conduz-nos a uma indispensável moderação, distinguindo, do que há de aceitável, aquilo que encerra condenáveis manifestações de baixos instintos. Afinal, somos seres racionais e não simples animais, destituídos de razão. Isto possibilita-nos seleccionar, o que é saudável, neste período que antecede a Quaresma e rejeitar o que fere uma consciência cristã. Assim evitamos desgraças irrecuperáveis.
Por uma submissão generosa, o homem prudente orienta o seu procedimento, discernindo o aceitável e repudiando tudo aquilo que contraria frontalmente a nossa qualidade de filhos de Deus. Temos que compreender a nossa época, inseridos que somos no mundo, mas é preciso coragem para reprovar o que se opõe à dignidade humana, fundamentada no Evangelho de Cristo. Muitos são severos nos julgamentos, aliás justos, da corrupção pública. Costumam, entretanto, omitir-se neste outro tipo de devassidão colectiva, igualmente consequência de uma sociedade impregnada de critérios materialistas.
O Carnaval constitui um desafio. Deve-nos impulsionar a alguma atitude positiva, distinguindo o direito ao lazer dos abusos oriundos dos desvios morais, os quais tentam obscurecer a nobreza do espírito. Os excessos – e aí está o que há de condenável nestes festejos – em vez de deixarem o ânimo abatido no cristão, estimulam a nossa confiança no Salvador, possibilidade de recuperação, sempre latente no íntimo dos nossos irmãos. Condenemos o mal, mas confiemos no poder de Deus.
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Festa popular tradicional e histórica |
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Não se conhece ao certo a origem do Carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente trata-se de uma festa popular colectiva, transmitida oralmente através dos séculos como herança das festas pagãs, realizadas entre 17 de Dezembro (Saturnais - em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de Fevereiro (Lupercais - em honra a Deus Pã, na Roma Antiga).
Cada corrente de estudiosos adopta uma provável origem. Há os que afirmam que a comemoração do Carnaval tem as suas raízes nalguma festa primitiva, de carácter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera.
Em certos rituais agrários da Antiguidade (10 mil anos AC), homens e mulheres pintavam os seus rostos e corpos, entregando-se à dança, à festa e à embriaguez. Outros autores acreditam que o Carnaval se tenha iniciado nas alegres festas do Egipto. Os egípcios festejavam o culto à Ísis (2 mil anos AC).
Um novo sentido à tradição
No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do Carnaval. O Catolicismo não adoptou o Carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. É uma festa de características pagãs que termina em penitência, na dor de quarta-feira de Cinzas.
O papa Paulo II, no século XV, foi um dos mais tolerantes, permitindo que se realizassem comemorações na Via Lata, rua próxima ao seu palácio.
O baile de máscaras, introduzido pelo papa Paulo II, adquiriu força nos séculos XV e XVI, por influência da Commedia dell'Arte. Era sucesso na Corte de Carlos VI. As máscaras também eram confeccionadas para as festas religiosas como a Epifania (Dia de Reis).
Carnaval: dois caminhos, uma escolha
Uma escolha que cada um de nós deverá fazer
Como passar o Carnaval? Para onde ir? Onde ficar? O que fazer?
Normalmente, dois grupos tomam caminhos bem opostos. O primeiro dá vazão à carne e cai na folia, aproveita para passear, assiste aos desfiles, come, bebe, diverte-se segundo os desejos próprios da carne. O outro grupo costuma tomar um rumo bem oposto: deixa tudo e retira-se para encontros e retiros espirituais. Participa de retiros abertos ou fechados. Dedica-se a estar com o Senhor: ouvindo a Palavra, louvando-O e adorando-O.
Para este grupo, aplica-se e torna-se realidade esta Palavra de Neemias: “Não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força” (Ne 8,10). Trata-se, porém, de uma festa e de uma alegria bem diferentes daquelas que o mundo oferece. Nos retiros espirituais não há preocupações de maior. O único contágio que geralmente acontece com este grupo é o da alegria. Uma alegria que só o Senhor Deus pode oferecer.
Há dois caminhos totalmente opostos. Mas, tu podes escolher apenas um deles. Jesus lembrou: “Não podeis servir a dois senhores” (Mt 6, 24).
Uma escolha que cada um de nós deverá fazer, sabendo que: “Os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que queríeis” (Gl 5,17). Cada caminho leva a um destino e um final diferentes. Por isso, Jesus nos preveniu:
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram” (Mt 7,13-14).
Tu, qual dos dois caminhos escolherás?
Cristo disse e nos alertou sobre as festas que o mundo oferece: um dia, elas seriam parecidas com o que já aconteceu na face da terra, nos tempos de Noé: “Como ocorreu nos dias de Noé, acontecerá do mesmo modo nos dias do Filho do Homem. Comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. Veio o dilúvio e matou a todos” (Lc 17, 26 – 27). É importante que estejamos bem atentos e procuremos fazer como Maria “que escolheu a melhor parte” (cf. Lc 10, 42): ficou aos pés de Jesus.
O efeito de cada uma das escolhas aparecerá claramente na Quarta-feira de Cinzas. Todos podem até estar cansados; mas, o estado de ânimo será bem diferente. Enquanto uns estarão curtindo a ressaca e o vazio; outros estarão com o coração exultante da alegria do Senhor. Sejamos espertos: escolhamos a melhor parte, como Jesus afirmou: “Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada” (Lc 10, 42).
Carnaval: podes escolher!
E quando acabar o Carnaval, o que fica?
Eu também já pulei e brinquei no Carnaval. Mas eu não fazia mal às pessoas, era só para me divertir, e acredito que exista muita gente assim. Em busca da verdadeira alegria.
Quando encontrei o Rei do meu Carnaval, Jesus de Nazaré, descobri qual era a verdadeira alegria. A verdadeira alegria é um fruto interior, fruto do Espírito Santo, que não precisa de condicionamentos externos para encher o meu coração, ela é constante e não depende de música, de bebidas, muito menos de usar pessoas para que ela aumente em mim. A verdadeira alegria em mim dá sentido ao que eu sou e ao que eu faço.
A alegria, não deixa peso, remorso ou dúvidas, muito menos se satisfaz com o que me destrói, é um estado de espírito, de alma, que extravasa para o corpo, para as pessoas e dá o verdadeiro sentido do que eu busco: A ETERNA ALEGRIA!
Ela está em mim, mesmo nos momentos de dor e sofrimento, eu não preciso de me fantasiar, nem mover o mundo para experimentar a verdadeira alegria. Hoje deitei fora a mortalha e a máscara da euforia, para dar lugar a vestir-me do homem novo, renovado, pois o amor de Deus me conquistou e hoje sou feliz: “e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”. (Efésios 4,24).
Nesta hora também eu te faço uma pergunta: euforia ou alegria, tu podes escolher!
“Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos!” (Fil 4,4).
Não te esqueças que Deus te ama e é sempre tempo de recomeçar!
Quatro passos para viver bem o Carnaval
O Carnaval é uma festa popular mas, para os cristãos, é um tempo de purificação e de preparação para a Quaresma.
O que significa o Carnaval para nós cristãos?
Carnaval é o tempo que antecede a Quaresma, que é um período de preparação para a Páscoa. É uma festa pagã, mas foi santificada pela graça de Cristo dentro da Igreja. É assumida como a preparação para a Quaresma.
Para viver bem o período do Carnaval são necessários quatro passos:
Carnaval é o tempo que antecede a Quaresma, que é um período de preparação para a Páscoa. É uma festa pagã, mas foi santificada pela graça de Cristo dentro da Igreja. É assumida como a preparação para a Quaresma.
Para viver bem o período do Carnaval são necessários quatro passos:
- a alegria verdadeira, que vem do Espírito de Deus; - a prudência, pois "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convêm" (I Coríntios 6, 12); - o saber fazer as escolhas certas, porque muita gente vai convidá-lo ao pecado no Carnaval; - e encher o tanque do carro e arrumar a mala, colocar o combustível certo, que é Deus. Arrumar as malas é colocar coisas boas dentro de nós como a alegria, amigos, a Bíblia... Isto é importante porque vamos entrar num combate espiritual – que é a Quaresma – e precisamos de estar preparados para receber bem Jesus Ressuscitado na Páscoa.
Prazer é a satisfação da carne; alegria é a satisfação da alma
Ceder à tentação da carne ou aguentar firme em Jesus? É muito mais compensador para a alma ser firme e perseverante em Deus.
Há uma diferença entre o prazer e a alegria: prazer é a satisfação da carne; e alegria é a satisfação da alma. O prazer, quando passa, deixa gosto de morte; e a alegria deixa o gosto de vida. Há prazeres que são bons desde que não desvirtues as coisas; é muito bom sentar-se à mesa e alimentar-se bem; conversar com os amigos também é um prazer lícito.
O mal é o abuso daquilo que é bom. Se nós abusamos do bem, se abusamos da comida, da bebida, tudo isso se torna um mal.
A Igreja ensina os sete pecados capitais: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, vaidade, orgulho. São vícios que nos levam à morte. Por outro lado, há sete virtudes que podem combater estes pecados. Contra a soberba, a humildade; contra a ganância, o desprendimento; contra a luxúria, a castidade; contra a gula, o autocontrole; contra a preguiça, a vontade de trabalhar; contra a ira, a paciência. Nos pecados nós encontramos o caminho da morte; nas virtudes encontramos o caminho da paz”.
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Na Quarta-feira de Cinzas começa um tempo de reflexão |
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Lembra-te ó homem que és pó e em pó te hás-de tornar
Com a imposição das cinzas na quarta-feira é marcado o início do tempo penitencial em preparação ao Mistério Pascal, ou seja, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
Este tempo do Ano Litúrgico é caracterizado pela mensagem bíblica que pode ser resumida numa palavra: "Convertei-vos". Ao traçar o sinal da cruz na fronte dos fiéis são pronunciadas as palavras "Convertei-vos e acreditai no Evangelho".
A cerimónia das cinzas eleva a mente dos fiéis à realidade eterna que nunca passa, a Deus; princípio e fim, alfa e ómega da existência. A conversão não é nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível da sua verdade.
Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa. Isto dava por resultado 36 dias de jejum. Como, tradicionalmente, aos domingos nunca se jejuou, foi necessário acrescentar quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum. Daí a antecipação do início da Quaresma para a Quarta-Feira de Cinzas.
Origem do nome
As raízes do termo que dá nome à festa de Carnaval têm sido objecto de discussão. Para uns, a palavra carnaval vem da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam as suas comemorações.
Para outros, a palavra seria derivada da expressão do latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale!" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma que ia começar.
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