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Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
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Ano Sacerdotal
Um Ano Sacerdotal Imprimir e-mail
19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010
 

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O Papa Bento XVI decidiu proclamar um Ano Sacerdotal por ocasião do 150º aniversário da morte de Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, que foi modelo de pastor inteiramente dedicado ao Serviço do Povo de Deus.

«Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote» - é o tema deste ano que começa a 19 de Junho de 2009 e será encerrado pelo Papa no dia 19 de Junho de 2010, com um Encontro Mundial Sacerdotal na praça de São Pedro.

O Ano Sacerdotal é, antes de mais, um ano para que toda a Igreja possa olhar a realidade daquele sacerdócio que participa do sacerdócio de Cristo cabeça, pastor e servo. Olhar e compreender o dom que é para si e para o mundo. Dom que, por isso, esta Igreja reza e suplica de Deus para que continuamente se reavive em todos os sacerdotes da Igreja. E para que encontre a disponibilidade e generosidade de corações que se disponham a ser sacramento do sacerdócio eterno de Cristo, em cada geração.

Deste Cristo, o sacerdote recebe o seu código genético, ele não é do mundo, por isso, não é atribuição do mundo definir segundo critérios e concepções horizontais a sua identidade. Nem é fruto de condições sócio-culturais ou religiosas favoráveis, é puro dom de Deus concedido antes de mais e sobretudo à comunidade cristã para a edificação da Igreja (S. Tomás).

Mas é também um dom para agradecer. "Ele foi ordenado para actuar em nome de Cristo-Cabeça, para ajudar os irmãos a entrar na vida nova aberta por Cristo, para lhes dispensar os seus mistérios: a Palavra, o perdão e o Pão da Vida, para os reunir no seu Corpo e ajudá-los a formar-se interiormente, para viver e actuar segundo o desígnio salvífico de Deus" (João Paulo II). E agradecer mesmo quando isto não é possível porque as circunstâncias são adversas, a simples presença, o testemunho silencioso de fé em ambientes indiferentes ou não cristãos...

Porque o sacerdócio ministerial é um sinal do amor salvador que o Senhor Jesus dedica à Igreja, uma comunidade que não pode criá-lo antes deve estar disposta a aceitá-lo, porque o recebe do Espírito, não pode, senão obedecer ao mandato de Jesus: Rogai ao Senhor da Messe para que envie trabalhadores para a sua messe (Mt 9,38)

Será ainda um ano naturalmente importante para os padres, para que reavivam o dom que lhes foi conferido pela imposição das mãos, cuidando-o em si próprios. "Diariamente somos chamados à conversão. Mas, neste Ano, o somos de um modo todo particular, juntamente com todos os que receberam o dom da ordenação sacerdotal. Para que conversão? Converter-se para ser sempre mais autenticamente aquilo que somos. Conversão à nossa identidade eclesial para que o ministério seja totalmente consequente com tal identidade, a fim de que uma renovada e gozosa consciência do nosso "ser" determine o nosso "agir", ou melhor, ofereçamos espaço a Cristo Bom Pastor, a fim de que viva em nós e actue através de nós" (D. Mauro Piacenza). Não apenas a partir das perspectivas dos instrumentos e instituições eclesiais de comunhão mas a partir dos processos reais pessoais da própria comunhão.

Referência incontornável deste Ano Sacerdotal será sem dúvida o Santo Cura d'Ars, de quem se celebra século e meio sobre a sua morte. Por si só, pastor sem igual - como o definiu João Paulo II - cumprimento pleno do ministério sacerdotal e da santidade do ministro, poderia constituir todo um programa para este ano. João Maria Vianney morreu em Ars a 4 de Agosto de 1859, depois de quarenta anos de entrega abnegada, quando contava setenta e três anos.

Quando chegou a Ars encontrou um povo esquecido da arquidiocese de Lyon, que é actualmente de Belley. No final da sua vida, ali acorriam pessoas de toda França, e a sua fama de santidade, após a sua morte, cedo chamou a atenção da Igreja Universal. São Pio X beatificou-o em 1905, Pio XI canonizou-o em 1925 e em 1929 declarou-o patrono dos párocos de todo mundo. "A sua paróquia que apenas tinha 230 pessoas, com a sua chegada, mudará profundamente. Recordamos que naquele povo havia muita indiferença e muito pouca prática religiosa entre os homens. O bispo tinha advertido João Maria Vianney: "Não há muito amor a Deus nesta paróquia, tu o porás". Mas muito cedo, inclusive de fora do seu povo, o Cura veio a ser o pastor de uma multidão que chega de toda a região, de diversas partes de França e de outros países. Fala-se de 80.000 pessoas no ano 1858. Têm que esperar às vezes muitos dias para o poder ver e se confessar. O que atrai não é certamente a curiosidade nem a própria reputação justificada, pelos milagres e curas extraordinárias, que o santo procurava ocultar. É sobretudo o pressentimento de encontrar um santo, surpreendente pela sua penitência, tão familiar com Deus na oração, que sobressai pela sua paz e a sua humildade no meio do sucesso junto do povo, e sobretudo tão intuitivo para corresponder às disposições interiores das almas e libertá-las dos seus pesos, particularmente no confessionário." (João Paulo II)

A par deste acompanhamento espiritual e da confissão, ocupa particular destaque na sua vida a Eucaristia. À sua preparação e celebração devotava uma intensidade que em todos causava fascínio, compreendia que cuidava da obra de Deus, dom mais excelente a que nada se podia comparar. "A comunhão e o santo sacrifício da Missa são os dois actos mais eficazes para conseguir a transformação dos corações", dizia. Aí recobra permanentemente alegria e ardor para o seu ministério.

A vida e a personalidade do Cura de Ars são, em todos os aspectos um exemplo luminoso e atraente: para as comunidades cristãs como para a sociedade perceber o que é realmente importante no ministério do padre e no seu serviço poderá passar certamente pelo conhecimento deste homem de Deus e da Igreja; para os que se preparam para o sacerdócio compreendendo bem o seu testemunho de vida e a sua vontade obstinada em preparar-se para ser sacerdote; para os próprios padres sê-lo-á igualmente porquanto encontrem nele modelo de vida e de serviço sacerdotal. Inspiração para manter vivo em si o dom inefável do seu próprio sacerdócio. Precisam da sua intercessão para fortalecer numa resposta crescente ao amor de Deus, confiantes na força do dom recebido no dia da ordenação que renova cada dia a vida espiritual e faz enfrentar com renovada criatividade a tarefa de gerar Cristo em si próprio e nos outros.

As comunidades eclesiais começam a dar-se conta que na figura do padre se joga uma parte muito importante e decisiva da igreja. O sacerdócio ministerial é indispensável para a existência de uma comunidade eclesial (Bento XVI) e por consequência para garantir a identidade e a autenticidade e para gerar e regenerar a comunidade cristã.

Seja este Ano Sacerdotal ocasião para compreender na fidelidade de Cristo o caminho para a fidelidade do sacerdote, de cada baptizado e de toda a Igreja.
 
Pe. Jorge Madureira,Secretário Comissão Episcopal Vocações e Ministérios
 
 


 
O Ano Sacerdotal Imprimir e-mail

Caríssimos Sacerdotes!


No próximo dia 19 de Junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, poderemos viver um intenso momento de fé, estreitamente unidos ao Santo Padre e entre nós, quando da celebração das Vésperas na Basílica de São Pedro, no Vaticano, iniciando assim o Ano Sacerdotal.

Diariamente somos chamados à conversão. Mas, neste Ano, somos de um modo todo particular, juntamente com todos que receberam o dom da ordenação sacerdotal. Para que conversão? Converter-se para ser sempre mais autenticamente aquilo que somos. Conversão à nossa identidade eclesial para que o ministério seja totalmente consequente a tal identidade, a fim de que uma renovada e gozosa consciência do nosso "ser" determine o nosso "agir", ou melhor, ofereçamos espaço a Cristo Bom Pastor, a fim de que viva em nós e actue através de nós.

A nossa espiritualidade não pode ser outra que o reflexo da espiritualidade de Cristo, único e Sumo-Sacerdote do Novo Testamento.

Neste Ano, providencialmente anunciado pelo Sumo Pontífice, procuraremos, todos juntos, tomar como ponto de referência, a identidade de Cristo Filho de Deus, em comunhão com o Pai e o Espírito Santo, que se fez homem no seio virginal de Maria, e à sua missão de revelar o Pai e o seu admirável desígnio de salvação. Essa missão de Cristo também importa na fundação da Igreja: eis o Bom Pastor (cf. Jo. 19, 1-21), que doa a vida para a Igreja (cf. Ef. 5, 25).

Uma conversão diária, a fim de que o estilo de vida de Cristo seja cada vez mais o estilo de vida de cada um de nós.

Devemos "ser" para os homens, devemos nos esforçar para viver em comunhão de um santo e divino amor com todas as pessoas, um amor que doa a vida (eis aqui também inscrita a riqueza do sagrado celibato), que leva à solidariedade autêntica com aqueles que sofrem e com os pobres de todos os géneros de pobreza.

Devemos ser operários para a co-edificação da única Igreja de Cristo in terris. Por isso, devemos viver com grande motivação e fidelidade a comunhão de amor com o Papa, com os bispos, com os nossos irmãos e com todos os fiéis. Devemos viver a comunhão através do ininterrupto caminho da Igreja nas entranhas de seu mistério em ser Corpo Místico de Cristo.

Temos que avançar durante todo este Ano "dilatato corde", na correspondência à nossa vocação, para que, de verdade, cada um possa melhor dizer: "não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gal. 2, 20).

A santidade dos sacerdotes repercute-se em benefício de todo o Corpo eclesial: os fiéis ordenados, como também os seminaristas, religiosos, religiosas e todos os fiéis leigos, todos juntos poderemos encontrar-nos na Basílica Vaticana para a celebração das Vésperas, presidida pelo Santo Padre, depois do acolhimento da relíquia do coração daquele luminoso modelo que é São João Maria Vianney.

O Ano Sacerdotal terminará com um Congresso Internacional em Roma, que se realizará de 09 a 11 de Junho de 2010.

D. Mauro Piacenza - Secretário da Congregação para o Clero
 
 
 
 
 
Beleza e importância do sacerdócio Imprimir e-mail
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Numa mensagem dirigida à diocese do Funchal, D. António Carrilho sublinha a importância do Ano Sacerdotal reconhecendo ser essencial "redescobrir a beleza e a importância do Sacerdócio e de cada um dos ordenados, sensibilizando para isso todo o Povo de Deus".
 
Escreve o Bispo diocesano que o Ano Sacerdotal implica uma "dupla atenção". "Dar a conhecer a ajudar a redescobrir o sentido profundo do sacerdócio" e de igual modo, proporcionar aos sacerdotes "lhes meios de aprofundamento e melhor vivência da sua própria identidade".

Segundo D. António Carrilho, esta é uma oportunidade, para toda a Igreja e toda a diocese, "aprofundar o sentido teológico, espiritual e pastoral do sacerdócio". Ao mesmo tempo será para os sacerdotes "um estímulo na redescoberta feliz da sua identidade, da fraternidade e unidade do presbitério e da sua relação sacramental com o Bispo".

O Ano sacerdotal será um tempo forte de "oração pelas vocações sacerdotais e pelos sacerdotes", reconhecendo "com gratidão" a "necessidade e importância na vida da Igreja, o seu trabalho pastoral e testemunho de vida".
 
 
 

 
Crise dos padres, uma oportunidade? Imprimir e-mail
O papel do padre, em vez de se esboroar, tem-se afirmado com um relevo inédito. Pode mesmo dizer-se que o padre se torna cada vez mais importante.

Por bizarro que possa parecer, tornou-se muito raro ouvir falar da identidade ou da função do Padre na Igreja Católica sem associar imediatamente a palavra crise. Se este termo só muito recentemente entrou na gramática do quotidiano para designar a economia e a sociedade, há muito que ele acompanha a definição da figura e da missão do presbítero. Primeiro, porque as estatísticas desenham uma diminuição das vocações sacerdotais e religiosas que não pode não ter consequências.

Segundo, porque o modo como o padre era olhado do exterior também se alterou (o padre detinha um poder simbólico e exercia um magistério social inquestionáveis). E, por fim, e para resumir, a maneira como o Padre olha para si mesmo reflecte também novas interrogações, expectativas e possíveis caminhos. A grande questão é como transformar esta crise, que não é de ontem nem de hoje, numa oportunidade para a perspectivação e vivência deste ministério fundamental.

Há, num contexto de nem sempre fácil leitura, algumas linhas que vão sublinhando a esperança. Uma delas é a percepção paradoxal de que o papel do padre em vez de se esboroar se tem afirmado com um relevo inédito. Pode mesmo dizer-se que o padre se torna cada vez mais importante na vida dos cristãos e das comunidades. À medida que a visibilidade sociológica do padre parece diminuir, cresce a procura para o diálogo e o confronto da vida, as solicitações para acompanhar pequenos grupos e equipas, para estar presente nos momentos mais variados e em contextos mais íntimos. Lendo alguns sinais deste tipo, vemos emergir três eixos que constituem outros tantos desafios para o Padre de hoje:

1. O Padre é chamado a ser cada vez mais um homem da Palavra. Espera-se dele que tenha mergulhado a sua vida e a sua inteligência na Palavra de Deus e possa ser um anunciador, com capacidade de traduzi-la numa linguagem pertinente e actual, agindo com sentido profético e verdadeira sabedoria evangélica.

2. O Padre é chamado a exercer a paternidade espiritual de modo mais intenso, pela disponibilidade para acolher e acompanhar, sublinhando nos momentos diversos o essencial da esperança.

3. O Padre é chamado, até por fidelidade à tradição da Igreja, a sondar e a valorizar as novas fronteiras onde o Espírito se revela.

José Tolentino Mendonça
 
 
 
 
O Papa aos Bispos dos Camarões Imprimir e-mail
A liturgia ocupa um lugar importante na manifestação da fé das vossas comunidades. Habitualmente, estas celebrações eclesiais são festivas e animadas, exprimindo o fervor dos fiéis, felizes por estarem juntos, como Igreja, para louvar o Senhor.

Entretanto é essencial que a alegria assim manifestada não seja obstáculo mas meio para entrar em diálogo e comunhão com Deus, através de uma real interiorização das estruturas e palavras de que se compõe a liturgia, para que esta traduza o que se passa no coração dos crentes, em real união com todos os participantes.
 
Um sinal eloquente desta é a dignidade das celebrações, sobretudo quando estas se desenrolam com grande afluência de participantes.




 
O Papa explica importância do sacerdote na formação cultural dos jovens Imprimir e-mail
Durante o encontro com os párocos da diocese de Roma
 
O Papa Bento XVI sublinha a importância do trabalho pastoral do sacerdote com os jovens, especialmente nos anos da adolescência, nos quais se forma a personalidade madura, ao responder pessoalmente às perguntas e inquietudes formuladas pelos párocos da diocese de Roma.
O sacerdote deve «ajudar os jovens a entrarem numa cultura inspirada pela fé».
O Papa referiu-se a um tipo de pastoral juvenil muito estendido na Itália, o dos «oratórios», experiências que oferecem aos jovens lazer e formação sadios, e que foram criados por São João Bosco (fundador dos Salesianos) no século passado.
Neste sentido, sublinhou que a principal função dos oratórios é o de «ser realmente uma formação cultural, humana e cristã da personalidade, que deve converter-se numa personalidade madura». «Um oratório no qual somente se joga e se tomam bebidas seria absolutamente supérfluo», acrescentou.
Outra das exigências é que o sacerdote, «como educador, deve ser ele mesmo bem formado e estar situado na cultura de hoje, rico em cultura, para ajudar também os jovens a entrarem em uma cultura inspirada pela fé».
Precisamente, sublinhou, esta cultura «integradora» dos conhecimentos com a ética à luz da fé «é muito necessária hoje»: «uma cultura sem conhecimento pessoal de Deus, sem conhecimento do rosto de Deus em Cristo, é uma cultura que poderia ser inclusive destrutiva, porque não conhece as orientações éticas necessárias».
Neste sentido, acrescentou, os sacerdotes têm «uma missão de formação cultural e humana profunda, que se abre a todas as riquezas da cultura do nosso tempo».
Com relação a questões pastorais práticas, como a presença estável dos sacerdotes com os jovens, o Papa, ainda que remeteu a questão em sua resolução prática ao cardeal vigário Agostino Vallini, sublinhou a importância de que o sacerdote esteja presente nas etapas decisivas da formação.
«Na vida do jovem, as dimensões do tempo são diferentes das da vida do adulto. Em três anos, dos dezasseis aos dezanove, são pelo menos tão longos e importantes como os anos entre os quarenta e os cinquenta. Precisamente aqui forma-se a personalidade: é um caminho interior de grande importância, de grande extensão existencial».
«Este tempo não é tão breve para uma certa continuidade, um caminho educativo da experiência comum, para aprender a ser homem. Na juventude, três anos são um tempo decisivo e longo, porque se forma realmente a futura personalidade.»
 
 
 
 
 
Jesus não chamou os padres para fazer coisas, diz arcebispo de Brasília Imprimir e-mail
 ''Transformar a acção com todos os momentos privilegiados de oração num caminho de mudança, de aprofundamento da vida com Cristo''

"É sempre um erro nosso achar que cortar a oração nos leva a agir com mais proveito. É o contrário".
O Arcebispo de Brasília falou sobre a necessidade de intimidade com Deus, diante das inúmeras actividades do quotidiano. "Jesus não chamou os padres, para fazer coisas. Chamou-os para estar com Ele, e quem está com Ele depois pode falar dele".
Os padres, diante das inúmeras necessidades pastorais, correm o risco de viver um activismo, e deixar em segundo plano a sua necessidade de oração, intimidade com Deus. Como lidar com esta realidade?
O cultivo da espiritualidade na vida do cristão, do discípulo de Jesus e, de modo particular, na vida do padre é algo fundamental, por ser ele que age em nome de Cristo, com um ministério próprio.
Quando esta dimensão da vida sofre uma certa crise e, nós temos tido este problema na história última da formação, nestes últimos 50 anos, a gente sente que as coisas não andam bem.
O que nós precisamos é unificar a vida toda sob um modo de viver espiritual, transformar também a acção com todos os momentos privilegiados de oração num caminho de mudança, de aprofundamento da vida com Cristo. E isto unifica a vida da gente, porque a gente tem que estar nele. Jesus não chamou os padres, para fazerem coisas. Chamou para estar com Ele, e quem está com Ele depois pode falar dele.
E tu não ficas com Ele se não houver dentro de ti a dimensão de um diálogo constante. Vamos aprendendo isto devagar. Com o tempo, notamos que a própria experiência da oração, da espiritualidade vai se tornando uma exigência.
Do seminário para a vida presbiteral nós precisamos também de cuidado, porque no seminário tudo é bastante ordenado, disciplinado, e na vida do padre depois, ele tem que criar estes momentos.



ROSÁRIO PELOS SACERDOTES

V. ABRI, SENHOR, OS MEUS LÁBIOS.
R. E A MINHA BOCA ANUNCIARÁ O VOSSO LOUVOR.

Faz-se uma Ieitura da Sagrada Escritura. Pode-se usar uma das seguintes:
Mt 9,35-38; Mc 10,28-30; Lc 5,1-1 1; Jo 1,35-52; Jo 1 5,9-1 7; 2Cor 5,14-20;
Heb 5,1-10; Gen 12,1-4; Ex 3,1-6; 9-12; lSam 3,1-10; Jer 1,6-8.

MISTÉRIOS GOZOSOS
Rezamos para que cada sacerdote possa...
   

1. A anunciação do Anjo a Maria
...escutar e viver a Palavra de Deus

2. A visitação a S. lsabel
...proclamar Jesus como Salvador e Senhor

3. O nascimento de Jesus
...levar Cristo aos outros

4.
A apresentação de Jesus
...ter profunda fé nos sacramentos.

5. O encontro de Jesus no Templo
Rezamos pelo(s) nosso(s) bispo(s), padres e diáconos.

MISTÉRIOS LUMINOSOS
Rezamos para que cada sacerdote possa...
    

1. O baptismo de Jesus
.. escutar a voz de Jesus

2. As bodas de Caná
.. dirigir-se a Maria em tempo de necessidade

3. A proclamação do Reino
. .anunciar a verdade do Evangelho e convidar à conversão

4.
A transfiguração de Jesus
. . testemunhar Jesus o Filho de Deus.

5. A lnstituição da Eucaristia
Rezamos pelo(s) nosso(s) bispo(s), padres e diáconos.
 

MISTÉRIOS DOLOROSOS
Rezamos para que cada sacerdote possa...
   

1. A agonia no horto
..ser perseverante na oração

2. A flagelação de Jesus
...sofrer pacientemente por Cristo
 

3.A coroação de espinhos...

ser fiel às promessas sacerdotais 

4. Jesus carrega a cruz
…experimentar o poder da Cruz.

 5. A crucifixão e morte de Jesus

Rezamos pelo(s) nosso(s) bispo(s), padres e diáconos.



MISTÉRIOS GLORIOSOS
Rezamos para que cada sacerdote possa...


1. A ressurreição de Jesus ...

1. A ressurreição de Jesus ...

...trazer a paz e a reconciliação 

2.     A ascensão de Jesus
. .ser testemunha da esperança

3. A descida do Espírito Santo ...

...estar cheio do Espírito Santo 

4.     A assunção de Maria
viver uma verdadeira devoção a Maria.
 

5. A coroação de Maria
Rezamos pelo(s) nosso(s) bispo(s), padres e diáconos.


«Simão, Simão, olha que Satanás vos reclamou para vos joeirar como o trigo. Mas Eu roguei por ti, a fim de que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos» (Lc 22,31)

LADAINHA DOS SANTOS

V. Santa Maria, Mãe de Deus,

R. Rogai pelos nossos bispos e sacerdotes 

S. Miguel,

S. Gabriel e S. Rafael

Santo Anjo de Portugal

Santo Anjo da Guarda

São João Baptista

São José

São Pedro e São Paulo

São Tiago

São Francisco e Santa Clara

Santo António

São Domingos

Santa Catarina de Sena

Santo Inácio

São João de Brito

São Vicente de Paulo

São João Maria Vianney

São João Bosco

Santa Teresa do Menino Jesus

Santa Teresa de Jesus

São Maximiliano Maria Kolbe

Santa Faustina

São Padre Pio

São Josemaria

Beatos Francisco e Jacinta Marto 

 

ORAÇÃO PELOS SACERDOTES

Senhor Jesus, Tu escolheste os teus sacerdotes de entre nós e os mandaste a proclamar a tua Palavra e agir em teu nome. Por tão grande dom para a tua Igreja nós Te louvamos e agradecemos. Nós Te pedimos que os enchas com o fogo do teu amor, de modo a que o seu ministério possa revelar a tua presença na Igreja. Uma vez que eles são vasos de barro, nós pedimos que o teu poder resplandeça através da sua fraqueza. Nas suas aflições não permitais nunca que sejam esmagados, nas suas dúvidas que desesperem, nas tentações que sejam destruidos, nas perseguições que sejam abandonados. lnspira-os através da oração a vìver cada dia o mistério da tua morte e ressurreição. Nos tempos de fraqueza manda sobre eles o teu Espírito, e ajuda-os a louvar o teu Pai celeste e a rezar pelos pobres pecadores. Pelo mesmo Espírito Santo pôe as tuas palavras nas suas bocas e o teu amor nos seus corações, para levarem a Boa Nova aos pobres e a cura aos corações despedaçados. E possa o dom de Maria, tua mãe, ao discípulo que amavas, ser o teu dom para cada sacerdote. Concede que aquela que Te formou à sua imagem humana os possa formar à tua imagem divina pelo poder do teu Espírito, para glória de Deus Pai. Amen.


O SACERDOTE 

Se não tivéssemos o Sacramento da Ordem, não teríamos Jesus connosco. Quem é que O pôs no Sacrário?

- O Sacerdote.

Quem é que acolheu a vossa alma à sua entrada na vida?

- O Sacerdote.

Quem a alimenta para lhe dar força de continuar a caminhar para o Céu?

- O Sacerdote.

E se a alma morrer pelo pecado, quem a ressuscitará, quem lhe restituirá o perdão, a graça e a paz?

- O Sacerdote.

Quem a preparará para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no Sangue de Jesus Cristo?

- O sacerdote, sempre o Sacerdote.

O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus por nós!  Oh! Como é grande e importante o Sacerdote!  

Tu, como tratas o sacerdote? Tu, colaboras com o sacerdote?

Tu, também queres ser sacerdote?

Se quiseres, podes falar comigo…

 

 

Carta do Papa Bento XVI para o Ano Sacerdotal

No texto, o Papa afirma que o Ano Sacerdotal ajudará a "promover o compromisso de uma renovação interior de todos os sacerdotes a fim que eles possam dar um forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje".

O Santo Padre recorda os 150 anos da morte de São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, e propõe aos sacerdotes do mundo inteiro um percurso simples e concreto sob o exemplo deste santo. Bento XVI ressalta que os sacerdotes são dons não somente para a Igreja, mas também para a humanidade.

O Pontífice lembra as fadigas apostólicas, o serviço incansável e silencioso e a caridade de muitos sacerdotes que se dedicam totalmente ao serviço de Deus e do próximo, não obstante as dificuldades, as incompreensões e até mesmo as perseguições que terminam muitas vezes com o testemunho do martírio.

Bento XVI recorda aos sacerdotes o testemunho quotidiano de São João Maria Vianney na oração, na Santa Missa e na confissão, e exorta-os a terem confiança no Sacramento da Confissão, recolocando-o no centro das suas preocupações pastorais.

O Santo Padre confia o Ano Sacerdotal à protecção da Virgem Maria com as seguintes palavras: "Queridos irmãos sacerdotes, Cristo conta convosco. Seguindo o exemplo de São João Maria Vianney deixem-se conquistar por Ele e sereis, no mundo de hoje, mensageiros de esperança, de reconciliação e de paz".

Amados irmãos no sacerdócio,

Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira, 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um "Ano Sacerdotal",» por ocasião do 150° aniversário do
dies natalis de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo.

Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010.

"O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus": costumava dizer o Santo Cura d’Ars. Esta tocante afirmação nos permite, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência. Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal? E que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis à sua vocação: a de "amigos de Cristo", por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados?

Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote: me deixou o exemplo de uma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, a ponto de encontrar a morte durante o próprio acto de levar o viático a um doente grave. Depois, repasso na memória os inumeráveis irmãos que encontrei e encontro, inclusive durante as minhas viagens pastorais às diversas nações, generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal.

Mas a expressão utilizada pelo Santo Cura d’Ars evoca também o Coração trespassado de Cristo com a coroa de espinhos que O envolve. E isto leva o pensamento a se deter nas inumeráveis situações de sofrimento em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações, ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu ministério: como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue?

Infelizmente existem também situações, nunca suficientemente deploradas, em que a própria Igreja a sofre pela infidelidade de alguns dos seus ministros. Daí advém, então, para o mundo motivo de escândalo e de repulsa. O máximo que a Igreja pode recavar de tais casos não é tanto a acintosa relevação das fraquezas dos seus ministros, como sobretudo uma renovada e consoladora consciência da grandeza do dom de Deus, concretizado em figuras esplêndidas de generosos pastores, de religiosos inflamados de amor por Deus e pelas almas, de directores espirituais esclarecidos e pacientes. A este respeito, os ensinamentos e exemplos de São João Maria Vianney podem oferecer a todos um significativo ponto de referência.

O Cura d’Ars era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo: "Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina". Falava do sacerdócio como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa, confiados a uma criatura humana: "Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia". E, ao explicar aos seus fiéis a importância dos sacramentos, dizia: "Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote.

(…) Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu". Estas afirmações, nascidas do coração sacerdotal daquele santo pároco, podem parecer excessivas. Nelas, porém, revela-se a sublime consideração em que ele tinha o sacramento do sacerdócio. Parecia subjugado por uma sensação de responsabilidade sem fim: "Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos, não de susto, mas de amor. (…) Sem o padre, a morte e a paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada. É o padre que continua a obra da Redenção sobre a terra (…) Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, senão houvesse ninguém para nos abrir a porta? O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecónomo do bom Deus; o administrador dos seus bens (…) Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá serão adoradas as bestas. (…) O padre não é padre para si mesmo, é para vós".

Tinha chegado a Ars, uma pequena aldeia com 230 habitantes, precavido pelo bispo de que iria encontrar uma situação religiosamente precária: "Naquela paróquia, não há muito amor de Deus; vou infundir em vós". Por conseguinte, achava-se plenamente consciente de que devia ir para lá a fim de encarnar a presença de Cristo, testemunhando a sua ternura salvífica: "[Meu Deus], concedei-me a conversão da minha paróquia; aceito sofrer tudo aquilo que quiserdes por todo o tempo da minha vida!": foi com esta oração que começou a sua missão. E, à conversão da sua paróquia, dedicou-se o Santo Cura com todas as suas energias, pondo no cume de cada uma das suas ideias a formação cristã do povo a ele confiado. Amados irmãos no sacerdócio, peçamos ao Senhor Jesus a graça de podermos também nós assimilar o método pastoral de S. João Maria Vianney. A primeira coisa que devemos aprender é a sua total identificação com o próprio ministério.

Em Jesus, tendem a coincidir Pessoa e Missão: toda a sua acção salvífica era e é expressão do seu "Eu filial" que, desde toda a eternidade, está diante do Pai em atitude de amorosa submissão à sua vontade. Com modesta mas verdadeira analogia, também o sacerdote deve ansiar por esta identificação. Não se trata, certamente, de esquecer que a eficácia substancial do ministério permanece independentemente da santidade do ministro; mas também não se pode deixar de ter em conta a extraordinária frutificação gerada do encontro entre a santidade objectiva do ministério e a subjectiva do ministro. O Cura d’Ars principiou imediatamente este humilde e paciente trabalho de harmonização entre a sua vida de ministro e a santidade do ministério que lhe estava confiado, decidindo "habitar", mesmo materialmente, na sua igreja paroquial: "Logo que chegou, escolheu a igreja por sua habitação. (…) Entrava na igreja antes da aurora e não saía de lá senão à tardinha depois do Angelus. Quando precisavam dele, deviam procurá-lo lá": lê-se na primeira biografia.

O exagero devoto do pio hagiógrafo não nos deve fazer esquecer o facto de que o Santo Cura soube também "habitar" activamente em todo o território da sua paróquia: visitava sistematicamente os doentes e as famílias; organizava missões populares e festas dos Santos Patronos; recolhia e administrava dinheiro para as suas obras sócio-caritativas e missionárias; embelezava a sua igreja e a dotava de alfaias sagradas; ocupava-se das órfãs da "Providence" (um instituto fundado por ele) e das suas educadoras; tinha a peito a instrução das crianças; fundava confrarias e chamava os leigos para colaborar com ele.

O seu exemplo induz-me a evidenciar os espaços de colaboração que
é imperioso estender cada vez mais aos fiéis leigos, com os quais os presbíteros formam um único povo sacerdotal e no meio dos quais, em virtude do sacerdócio ministerial, se encontram "para os levar todos à unidade, amando uns aos outros com caridade fraterna, e tendo os outros por mais dignos" (Rm 12, 10). Neste contexto, há que recordar o caloroso e encorajador convite feito pelo Concílio Vaticano II aos presbíteros para que "reconheçam e promovam sinceramente a dignidade e participação própria dos leigos na missão da Igreja. Estejam dispostos a ouvir os leigos, tendo fraternalmente em conta os seus desejos, reconhecendo a experiência e competência deles nos diversos campos da actividade humana, para que, juntamente com eles, saibam reconhecer os sinais dos tempos".

O Santo Cura ensinava os seus paroquianos sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar, detendo-se de bom grado diante do sacrário para uma visita a Jesus Eucaristia. "
Para rezar bem – explicava-lhes o Cura –, não há necessidade de falar muito. Sabe-se que Jesus está ali, no tabernáculo sagrado: abramos-Lhe o nosso coração, alegremo-nos pela sua presença sagrada. Esta é a melhor oração". E exortava: "Vinde à comunhão, meus irmãos, vinde a Jesus. Vinde viver d’Ele para poderdes viver com Ele". "É verdade que não sois dignos, mas tendes necessidade!". Esta educação dos fiéis para a presença eucarística e para a comunhão adquiria uma eficácia muito particular, quando o viam celebrar o Santo Sacrifício da Missa. Quem ao mesmo assistia afirmava que "não era possível encontrar uma figura que exprimisse melhor a adoração. (...) Contemplava a Hóstia amorosamente". Dizia ele: "Todas as boas obras reunidas não igualam o valor do sacrifício da Missa, porque aquelas são obra de homens, enquanto a Santa Missa é obra de Deus". Estava convencido de que todo o fervor da vida de um padre dependia da Missa: "A causa do relaxamento do sacerdote é porque não presta atenção à Missa! Meu Deus, como é de lamentar um padre que celebra [a Missa] como se fizesse um coisa ordinária!". E, ao celebrar, tinha tomado o costume de oferecer sempre também o sacrifício da sua própria vida: "Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!".

Esta sintonia pessoal com o Sacrifício da Cruz o levava – por um único movimento interior – do altar ao confessionário.

Os sacerdotes não deveriam nunca resignar-se a ver os seus confessionários desertos, nem limitar-se a constatar o menosprezo dos fiéis por este sacramento. Na França, no tempo do Santo Cura d’Ars, a confissão não era mais fácil nem mais frequente do que nos nossos dias, pois a tormenta revolucionária tinha longamente sufocado a prática religiosa. Mas ele procurou de todos os modos, com a pregação e o conselho persuasivo, fazer os seus paroquianos redescobrirem o significado e a beleza da Penitência sacramental, apresentando-a como uma exigência íntima da Presença eucarística. Pôde assim dar início a um círculo virtuoso. Com as longas permanências na igreja junto do sacrário, fez com que os fiéis começassem a imitá-lo, indo até lá visitar Jesus, e ao mesmo tempo estivessem seguros de que lá encontrariam o seu pároco, disponível para os ouvir e perdoar. Em seguida, a multidão crescente dos penitentes, provenientes de toda a França, haveria de o reter no confessionário até 16 horas por dia. Dizia-se então que Ars se tinha tornado "o grande hospital das almas". "A graça que ele obtinha [para a conversão dos pecadores] era tão forte que aquela ia procurá-los sem lhes deixar um momento de trégua!": diz o primeiro biógrafo.

E assim o pensava o Santo Cura d’Ars, quando afirmava: "Não é o pecador que regressa a Deus para Lhe pedir perdão, mas é o próprio Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele". "Este bom Salvador é tão cheio de amor que nos procura por todo o lado".

Todos nós, sacerdotes, deveríamos sentir que nos tocam pessoalmente estas palavras que ele colocava na boca de Cristo: "Encarregarei os meus ministros de anunciar aos pecadores que estou sempre pronto a recebê-los, que a minha misericórdia é infinita". Do Santo Cura d’Ars, nós, sacerdotes, podemos aprender não só uma inexaurível confiança no sacramento da Penitência que nos instigue a colocá-lo no centro das nossas preocupações pastorais, mas também o método do "diálogo de salvação" que nele se deve realizar. O Cura d’Ars tinha maneiras diversas de se comportar segundo os vários penitentes. Quem vinha ao seu confessionário atraído por uma íntima e humilde necessidade do perdão de Deus, encontrava nele o encorajamento para mergulhar na "torrente da misericórdia divina" que, no seu ímpeto, tudo arrasta e depura. E se aparecia alguém angustiado com o pensamento da sua debilidade e inconstância, temeroso por futuras quedas, o Cura d’Ars revelava-lhe o segredo de Deus com um discurso de comovente beleza: "
O bom Deus sabe tudo. Ainda antes de vos confessardes, já sabe que voltareis a pecar e todavia perdoa-vos. Como é grande o amor do nosso Deus, que vai até ao ponto de esquecer voluntariamente o futuro, só para poder perdoar-nos!".

Diversamente, a quem se acusava de forma tíbia e quase indiferente, expunha, através das suas próprias lágrimas, a séria e dolorosa evidência de quão "abominável" fosse aquele comportamento. "Choro, porque vós não chorais", exclamava ele. "Se ao menos o Senhor não fosse assim tão bom! Mas é assim bom! Só um bárbaro poderia comportar-se assim diante de um Pai tão bom!". Fazia brotar o arrependimento no coração dos tíbios, forçando-os a verem com os próprios olhos o sofrimento de Deus, causado pelos pecados, quase "encarnado" no rosto do padre que os atendia de confissão. Entretanto a quem se apresentava já desejoso e capaz de uma vida espiritual mais profunda, abria-lhe de par em par as profundidades do amor, explicando a inexprimível beleza de poder viver unidos a Deus e na sua presença: "Tudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus. (...) Como é belo!". E ensinava-lhes a rezar assim: "Meu Deus, dai-me a graça de Vos amar tanto quanto é possível que eu Vos ame!".

No seu tempo, o Cura d’Ars soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o amor misericordioso do Senhor. Também hoje é urgente igual anúncio e testemunho da verdade do Amor:
Deus caritas est (1 Jo 4, 8). Com a Palavra e os Sacramentos do seu Jesus, João Maria Vianney sabia instruir o seu povo, ainda que frequentemente suspirava convencido da sua pessoal inaptidão a ponto de ter desejado diversas vezes subtrair-se às responsabilidades do ministério paroquial de que se sentia indigno. Mas, com exemplar obediência, ficou sempre no seu lugar, porque o consumia a paixão apostólica pela salvação das almas. Procurava aderir totalmente à própria vocação e missão por meio de uma severa ascese: "Para nós, párocos, a grande desdita – deplorava o Santo – é entorpecer-se a alma", entendendo, com isso, o perigo do pastor se habituar ao estado de pecado ou de indiferença em que vivem muitas das suas ovelhas. Com vigílias e jejuns, punha freio ao corpo, para evitar que opusesse resistência à sua alma sacerdotal. E não se esquivava a mortificar a si mesmo para bem das almas que lhe estavam confiadas e para contribuir para a expiação dos muitos pecados ouvidos em confissão. Explicava a um colega sacerdote: "Dir-vos-ei qual é a minha receita: dou aos pecadores uma penitência pequena e o resto faço-o eu no lugar deles". Independentemente das penitências concretas a que se sujeitava o Cura d’Ars, continua válido para todos o núcleo do seu ensinamento: as almas custam o sangue de Cristo e o sacerdote não se pode dedicar à sua salvação se se recusa a contribuir com a sua parte para o "alto preço" da redenção.

No mundo actual, não menos do que nos tempos difíceis do Cura d’Ars, é preciso que os presbíteros, na sua vida e acção, se distingam por um vigoroso testemunho evangélico. Observou, justamente, Paulo VI que "o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas". Para que não se forme um vazio existencial em nós e fique comprometida a eficácia do nosso ministério, é preciso não cessar de nos interrogarmos: "
Somos verdadeiramente permeados pela Palavra de Deus? É verdade que esta é o alimento de que vivemos, mais de que o sejam o pão e as coisas deste mundo? Conhecemo-la verdadeiramente? Amamo-la? De tal modo nos ocupamos interiormente desta palavra, que a mesma dá realmente um timbre à nossa vida e forma o nosso pensamento?". Assim como Jesus chamou os Doze para estarem com Ele (cf. Mc 3, 14) e só depois é que os enviou a pregar, assim também nos nossos dias os sacerdotes são chamados a assimilar aquele "novo estilo de vida" que foi inaugurado pelo Senhor Jesus e assumido pelos Apóstolos.

Foi precisamente a adesão sem reservas a este "novo estilo de vida" que caracterizou o trabalho ministerial do Cura d’Ars. O Papa João XXIII, na carta encíclica
Sacerdotii nostri primordia – publicada em 1959, centenário da morte de São João Maria Vianney –, apresentava a sua fisionomia ascética referindo-se de modo especial ao tema dos "três conselhos evangélicos", considerados necessários também para os presbíteros: "Embora, para alcançar esta santidade de vida, não seja imposta ao sacerdote como própria do estado clerical a prática dos conselhos evangélicos, entretanto esta representa para ele, como para todos os discípulos do Senhor, o caminho regular da santificação cristã". O Cura d’Ars soube viver os "conselhos evangélicos" segundo modalidades apropriadas à sua condição de presbítero. Com efeito, a sua pobreza não foi a mesma de um religioso ou de um monge, mas a requerida a um padre: embora manejasse com muito dinheiro (dado que os peregrinos mais abonados não deixavam de se interessar pelas suas obras sócio-caritativas), sabia que tudo era dado para a sua igreja, os seus pobres, os seus órfãos, as meninas da sua "Providence", as suas famílias mais indigentes. Por isso, ele "era rico para dar aos outros e era muito pobre para si mesmo".

Explicava: "O meu segredo é simples: dar tudo e não guardar nada". Quando se encontrava com as mãos vazias, dizia contente aos pobres que se lhe dirigiam: "Hoje sou pobre como vós, sou um dos vossos". Deste modo pôde, ao fim da vida, afirmar com absoluta serenidade: "Não tenho mais nada. Agora o bom Deus pode chamar-me quando quiser!". Também a sua castidade era aquela que se requeria a um padre para o seu ministério. Pode-se dizer que era a castidade conveniente a quem deve habitualmente tocar a Eucaristia e que habitualmente a fixa com todo o entusiasmo do coração e com o mesmo entusiasmo a dá aos seus fiéis. Dele se dizia que "a castidade brilhava no seu olhar", e os fiéis se apercebiam disso quando ele se voltava para o sacrário fixando-o com os olhos de um enamorado. Também a obediência de São João Maria Vianney foi toda encarnada na dolorosa adesão às exigências diárias do seu ministério. É sabido como o atormentava o pensamento da sua própria inaptidão para o ministério paroquial e o desejo que tinha de fugir "para chorar a sua pobre vida, na solidão". Somente a obediência e a paixão pelas almas conseguiam convencê-lo a continuar no seu lugar. A si próprio e aos seus fiéis explicava: "Não há duas maneiras boas de servir a Deus. Há apenas uma: servi-Lo como Ele quer ser servido". A regra de ouro para levar uma vida obediente parecia-lhe ser esta: "Fazer só aquilo que pode ser oferecido ao bom Deus".

No contexto da espiritualidade alimentada pela prática dos conselhos evangélicos, aproveito para dirigir aos sacerdotes, neste Ano a eles dedicado, um convite particular para saberem acolher a nova primavera que, em nossos dias, o Espírito suscita na Igreja, através nomeadamente dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades. "
O Espírito é multiforme nos seus dons. (…) Ele sopra onde quer. E o faz de maneira inesperada, em lugares imprevistos e segundo formas precedentemente inimagináveis (…); mas demonstra-nos também que Ele age em vista do único Corpo e na unidade do único Corpo". A propósito disto, vale a indicação do Decreto Presbyterorum ordinis: "Sabendo discernir se os espíritos vêm de Deus, [os presbíteros] perscrutem com o sentido da fé, reconheçam com alegria e promovam com diligência os multiformes carismas dos leigos, tanto os mais modestos como os mais altos". Estes dons, que impelem não poucos para uma vida espiritual mais elevada, podem ser de proveito não só para os fiéis leigos mas também para os próprios ministros. Com efeito, da comunhão entre ministros ordenados e carismas pode brotar "um válido impulso para um renovado compromisso da Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho da esperança e da caridade em todos os recantos do mundo". Queria ainda acrescentar, apoiado na exortação apostólica Pastores dabo vobis do Papa João Paulo II, que o ministério ordenado tem uma radical "forma comunitária" e pode ser cumprido apenas na comunhão dos presbíteros com o seu bispo. É preciso que esta comunhão entre os sacerdotes e com o respectivo bispo, baseada no sacramento da Ordem e manifestada na concelebração eucarística, se traduza nas diversas formas concretas de uma fraternidade sacerdotal efectiva e afectiva. Só deste modo é que os sacerdotes poderão viver em plenitude o dom do celibato e serão capazes de fazer florir comunidades cristãs onde se renovem os prodígios da primeira pregação do Evangelho.

O Ano Paulino, que está a chegar ao fim, encaminha o nosso pensamento também para o Apóstolo das nações, em quem refulge aos nossos olhos um modelo esplêndido de sacerdote, totalmente "doado" ao seu ministério. "O amor de Cristo nos impele – escrevia ele –, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto, morreram" (2 Cor 5, 14). E acrescenta:
Ele "morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam para Aquele que morreu e ressuscitou por eles" (2 Cor 5, 15). Que programa melhor do que este poderia ser proposto a um sacerdote empenhado a avançar pela estrada da perfeição cristã?

Amados sacerdotes, a celebração dos 150 anos da morte de São João Maria Vianney (1859) vem imediatamente às celebrações há pouco encerradas dos 150 anos das aparições de Lourdes (1858). Já em 1959, o Beato Papa João XXIII anotara: "Pouco antes que o Cura d’Ars concluísse a sua longa carreira cheia de méritos, a Virgem Imaculada aparecera, noutra região da França, a uma menina humilde e pura para lhe transmitir uma mensagem de oração e penitência, cuja imensa ressonância espiritual há um século que é bem conhecida. Na realidade, a vida do santo sacerdote, cuja comemoração celebramos, fora de antemão uma viva ilustração das grandes verdades sobrenaturais ensinadas à vidente de Massabielle. Ele próprio nutria pela Imaculada Conceição da Santíssima Virgem uma vivíssima devoção, ele que, em 1836, tinha consagrado a sua paróquia a Maria concebida sem pecado e havia de acolher com tanta fé e alegria a definição dogmática de 1854". O Santo Cura d’Ars sempre recordava aos seus fiéis que "
Jesus Cristo, depois de nos ter dado tudo aquilo que nos podia dar, quis ainda fazer-nos herdeiros de quanto Ele tem de mais precioso, ou seja, da sua Santa Mãe".

À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a acção do Santo Cura d’Ars. Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua quotidiana doação sem reservas a Deus e à Igreja. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre actual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: "No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo" (Jo 16, 33). A fé no divino Mestre nos dá a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo actual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz.

Com a minha bênção.
Vaticano, 16 de Junho de 2009.BENEDICTUS PP.XVI 

 

 
Dois Testemunhos Imprimir e-mail
Na minha vida pessoal, sinto que quando diminuo os momentos de oração específicos, sofro depois no conjunto das minhas acções, isto é matemático.
Então, é sempre um erro achar que cortar a oração nos leva a agir com mais proveito. É o contrário. Cortar alguma coisa leva-nos a agir com mais profundidade, porque não deixamos a oração e a união com Deus. Agora isso é um exercício que tem que ser amoroso, não pode ser feito como uma norma, impor sobre a pessoa. Ela vai amadurecendo, mas precisa de chegar a isso.
Celebrar a Missa todos os dias, fazer a oração da liturgia das horas, o ofício das leituras, que é uma coisa tão linda que traz de volta as meditações sobre os padres da Igreja. O terço, que é uma oração tão simples, que se pode rezar em qualquer lugar. A meditação da Palavra de Deus feita com uma certa constância, uma certa ordem.
Isto é que alimenta depois uma vida fraterna, que é tão importante. Porque se não partimos desta vida espiritual, não consideramos o outro como irmão. Começas a abusar e a mandar, ou a subjugar o outro, não estabeleces o relacionamento maduro, de quem é irmão, de quem respeita, de quem espera, de quem perdoa, de quem recomeça.
Mas isto tu fazes se tens uma alma interior. Não é uma coisa dita que a gente consegue e depois não tem. Não, a gente vai conseguindo num diálogo com o Senhor. É devagar.
Há horas em que a oração é serena, há horas em que é agitada, há horas em que é muito dura. Às vezes a gente fica ali como se fosse algo que parece absurdo, mas é aquele momento, e a gente sabe que é aquele momento.
É uma experiência que vamos aperfeiçoando, eu acho que voltar a esta capacidade de espiritualidade, de união com Deus, é importantíssimo, senão o nosso ministério não tem sentido, não teria como nós vivermos. Sem isto nós somos um absurdo.

Conta um sacerdote:

algumas horas antes da minha ordenação, tive uma forte experiência ao procurar uma definição simples e concreta da palavra padre, quando então, me veio ao coração a passagem bíblica que diz: "Jesus Cristo passou a sua vida fazendo o bem" (Act 10,38).
A definição que me ficou foi: Ser padre é alguém que, a exemplo de Cristo, passa a vida fazendo o bem.
Vejo, no concreto, que a oportunidade que tenho de fazer o bem é constante: no saudar as pessoas, no sorrir, em atendê-las em confissão, nas visitas às famílias, às pessoas pobres, enfermas... E em celebrar com todos a Santa Missa.
A partir do momento em que o padre não retém a sua vida e o seu ministério para si mesmo, mas entrega a sua vida a Deus, à Igreja e à humanidade, ele torna-se "O maior benfeitor da humanidade".
O padre que doa a sua vida passa a ser um sacrifício humano de um homem imolado, que se entrega livremente por uma causa: a causa do Reino de Deus, visando a realização plena do ser humano.
Estou a realizar-me como padre, por vários motivos, primeiramente porque sempre gostei de evangelizar, sendo que desde a adolescência já evangelizava nas escolas, nos grupos de jovens e nas famílias, e agora, como padre, posso evangelizar ainda mais, como nos ensina Dom Bosco: "Por eles eu rezo, eu estudo, por eles me santifico".
Os desafios são grandes, mas a graça de Deus é maior.
Outro motivo que me realiza na minha missão é que ser padre me faz ser mais de Deus e, ao mesmo tempo, mais dos outros, pois a vida de um padre é pertença de ambos.

 
A responsabilidade do nosso ministério Imprimir e-mail
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Ouçamos o que diz o Senhor ao enviar os pregadores do Evangelho: A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe.
Os trabalhadores são poucos para messe tão grande; não podemos falar nesta escassez de operários do Evangelho sem deixar de sentir uma profunda tristeza, pois embora haja quem esteja disposto a escutar a Boa Nova, faltam os pregadores. O mundo está cheio de sacerdotes, mas são raros os que encontramos a trabalhar na messe de Deus. Recebemos o ministério sacerdotal, mas não cumprimos as exigências deste ministério.
Reflecti, reflecti no que dizemos: Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe. Rogai também por nós, para que sejamos capazes de trabalhar por vós como convém, para que a nossa língua não deixe de vos exortar, de modo que, tendo recebido o ministério da pregação, não sejamos um dia acusados diante do justo Juiz pelo nosso silêncio. Muitas vezes é a própria maldade dos pregadores que lhes impede de fazer ouvir a sua voz; outras vezes é por culpa dos súbditos que a palavra dos que presidem às nossas comunidades não chega aos ouvidos do povo.
Efectivamente, a língua dos pregadores pode ver-se paralisada pela sua própria maldade, como afirma o salmista: Ao ímpio Deus declara: como falas tanto na minha lei? Por sua vez, a maldade dos súbditos pode fechar a boca dos pregadores, como diz o Senhor ao profeta Ezequiel:
Pegarei a tua língua ao céu-da-boca e ficarás mudo; e não os poderás repreender, porque são um povo de rebeldes. E como se dissesse abertamente: “Vou tirar-te da boca as palavras da pregação, porque esse povo continua a irritar-Me com os seus actos e não é digno de ser exortado à verdade». Não é fácil saber por culpa de quem é retirada a palavra ao pregador; mas o que facilmente se vê é que o silêncio do pastor é sempre prejudicial para o povo e, algumas vezes, para o próprio pregador.
Há outra coisa que me aflige profundamente na vida dos sacerdotes; mas para que a ninguém pareça injurioso o que vou dizer, acuso-me também a mim mesmo, apesar de me encontrar neste lugar, não por minha vontade, mas obrigado por este tempo calamitoso em que vivemos.
Somos arrastados muitas vezes para assuntos profanos, o que não corresponde às exigências da missão sacerdotal. Abandonamos o ministério da pregação e, para nossa vergonha, continuamos a chamar-nos bispos, tendo de bispos o título honorífico mas não a virtude. Abandonam a Deus os que nos foram confiados e calamo-nos. Vivem imersos no pecado e não estendemos a mão para os corrigir e salvar.
Mas como podemos nós corrigir a vida dos outros, se descuidamos a nossa? Envolvidos nos cuidados mundanos, vamo-nos tomando tanto mais insensíveis às realidades interiores do espírito, quanto mais nos dedicamos às coisas exteriores do mundo.
Com razão diz a santa Igreja a propósito dos seus membros enfermos: Puseram-me a guardar as vinhas e não fui capaz de guardar a minha própria vinha. Escolhidos como guardas das vinhas, não guardamos sequer a nossa vinha, porque, entregando-nos a actividades estranhas, descuidamos os deveres do nosso ministério.
Indulgências durante o Ano Sacerdotal
 O Papa Bento XVI concede aos sacerdotes e fiéis a indulgência plenária no Ano Sacerdotal que convocou desde em 19 de Junho de 2009 até em 19 de Junho de 2010, durante o qual se honrará de maneira especial São João María Vianney, o famoso Padre de Ars e Patrono dos sacerdotes. De acordo com o estabelecido no decreto assinado pelo Cardeal James Francis Stafford e Mons. Gianfranco Girotti, respectivamente Penitenciário Major e Regente da Penitenciaria Apostólica, o período para lucrar as indulgências plenárias começará com a Solenidade do Sagrado Coração do Jesus, "jornada de santificação sacerdotal".
As modalidades para obter as indulgências são:
"Aos sacerdotes, arrependidos de coração, que rezem qualquer dia as laudes ou vésperas perante o Santíssimo Sacramento exposto à adoração pública ou no sacrário e se ofereçam para a celebração dos sacramentos, sobretudo o da Confissão, conceder-se-á Indulgência plenária aplicável aos irmãos no sacerdócio defuntos como sufrágio, se conforme com as disposições vigentes se confessarem sacramentalmente, comungarem e rezarem pelas intenções do Pontífice".
Do mesmo modo, o decreto precisa que "também se concede Indulgência parcial, sempre aplicável aos irmãos no sacerdócio defuntos, cada vez que rezem orações devidamente aprovadas para levar uma vida Santa e cumprir os ofícios que lhes foram confiados".
"Aos fiéis cristãos, arrependidos de coração que, na igreja ou no oratório assistam à Santa Missa e ofereçam pelos sacerdotes da Igreja orações a Jesus Cristo, Supremo e Eterno Sacerdote e qualquer obra boa cumprida, concede-lhes Indulgência plenária, sempre que se tenham confessado sacramentalmente e rezem pelas intenções do Papa nos dias em que se abre e se encerra o Ano sacerdotal, no dia dos 150 aniversários da morte de São João Maria Vianney (4 de agosto de 2009), as primeiras quintas-feiras do mês ou qualquer outro dia estabelecido pelos Ordinários (os bispos) dos lugares para a utilidade dos fiéis".
O decreto também assinala que "os anciãos, os doentes e todos aqueles que por motivos legítimos não possam sair de casa, poderão obter a Indulgência plenária, se com ânimo afastado do pecado e o propósito de cumprir as três condições necessárias apenas lhes seja possível, nos dias indicados rezam pela santificação dos sacerdotes e oferecem a Deus por meio de Maria, Rainha dos Apóstolos, as enfermidades e sofrimentos".  
Do mesmo modo, concede-se a Indulgência parcial a todos os fiéis cada vez que rezem cinco Pais Nossos, Ave Marias e Glórias, e outra oração devidamente passada "em honra do Sagrado Coração do Jesus para que os sacerdotes se conservem em pureza e santidade de vida".  
 
Indulgência plenária e parcial
A Indulgência plenária apaga totalmente a pena temporal dos pecados já confessados e por isso a condição é o sacramento da Confissão, sem o qual não existe indulgência plenária. A indulgência parcial redime-nos parcialmente desta pena.

 
Padres para quê? Imprimir e-mail
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1. Na Igreja de Cristo, a vocação está sempre ligada à missão. Cristo chama os apóstolos e aponta-lhes um horizonte de vida: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens» (Mc 1, 17). Neste caso, dirigia-se a pescadores de peixes, propondo-lhes a rentabilização máxima do seu saber, a um nível muito superior. Jesus Cristo, sendo Deus omnipotente, é tão humilde e amigo que quer precisar de todos para a salvação do mundo. A minha identidade cristã é estruturalmente missionária. Somos baptizados com uma missão. Só vivendo em missão de serviço, provo quem sou e explico quem é que me chama e é o meu Senhor: Jesus Cristo.

2. Todos os cristãos participam do único Sacerdócio de Cristo. Não há classes nem categorias sociais na sua e nossa Igreja. «Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a uma só esperança; um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos». Assim o recorda o teólogo S. Paulo (Ef 4, 4-6). Na Igreja de Cristo ninguém é mais nem menos que alguém. Mas na igualdade fundamental há diferentes funções ou ordens. Assim, «o sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum [dos baptizados], ordena-se ao desenvolvimento da graça baptismal de todos os cristãos. É um dos meios pelos quais Cristo não cessa de construir e guiar a sua Igreja. E é por isso transmitido por um sacramento próprio, que é o sacramento da Ordem» (Catecismo da Igreja Católica, n° 1547).

3. Para que serve um Padre?
Um Padre serve para servir. O seu centro deve estar naqueles que serve, enviado por Cristo. De modo algum pode ficar centrado no espelho da sua presumível importância ou do seu estatuto social. «Eu estou no meio de vós como aquele que serve». Assim apresentou Cristo a sua missão sacerdotal (Lc 22, 27). A autoridade na Igreja não deve significar poder e importância, mas sim presidência no serviço daqueles que lhe estão confiados.

4. Um Padre serve para oferecer Cristo eucarístico ao povo de Deus. O sacerdócio nasceu indissoluvelmente ligado à Eucaristia, na Última Ceia de Jesus com os Apóstolos. Sacerdócio e Eucaristia mutuamente se reclamam. O Padre preside à Eucaristia não em seu nome pessoal, mas em nome de Cristo cabeça de todo o corpo da Igreja. Nesta linha, afirma o Papa Bento XVI, na Exortação Apostólica Sacramento da Caridade: «É necessário que os sacerdotes tenham consciência de que, em todo o seu ministério, nunca devem colocar em primeiro plano a sua pessoa nem as suas opiniões, mas Jesus Cristo. Contradiz a identidade sacerdotal toda a tentativa de se colocarem a si mesmos como protagonistas da acção litúrgica» (n° 23). Adaptando o ditado popular: Diz-me como celebras a Eucaristia e eu te direi que Padre és... Que seria dos fiéis cristãos se não houvesse sacerdotes que, na pessoa de Cristo e em nome da Igreja, oferecessem o próprio Cristo feito pão, qual novo milagre da multiplicação dos pães, extraordinariamente melhorado?

5. Um Padre é um humano profissional do divino, cuja especialidade é ser embaixador de Cristo no nosso mundo. A sua vida deve ser transparente daquele que o envia para abrir, pelo Baptismo, as portas da Igreja de Cristo; para perdoar, libertando-nos das cadeias do pecado; para matar a nossa fome de infinito pelo pão da Eucaristia; para unir os esposos em amor perene e fecundo; para revigorar as forças dos enfermos; para proclamar a palavra de Deus, com fidelidade e coragem...
É uma urgência pedir a Deus que nos envie sacerdotes, pois necessitamos de outros Cristos na terra.

Do Senhor é a terra e o que nela existe,
O mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.

Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro
que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob (Salmo 23,1-6)



 
O homem de hoje espera uma coisa do sacerdote: encontrar-se com Cristo Imprimir e-mail
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O homem de hoje procura uma coisa no sacerdote: encontrar Cristo, contemplando nele o rosto de Deus, afirmou o cardeal Dario Castrillón, prefeito da Congregação para o Clero.

O tema deste encontro mundial foi «Sacerdotes, forjadores de santos no terceiro milénio», o mesmo do Congresso Internacional de Sacerdotes que reuniu em Malta, de 18 a 23 de novembro, cerca de mil sacerdotes.
O purpurado afirmou que o sacerdote, «amado por Deus e santo por vocação», como diz São Paulo (Romanos 1, 7), «foi capacitado para falar com o eu de Cristo: no seu gesto de bênção e as suas mãos levantadas no Sacrifício eucarístico fluem a vida e a acção salvífica de Cristo, pelo bem da humanidade».
«Com a sua vida, o sacerdote testifica que a finalidade da santidade não se encontra em si mesma, mas é um itinerário para Deus, que é santo, e para os homens, que têm sede de Deus», e «o homem contemporâneo tem como única grande expectativa encontrar Cristo. Os homens pedem poder contemplar nele o rosto misericordioso de Deus».
Entre os relatos da videoconferência, dom Juan Esquerda Bifet, dom Antonio Miralles e o professor Paolo Scarafoni, LC sublinharam que o ministério sacerdotal, chamado a estar constantemente em contacto com a santidade transcendente de Deus, volta-se, em Cristo, portador desta santidade «no mundo», na história, nas moradas e nos corações das pessoas.
Dom Esquerda Bifet, professor na Universidade Pontifícia Urbaniana de Roma, apresentou a vida de santidade do sacerdote como chave “para que o Evangelho possa penetrar de maneira autêntica nas culturas, e também, de maneira especial, em nossa situação sociocultural e histórica».
Dom Antonio Miralles, professor na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, afirmou que os pastores da Igreja «são confiáveis na medida em que transparecem a Cristo», «Pastor Supremo» da própria Igreja.
É necessário desempenhar o serviço pastoral de três modos: em primeiro lugar, «não por obrigação, quase desejando tirá-lo de cima como um fardo pesado, mas voluntariamente, segundo o exemplo de Jesus, obediente ao Pai até a morte».
«Em segundo lugar, não por afã de lucro, mas de bom coração. É a contraposição entre o assalariado e o bom pastor. Ao assalariado “não importa nada as ovelhas” (Jo 10, 13), interessa-lhe a ganância; ao contrário, “o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10, 11)».
Em terceiro lugar, não se portando como dono dos fiéis que lhes foram confiados, mas sendo «modelos para o rebanho». «Os pastores, não são os donos do rebanho, porque o rebanho é de Deus».
«Neste longo inverno de uma antropologia sem Cristo e um humanismo espiritualista, celebrado por uma religiosidade esotérica e panteísta, a Igreja não permanece inactiva ou indiferente: com a fidelidade dos seus sacerdotes deseja iluminar as trevas de uma cultura que prescinde de Deus e ser guia para o amanhecer de uma primavera de santidade entre os homens».
CANDIDATOS AO SACERDÓCIO

A 30 de Outubro de 1835, São João Bosco, que então contava 20 anos, entrou no Seminário, vestindo o traje sacerdotal, como era costume nesse tempo. Sua mãe chamou-o à parte e disse-lhe:

"João, acabas de vestir o hábito sacerdotal: como mãe sinto grande consolação em ter um filho seminarista. Mas lembra-te que não é o hábito que honra a pessoa, mas sim a prática da virtude. Se um dia tiveres dúvidas sobre a tua vocação, por amor de Deus, não desonres esse hábito. Tira-o, quanto antes. Prefiro ter um filho camponês, antes que um sacerdote desleixado nos seus deveres. quando nasceste,  consagrei-te a Nossa Senhora. quando começaste os estudos, recomendei-te a devoção a esta nossa boa Mãe. Agora, João, recomendo-te que sejas todo seu.

Quando acabou estas palavras, a minha mãe estava comovida. Eu chorava. - Mãe, respondi, agradeço tudo o que tem feito por mim. Nunca esquecerei as suas palavras".

Rezemos pelos candidatos ao sacerdócio.





 
Retrato do Sacerdote Imprimir e-mail

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Retrato do Sacerdote Há coisas tão belas e encantadoras na vida que jamais as podemos esquecer. Por isso, conservamos piedosamente o seu retrato e, todas as vezes que olhamos para ele, desperta-se-nos na alma as recordações mais santas.

Qual seria o RETRATO DO PADRE?

Talvez assim:
Um grande homem existe, simples e amigo de todos, tantas vezes esquecido e desprezado.
Mais que os anjos em poder e dignidade, é um homem extraordinário, pela grandeza da sua dedicação a Deus e aos seus irmãos.
Sendo como os outros, tem o poder divino nas suas mãos, com as quais nos pode abrir as portas do céu...
Jovem ainda, a Igreja confere-lhe o título de presbítero, porque pensa, age com prudência e aconselha como velho.
Quando idoso, recita ainda diariamente: "Irei ao altar de Deus, do Deus que alegra a minha juventude", pois que tem o espírito sempre jovem e o coração a transbordar de alegrias joviais...
Sábio nas coisas de Deus, orienta e dirige as consciências, como verdadeira luz que é das almas.
E sendo sábio e culto pelos estudos que tem, faz-se simples como as crianças e faz-se tudo para todos, a fim de os ganhar para o reino dos céus...
Pobre, enriquece-se da sabedoria divina, das graças e dons celestes, dos quais ele é o legítimo dispensador...
Rico assim de ciência e santidade, torna-se pobre com os pobrezinhos, chora com os que choram e sofre com os que sofrem...
Forte e firme, levanta-se poderoso para defender os direitos de Deus e da Igreja.
Nem sempre o reconhecemos como se deve, nem o veneramos como merece...
É o homem de Deus e o amigo dos Homens: O Sacerdote.

 

 

 

 
Paulo é modelo para os sacerdotes, diz o Patriarca de Lisboa Imprimir e-mail
A exemplo de São Paulo o sacerdote tem de aprender a acreditar em Jesus Cristo e na Igreja.
O apóstolo Paulo e o seu itinerário de fidelidade» impõem-se como «modelo inspirador do vosso ministério».
Paulo está seguro de que o Senhor é capaz de o manter fiel na fé.
«Cristo vivo é o fundamento sólido da fé de Paulo, desde o início, a sua conversão na Estrada de Damasco, até ao fim, quando lhe será atribuída a coroa de justiça que o Senhor lhe dará naquele dia, o dia da plena manifestação de Cristo.»
«Entre estes dois momentos situa-se a sua vida, o palco do grande combate, em que reconhece: “o Senhor esteve a meu lado e deu-me força” (2Tim. 4,17)».
A fé foi para Paulo «uma aventura de amor e de fidelidade a Jesus Cristo. “Para mim viver é Cristo” (Fil. 1,21), é o desabafo que o define».
«É através da fé que mergulha em Jesus Cristo e usufrui da Sua fecundidade redentora. A fé é um mergulho em Jesus Cristo, que leva a mergulhar em Deus.»
O testemunho de vida de Paulo prova que «a evangelização não é um programa humano, é uma paixão por Jesus Cristo».
«Paulo está de tal maneira consciente de que é na fé que se ama Jesus Cristo, que se nos revela como Salvador, que a maior urgência é comunicar a fé, que nasce da Palavra que é Cristo vivo, porque Ele é a Palavra encarnada.»
«Evangelizar é proporcionar aos homens a relação vital com Jesus Cristo». «Evangelizar é fazer ouvir Jesus Cristo, levar a entregar-se a Ele na fé, na certeza de que a fé é uma experiência de amor».
Disse aos ordinandos que São Paulo os ajudaria «a descobrir a centralidade decisiva da fé, na vossa vida cristã e no exercício do vosso ministério».
«Cultivai a vossa fé, nunca esquecendo que ela é um dom de Deus, fruto da acção de Deus em nós, nos atrai, nos escolhe e nos consagra.»
«Não esqueçais também que a fé é um combate que há-de dar forma à vossa fidelidade a Cristo, à Igreja, ao Povo que Ele ama e a quem vos confia».
O sacerdote «tem de aprender a acreditar em Jesus Cristo, na Igreja e a amar Jesus Cristo, amando a Igreja».
«Saúdo neste momento todos: os que começam, os que há 25, 50, 60 anos procuraram amar a Cristo, amando a Igreja. Oxalá todos possam exclamar à chegada: “Combati o bom combate, guardei a fé” (2Tim. 4,7)».
 
 
 
 
 
Salve! Salve, Ó eleito de Cristo! Imprimir e-mail
Salve! Salve, ó eleito de Cristo!
Mensageiro da paz e do amor,
És na terra a imagem sagrada
De Jesus, nosso Deus e Senhor

Aleluia! Hossana e glória!
Cantemos hinos a flux
Em louvor do sacerdote
Que é na terra outro Jesus.

Sacerdote de Deus para sempre,
Já o mundo morreu para ti;
Mas tão grande alegria te inunda
Que ela agora em teus lábios sorri.

Nessas mãos para sempre sagradas
Tu sustentas o Deus poderoso.
Que ventura maior e mais santa!
Inebria-te agora de gozo.

Tuas mãos que só bênçãos espalham
São as mãos de Jesus redentor;
E por isso queremos beijá-las
Entoando aleluias de amor.




“Terás, pois, o sacerdote por santo porque ele oferece o pão do teu Deus:
ele será santo para ti, porque eu, o Senhor que vos santifico, sou Santo”. (Lev 21,8)
 
Cura d`Ars: a razão de ser do Ano Sacerdotal Imprimir e-mail
Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal - de 19 de Junho deste ano até 19 de Junho de 2010 - para celebrar os 150 anos da morte de S. João Maria Vianney.

Em Dardilly, perto de Lyon, (França) na casa que já pertencera aos seus avós, nasceu o futuro Santo Cura d´Ars a 8 de Maio de 1786. Ainda era criança e os vizinhos já comentavam a sua precoce piedade: "Vejam o gordinho, como se entretêm com o seu Anjo". Filho de Mateus e Maria Beluze, a sua infância foi marcada pelos acontecimentos da Revolução Francesa.

Com 11 anos de idade confessou-se pela primeira vez ao Pe. Groboz que viera, clandestinamente, visitar os seus pais e atendê-los espiritualmente. O exemplo deste sacerdote marcou profundamente a vida do jovem Vianney que recordou - até ao final da vida - a primeira confissão. No último ano do século XVIII recebe a primeira comunhão clandestinamente. De sua mãe recebe a instrução religiosa.

Dos seis filhos - o quarto deles foi João Maria -, desta família de camponeses a educação religiosa era essencial. João Maria aprendeu, em simultâneo, como Jesus tinha nascido e como nasce o trigo.

Uma tarde, Maria Beluze procurava o seu filho João e foi encontrá-lo no fundo do estábulo. Ajoelhado sobre a palha, João rezava com uma estatueta da Virgem nas suas mãos.

Por causa do seu ardente desejo de ser sacerdote, enfrentou uma dura luta para ter êxito nos estudos visto que tinha dificuldade nesta área. No Entanto, o amor às vezes consegue mais do que o talento. Era enorme o seu amor pelas almas.

A 13 de Agosto de 1815, depois de enormes dificuldades, que pareciam insuperáveis por causa dos obstáculos que havia encontrado nos estudos, foi ordenado sacerdote.

Antes de ser enviado para Ars, o Pe. Vianney passou três anos como coadjutor do idoso Pe. Balley, na paróquia de Écully. Quando foi nomeado pároco de Ars, o vigário geral disse-lhe: "É uma paróquia pequena, onde não há muito amor a Deus. Deverá levá-lo para lá". A casa paroquial daquela localidade foi a residência do Pe. Vianney durante 41 anos do seu ministério.

Em 1818, João Maria tinha 32 anos e os superiores, pela escassez de sacerdotes, confiaram-lhe a paróquia de Ars, um lugar afastado, onde nenhum sacerdote havia desejado ficar. Quando chegou lá - como um bom filho de São Francisco - humildemente, a pé, como um pobre entre os pobres, tentou logo conquistar aquelas almas.

Catarina Lassagne, filha de camponeses, foi a principal colaboradora do cura d´Ars e directora da «Providência», um orfanato criado por João Maria Vianney. O seu depoimento no processo de canonização foi o mais amplo e detalhado, e constitui até hoje a principal fonte de dados biográficos sobre o cura d´Ars.

No seu confessionário, onde s vezes sustentou lutas corpo a corpo com o inimigo, permanecia até 18 horas diárias, convertendo-se numa espécie de altar da misericórdia, onde começaram a acorrer pessoas de todas as partes da França e da Europa. O Santo Cura D'Ars nunca saiu ao átrio para chamar as pessoas, nem correu pelas ruas para agitar a indiferença dos paroquianos e nunca os reprovou. De joelhos diante do tabernáculo e da imagem da Virgem, permanecia longos tempos em oração, comendo apenas o necessário para viver, dormindo poucas horas durante a noite.

Ainda que distraídos e despreocupados, os paroquianos começaram a ajudar. Vendo o pároco ajoelhado, ajoelhavam-se também, e rezavam com ele. A localidade de Ars converteu-se num caminho de peregrinação de todas as partes da França e da Europa.

Os peregrinos acorriam desde o amanhecer à aquela igreja que trinta anos antes se encontrara vazia: "Diga-me onde está Ars, e eu lhe indicarei o caminho do céu", havia dito São João Maria a um pastorzinho antes de chegar à sua paróquia. João Maria Vianney morreu a 4 de Agosto de 1859, aos 73 anos.

Três anos depois, o bispo, Mons de Langalerie, deu início ao processo do Ordinário e recebeu setenta testemunhos. Em 1865, enviou-se uma cópia do processo a Roma. A 6 de Fevereiro do ano seguinte, o Papa Pio IX abriu o processo Apostólico, apesar da regra que exigia como mínimo um prazo de dez anos.

A 30 de Outubro de 1872, o Cura d´Ars foi declarado venerável e a 8 de Janeiro de 1905 foi beatificado e ficou o «patrono de todos os sacerdotes» pelo Papa Pio X que fora pároco como ele. No primeiro dia de Novembro de 1924, o Papa Pio XI canonizou-o na Praça de S. Pedro, na presença de duzentos bispos e 35 cardeais.

Luis Filipe Santos, in Agência Ecclesia




Oração do Ano Sacerdotal

Senhor Jesus,

Vós quisestes dar à Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.

Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, na sua companhia e com o seu exemplo.

Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.

Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam aprender sempre mais quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamamento.

Fazei que também nas nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.

Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.

Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.

Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:

Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até ao último suspiro da minha vida.Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos, do que viver um só instante sem Vos amar.

Eu Vos amo Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.

Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.Meu Deus concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.

Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.

Meu Deus concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor. Amém.

S. João Maria Vianney.

 

A história vocacional do Papa Bento XVI

"És sacerdote para sempre".

De Joseph Ratzinger para Bento XVI. Desde o dia em que apareceu naquela sacada, a vida de um dos teólogos católicos mais respeitados do mundo não foi a mesma.

A eleição de Ratzinger sem dúvida nenhuma veio acalmar e tranquilizar o coração de muitos que ainda choravam a perda de João Paulo II. Mas nada melhor do que entrar na história do jovem alemão, que um dia recebeu um convite, como tantos que abraçam a vida sacerdotal por amor à Igreja.

Joseph Ratinzger foi antes de tudo alguém que acompanhou de perto a hostilidade entre o regime nazista e a Igreja Católica. Um facto marcante para ele foi o dia em que viu o seu pároco ser açoitado pelos soldados de Hitler pouco antes da Missa. Esta situação levou-o a reflectir e a redescobrir o valor da fé, além do claro testemunho de pertença à Igreja por parte da sua família, cujo pai chegou a proteger sacerdotes que eram perseguidos pelo regime da época.

O jovem Ratzinger foi conquistado e deixou-se envolver pelos actos litúrgicos vivenciados de forma simples na terra em que morava. Inicia-se aí um desejo de se entregar totalmente por uma causa maior.

Ratzinger conta, na sua autobiografia: "quando era criança o meu caminho com a liturgia era um processo de contínuo crescimento. A inexaurível realidade da liturgia católica acompanhou-me em todas as fases da minha vida, não posso deixar de falar dela sempre".

Na Páscoa de 1939, Ratzinger ingressa no Seminário Menor de Traunstein com o seu irmão George Ratzinger para poder iniciar a sua vida eclesiástica. Por causa da Guerra, o seminário foi transformado em hospital militar tendo os irmãos Ratzinger que voltar para casa. Dois anos depois, por imposição, o jovem Ratzinger com 16 anos teve que ser incorporado no serviço militar, sendo dispensado somente em 1945, após a rendição alemã, exactamente no dia Sagrado Coração de Jesus.

Ele e o irmão George voltaram ao Seminário e foram ordenados juntos em 29 de Junho de 1951, na festa dos Santos Pedro e Paulo. Um ano depois, o padre Joseph Ratzinger iniciou a sua brilhante carreira académica que lhe deu oito títulos honoríficos de doutoramento, passagem como docente pelas faculdades de Teologia mais respeitadas do mundo, e o domínio de 6 línguas.

"No momento em que o arcebispo impôs as suas mãos sobre mim um pássaro elevou-se diante do altar maior da catedral e entoou um pequeno canto alegre. Para mim foi como uma voz do alto que me dizia: Tu estás bem e estás no caminho certo", destaca outro trecho da autobiografia de Ratzinger.

Por trás do brilhante teólogo, uma paixão pela música, um desejo de lutar pela causa da fé. O sacerdote, bispo e cardeal Ratzinger, não só se destacou pela inteligência, mas por ser um grande propagador dos valores absolutos. No dia em que foi eleito Papa, seu primeiro pronunciamento se resumiu a um pedido de oração ao mundo para que esta o sustentasse durante aquela nova etapa da sua vida.
 
"Queridos irmãos e irmãs:
Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o facto de que o Senhor sabe trabalhar e actuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações."

 

 
Significado do logótipo Imprimir e-mail
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Trata-se da iconografia do Sagrado Coração de Jesus, em referência à Jornada Anual pela Santificação dos Sacerdotes, que sempre coincide, desde a sua instituição, com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Portanto, chama a atenção directa ao tema da santidade específica à qual o ministro sagrado é chamado.

O Coração, que irradia raios de luz, refere-se à frase do Santo Cura d’Ars, que define o sacerdócio como sendo o “amor do Coração de Jesus”.

A estola, que se vê na imagem do Senhor, significa o Seu ser “Sumo e Eterno Sacerdote”, e evoca o facto de que todo o presbítero é constituído como um prolongamento do Único Sacerdote, na história e para as gerações futuras.

Os braços abertos simbolizam a postura típica e própria do sacerdote em atitude de oração e de meditação.

As chagas nas mãos e no lado de Cristo, tal como se encontram na imagem do logótipo, recordam o único sacrifício redentor e evocam a doação total de si mesmo, próprias do sacerdócio.

A atitude de acolhimento parece dizer: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, que Eu vos aliviarei”. Trata-se de um convite consolador a todos os sacerdotes, que se afadigam no exercício quotidiano da caridade pastoral – às vezes, em terrenos mais áridos e difíceis – e, ao mesmo tempo, representa um exemplo, para que cada sacerdote tenha a mesma atitude diante dos que lhe estão próximos e também dos mais distantes.




 
LADAINHA DE JESUS SACERDOTE E VÍTIMA Imprimir e-mail
LADAINHA DE JESUS SACERDOTE E VÍTIMA 
Senhor, tende piedade de nós            Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós            Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós            Senhor, tende piedade de nós

Cristo, ouvi-nos                     Cristo, ouvi-nos
Cristo, atendei-nos                     Cristo, atendei-nos

Deus, Pai celestial,                     tende piedade de nós
Deus Filho, Redentor do mundo,
Espírito Santo que sois Deus,
Santíssima Trindade que sois um só Deus,

Jesus, Sacerdote e Vítima,                 tende piedade de nós
Jesus, Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedec,
Jesus, Sacerdote a quem o Pai enviou a evangelizar os pobres,
Jesus, Sacerdote que na última Ceia instituístes o memorial do Vosso sacrifício,
Jesus, Sacerdote sempre vivo para interceder por nós,

Jesus, Pontífice a quem o Pai ungiu com a força do Espírito Santo,
Jesus, Pontífice tomado de entre os homens,
Jesus, Pontífice constituído em favor dos homens,
Jesus, Pontífice do nosso testemunho,
Jesus, Pontífice de maior glória que Moisés,
Jesus, Pontífice do autêntico Templo,
Jesus, Pontífice dos bens futuros,
Jesus, Pontífice inocente, imaculado e santo,
Jesus, Pontífice misericordioso e fiel,
Jesus, Pontífice consumido pelo zelo do Pai e das almas,
Jesus, Pontífice perfeito para sempre,
Jesus, Pontífice que entrastes nos céus derramando o Vosso próprio sangue,
Jesus, Pontífice que iniciaste um novo caminho em nosso favor,
Jesus, Pontífice que nos amastes e nos purificastes do pecado pelo Vosso sangue,
Jesus, Pontífice que Vos entregastes a Deus como oblação e vítima,
Jesus, Vítima dos Homens,
Jesus, Vítima santa e imaculada,
Jesus, Vítima indulgente,
Jesus, Vítima pacífica,
Jesus, Vítima de propiciação e digna de louvor,
Jesus, Vitima da reconciliação e da paz,
Jesus, Vítima na qual temos a fé e o acesso para Deus,
Jesus, Vítima que vive pelos séculos dos séculos,

Sede-nos propício,                     atendei-nos, Senhor
Sede-nos propício,                     livrai-nos, Senhor

Da busca temerária do ministério,        livrai-nos, Senhor
Do pecado do sacrilégio,
Do espírito de incontinência,
De desejos desonestos,
De toda ignominiosa simonia,
Do abuso dos bens da Igreja,
Do amor do mundo e das suas vaidades,
Da indigna celebração dos Vossos Mistérios,

Pelo Vosso sacerdócio eterno,
Pela Vossa santa unção, pela qual o Pai Vos constituiu como Sumo Sacerdote,
Pelo Vosso espírito sacerdotal,
Por aquele ministério pelo qual glorificastes na terra a Deus Pai,
Pela cruenta imolação do Vosso corpo na cruz, realizada de uma vez para sempre,
Por aquele mesmo Sacrifício que se renova cada dia no altar,
Por aquele poder divino, que exerceis de maneira invisível por meio dos sacerdotes,

Para que Vos digneis conservar na santidade toda a Ordem Sacerdotal,
                    Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos
Para que concedas ao teu povo pastores segundo o Vosso coração,
Para que os enchas de espírito sacerdotal,
Para que os lábios dos sacerdotes guardem a Vossa sabedoria,
Para que envieis operários para a Vossa messe,
Para que aumenteis o número de fiéis dispensadores dos Vossos mistérios,
Para que lhes façais perseverantes no ministério que lhes haveis confiado,
Para que lhes concedais paciência no ministério, eficácia na acção e perseverança na oração,
Para que, por seu intermédio, se promova em toda a parte o culto do Santíssimo Sacramento,
Para que recebais no gozo eterno os que desempenharam o ministério,

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

Cristo, Sacerdote eterno, ouvi-nos.
Cristo, Sumo e eterno Sacerdote, atendei-nos.

Oremos
Ó Deus, Vós que cuidais e santificais a Vossa Igreja, por meio do Vosso Espírito, suscitai nela dispensadores fiéis e idóneos para os Santos Mistérios, para que por seu ministério e exemplo, o povo cristão, protegido por Vós, progrida no caminho da Salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ó Deus, que ordenastes aos Vossos discípulos, enquanto celebravam o culto e depois de terem jejuado, de separar Saulo e Barnabé para a obra a que os tinha destinado, assisti a vossa Igreja em oração, Vós que conheceis os nossos corações, e mostrai-nos aqueles que escolhestes para o ministério. Por Cristo Nosso Senhor,
R/. Amém

 
Rosário sacerdotal Imprimir e-mail
Primeiro mistério: Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal os padres cresçam em perfeição espiritual e assim o seu ministério seja mais eficaz.

Segundo mistério: Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal os padres recuperem com urgência a consciência da sua identidade e presença visível e reconhecida nos âmbitos da cultura e da caridade.

Terceiro mistério: Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal todo o Povo de Deus compreenda cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea.

Quarto mistério: Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal todo o Povo de Deus redescubra a beleza e a importância do Sacerdócio em cada um dos padres.

Quinto mistério: Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal todos os padres se renovem interiormente na redescoberta feliz da própria identidade, da fraternidade do próprio presbitério e da relação sacramental com o próprio Bispo.
 
 
 

 
Sacerdócio e Eucaristia: unidos pela misericórdia Imprimir e-mail

O povo tem o direito de ver Jesus Cristo na pessoa do sacerdote

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Estamos a celebrar o Ano Sacerdotal proclamado pelo Papa Bento XVI, iniciativa que teve início no último dia 19 de Junho na Festa do Sagrado Coração de Jesus. Pensando neste mistério de vocação que é o sacerdócio, imediatamente penso para que é que esta vocação foi feita.

O sacerdócio foi feito para a Eucaristia. O padre existe para a Eucaristia e ambos existem para a salvação do povo. Jesus, com o Coração mais generoso que a face da terra já viu, deu-nos dois grandes presentes. Na Última Ceia, antecipando a Sua doação total, mesmo diante da traição e do mistério de dor pelo qual teria de passar para salvar o mundo das trevas do pecado e da morte, entrega aos discípulos o Sacramento do Amor: A Eucaristia. “A Santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste Sacramento admirável, manifesta-se o amor maior: o amor que leva a dar a vida pelos amigos” (Bento XVI).

O sacerdócio e a Eucaristia nascem do mesmo lugar, das fontes misericordiosas do Coração de Jesus! Nesse dia o Mestre “divide” o Seu sacerdócio com os Apóstolos e faz deles ministros do Sacramento do Amor, ministros do perdão, ministros da misericórdia. O vínculo intrínseco entre a Eucaristia e o Sacramento da Ordem é deduzido das próprias palavras de Jesus no Cenáculo: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas 22,19). Nós sacerdotes usamos as mesmas palavras de Jesus quando instituiu o mistério de amor, porque somos os primeiros a estar no lugar de Cristo Jesus para a salvação do mundo. Portanto, o sacerdócio é um movimento Divino do Amor de Deus Pai, que continua a agir na Sua Igreja em todo tempo e o tempo todo. Onde existe um sacerdote, há a possibilidade do amor e da misericórdia de Deus se manifestarem pelo homem.

“Tudo posso naquele que me dá força” (Filipenses 4,13). A força do sacerdócio não vem de nós mesmos, mas a força do sacerdote vem da fonte pela qual ele oferece todos os dias torrentes de “Água Viva” ao povo fiel e sedento desse amor, que é Jesus. Devemos procurar a força para exercer a vida como ministros deste Sacramento nas palavras que dirigimos todos os dias ao Pai: “Tomai e comei, isto é o meu corpo; tomai e bebei isto é o meu sangue, sangue da nova e eterna aliança, para a remissão dos pecados, fazei isto em memória de mim!” As mesmas palavras de Cristo são fonte de vida, de salvação em primeiro lugar para o sacerdote, alimento substancioso para a nossa intimidade com o Senhor e para servir o povo de Deus, que procura no sacerdote não ele mesmo, mas Jesus Cristo, o seu Salvador.

O saudoso Papa João Paulo II disse aos sacerdotes em sua última carta na Quinta-feira Santa de 2005: “O povo tem o direito de ver Jesus Cristo na pessoa do sacerdote”. Estas palavras do Santo Padre ficaram gravadas em minha alma como uma missão, apesar de ser pecador e cheio de limitações como todo homem, eu não sou um homem comum, eu sou ministro do Sacramento do Amor e da Misericórdia. Cristo hoje e na Última Ceia se depôs do manto, sinal de Sua dignidade de Senhor, de Rei, para servir aos discípulos, para lavar os seus pés; esse gesto de humildade revela o caminho que o discípulo deve seguir: imitar o Mestre: “Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais à mesma coisa que eu fiz”. “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (cf. Jo13, 1-15). Aos sacerdotes, hoje, felicidades, força e que eles saibam que não estão sozinhos, pois disse o Senhor: “Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim dos tempos!”.

Oração: Jesus sumo e eterno Sacerdote, dai-me a graça como padre de viver como o Senhor viveu e ser para o Vosso povo sinal vivo de Vossa misericórdia.

Maria, mãe dos sacerdotes, quero sempre estar sob os teus cuidados na protecção do teu manto de mãe, pois sou o teu filho predilecto. Quero estar imerso nestes dois mistérios para os quais eu fui feito: Sacerdócio e Eucaristia para que eu seja ponte para os meus irmãos do Amor misericordioso de Deus. Dá-me a graça da fidelidade de Cristo.

Eu sou feliz e realizado na minha vocação como sacerdote.
 
 
 
 

 

 
Oração dos fiéis pelos sacerdotes Imprimir e-mail

Elevemos ao Senhor nosso Deus, súplicas por todas as pessoas, nomeadamente pelos sacerdotes, para que sejam fiéis à sua vocação, a possam realizar plenamente neste mundo e cheguem à felicidade eterna.

- Pai Nosso que estais no Céu.
- Dai-nos Santos Sacerdotes.

- Para que seja santificado o Vosso Nome.
- Dai-nos Sacerdotes dignos.

- Para que venha a nós o Vosso Reino.
- Dai-nos Sacerdotes bons.

- Para que seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu.
- Dai-nos Sacerdotes zelosos. 

- Para que tenhamos hoje o pai-nosso quotidiano.
- Dai-nos Sacerdotes desprendidos.

- Para que sejam perdoadas as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
- Dai-nos Sacerdotes caridosos.

** Oremos pelos sacerdotes, religiosos e religiosas que deixaram tudo para tudo encontrarem no Senhor.

- Para que em todos os Seminários e Casas Religiosas resplandeça cada vez mais a beleza e transcendência do Cristianismo, a vitória total de Cristo sobre o mundo, a excelsa santidade da Igreja.

R.: Ouvi-nos, Senhor.

- Por todos os homens que habitam a terra, para que nunca lhes falte a coragem para corresponderem à vocação de colaboradores na Obra do Criador.

- Por todos os cristãos, para que saibam viver a sua vocação, e assim mostrem a verdadeira face de Cristo.

- Por todas as famílias para que procurem viver a Fé e a Caridade e tenham o desejo de servir Cristo e aos homens seus irmãos.

- Pelos jovens que o Senhor escolheu para o Seu serviço, para que o Amor de Deus os possua e os leve a uma entrega total.

- Por todos os que se preparam para serem sacerdotes, para que a Graça do Senhor os encha e os torne verdadeiros servidores.

Senhor, fazei que todos sejamos firmes na vocação que nos destes e livremente seguimos.

 
Palavras do Santo Cura d'Ars Imprimir e-mail

Com as suas palavras,

João Maria Vianney soube tocar os corações e guiá-los para Deus.

Misericórdia e sacramento do perdão

• Se compreendêssemos bem o que significa ser filho de Deus, não poderíamos fazer o mal [...]; ser filho de Deus, oh, que bela dignidade!
• A misericórdia de Deus é como um rio que transbordou. Ao passar, arrebata os corações.
• Não é o pecador que retorna a Deus para lhe pedir perdão, é Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele.
• Demos, portanto, esta alegria a esse Pai tão bom: voltemos a Ele... e seremos felizes.
• O bom Deus está sempre disposto a receber-nos. A Sua paciência espera-nos!
• Há quem volte ao Pai Eterno um coração duro. Oh, como essas pessoas se enganam! O Pai Eterno, para desarmar a sua justiça, deu ao seu Filho um coração excessivamente bom: não damos o que não temos...
• Há quem diga: “Agi mal demais; Deus não me pode perdoar”. Trata-se de uma grande blasfêmia. Equivale a impor um limite à misericórdia de Deus, que não tem limites: é infinita.
• Os nossos erros são grãozinhos de areia em comparação com a grande montanha da misericórdia de Deus.
• Quando o sacerdote dá a absolvição, precisamos de pensar apenas numa coisa: que o sangue do bom Deus se derrama sobre a nossa alma para lavá-la, purificá-la e torná-la bela como era depois do baptismo.
• O bom Deus, no momento da absolvição, atira os nossos pecados para trás das costas, ou seja, esquece-os, apaga-os: não reaparecerão nunca mais.
• Já não há que falar dos pecados perdoados. Foram apagados, não existem mais!

A Eucaristia e a comunhão

• Todas as boas obras, juntas, não se equivalem ao sacrifício da Missa, pois são obras dos homens, enquanto a Santa Missa é obra de Deus.
• Nada há tão grande como a Eucaristia.
• Oh, filhos meus, o que faz Nosso Senhor no Sacramento do seu amor? Toma o seu coração bom para nos amar, e extrai desse coração uma transpiração de ternura e misericórdia, para sufocar os pecados do mundo.
• Aí está aquele que tanto nos ama! Por que não amá-lo?
• O alimento da alma é o corpo e o sangue de um Deus. Se pensarmos nisso, havemos de nos perder eternamente nesse abismo de amor!
• Venham à comunhão, venham a Jesus, venham viver d’Ele, para viver para Ele.
• O bom Deus, querendo oferecer-se a nós no sacramento do seu amor, deu-nos um desejo grande e profundo, que só Ele pode satisfazer.
• A comunhão produz na alma uma espécie de lufada de ar num fogo que começa a apagar-se, mas em que ainda ardem muitas brasas!
• Depois que comungamos, se alguém nos dissesse: “O que levas para casa?”, poderíamos responder: “Levo o céu”.
• Não digam que não são dignos disso. É verdade: não são dignos, mas precisam disso.

A oração

• A oração nada mais é que a união com Deus.
• A oração é uma doce amizade, uma familiaridade surpreendente; [...] é um doce colóquio de uma criança com o seu Pai.
• Quanto mais rezamos, mais queremos rezar.
• Vós tendes um coração pequeno, mas a oração alarga-o e torna-o capaz de amar a Deus.
• Não é para as longas nem para as belas orações que o bom Deus olha, mas para as que vêm do fundo do coração, com grande respeito e verdadeiro desejo de agradar a Deus.
• Como um pequeno quarto de hora que roubamos às nossas ocupações, a uma série de coisas inúteis, para rezar, lhe dá prazer!
• A oração particular assemelha-se à palha espalhada aqui e ali num campo. Se lhe ateamos fogo, a chama tem pouco ardor, mas, se reunimos a palha espalhada, a chama torna-se abundante e eleva-se para o alto do céu: o mesmo se dá com a oração pública.
• O homem é um pobre que precisa de pedir tudo a Deus.
• O homem tem uma bela função: rezar e amar. [...] Esta é a felicidade do homem na terra.
• Vamos, minh’alma, vai conversar com o bom Deus, trabalhar com Ele, caminhar com Ele, lutar e sofrer com Ele. Trabalharás, mas Ele abençoará o teu trabalho; caminharás, mas Ele abençoará os teus passos; sofrerás, mas Ele abençoará as tuas lágrimas. Como é grande, como é nobre, como é consolador fazer tudo em companhia e sob o olhar do bom Deus, e pensar que Ele tudo vê, tudo enumera!...

O Sacerdote

• A ordem: é um sacramento que não parece dizer nada a nenhum de vós, mas diz respeito a todos.
• É o sacerdote quem continua a obra da Ressurreição na terra.
• Quando vedes o sacerdote, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.
• O sacerdote não é sacerdote para si mesmo, mas por vós.
• Tentem confessar-se com a Santa Virgem ou com um anjo. Eles vos absolverão? Dão-vos o corpo e o sangue de Nosso Senhor? Não, a Santa Virgem não pode trazer o seu divino Filho na hóstia. Ainda que vós tivésseis duzentos anjos à vossa disposição, eles não poderiam absolver-vos. Um sacerdote, por mais simples que seja, pode fazer isso. Ele pode vos dizer: ide em paz, eu vos perdoo.
• Oh, o sacerdote é algo realmente grande!
• Um bom pastor, um pastor de acordo com o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia, e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina.
• O Sacerdócio é o amor do coração de Jesus.
• Deixem uma paróquia vinte anos sem sacerdote: e ali os animais serão adorados.

A Virgem Maria

• A Santa Virgem é a bela criatura que nunca desagradou ao bom Deus.
• O Pai adora contemplar o coração da Santíssima Virgem Maria, como a obra-prima das suas mãos.
• Jesus Cristo, depois de nos ter dado tudo o que nos podia dar, quis ainda fazer-nos herdeiros do que tem de mais precioso: a sua Santa Mãe.
• A Santa Virgem gerou-nos duas vezes: na encarnação e aos pés da Cruz; logo, é nossa Mãe duas vezes.
• Não entramos numa casa sem falar com o porteiro! Pois bem: a Santa Virgem é a porteira do Céu!
• A Ave-Maria é uma oração que não cansa nunca.
• Tudo o que o Filho pede ao Pai é-lhe concedido. Tudo o que a Mãe pede ao Filho também lhe é deferido.
• O meio mais seguro de conhecer a vontade de Deus é rezar à nossa boa Mãe.
• Quando as nossas mãos tocaram um aroma, perfumam tudo o que tocam. Façamos as nossas orações passarem pelas mãos da Santa Virgem: ela as perfumará.
• Creio que, no fim do mundo, a Santa Virgem ficará muito tranquila, mas, enquanto durar o mundo, ela é puxada de todos os lados...

 
Intenções da Oração dos Fièis no Ano Sacerdotal Imprimir e-mail

INTENÇÕES DA ORAÇÃO DOS FIÉIS PARA O ANO SACERDOTAL

A estrutura de cada uma das intenções que aqui se apresentam, está de acordo com as da Oração Universal para os domingos e solenidades.
O tema destas intenções inspirou-se no Salmo Responsorial de cada domingo, nos documentos da Igreja para o Ano Sacerdotal, ou na vida quotidiana das comunidades.
Entendeu-se, que a expressão «Ano Sacerdotal» é particularmente indicada para ajudar a assembleia orante a recordar este Ano Jubilar especial, pelo que se optou pela sua repetição em cada formulário.
A ordem desta intenção específica fica à liberdade de cada presidente da celebração ou de cada leitor.
As intenções estão dispostas de acordo com a sucessão dos domingos, até à solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a 11 de Junho de 2010, em que chegaremos ao fim o Ano Sacerdotal iniciado a 19 de Junho de 2009.
Que elas ajudem as nossas assembleias dominicais a recordar, domingo a domingo, o Ano Sacerdotal.

ÚLTIMOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM DO ANO LITÚRGICO DE 2009

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Pelos ministros que sentem a alegria de servir a todos os seres humanos, pelos fiéis que os ajudam a louvar o Senhor com toda a alma, e pelos jovens que, neste Ano Sacerdotal, se decidem por Cristo, oremos.

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Pelos baptizados que estão fazendo, deste Ano Sacerdotal, uma ocasião propícia para crescerem na intimidade com Jesus, para que Ele os defenda e seja o seu refúgio, oremos.

XXXIV Domingo

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

Por todos os filhos e filhas da Igreja, ministros e fiéis, para que, neste Ano Sacerdotal, se deixem conquistar por Cristo, a fim de serem, no mundo de hoje, mensageiros da esperança e da paz, oremos ao Senhor.

DOMINGOS DO TEMPO DO ADVENTO DO ANO LITÚRGICO DE 2009-2010

I DOMINGO DO ADVENTO

Por cada pastor ao serviço do povo de Deus, para que, ao longo do Advento deste Ano Sacerdotal, Maria, Mãe da Igreja, os ajude a elevar a alma para o Senhor, oremos.

II DOMINGO DO ADVENTO

Pelos presbíteros ordenados neste Ano Sacerdotal, pelo nosso Pároco que nos fala das maravilhas do Senhor, e por todos os jovens que se preparam para o sacerdócio, oremos.

II Semana da Terça-feira

IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

Por todos os párocos da nossa diocese, para que, neste Ano Sacerdotal, dêem na sua vida um lugar especial à Virgem Imaculada, louvando-A e invocando-A diariamente, oremos.

III DOMINGO DO ADVENTO

Para que a graça de Deus, neste Ano Sacerdotal, leve cada presbítero, à semelhança de São João Baptista, a "diminuir-se" para se identificar mais com Jesus, o servo de todos, oremos.

IV DOMINGO DO ADVENTO

Pelos presbíteros da nossa Pátria e suas famílias, para que, neste Ano Sacerdotal, o Senhor lhes mostre o seu rosto e os ensine a imitar Jesus no amor por sua Mãe, oremos.

TEMPO DO NATAL

NATAL DO SENHOR

Missa da Vigília

Pelos bispos, presbíteros e diáconos do mundo inteiro, pelos que, neste Ano Sacerdotal, cantam as misericórdias do Senhor, e por quantos sentem dificuldades na sua vocação e ministério, oremos.

NATAL DO SENHOR

Missa da Noite

Pelos presbíteros e fiéis que nesta noite estão tristes e sozinhos, para que experimentem a alegria do nascimento do Salvador e, com Maria, louvem a Deus, neste Ano Sacerdotal, oremos.

NATAL DO SENHOR

Missa da Aurora

Pelos presbíteros ordenados neste Ano Sacerdotal, pelos diáconos que nele vão receber o dom do Sacerdócio, e pelos fiéis que dão graças pelos pastores que Deus lhes deu, oremos ao Senhor.

NATAL DO SENHOR

Missa do Dia

Pelos párocos que sentem o peso dos anos e da fadiga, para que Jesus, médico celeste de eterna juventude, renove as suas forças durante este Ano Sacerdotal, oremos.

Domingo da Oitava do Natal

SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ

Para que, por intercessão de Maria, Mãe dos presbíteros, todos eles recebam do seu Filho, neste Ano Sacerdotal, as graças que precisam para imitá-lo, oremos ao Senhor.

Na Oitava do Natal do Senhor

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

Para que ao longo deste Ano Sacerdotal, todos os ministros consagrem o seu coração à Virgem Maria, Mãe de Deus, e sejam cumulados com as bênçãos da Mãe e do Filho, oremos.

Domingo, dia 3 de Janeiro

EPIFANIA DO SENHOR

Por todos os presbíteros da nossa diocese, para que, em cada paróquia, neste Ano Sacerdotal, renovem o convite jubiloso para adorar o Senhor no Santíssimo Sacramento, oremos.

Domingo, dia 10 de Janeiro

BAPTISMO DO SENHOR

Pelos que receberam o dom do Sacerdócio ministerial, por quantos o põem ao serviço do crescimento do Reino, e pelos que, neste Ano Sacerdotal, descobrem a sua beleza, oremos.

DOMINGOS DO TEMPO COMUM ANTES DA QUARESMA

II DOMINGO DO TEMPO COMUM

Para que o dom deste Ano Sacerdotal ajude os presbíteros a serem imitadores da vida e das palavras de Jesus e a anunciarem, com alegria, as maravilhas do Senhor, oremos.

III DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por todos os ministros do povo de Deus, para que, neste Ano Sacerdotal, experimentem em si mesmos que as palavras do Senhor são espírito e vida, oremos ao Senhor.

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Para que os pregadores do Evangelho se inspirem nas palavras de Jesus, e proclamem, neste Ano Sacerdotal, com as palavras e a vida, a salvação de Deus, dom que se recebe e agradece, oremos.

V DOMINGO DO TEMPO COMUM

Pelas comunidades que, neste Ano Sacerdotal, rezam pelos seus padres, pelos movimentos que dão graças ao Pai pelo que deles recebem, e pelos fiéis que os reconhecem como a Anjos que Deus lhes envia, oremos ao Senhor.

VI DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por todos aqueles que põem a sua esperança no Senhor, para que sejam agradecidos aos presbíteros que os servem, particularmente ao longo deste Ano Sacerdotal, oremos.

QUARTA-FEIRA DE CINZAS,

DOMINGOS E SOLENIDADES DO TEMPO DA QUARESMA

QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Pelos presbíteros que animam as paróquias da nossa diocese, para que façam da Quaresma deste Ano Sacerdotal, ocasião propícia para crescerem na intimidade com Jesus, oremos ao Senhor.

I DOMINGO DA QUARESMA

Pelos bispos, presbíteros e diáconos do mundo inteiro, para que o mistério dos quarenta dias que Jesus esteve no deserto, lhes dê o gosto de celebrar a Páscoa neste Ano Sacerdotal, oremos.

II DOMINGO DA QUARESMA

Para que, ao longo da Quaresma deste Ano Sacerdotal, cada pároco proclame a fé em Jesus Cristo, nossa luz e salvação, e celebre fielmente a Eucaristia, oremos ao Senhor.

III DOMINGO DA QUARESMA

Quando se faz o primeiro escrutínio dos catecúmenos

Para que, no decorrer deste Ano Sacerdotal, nos aproximemos mais de Jesus, Filho de Maria, e experimentemos a sua clemência e compaixão, oremos ao Senhor.

III DOMINGO DA QUARESMA

Quando não se faz o primeiro escrutínio dos catecúmenos

Pelos ministros e fiéis que, neste Ano Sacerdotal, vão aproximar-se mais de Jesus, Filho de Maria, para que experimentem a sua clemência e compaixão, oremos ao Senhor.

IV DOMINGO DA QUARESMA

Quando se faz o segundo escrutínio dos catecúmenos

Para que, neste Ano Sacerdotal, os presbíteros dêem testemunho da misericórdia infinita de Deus, e despertem nos cristãos o gosto de saborear como Ele é bom, oremos ao Senhor.

IV DOMINGO DA QUARESMA

Quando não se faz o segundo escrutínio dos catecúmenos

Para que os presbíteros, neste Ano Sacerdotal, façam reavivar o dom que lhes foi dado pela imposição das mãos, saboreando como o Senhor é bom, oremos.

Sexta-feira da IV semana (19 de Março)

S. JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM SANTA MARIA

Pelos jovens dos nossos Seminários, e pelos que trabalham na sua formação, para que, particularmente ao longo deste Ano Sacerdotal, os dons do Espírito Santo os iluminem, oremos.

V DOMINGO DA QUARESMA

Quando se faz o terceiro escrutínio dos catecúmenos

Para que nas comunidades paroquiais onde há seminaristas se suplique e dêem graças, durante o Ano Sacerdotal, pelos que permanecem com Jesus, que os chamou, oremos ao Senhor.

V DOMINGO DA QUARESMA

Quando não se faz o terceiro escrutínio dos catecúmenos

Por quantos se preparam para receber, neste Ano Jubilar, o dom sagrado do Sacerdócio ministerial, para que se abram Àquele que os chamou e com Ele permaneçam, oremos.

Quinta-feira da V semana (25 de Março)

ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

Para que o Papa Bento XVI, os bispos, os presbíteros e os diáconos, amem a Deus de todo o coração, especialmente neste Ano Sacerdotal, e exerçam o seu ministério imitando a Cristo, oremos.

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

Para que, neste Ano Sacerdotal, os presbíteros, e em particular os párocos, se deixem conquistar plenamente por Cristo, oremos.

QUINTA-FEIRA DA SEMANA SANTA

TRÍDUO PASCAL E TEMPO PASCAL

QUINTA-FEIRA DA CEIA DO SENHOR

Missa vespertina da Ceia do Senhor

Pelos presbíteros do mundo inteiro, para que, neste dia e neste Ano do Sacerdócio ministerial, reavivem o dom que lhes foi dado pela imposição das mãos e a oração, oremos.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR

Celebração da Paixão do Senhor

Intenção por todos os ministros e pelos fiéis

Oremos pelo nosso Bispo… e por todos os bispos, presbíteros e diáconos, pelos que exercem na Igreja algum ministério e por todo o povo de Deus.

VIGÍLIA PASCAL NA NOITE SANTA

A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro, para que nesta Vigília santa dê a vida eterna aos ministros sagrados que O serviram, oremos.

DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Missa no Dia de Páscoa

Pelos pastores que celebram a Páscoa neste Ano Sacerdotal, para que Jesus Cristo, ressuscitado e glorioso, os ressuscite também a eles para a vida eterna, oremos.

TEMPO PASCAL

II DOMINGO DA PÁSCOA ou da Divina Misericórdia

Para que os bispos, os presbíteros e os diáconos da Igreja, particularmente neste Ano Sacerdotal, sirvam os fiéis e os que procuram a Cristo, ensinando, perdoando e dando a paz, oremos.

III DOMINGO DA PÁSCOA

Pelos ministros do povo de Deus que, neste Ano Sacerdotal, alimentam as comunidades com a Palavra e a Eucaristia, e pelos que acolhem os pecadores e os reconciliam, oremos.

IV DOMINGO DA PÁSCOA

Para que o Bom Pastor dê a luz eterna àqueles que, ao longo da vida e neste Ano Sacerdotal, servem com dedicação as ovelhas do rebanho do Pai celeste, oremos.

V DOMINGO DA PÁSCOA

Pelos presbíteros que explicam diariamente aos fiéis, imitando o Santo Cura d'Ars, as palavras e os gestos de Cristo, Filho de Deus, para que o Ano Sacerdotal os confirme na sua fidelidade ao Evangelho, oremos.

VI DOMINGO DA PÁSCOA

Pelos padres que, neste Ano Sacerdotal, servem os fiéis com total dedicação e desprendimento, e por aqueles que os ensinam a louvar o Senhor com alegria, oremos.

VII Domingo da Páscoa

ASCENSÃO DO SENHOR

Por todos os párocos que, não obstante as dificuldades e incompreensões, são fiéis, neste Ano Sacerdotal, à sua vocação de testemunhas de Cristo, para que a glória do Salvador seja a sua eterna recompensa, oremos.

DOMINGO DE PENTECOSTES

Missa do Dia
Pelos párocos que, neste Ano Sacerdotal, tomaram mais consciência de que um bom pastor é um dom extraordinário para o seu povo, para que se abram sempre mais às riquezas do Espírito Santo, oremos.

DOMINGOS E SOLENIDADES DO TEMPO COMUM DEPOIS DO TEMPO PASCAL

IX Domingo do Tempo Comum

SANTÍSSIMA TRINDADE

Pelos párocos do mundo inteiro e pelos leigos, seus colaboradores, para que a recordação deste Ano Sacerdotal perdure em suas mentes, e os leve a descobrir espaços cada vez mais amplos de ajuda mútua, oremos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo.

IX Semana da Quinta-feira (3 de Junho)

SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

Para que Jesus, Filho de Deus e da Virgem Maria, recorde a cada presbítero, neste Ano Sacerdotal e ao longo da vida, o amor misericordioso do Pai que os constituiu sacerdotes para sempre, oremos.

X DOMINGO DO TEMPO COMUM

Para que todos os párocos da nossa Pátria, ao aproximar-se o termo deste Ano Sacerdotal, louvem o Senhor que os chamou, os enviou e está com eles, oremos.

X Semana da Sexta-feira (11 de Junho)

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Pelos párocos do mundo inteiro que celebraram este Ano Sacerdotal, iniciado solenemente, há um ano, pelo Papa Bento XVI, para que dêem graças pela renovação interior que ele lhes trouxe, oremos.

FIM DO ANO SACERDOTAL

SUGESTÕES DE ACTIVIDADES PARA O ANO SACERDOTAL

O primeiro lugar onde as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa são cultivadas é na família.
A família é uma Igreja doméstica. A primeira Igreja que uma criança encontra. No dia do Baptismo os pais recebem a missão de educarem os seus filhos na fé para que eles cresçam na adesão a Jesus Cristo.
Os pais cristãos e comprometidos com a igreja poderiam acolher as seguintes sugestões destinadas a criarem um clima vocacional nos seus lares:

1. - Participar com a família da Missa Dominical;
2 - Cultivar a oração diária em família;
3 - Incluir a oração pelas vocações na oração familiar;
4 - Pedir a Deus que um dos filhos seja chamado à vocação sacerdotal ou a vida religiosa;
5 - Participar nos Grupos Bíblicos em Família;
6 - Falar sempre com respeito dos sacerdotes e religiosos/as;
7 - Ter cuidado e ser construtivo no modo de expressarem críticas à Igreja. Não tolerar o humor que deprecia a vida religiosa e sacerdotal;
8 - Convidar o pároco ou religioso/a da sua paróquia a fazer uma visita à sua casa;
9 - Animar os filhos adolescentes a envolverem-se em projectos paroquiais, sociais e de caridade;
10 - Ajudar as crianças a entenderem com palavras e actos que a fé é importante;
11 - Ter atitudes positivas em relação à vida de oração, o serviço a Deus e à humanidade;
12 - Permitir aos filhos verem o exemplo de pais que vivem uma vida cristã séria segundo o ensinamento do Evangelho;
13 - Animar os filhos a lerem no Novo Testamento a resposta de Maria (Lc 1, 26-39) e dos Apóstolos ao chamamento de Jesus (Mt 4, 18-22);
14 - Participar com toda a família numa ordenação sacerdotal ou de uma profissão religiosa;
15 - Responder com atenção às perguntas que os filhos fazem a respeito da vida sacerdotal e religiosa;
16 - Falar com o cônjuge sobre os sentimentos e reacções que teriam se um dos seus filhos escolhesse a vocação sacerdotal ou religiosa;
17 - Acolher com alegria as manifestações dos filhos interessados na vocação sacerdotal e religiosa.

 
Grandeza do Sacerdócio Imprimir e-mail

GRANDEZA DO SACERDÓCIO
 
            O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica ensina que “a unção do Espírito Santo marca o presbítero... com um carácter espiritual indelével, configura-o a Cristo sacerdote e torna-o capaz de agir em nome de Cristo Cabeça. Sendo cooperador da Ordem episcopal, ele é consagrado para pregar o Evangelho, para celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia... e para ser o pastor dos fiéis” (n. 328).
 
Uma voz do século V
 
           S. João Crisóstomo, nascido provavelmente em 349, em Antioquia da Síria, viveu vida monástica dentro de casa nos anos da sua juventude. Depois, quando morreu a mãe, retirou-se para o deserto e ali permaneceu seis anos. Ordenado diácono, dedicou cinco anos a preparar-se para o sacerdócio e o ministério da pregação. Foi ordenado sacerdote em 386; em 398 foi ordenado bispo, tornando-se patriarca de Constantinopla. Foi famoso pregador, daí o nome que lhe deram após a sua morte: Crisóstomo, isto é, boca de ouro.
            Dos numerosos escritos deste santo, um dos mais conhecidos é um pequeno volume intitulado Sobre o Sacerdócio, obra-prima da espiritualidade sacerdotal.
 
 
            Sacerdote: obra do Espírito Santo.

É certo que o sacerdócio se exerce na terra, mas podemos contá-lo entre as coisas celestiais. E com muita razão. De facto, não foi um homem, nem um Anjo ou Arcanjo, nem qualquer outro poder criado que ordenou este mistério e fez com que homens ainda revestidos de carne pudessem exercer o ministério dos Anjos, mas o próprio Espírito Santo. Por isso, aquele que foi revestido do sacerdócio deve ser tão puro como se estivesse nos Céus, no meio dos poderes angélicos...
            Queres ver a excelência deste rito sagrado? Lembra-te de Elias, à frente de uma grande multidão, e da vítima colocada sobre o altar; o resto dos assistentes estava em silêncio absoluto. O Profeta começou a rezar sozinho; depois, o fogo desceu de repente sobre a vítima. Tudo isto é admirável e nos enche de respeito.
Contempla a seguir o que se realiza agora e verás que estas coisas são não somente admiráveis, mas também ultrapassam toda a impressão de assombro. De facto, aqui o sacerdote está de pé, não para fazer baixar fogo, mas o Espírito Santo, e prolonga durante largo tempo a sua oração, não para que uma chama vinda do alto consuma as oferendas, mas para que desça a graça sob a vítima, inflame por seu intermédio as almas de todos e as torne mais brilhantes do que a prata purificada...

            Sacerdote: administrador dos tesouros do céu.

Se pudéssemos imaginar a grandeza do homem ainda envolto em carne e sangue, ao qual é dado aproximar-se desta natureza bem-aventurada e imortal, veríamos claramente a honra que a graça do Espírito Santo concedeu aos sacerdotes. Na verdade, pelas mãos do sacerdote não apenas se realizam estes mistérios, mas também outros que em nada lhes são inferiores... Com efeito, pessoas que ainda vivem na terra são encarregadas de administrar os tesouros do céu, e receberam um poder que Deus nunca concedeu aos Anjos e aos Arcanjos: Tudo o que ligardes na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligardes na terra será desligado nos Céus (Mt 18,18). (...) Aquilo que os sacerdotes fazem aqui em baixo, Deus o ratifica lá em cima, e o julgamento dos servos é confirmado pelo Senhor...
            Além das obras, o ministério sacerdotal não conhece outro método para curar que não seja o ensino da Palavra. Só a Palavra lhe serve de instrumento, de alimento, de ar sadio. A Palavra é o remédio que o sacerdote administra, o fogo de que ele se serve para queimar, a espada com que corta, e não dispõe de mais nenhuma... Se este meio não surtir efeito, tudo o mais será em vão... Por isso, é muito importante cuidar para que a palavra de Cristo habite em nós com abundância.

            Sacerdote: embaixador de Deus.

O que é um sacerdote? Um homem a quem Deus fez seu embaixador junto do povo, junto do mundo inteiro, e que pede ao Todo-Poderoso que tenha piedade dos pecadores, tanto vivos como mortos... Encarregado dos interesses de toda a gente, pai de todos, o sacerdote aproxima-se de Deus para Lhe pedir o fim das guerras que destroem a terra, o restabelecimento da ordem, a paz, a prosperidade, o desaparecimento de todos os males... Dado que ele ora por todos os homens, deve distinguir-se deles pelos seus méritos... Se pensarmos que o sacerdote é o que invoca o Espírito Santo, que celebra o tremendo sacrifício, que continuamente toca a Deus com as suas mãos e que tem as chaves do Céu, diz-me onde poderemos colocar este homem?:... Imagina como devem ser as mãos que tocam as coisas santas, como deve ser a língua que pronuncia tais palavras, e que alma pode haver mais pura e mais santa do que a que há-de receber tal Espírito? Os Anjos rodeiam o sacerdote; todo o santuário e o espaço que envolve o altar estão cheios de exércitos celestes, em honra daquele que está sobre o altar...

 
O sacerdócio dos fiéis Imprimir e-mail

O sacerdócio dos fiéis
 
Não só os padres são sacerdotes; pois todos os baptizados também o são, ainda que de outra forma. Todos os baptizados, por participarem do único sacerdócio de Cristo, constituem o povo sacerdotal. Os baptizados são sacerdotes no seu ser, enquanto são configurados a Cristo, uma vez que são enxertados no seu Corpo, a Igreja, como membros vivos de Cristo. Os baptizados são sacerdotes no seu agir, porque no exercício dos três múnus agem em nome de Cristo, quando santificam as suas vidas e o mundo com os sacramentos da Vida; quando ensinam e praticam a Palavra da verdade; quando guiam e animam a comunidade no Caminho da caridade. Por isso, quando aos padres chamamos sacerdotes, não podemos esquecer que o seu sacerdócio é um serviço ao sacerdócio comum dos fiéis. Sobre a relação entre o sacerdócio comum dos baptizados e o sacerdócio ministerial dos padres, diz a Lumen Gentium: “O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico ordenam-se um ao outro, embora se diferenciem na essência e não apenas em grau. Pois ambos participam, cada qual a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. O sacerdote ministerial, pelo poder sagrado de que goza, forma e rege o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico na pessoa de Cristo e o oferece a Deus em nome de todo o povo. Os fiéis, no entanto, em virtude do seu sacerdócio régio, concorrem na oblação da Eucaristia e o exercem na recepção dos sacramentos, na oração e acção de graças, pelo testemunho de uma vida santa, pela abnegação e pela caridade activa” (LG 10). Os padres, portanto, são sacerdotes, enquanto servidores do sacerdócio dos fiéis.
 
Os três múnus do presbítero
 
Os padres não são só sacerdotes; eles também são profetas e pastores. Ser sacerdote é uma das missões do padre, aquela que o caracteriza mais e pela qual ele é mais chamado em causa: homem do culto, administrador dos sacramentos, presidente da missa e oficiante da oração cristã. Mas ele não é um rezador de missas. O decreto Presbyterorum Ordinis, do Concílio Vaticano II, diz que os padres são ministros da Palavra, da liturgia e da comunidade (n. 13). Além de ser sacerdote, ministro do culto e da liturgia, deve exercer o ministério de profeta: pregar a Palavra, explicar o Credo, fortalecer os fiéis na prática dos mandamentos, formar lideranças, chamar a atenção da sociedade sobre os valores do Evangelho, tomar decisões favoráveis à vida do povo. Deve exercer também o ministério de pastor: guiar a comunidade, coordenar a obra pastoral, animar os fiéis no exercício da caridade cristã, servir os pobres. Por isso, o Vaticano II prefere chamá-lo pelo nome bíblico de presbítero, que significa: o mais velho e, por isso, o mais importante, aquele que está em posição de honra ou destaque.
 
A grandeza do sacerdócio baptismal
 
Os padres são sacerdotes como e com todos os fiéis; antes e mais que serem sacerdotes pelo sacramento da ordem, eles são sacerdotes pelo sacramento do baptismo. Lembramos Santo Agostinho, citado na Lumen Gentium (n. 32), ao falar da dignidade dos leigos: “Atemoriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou bispo; convosco sou cristão. Aquilo é um dever; isto é uma graça. O primeiro é um perigo; o segundo, salvação”. Ser padre sem o povo ou acima do povo é um perigo e risco de condenação! Ser padre com o povo e a serviço do povo, no seguimento de Cristo e a exemplo de Cristo, é salvação: uma graça inefável!

 
Quinta-feira pelos sacerdotes Imprimir e-mail

“E, do céu, apareceu-Lhe um Anjo, para O confortar”. (Lc 22,143)

A campanha das quintas-feiras pelos sacerdotes


O que é?


CRISTO, na Última Ceia, em Quinta-feira Santa, instituiu o sacerdócio e a Eucaristia. Nessa mesma noite, Ele - o Sumo Sacerdote - em agonia no Horto das Oliveiras, foi assistido pelo Anjo, a fim de receber do Coração do PAI a força necessária para realizar o Sacrificio da Redenção.
O povo cristão habituou-se desde há muito a comemorar essa Agonia de CRISTO, fazendo as quintas-feiras uma vigília de oração em união com EIe, segundo a palavra dirigida aos Apóstolos: “Vigiai e orai comigo”.
A estima que temos pelos sacerdotes obriga-nos a iniciarmos uma campanha a seu favor e oferecermos os frutos espirituais da mesma aos nossos padres, num cálice cheia de fortaleza.


AS QUINTAS-FEIRAS PELOS SACERDOTES

Ofereçamos neste dia tudo a seu favor:

a Santa Missa,
a Sagrada Comunho,
as orações,
o terço,
os trabalhos,
as dores e os sacrifícios,
todas as boas obras,
uma vigília, em união
com CRISTO no Horto.

Ê CRISTO na Sua agonia que nos suplica: não esqueçais os vossos sacerdotes Confio-os aos vossos corações Recomendo-os a vós! Sacrificai-vos e rezai por e1es!
Assim poderemos ser seus auxiliares, mesmo na doença. Assim poderemos dar-lhes “UM CALICE DE FORTALEZA”.


ORAÇÃO NAS QUINTAS-FEIRAS PELOS SACERDOTES

Ó meu DEUS, PAI do Céu, o Vosso FILHO disse a Pedro no Monte das Oliveiras: “Pensas que não posso rogar a Meu PAI que ponha já ao Meu dispor mais de doze legiões de Anjos?” (Mt 26,53) - mandai, nós Vos pedimos, agora estas doze legiões de Anjos à Santa Igreja com o cálice do fortalecimento, para que guardem, acalentem e protejam, visitem, defendam e fortifiquem todos os sacerdotes no fiel cumprimento do seu ministério sacerdotal.
Ó meu DEUS, segundo a palavra de Vosso FILHO no Monte das Oliveiras: “Vigiai e rezai comigo”, fazei-nos auxiliares dos nossos sacerdotes, para quem pedimos nas quintas-feiras o cálice do fortalecimento.
Eu, com o íntimo desejo de ser auxiliar dos sacerdotes, ofereço-Vos, ó meu DEUS, em união com o Santíssimo Coração de JESUS e por meio do Coração lmaculado de MARIA, neste cãlice, as orações e os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções, pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-las ofereço, de modo particular, pelas intenções dos auxiliares em favor dos sacerdotes:

 - Dai-nos sacerdotes fortalecidos pelos Anjos, para que sejam pedras angulares na Vossa lgreja, ouvi-nos, Senhor.
- dai-nos sacerdotes unidos com os Anjos, para que sejam almas de fogo no anûncio da Vossa Palavra, ouvi-nos, Senhor.
- dai-nos sacerdotes unidos a DEUS e aos Anjos, para que sejam luz no mundo e nos mostrem os caminhos de DEUS e os perigos que nos ameaçam, ouvi-nos, Senhor.
- dai-nos sacerdotes, puros e humildes como MARIA, zelosos e vigilantes como os Anjos, fiéis e obedientes como os Apóstolos, desligados de tudo, mas ligados unicamente a Vós e aos Seus deveres de bons pastores, ouvi-nos, Senhor.
- dai-nos sacerdotes que saibam meditar, rezar e celebrar a santa Missa de tal modo que alegrem os Anjos, ouvi-nos, Senhor.
- dai-nos auxiliares e aumentai-os em nûmero e méritos, para que rezem e reparem continuamente pela santificação do clero, pelas vocaçc3es sacerdotais e religiosas, ouvi-nos, Senhor.
- por fim rezamos pelos sacerdotes que se encontram em provações e ataques, em sofrimentos e abandonos, por aqueles que não perseveraram no Vosso Santo serviço, pelos sacerdotes que morreram ou vão morrer hoje, pelas almas de sacerdotes no purgatório,  ouvi-nos, Senhor.

Coração de JESUS, que fostes fortificado por um Anjo na Vossa agonia no horto, mandai doze legiões de Anjos, a fim de levarem as graças desta vigília aos sacerdotes que delas necessitam. Fazei que os sacerdotes sejam fortificados pela Vossa graça divina e perseverantes até ao fim. Amen.

ORAÇÃO PELOS SACERDOTES

Do fundo do abismo da sua miséria, tantos sacerdotes desviados clamam a Vós, ó DEUS.
Justificam-se a si mesmos e atribuem a culpa à lgreja, esquecendo-se de que a fidelidade dá as suas provas na provação e o amor, no sacrifício.
Na Vossa misericórdia Vós chamaste-nos para irmos procurar estas almas que Vos são tão queridas e para lhes abrirmos de novo o caminho para a casa do PAI.
Ajudai-nos, ó MARIA, Mãe da lgreja, Mãe dos sacerdotes, Mãe em todas as trevas, e auxiliai-nos a cumprir a missão que DEUS nos confiou, ainda que sejamos os seus ûltimos e inûteis servos que não podem apresentar nada senão o amor incompreensível de DEUS nos corações daqueles sacerdotes.
Amen.

Senhor JESUS, que um dia chamastes os primeiros discípulos para fazer deles pescadores de homens, continuai a fazer ressoar também hoje o vosso doce convite: “Vinde e segui-Me”

Concedei aos jovens e às jovens a graça de corresponder prontamente à Vossa voz. Sustende nos seus trabalhos apostõlicos os nossos Bispos, os sacerdotes, as pessoas consagradas. Dai perseverança aos nossos seminaristas e a todos aqueles que estão a realizar um ideal de vìda totalmente consagrada ao Vosso serviço.
Despertai nas nossas comunidades o empenho missionário. Mandai, Senhor, operários para a Vossa seara e no permitais que a humanidade se perca por falta de pastores, de missionãrios, de pessoas votadas causa do Evangelho.
MARIA, Mãe da lgreja, modelo de todas as vocações, ajudai-nos a responder “Sim” ao Senhor que nos chama a colaborar no desígnio divino da sa1vação. Amen.
(João Paulo II)


PRECE DE INTERCESSÃO

DEUS Santo, DEUS imortal, PAI do Céu!
Prostramo-nos em volta do altar do sacrifício, esperando que o Vosso Filho, o Eterno Sumo Sacerdote, Vos apresente a nossa oração pelos sacerdotes.

Suscitai sempre de entre nós um sacerdote que reproduza a Face do Vosso FILHO, o Seu Coração e o Seu Amor, nós Vos suplicamos, ouvi-nos!
Suscitai sempre de entre nós um sacerdote que, em CRISTO e por Ele, ofereça por nós o santo Sacrifício, nós Vos suplicamos, ouvi-nos!
Suscitai sempre de entre nós um sacerdote que esteja, continuamente, diante dos Vossos olhos em atitude sincera e humilde, nós Vos suplicamos, ouvi-nos!
Suscitai sempre de entre nós um sacerdote que nos proclame, ensine e explique a Vossa Palavra, nós Vos suplicamos, ouvi-nos!
Suscitai sempre de entre nós um sacerdote que nos abra os tesouros das graças da Santa lgreja, nós Vos suplicamos, ouvi-nos!
Suscitai sempre de entre nós um sacerdote que, em sinal da Vossa fidelidade, nunca nos abandone, mas, ao contrário, nos apoie em todas as necessidades e perigos, nós Vos suplicamos, ouvi-nos!
Suscitai sempre de entre nós um sacerdote que nos dê o Pão de cada dia, o Pão da Vida Eterna, mesmo com risco da própria vida, nós Vos suplicamos, ouvi-nos!
Um rebanho sem pastor fica entregue aos lobos.
PAI Celestial, velai sobre nós e sobre os nossos sacerdotes, e concedei-nos sempre de novo a graça de autênticas vocações para o sacerdócio e para a vida religiosa. Amen.


 
Ano Sacerdotal na Família Imprimir e-mail

PARA REFLEXÃO DAS FAMÍLIAS

Estamos no Ano Sacerdotal - ano de oração pela santificação dos sacerdotes; ano para pedir ao Senhor que envie operários para a sua messe; ano para os próprios padres procurarem, com renovada disposição, os caminhos da santidade.
 
Os seminaristas e os padres nasceram numa família e nela passaram importantes anos da sua formação. Como diz o Concílio Vaticano II, “As famílias, animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade, são como que o primeiro seminário” (OT 2). Não é possível, pois, falar em vocações sacerdotais sem fazer uma referência imediata à família.
 
Convidamos os pais a abrir o Evangelho de Mateus, para recordar como foi o chamamento dos primeiros discípulos de Jesus:
 
“Caminhando à beira do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam a atirar as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: 'Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens´. Eles, imediatamente, deixaram as redes e seguiram-nO. Prosseguindo, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam no barco, com seu pai Zebedeu, a consertar as redes. E chamou-os. Deixando imediatamente o barco e o pai, eles seguiram-nO.” (Mateus 4,18-22).
 
Jesus passa sempre pelos caminhos dos homens. Por onde passa lança o seu convite. Ao chamar os seus primeiros discípulos, Jesus não lhes deu garantias de um futuro feliz nem lhes assegurou uma vida sem problemas. E, no entanto, tocados pelo seu olhar e pela firmeza do seu convite, Simão, André, Tiago e João seguiram-nO imediatamente.
 
Dêmos atenção a Zebedeu, o pai de Tiago e João. Vendo os seus filhos partirem, assim de repente, o que teria ele pensado? Que perguntas se multiplicaram no seu coração? (Talvez: E agora, como vou pescar sem eles? O que farão? O que lhes acontecerá? E as saudades que vão deixar?). Imaginemos a cena que se seguiu: dominado pela surpresa, Zebedeu foi para casa, sabendo que teria uma difícil missão pela frente: explicar à sua esposa o que tinha acontecido com os filhos. Deve ter-lhe falado mais ou menos assim: Os nossos dois filhos estavam a ajudar-me a consertar as redes; passou por ali Jesus de Nazaré, convidou-os a segui-lo, afirmando que agora eles seriam pescadores de homens. Pois não é que imediatamente eles deixaram as redes de lado, deixaram-me a mim e seguiram-nO?...
 
Zebedeu e a sua esposa teriam entendido a vocação dos filhos? Naquela hora, certamente não! Mas a partir daí passaram a interessar-se por tudo o que se falava de Jesus e devem até tê-lo acompanhado.

Um dia, inclusive, a mãe de Tiago e João, ou, como a denomina o evangelista Mateus, “a mãe dos filhos de Zebedeu” (Mt 20,20), com a ousadia e a ingenuidade próprias das mães quando defendem os seus filhos,  foi com eles ao encontro de Jesus e prostrou-se para lhe fazer um pedido. Jesus perguntou-lhe: 'O que queres?' Foi a oportunidade que ela esperava para pedir a Jesus que os seus filhos ocupassem um lugar de honra no Reino do qual ele tanto falava. Foi, também, a oportunidade para Jesus lhe dar e aos seus discípulos dois importantes ensinamentos. O primeiro: participar do seu Reino significava sofrer com ele. O segundo ensinamento: para ser o maior nesse Reino seria preciso servir melhor os outros, “pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mt 20, 28). Ela entendeu; tanto assim que, por ocasião da morte do Senhor, estava com a Mãe de Jesus e outras mulheres no alto do Calvário.
 
Os pais querem o melhor para os seus filhos. Se pudessem, tirariam todas as pedras dos seus caminhos. Os pais de Tiago e João não deviam pensar diferente. Quando, porém, entenderam que o mais importante não era eles realizarem os seus sonhos, mas os sonhos de Deus, tudo mudou. Porque colaboraram com a obra de Jesus, deram aos seus filhos as condições necessárias para responderem, com generosidade, à vocação que haviam recebido.

 Podemos tirar 5 lições destes factos:
 
1ª Lição: quando se trata dos filhos, a pergunta mais importante que os pais podem e devem fazer, é: O que é que Deus pensa a respeito deles? Isto é: o que Ele sonha para eles? Quais os planos que tem para eles? Afinal, por que e para que os criou?...

2ª Lição: Jesus Cristo, enviado pelo Pai para apresentar o Reino de Deus a todos, continua a passar pelos caminhos dos homens, convidando alguns a segui-lo. Se Jesus chamar o teu filho para o sacerdócio, qual a tua reacção e resposta?

3ª Lição: Não basta esperar que Jesus chame; os pais têm um importante papel na vocação sacerdotal dos seus filhos. Sem a sua colaboração directa, com orações, com a entrega dos seus filhos a Deus, com a preocupação de criarem um clima vocacional nos seus lares, Jesus poderá até chamar um jovem para o seguir; contudo, facilmente ele procurará desculpas para continuar a consertar as redes – isto é, para continuar fechado no seu mundo e nos seus próprios planos. Como criar no seu lar um ambiente em que o convite de Jesus possa ser ouvido e respondido?

4ª Lição: A vocação sacerdotal é fruto de oração. Jesus ordenou: “Pedi ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua messe” (Mt 9,38). Na tua família, reza-se pelas vocações?

5ª Lição: A vocação sacerdotal é um dom para a família, para a Igreja e o mundo. Nem todas as famílias recebem este dom. Pode-se, contudo, além de rezar pelas vocações, “adoptar” um padre, rezando pela sua santificação e pelo seu ministério. A tua família está disposta a fazer tal adopção?

 

A INSTITUIÇÃO DO SACERDÓCIO
 
O sacramento da Ordem é dado em três graus:

- o do bispo, que recebe a plenitude do sacerdócio e do serviço;
- o do presbítero ou padre, que recebe o ministério do sacerdócio para oferecer o sacrifício de Cristo com o povo e em nome do povo;
- o do diácono, que recebe o ministério do serviço, da caridade cristã, do atendimento aos pobres.
Os sacramentos são sinais visíveis e eficazes da graça de Deus em favor de nossa salvação. Na Ordem, o sinal da graça de Deus é uma pessoa, escolhida por Deus para fazer as vezes de Cristo e estar à frente da comunidade, para administrar ao povo os dons da salvação.
Na Ordem, o sacramento-sinal de Deus é o bispo, o padre ou diácono, na sua humanidade concreta, com os seus limites e pecados. Uma comparação: mesmo que uma placa de trânsito estivesse suja, mal pintada ou apoiada numa haste podre, continua a sendo um sinal de trânsito; interessa o sinal, não o material; como sinal ela deve ser obedecida – sob pena de multa ou acidente – ainda que o seu material seja um simples pau de madeira podre ou uma placa enferrujada. É claro que quanto mais cuidada ela for, melhor!
Um padre, na sua humanidade concreta, nos seus limites e pecados, representa o amor de Cristo pelo povo. É claro que quanto mais santo, melhor! Mas o próprio Deus não pôs a santidade do ministro como condição para fazer acontecer o seu mistério, a sua graça. Se assim fosse, que medida usaríamos para saber quem poderia ou não ser ordenado? É claro que, sendo um dom de Deus para a Igreja, esta tem o direito, exercido através do bispo diocesano e do seu presbitério, de preparar, acompanhar e qualificar a pessoa chamada e, por fim, discernir sobre a sua ordenação.
 
Não há eucaristia sem sacerdócio

Os sacramentos foram instituídos directa ou indirectamente por Jesus Cristo. O sacramento da Ordem foi instituído juntamente com o da Eucaristia. Por isso, não há Eucaristia sem sacerdote, sem ministro ordenado; não há sacerdócio sem Eucaristia. O ministro que é ordenado para a Eucaristia é precipuamente o presbítero. A ele cabe a presidência eucarística da comunidade. Por isso estes dois sacramentos – Eucaristia e Ordem – se implicam mutuamente. Quando Jesus disse “Tomai e comei, tomai e bebei”, disse também “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19-20).
No sacramento da Eucaristia, o sinal visível e eficaz da graça salvífica de Deus é a comida e a bebida: pão da vida e cálice da salvação. No sacramento da Ordem, este sinal é uma pessoa, um homem escolhido e chamado por Deus, e ordenado pela Igreja, para fazer as vezes de Cristo, para ser um outro Cristo.
Por isso, o sacramento da Ordem foi instituído por Jesus Cristo, na quinta-feira santa, com a Eucaristia, para dar continuidade à celebração da Eucaristia, que é o sacrifício da Nova Aliança, o sacramento de comunhão, o banquete da assembleia, a festa da acção de graças, para a firmeza na fé e a santificação do povo de Deus.
 
Não há sacerdócio sem eucaristia

Quando o padre diz “Tomai e comei, tomai e bebei”, ao mesmo tempo em que serve de instrumento para a palavra e acção de Cristo, ele mesmo é quem está oferecendo-se como comida e bebida para o seu povo. Ele dá o Cristo, dando-se a si mesmo. Na Igreja doméstica o pai e a mãe, sacerdotes da família, chamam os filhos à mesa e dizem “tomai e comei, isto é o que eu tenho a oferecer a vocês hoje, é o fruto do meu trabalho, do meu suor, é o meu corpo e o meu sangue, que entrego para o alimento de vocês”. E o que eles entregam aos filhos é ao mesmo tempo fruto de seu trabalho e da bondade de Deus criador.
Na comunidade eclesial, o padre diz “tomai e comei, tomai e bebei, isto é o Corpo e o Sangue de Cristo”. Mas ao dizer isto, ele está a dizer também “tomai e comei, esta a minha obra, a minha missão, é o meu ser e o meu agir, o sentido da minha vida: dar-lhes Cristo”.
 
A palavra sacerdote carrega o sentido de “dom sagrado”, “dote sagrado”. Assim, o presbítero é um dom sagrado de Deus ao seu povo. Em virtude da ordenação, ele passa a ser exclusiva propriedade do Senhor, sendo “segregado para anunciar o Evangelho de Deus” (Rm 1,1). Separado, não para se distanciar do povo, mas para ser configurado a Cristo, Esposo, Pastor e Servo da Igreja; portanto, para ser um servidor da Igreja.
O carácter sagrado e sacramental da ordenação atinge o presbítero em tal profundidade que orienta todo o seu ser e o seu agir, de modo que sacerdotiza tudo o que vive e tudo o que faz.
O seu mistério e seu ministério ficam marcados por esse elo que existe entre o Cristo e a Igreja. Por isso, ele é, por excelência, o liturgo da comunidade, que ele reúne para o momento mais alto e importante da sua existência, a celebração litúrgica. A sacerdotalidade litúrgica é parte integrante da identidade presbiteral.
 
Homem sacerdotizado e eucaristizado

O papa João Paulo II disse: “Mesmo quando realiza acções de ordem temporal, o sacerdote é sempre o ministro de Deus. Nele, tudo, mesmo o profano, deve tornar-se sacerdotizado, como em Jesus, que sempre foi sacerdote, sempre agiu como sacerdote, em todas as manifestações da sua vida”.
Poderíamos acrescentar: tudo nele se deve tornar eucaristizado, marcado pela dimensão da entrega e do sacrifício.
 
Somos convidados a orar pelos presbíteros, a fim de que os padres celebrem a Santa Missa com profunda fé e santidade, de modo a serem instrumento de Cristo para levar todos os participantes a mergulhar nesse mistério de salvação.

O povo deseja que os sacerdotes sejam homens de Deus

Mensagem do prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes.

Caros irmãos no sacerdócio,

“Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote!”. O Papa Bento XVI deseja que este ano especial seja um tempo de profunda renovação interior dos sacerdotes. Por esta razão, propõe São João Maria Vianney como modelo de vida sacerdotal, um exemplo antigo, mas com uma mensagem de vida e santidade sacerdotal que são perenes e actuais.
A Cura d’Ars dizia que “um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus é o maior tesouro que o Bom Deus possa dar a uma paróquia e uma das dádivas mais preciosas da misericórdia divina”. Ser pastor segundo o coração de Deus, eis o grande desafio para os sacerdotes de todos os tempos, eis o maior tesouro que o nosso Pai poderia oferecer aos fiéis das nossas comunidades.
O sacerdote será Bom Pastor na medida em que, através do exercício quotidiano do seu ministério, se dedicar integralmente a Cristo e, por Ele, com Ele e Nele, aos irmãos, em total fidelidade, sempre a exemplo do mesmo Senhor. Por esta razão, o apelo à fidelidade quer recordar a cada um de nós, o feliz dever de renovar os compromissos assumidos no dia da nossa Ordenação, de sermos, de facto, homens pobres, castos, obedientes, fiéis anunciadores do Evangelho, a todos sem excepção, em espírito de verdadeira comunhão eclesial.
O povo em geral, sedento de Deus, deseja vivamente que os sacerdotes sejam homens de Deus. Mas o sacerdote não se tornará “homem de Deus” se não for “homem de oração”. Assim sendo, na vida do sacerdote a oração e a intimidade com Deus são essenciais e insubstituíveis. A oração na vida do presbítero ou ocupa um lugar central, ou será um belo ideal, distante de ser concretizado.
O Papa Bento XVI afirma que “ser sacerdote significa ser homem de oração”. Se o trabalho pastoral não for precedido e acompanhado pela oração, perderá o seu valor e a sua eficácia. O tempo que empregamos no cultivo da amizade com Cristo, na oração pessoal e litúrgica – concretamente na dedicação de um tempo determinado e quotidiano à meditação e na fiel recitação da Liturgia das Horas –, é um tempo de actividade autenticamente pastoral. Por isso, o sacerdote deve ser, sempre, um homem de oração. Não nos iludamos: se falta a oração pessoal na vida do presbítero, a sua acção pastoral será estéril e correrá o risco de perder de vista o “primeiro Amor”, ao qual entregou incondicionalmente a sua vida, naquele dia memorável e cheio de generosidade, o dia da sua ordenação sacerdotal. Em referência à programação para o Ano Sacerdotal, gostaríamos de vos lembrar o Encontro Internacional de Sacerdotes, com o Santo Padre, em Roma, nos dias 9, 10 e 11 de Junho do ano corrente, por ocasião do encerramento deste tempo de graça. Queremos fazer deste encontro um marcante gesto de comunhão eclesial, com a presença de sacerdotes das várias nações do mundo, junto do Sucessor de Pedro. Todos são convidados a participar deste evento.
Caros irmãos, gostaríamos de vos exortar, com palavras de São Paulo: “Estai sempre alegres. Orai continuamente. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vontade de Deus, em Cristo Jesus, a vosso respeito (...) Que o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente, e que todo o vosso ser – o espírito, a alma e o corpo – seja guardado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!” (1 Tess. 5, 16‐18.23s).
Continuai a viver o Ano Sacerdotal: sempre alegres, porque grande é o dom da vossa vocação e urgente um novo ardor missionário, a fazer‐se presente no coração sacerdotal de cada um de vós. Imploro ao Senhor Jesus que vos abençoe e santifique com a sua graça!

Cidade do Vaticano, 03 de Fevereiro de 2010.
Card. Cláudio Hummes

 
Via Sacra Sacerdotal Imprimir e-mail

VIA SACRA SACERDOTAL
 
JESUS NO HORTO DAS OLIVEIRAS
 
 
INSTRUÇÕES
 
Se é possível, um sacerdote ou Diácono, de alva e estola vermelha, preside, na capela-mor, ou num lugar destacado, se a Via-Sacra for realizada ao ar livre ou noutro lugar, fora do templo.
                    
No princípio de cada estação, o que preside anuncia-a e, depois de uma breve pausa, diz:
                     – Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus!
                     Todos respondem:
                     – Porque pela Vossa  Santa Cruz remistes o mundo!
         No final de cada estação, quem preside reza um  Pai nosso ou um Glória ao Pai... e acrescenta:
                     – Tende compaixão de nós, Senhor!
                     Todos respondem:
                     – Tende compaixão de nós!
                     Termina rezando um Pai nosso pelas intenções do Sumo Pontífice.
                     Dois acólitos com velas e um com o crucifixo, ou uma cruz, deslocam-se no interior do templo ou no recinto, antes começar uma nova estação.
 
 
*
 
Oração preparatória (facultativa)
 
Na companhia da Vossa e minha Mãe, a Virgem das Dores,
de S. José que, desde eternidade,
 contempla, com espanto, a nossa loucura,
dos Anjos que desagravam ofensas brutais à divina Majestade
e de todos os santos do Antigo e do Novo Testamento
que se identificaram com o Mártir do Calvário,
quero, ó Jesus,  percorrer humildemente o caminho da Cruz.
Ajudai-me, Senhor, a não me deixar ficar ao lado, movido apenas pela curiosidade,
para Vos ver passar carregado com o peso do maior  sofrimento humano,
dando-me por satisfeito ao apontar os culpados,
a condenar as atitudes dos outros,
e a sair daqui lavando as minhas mãos, como se fosse um inocente.
Quero, Senhor, meter-me plenamente em cada cena Paixão,
para acolher as Vossas Palavras, e contemplar os gestos e os silêncios,
assumindo a parte que me cabe em tudo isto.
Preciso da Vossa ajuda amiga,
para não cair na superficialidade das lamentações,
mas, guiado pelo Espírito Santo,
compreender um pouco mais a lição que me quereis dar:
• o Amor infinito da Santíssima Trindade por mim,
 e por cada uma das pessoas humanas;
• a fealdade do pecado – também o venial –
e o valor da Graça santificante,
pelo preço com que me é restituída;
• o tesouro do sofrimento que me torna mais semelhante a Vós
e pode obter do Céu mais graças que todas as orações e jejuns.
Que eu aprenda a olhar para a Vossa Paixão e Morte
com os olhos e com o Coração Imaculado de Maria,
sempre Virgem e Senhora das Dores.
Amen.
 
*
 
1ª ESTAÇÃO
 
JESUS NO HORTO DAS OLIVEIRAS
 
«Então saiu e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras e os discípulos acompanharam-n'O.
Quando chegou ao local, disse-lhes:”Orai, para não entrardes em tentação”.
Depois afastou-Se deles cerca de um tiro de pedra e, pondo-Se de joelhos, começou a orar, dizendo: “Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice. Todavia, não se faça a Minha vontade, mas a Tua”.
Então apareceu-Lhe um Anjo, vindo do Céu, para O confortar. Entrando em angústia, orava mais instantemente e o suor tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra. Depois de ter orado, levantou-Se e foi ter com os discípulos, que encontrou a dormir, por causa da tristeza. Disse-lhes Jesus: “Porque estais a dormir? Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação”».
 
• Humanamente falando, Jesus intensifica a Sua comunhão com a vontade do Pai nas duas horas de oração que faz no Horto das Oliveiras.
Repete continuamente a mesma frase — «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice. Todavia, não se faça a Minha vontade, mas a Tua» —, mas intimamente é sempre nova, porque a repete com nova intensidade de Amor.
Levanta-Se corajosamente para abraçar a Paixão e Morte. Um Anjo conforta-O... e Ele ensina-nos que fazer oração é travar um diálogo íntimo com Nosso Senhor.
Ressoa aos nossos ouvidos a queixa dirigida por Jesus aos Apóstolos: «Não pudestes vigiar uma hora comigo... Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. »
Imaginamos esta recomendação especialmente dirigida aos sacerdotes, neste Ano Sacerdotal.
Pretender uma vida cristã sem oração, no ambiente pagão em que vivemos, é como querer manter-se quente e saudável num ambiente gelado, fugindo do calor, ou voar sem asas.
 
Pela vigília de oração no Jardim das Oliveiras mostrai-nos, Senhor, a necessidade que temos de orar, e ensinai-nos a fazê-lo.
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2ª ESTAÇÃO
 
JESUS, ATRAIÇOADO POR JUDAS, É PRESO

 
«Ainda Ele estava a falar, quando apareceu uma multidão de gente. O chamado Judas, um dos Doze, vinha à sua frente e aproximou-se de Jesus, para O beijar. Disse-lhe Jesus:
“Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem?”.
Ao verem o que ia suceder, os que estavam com Jesus perguntaram-Lhe: “Senhor, vamos feri-los à espada?”
E um deles feriu o servo do sumo-sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio, dizendo: “Basta! Deixai-os”. E, tocando na orelha do homem, curou-o. Disse então Jesus aos que tinham vindo ao seu encontro, príncipes dos sacerdotes, oficiais do templo e anciãos: “Vós saístes com espadas e varapaus, como se viésseis ao encontro dum salteador. Eu estava todos os dias convosco no templo e não Me deitastes as mãos. Mas esta é a vossa hora e o poder das trevas."
Apoderaram-se então de Jesus, levaram-n’O e introduziram-n’O em casa do sumo-sacerdote.»
 
• Jesus fica rodeado de malfeitores, entregue aos seus caprichos e crueldades, enquanto os Seus amigos fogem cheios de medo. E, todavia, Jesus não está prisioneiro da solidão, por que fala continuamente com o Pai.
Fará sentido falar da solidão do sacerdote, bem como da de qualquer cristão, por maior que seja o isolamento em que se encontra? Lamentar-se de  que se encontra só e desamparado?
É verdade que precisamos de um ambiente humano — de família e de amigos — para viver com normalidade. Ajuda-nos muito o ter alguém com quem desabafar.
Mas a solidão que verdadeiramente oprime as pessoas é a interior... quando alguém se encontra só,  tem o coração vazio de Deus.
O Senhor deixou-nos este recurso precioso para vencermos todas as solidões do mundo: a oração e o exercício da presença de Deus. Está sempre connosco, disponível em qualquer momento e lugar, para que nos possamos abrir com Ele e receber o apoio de que precisamos. Um filho de Deus nunca pode dizer com verdade que está só.
 
Senhor, ensinai-nos a procurar-Vos e a encontrar-Vos na oração e na Eucaristia, quando nos parecer que a solidão nos oprime.
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3ª ESTAÇÃO
 
JESUS É CONDENADO PELO SINÉDRIO

 
«Os que tinham prendido Jesus levaram-n'O à presença do sumo-sacerdote Caifás, onde os escribas e anciãos se tinham reunido.
Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho falso contra Jesus para O condenarem à morte, mas não o encontravam, embora se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas.
Então, o sumo-sacerdote rasgou as vestes, dizendo: "Blasfemou. Que necessidade temos de mais testemunhas ?Acabais de ouvir uma blasfémia. Que vos parece?"
Eles responderam: "É réu de morte".»
 
• Um tribunal religioso condena Jesus à morte. Falta agora conseguir que o poder do Império romano autorize a execução.
Um sorriso de amargura desabrocha em nosso rosto, quando pensamos que estes pobres homens não procuram a verdade nem a justiça, mas apenas um pretexto qualquer para condenar Jesus, dando largas ao ciúme, à inveja, ao ódio e ao despeito.
Pensando melhor, também os julgamentos que fazemos das outras pessoas nos pensamentos e conversas, são deste género. Não procuramos a justiça nem a verdade, mas um pretexto para as condenar.
Qual a motivação das nossas palavras e pensamentos de crítica? Por dentro desta atitude está talvez um zelo mal entendido, a inveja, o ciúme, ou qualquer outro motivo que não temos coragem de confessar.
Que a condenação de Jesus pelo Sinédrio nos ajude a conhecer melhor o que está na raiz dos nossos juízos irreflectidos e a procurar o caminho da Verdade e do Amor.
 
Senhor, ajudai-me a ter sempre presente a Vossa recomendação: «Não julgueis!»
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4ª ESTAÇÃO
 
JESUS É NEGADO POR PEDRO

 
   «Entretanto, Pedro estava sentado no pátio. Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe: "Tu também estavas com Jesus, o galileu". Mas ele negou diante de todos, dizendo: "Não sei o que dizes".
Dirigindo-se para a porta, foi visto por outra criada que disse aos circunstantes: "Este homem estava com Jesus de Nazaré". E, de novo, ele negou com juramento: "Não conheço tal homem".
Pouco depois, aproximaram-se os que ali estavam e disseram a Pedro: "Com certeza tu és deles, pois até a fala te denuncia". Começou então a dizer imprecações e a jurar: "Não conheço tal homem".
E, imediatamente, um galo cantou. Então Pedro lembrou-se das palavras que Jesus dissera: "Antes de o galo cantar, tu Me negarás três vezes". E, saindo fora, chorou amargamente. »
 
• Humanamente, não encontramos explicação para a desastrada atitude de Pedro, porque amava de verdade a Jesus.
Somos como um palácio muito belo feito de cristal que uma pequena pedra de apetite desordenado pode reduzir a fragmentos.
Há todo um plano inclinado por onde somos levados incautamente: Pedro adormece durante a oração no Horto; desobedece ao Mestre, ferindo Malco, servo do sumo Sacerdote; segue Jesus de longe, com medo que o prendam também.
É neste contexto que surge a ocasião, a oportunidade que abre as portas à infidelidade. Pedro senta-se no meio do pessoal da casa e começa um processo de degradação: primeiro, afirma que não sabe o que a criada lhe diz. Trata-se apenas de uma restrição mental. Depois avança mais um passo: “Não conheço tal homem”. O “tal homem” era Jesus. Os presentes devem ter sorrido, perante a ingenuidade da mentira de Pedro. Finalmente vem a negação com juramento.
E logo depois do trambolhão, dá-se o acordar do sono. Na verdade, Pedro amava Jesus, mas sucumbiu a momento de fraqueza.
Metidos na corrente do rio, ou nadamos ou somos arrastados por ela. A nossa ingenuidade está em querer abandonar a luta pela santidade, sem cair em grandes faltas. Bastará uma ocasião banal para revelar a nossa fragilidade.
 
Senhor, livrai-me da tentação de querer viver a minha vocação cristã, regateando convosco as pequenas generosidades que me ides pedindo.
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5ª ESTAÇÃO
 
JESUS É JULGADO POR PILATOS

 
«Entretanto, Jesus foi levado à presença do governador, que Lhe perguntou: "Tu és o Rei dos judeus?" Jesus respondeu: "É como dizes."
Nessa altura havia um preso famoso, chamado Barrabás." E, quando eles se reuniram, disse-lhes: "Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus chamado  Cristo?" Ele bem sabia que O tinham entregado por inveja.
Eles responderam: "Barrabás." Disse-lhes Pilatos: "Que hei-de fazer de Jesus, chamado Cristo?" Responderam todos: "Seja crucificado".
Pilatos, vendo que não conseguia nada e aumentava o tumulto, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo: "Estou inocente do sangue deste homem. Isso é lá convosco."
Soltou-lhes então Barrabás. E... entregou-lh'O para ser crucificado. »
 
• Se Pilatos tivesse, naquela época, a possibilidade de recurso a um filme, e desenrolasse diante dos olhos daquela multidão o que ela estava a pedir – os pés e as mãos trespassados pelos cravos, uma agonia de três intermináveis horas pregado na cruz e a morte com sofrimentos indizíveis – não teriam sido tão prontos e levianos a pedir a crucifixão de Jesus.
Por leviandade, na vida, damos a morte a Cristo, preferindo ao Amor do nosso Deus algo que para nada serve.
Quando se trata de condenar, basta que alguém levante a voz, proferindo a sentença. Somos fáceis em colaborar com o mal.
Contrastando com isto, o Divino Mestre age com toda a prudência. Quando Pilatos lhe pergunta se Ele é rei, indaga cuidadosamente o sentido desta pergunta. Acusa-O de ser um revolucionário contra o poder do imperador de Roma, ou de Se apresentar como o Messias prometido?
E mesmo quando responde que, de facto, é o Messias prometido – o fazer-Se rei de que os judeus O acusam – apressa-Se a esclarecer que o Seu reino não é deste mundo.
Sem prudência, sem ponderação no que dizemos ou fazemos, não podemos construir à nossa volta um ambiente de amizade sã, de paz e de Amor.
 
Dai-nos, Senhor, peso e medida em tudo – sobretudo nas palavras que dizemos – menos no Amor para convosco.
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6ª ESTAÇÃO
 
JESUS É FLAGELADO E COROADO DE ESPINHOS

 
[Pilatos] «soltou-lhes então Barrabás. E, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-lh'O para ser crucificado.
Então os soldados do governador levaram Jesus para o pretório e reuniram à volta  d'Ele toda a coorte. Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-n'O num manto vermelho. Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça e colocaram uma cana na Sua mão direita.
Ajoelhando diante d'Ele, escarneciam-n'O, dizendo: "Salve, Rei dos judeus!"
Depois cuspiam-Lhe no rosto e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça. »
 
• Despem Jesus, para o açoitarem com toda a crueldade. Fingem honrá-l’O, colocando sobre os Seus ombros um farrapo – talvez restos de uma clâmide que um legionário romano achava imprópria de si – e coroam-n’O de espinhos. Fazem de Jesus um rei de comédia, o alvo do ridículo, da máxima falta de respeito para com um ser humano.
Expia a falta de dignidade com que tratamos as pessoas, não respeitando em cada uma delas a imagem de Jesus Cristo.
Está em uso fingir que se honram as pessoas vilipendiando-as e tornando-as escravas pela moda, da degradação moral. Fazem-no a pretexto de falsos direitos que ocultam a intenção de explorar os mais fracos, os que não sabem ou não podem defender-se.
No uso dos povos, quando se quer degradar uma pessoa, desprezá-la e explorar a sua fraqueza, despem-na. Assim fazem a Jesus Cristo no pretório de Pilatos e voltarão a repeti-lo quando O pregarem na cruz.
Respeitemos as pessoas, não as devassando com o nosso olhar, não as explorando com o nosso pensamento. Vejamos em cada pessoa humana um filho de Deus chamado à felicidade eterna.
 
Ajudai-nos, Senhor, a respeitar a dignidade de cada pessoa pelos nossos pensamentos, palavras, olhares e atitudes.
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7ª ESTAÇÃO
 
JESUS É CARREGADO COM A CRUZ

 
«Levando a cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário, que em hebraico se diz Gólgota.
Disse Jesus: "Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Porque quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por Minha causa, há-de encontrá-la. Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida?"»
 
• Segundo uma tradição, o madeiro da cruz estava totalmente ligado ao braços abertos do Salvador por uma corda. É o símbolo de uma entrega sem restrições.
Toda a vocação exige de quem a abraça uma entrega total. Não se pode ser pai ou mãe de família, religioso ou religiosa, ou sacerdote a meias.
A vocação a que o Senhor chama cada um de nós torna-se o centro de toda a actividade. O trabalho e as outras ocupações do tempo convergem para este centro.
Faltam-nos hoje pessoas dedicadas à sua vocação a tempo inteiro, em cada caminho da terra.
Pensamos em Nossa Senhora e em S. José que abraçam a paternidade e a maternidade a sem restrições, colocando esta missão antes de tudo e as outras actividades ao serviço dela.
Quando têm de partir para Belém, não hesitam; ao fugir para o Egipto não duvidam, e quando regressam a Nazaré, fazem-no com toda a prudência, porque é a sua missão de pais de Jesus que está em jogo.
Por falta de entrega, criamos diversos centros de interesse da nossa ocupação do tempo os quais, porque não se encontram coordenados e centralizados, estorvam-se uns aos outros. Damo-nos a meias e desistimos facilmente ou descuramos o que é central na vocação.
Falta uma dedicação a tempo inteiro dos pais aos filhos e de cada um dos outros à sua vocação. Quando isto acontece, eles sabem estabelecer uma hierarquia de valores entre as diversas tarefas que têm de ultimar. 
Quando se trata da missão do sacerdote, também esta verdade aparece com clareza: o sacerdote a tempo inteiro, tendo diante dos olhos em cada momento a missão a que o Senhor o chamou é uma riqueza para a Igreja e uma alegria para os fiéis.
Não fujamos à cruz da vocação, enganando-nos com falsas metas que nos dispersam!
 
Dai-nos, Senhor, cristãos – sacerdotes – que abracem a cruz da vocação e a vivam a tempo inteiro!
 
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8ª ESTAÇÃO
 
JESUS É AJUDADO PELO CIRENEU

 
«Quando O conduziam, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para a levar atrás de Jesus.
Disse Jesus aos Seus discípulos:
"Vinde, benditos de Meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber...
Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos Meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes"».
 
• Há nos nossos dias muitas oportunidades de ser Cireneu, ajudando quem precisa. Não podemos pensar exclusivamente em socorros materiais.
Os que mais necessitam da nossa ajuda vivem, por vezes, em boas casas, passeiam-se em carros de marca de topo e ostentam um luxo que humilha os outros… mas não conseguem aguentar o peso da sua vida cristã.
Como poderemos aproximar-nos deles e delas para os aliviar do peso da cruz, ajudando-os a caminhar?
O primeiro passo é a disponibilidade interior para ajudar. O Cireneu terá reagido mal quando lhe disseram que Jesus precisava de ajuda. Depois, ao sentir o contacto da cruz do Mestre, encontrou a consolação e Deus acabou por abençoá-lo nos filhos Alexandre e Rufo, homens de relevo na igreja primitiva.
Num primeiro momento, ao constatarmos que alguém precisa da nossa ajuda, a reacção é de repugnância e fingir que não vemos a necessidade em que se encontra. Para ajudar é preciso sair de si, vencer a preguiça e o egoísmo. Depois.. quantas consolações esperam ao que se dá generosamente!
Neste passo compreendemos melhor a missão sacerdotal: cireneu de todos, acolhendo as suas confidências, iluminando-os com a palavra de Deus e ouvindo-os com paciência.
Nem ao menos espera que lhe agradeçam os serviços prestados. O sacerdote é tanto mais feliz quando a sua vida é um serviço a Jesus Cristo presente em cada pessoa.
 
Dai-nos, Senhor, muitos sacerdotes que se disponibilizem para nos ajudar a levar a cruz da vida!
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9ª ESTAÇÃO
 
JESUS ENCONTRA AS MULHERES DE JERUSALÉM

 
«Seguia-O uma grande multidão de povo e mulheres que batiam no peito e se lamentavam, chorando por Ele.
Mas Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: "Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos... Porque se tratam assim a madeira verde, que acontecerá à seca?"»
 
• É um gesto de compaixão, o destas mulheres. Além disso imploram de Jesus a última bênção para as crianças que levantam nos braços.
Mas a advertência de Jesus deixa-nos imaginar que descuram o que está nas suas mãos: dar uma educação esmerada aos filhos, preparando-lhes uma vida na terra e uma eternidade feliz.
Será difícil ou mesmo impossível encontrar uma mãe ou pai que não reze pelos seus filhos e peça para eles as melhores bênçãos. Mas… fazem eles o que está ao seu alcance, educando-os com esmero nas virtudes humanas e na boa doutrina? Combatem os seus defeitos incipientes?
Ser amigo das pessoas não é o mesmo que estar sempre de acordo com  elas e satisfazer-lhes todos os caprichos. Isto é particularmente verdade, quando se trata da atitude de muitos pais para com os filhos.
É preciso coragem para as ajudar a ver o que está mal nas suas vidas e sugerir um caminho de emenda.
O sacerdote é, na Igreja, como um pai de família. Estamos à espera que ele fale sempre de acordo com os nossos gostos, mas irritamo-nos se, com a doutrina que prega, nos ajuda a rever as atitudes da vida.
E, no entanto, é com profunda amizade que o faz. Além disso, o fazê-lo exige espírito de sacrifício. O mais fácil é estar sempre de acordo com as pessoas. Sejamos mais compreensivos para com ele.
 
Concedei, Senhor, à Vossa Igreja, sacerdotes que nos anunciem a verdade e o amor, com coragem sobrenatural!
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10ª ESTAÇÃO
 
JESUS É CRUCIFICADO
 
«Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-n'O a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.
Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as Suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-l'O.
Por cima da Sua cabeça puseram um letreiro, indicando a causa da Sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos judeus".»
 
• Crucificaram Jesus Cristo e também crucificam o sacerdote. Colocam-no entre os malfeitores, porque assumiu um estado de vida que há-de colidir com o pensar e a conduta de muitos e muitas.
Assistimos a um esforço hercúleo para o nivelar, retirar-lhe todo o carácter sagrado à sua missão, empurrando-o para uma vida profana e banal. Parece-nos ouvir gritar dos dois lados do caminho, quando o sacerdote passa: “É proibido ser diferente!”
O enfrentamento recrudesce de violência quando se fala do celibato por amor do Reino ds Céus. Ora se publicam escândalos, a  insinuar que, afinal, tudo é fingido, ora se batem, sem procuração de ninguém, pelo fim desta entrega generosa.
O celibato não é um imposto que se paga na Igreja para ser ordenado sacerdote. Encontramos aqui duas pedras preciosas encastoadas na mesma jóia: a eleição  do celibato por amor do Reino dos Céus, no seguimento de Jesus Cristo, de Nossa Senhora e uma multidão de pessoas; o chamamento a um serviço na Igreja feito entre os homens que lhe garantem terem recebido do Espírito Santo este dom.
Há muitas pessoas que optam pelo celibato por amor do Reino dos Céus, sem caminhar para o sacerdócio ministerial.
A Igreja romana decidiu, há muitos séculos, escolher os sacerdotes entre os que declaram que receberam o carisma do celibato. Por que o fará a a nossa Mãe? Talvez porque toma muito a sério a vocação ao matrimónio e o serviço sacerdotal. Cada um destes caminhos exige de quem o segue uma entrega sem restrições.
Queixam-se os casados de que lhes escasseia tempo para se dedicarem um ao outro e os dois aos filhos; e todos nós suspiramos por sacerdotes que se entreguem ao ministério a tempo inteiro.
 
Senhor, nós Vos agradecemos o dom de sacerdotes celibatários e Vos pedimos que os conserveis fiéis à sua entrega.
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11ª ESTAÇÃO
 
JESUS PROMETE O REINO AO BOM LADRÃO

 
«Foram crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda.
Os que passavam insultavam-n'O e abanavam a cabeça, dizendo: "Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz":
Entretanto, um dos malfeitores, que tinham sido crucificados insultava-O dizendo: "Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também".
Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: "Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício?
Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más acções. Mas Ele nada praticou de condenável". E acrescentou: "Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a Tua realeza".
Jesus respondeu-lhe: "Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso".»
 
• Um dos ministérios mais gratificantes na vida do sacerdote é o da Reconciliação e Penitência.
O primeiro a saborear esta consolação interior é o sacerdote, ao receber, ele mesmo, este Sacramento da alegria.
“Impersonando”  Cristo, facultando-lhe um rosto humano, também ele repete a cada uma das pessoas que se aproximam devidamente dispostas – seja qual a sua condição social ou doença espiritual diante de Deus – as palavras eficazes de Jesus:«Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».
Aqui, principalmente, palpamos o realismo do santo Cura d’Ars: “O sacerdote é o amor do Sagrado Coração de Jesus.”
É um trabalho silencioso, escondido, que não sofre com facilidade o desvio de qualquer motivação menos recta. Passa por ele uma verdadeira revolução de Amor em nossas cristandades.
Deus quer fazer depender dele a santidade de cada pessoa. Foi com esta arma que S. João Maria Vianney revolucionou Ars e muitas pessoas de outras terras.
 
Dai-nos, Senhor, muitos sacerdotes que se dediquem ao ministério da Reconciliação e Penitência, animando-nos nas fraquezas e guiando-nos nas hesitações que temos no caminho do Céu.
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12ª ESTAÇÃO
 
JESUS, NA  CRUZ, SUA MÃE E SEU DISCÍPULO

 
«Estavam junto à cruz de Jesus Sua Mãe, a irmã de Sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria Madalena.
Ao ver Sua Mãe e o discípulo que Ele amava, Jesus disse ao discípulo: "Eis a tua Mãe!”
E a partir daquele momento, o discípulo recebeu-A em sua casa.»
 
• Neste admirável testamento proclamado no alto da cruz, na hora da partida para o Pai, Jesus entrega a cada um de nós Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.
Ela é-o de modo especial para com o sacerdote. Cuidando dos seus filhos a tempo inteiro, recebe d’Ela ajuda e um carinho materno peculiar, porque – tal como diz o ditado – “quem meu filho beija, minha boca adoça.” E que outra é a vida do sacerdote, senão cuidar dos filhos de tão boa Mãe?
A devoção a Nossa Senhora é fundamental em todo o fiel, e especialmente na vida do sacerdote. Apoia-se nas devoções tradicionais tão recomendadas pela Igreja: o Terço, o Ângelus, a Consagração, as Três Ave Marias e as jaculatórias; e alimenta-se com uma procura constante do seu olhar, com a ajuda de imagens, quadros, etc.
No ministério pastoral na ajuda que desejamos prestar cada uma pessoa, a devoção a Nossa Senhora foi e será sempre o caminho mais fácil e seguro para chegar ao coração de Jesus Cristo.
Nisto se concretiza praticamente o levar Maria para nossa casa, vivendo continuamente na sua presença.
 
Mãe dos sacerdotes: protegei aqueles que o Vosso Filho escolheu para o ministério sacerdotal!
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13ª ESTAÇÃO
 
JESUS MORRE NA CRUZ

 
«Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a escritura, Jesus disse: "Tenho sede". Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-no à boca.
Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: "Tudo está consumado".
Era já quase o meio dia, quando as trevas cobriram toda a terra, até às três horas da tarde, porque o sol se tinha eclipsado.
O véu do templo rasgou-se ao meio: E Jesus exclamou com voz forte: "Pai, em Tuas mãos entrego o Meu espírito ". Dito isto, expirou.»
 
• A morte de Jesus é uma proclamação da Sua fidelidade à vontade do Pai. Cumpriu até ao último pormenor o plano de salvação que Lhe entregou.
O autor da Carta aos Hebreus coloca nos seus lábios, ainda no ventre materno, estas palavras: «Eis-Me (aqui), ó Pai, para fazer a Vossa vontade!»
Por isso, no momento final da Sua vida terrena, Jesus pode exclamar: «Tudo está consumado».
Muitas pessoas têm a preocupação de sobressair, chamar a atenção pelo que dizem ou fazem. Para outros, o grande sonho é ter um monumento em sua honra.
O mais importante na vida não é o que fazemos, mas o amor com que o realizamos. Nesta perspectiva, também o morrer, o desaparecer para que apareça a glória de Cristo, pode ser o acto mais importante da vida.
No fim da nossa corrida terrena poderemos então exclamar em união com Jesus Cristo: «Pai, em Tuas mãos entrego o Meu espírito.»
 
Ensinai-nos, Senhor, a viver de tal modo que, acolhidos à Vossa misericórdia, nos encontremos com os braços do Pai no fim da nossa vida terrena.
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14ª ESTAÇÃO
 
JESUS É DEPOSTO NO SEPULCRO

 
«Então, o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se. Abriram-se os túmulos e muitos corpos de santos que tinham morrido ressuscitaram; e saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade e apareceram a muitos.
Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem. Entre elas encontravam-se Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.
Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tinha tornado discípulo de Jesus.
Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus: E Pilatos ordenou que lho entregassem. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo e depositou-o no seu sepulcro novo que tinha mandado escavar na rocha.
Depois rolou uma grande pedra para a entrada do sepulcro, e retirou-se.»
 
•O termo desta vida na terra ensina-nos uma lição sublime: só sobrevive o que for realizado por amor, em tudo o que fizermos.
O que procuramos construir durante a vida será reduzido ao pó do esquecimento pela erosão do tempo. Só ficará em pé o amor de Deus com que fizermos as coisas.
Esta verdade é uma consolação para o sacerdote que passa pela vida silenciosamente, levando uma vida que não é valorizada pelas pessoas e, muitas vezes, olhada com admiração.
A glorificação humana de estátuas, ruas e praças dedicadas, e outros monumentos é ilusória. Se apagassem o nome da pessoa a quem estão dedicados, a maior parte passaria por ali sem saber de quem se trata... e mesmo com o nome escrito, os conhecimentos não vão muito mais além.
A honra e imortalidade que Deus oferece aos Seus eleitos, é imensamente maior.
 
Cremos firmemente que Jesus Cristo, depois de ter sido crucificado e morto, ressuscitou ao terceiro dia e subiu ao Céu. Amen!

 

 
O Santo Cura d'Ars Imprimir e-mail

O SANTO CURA D’ARS

Este pároco francês morreu há 150 anos.

Falava do sacerdócio com imenso fascínio e dizia mesmo que se o padre realizasse a importância da sua vocação, “morreria, não de susto, mas de amor, porque Deus lhe obedece, porque o padre pronuncia duas palavras e à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia”.

Aos seus paroquianos o Cura d’Ars explicava: “Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, se não houvesse ninguém para nos abrir a porta? O Padre possui a chave dos tesouros celestes e é ele que abre a porta”!

E, sobre a confissão dizia: “O bom Deus sabe tudo. Ainda antes de vos confessardes, já sabe que voltareis a pecar e todavia perdoa-vos. O seu amor é tão grande que vai ao ponto de esquecer voluntariamente o futuro só para poder perdoar-vos agora!”

Por tudo isto, o Santo Cura d’Ars passava longas horas a confessar.   Até lhe chamavam “o grande hospital de almas”.