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A SAGRADA EUCARISTIA |
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A PRESENÇA REAL DE CRISTO NA EUCARISTIA
Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de a celebrar, crendo firmemente na presença do Senhor na Hóstia consagrada pelo sacerdote legitimamente ordenado pela Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia. Desde os primeiros séculos os Padres da Igreja ensinaram esta grande verdade recebida dos Apóstolos.
Santo Efrém Sírio (306-444) falava da Eucaristia como "Glória ao remédio da vida". Santo Agostinho (354-430) chamava-lhe " o pão de cada dia, que se torna como o remédio para a nossa fraqueza de cada dia." E ainda dizia: "Ó reverenda dignidade do sacerdote, em cujas mãos o Filho de Deus se encarna como no Seio da Virgem". "A virtude própria deste alimento divino é uma força de união que nos une ao Corpo do Salvador e nos faz seus membros a fim de que nos transformemos naquilo que recebemos".
São Cirilo de Alexandria (370-444) dizia que ao comungarmos o corpo de Cristo nos transformamos em "Cristóforos", portadores de Cristo.
Na sua "Profissão de Fé", o conhecido "Credo do Povo de Deus", o Papa Paulo VI afirmou: "Cremos que como o pão e o vinho consagrados pelo Senhor, na Última Ceia, foram mudados no seu Corpo e no seu Sangue, que iam ser oferecidos por nós na Cruz, assim também o pão e o vinho consagrados pelo sacerdote se mudam no Corpo e no Sangue de Cristo glorioso que está no céu, e cremos que a misteriosa presença do Senhor naquilo que misteriosamente continua a aparecer aos nossos sentidos do mesmo modo que antes, é uma presença verdadeira, real e substancial". (cf. Dz. Sch. 1651).
E Paulo VI deixa claro que se afastam da fé católica aqueles que não aceitam esta verdade.
"Toda a explicação teológica que procura alguma inteligência deste mistério deve, para estar de acordo com a fé católica, admitir que na própria realidade, independentemente do nosso espírito, o pão e o vinho cessaram de existir depois da consagração, de tal modo que estão realmente diante de nós o Corpo e o Sangue adoráveis do Senhor Jesus, sobre as espécies sacramentais do pão e do vinho, conforme Ele assim o quis, para se dar a nós em forma de alimento e para nos associar à unidade do seu Corpo Místico". (cf. S. Th., III, 73, 3).
Com estas palavras o Papa deixou muito claro que a Eucaristia não é apenas um "sinal", ou "símbolo", nem mesmo "lembrança", mas a presença real e substancial do Senhor. E acrescenta o seguinte: "A única e indivisível existência do Senhor glorioso que está no céu não é multiplicada, mas torna-se presente pelo Sacramento, em todos os lugares da terra onde a Missa é celebrada. E permanece presente, depois do sacrifício, no Santíssimo Sacramento, que está no Sacrário, coração vivo de cada uma das nossas igrejas. E é para nós um dulcíssimo dever honrar e adorar na sagrada Hóstia, que os nossos olhos vêem, o Verbo Encarnado, que eles não podem ver e que, sem deixar o céu, se tornou presente no meio de nós." (Credo do Povo de Deus, Ed. Cléofas, 1998).
Na Última Ceia, Jesus foi muito claro: "Isto é o meu corpo". "Isto é o meu sangue" (Mt 26,26-28). Jesus não falou de "símbolo", nem de "sinal", nem de "lembrança".
São Paulo atesta a presença do Senhor na Eucaristia quando afirma:
"O cálice de bênção, que bebemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?" (1Cor 10,16).
E o Apóstolo, que não estava na Última Ceia, recebeu esta certeza por revelação especial do Senhor:
"O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: Tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente também, depois de ter ceado, tomou o cálice e disse: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto em memória de mim todas as vezes que o beberdes" (1Cor 11,23-29).
Sem dúvida a Eucaristia é o maior e o mais belo milagre que o Senhor realizou e quis que fosse
repetido em cada Missa, para que Ele pudesse estar entre nós, a fim de nos curar e alimentar.
"A Eucaristia é 'fonte e centro de toda a vida cristã' (LG, 11). Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa" (PO, 5 e CIC n.1324).
O Catecismo da Igreja garante-nos que "Os milagres da multiplicação dos pães... prefiguram a superabundância deste pão único da Eucaristia" (CIC, n.1335).
Tudo o que foi dito até aqui está baseado principalmente nas próprias palavras de Jesus, naquele memorável discurso sobre a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum, que São João relatou com detalhes no capítulo 6 do seu Evangelho:
"Eu sou o Pão vivo que desceu do céu... Quem comer deste Pão viverá eternamente; e o Pão que eu darei é a minha carne para a salvação do mundo... O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia... Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida."
Não há como interpretar de modo diferente estas palavras, senão admitindo a presença real e maravilhosa do Senhor na Hóstia sagrada.
Lamentavelmente a Cruz e a Eucaristia foram e continuam a ser "pedra de tropeço" para os que não crêem, mas Jesus exigiu até o fim esta fé. Aos próprios Apóstolos ele disse: "Também vós quereis ir embora?" (Jo 6,67). Ao que Pedro responde na fé, não pela inteligência: "Senhor, a quem iremos, só Tu tens palavras de vida eterna" (Jo 6,68). Nunca Jesus exigiu tanto a fé dos Apóstolos como neste momento. E, se exigiu tanto, sem dar maiores esclarecimentos como sempre fazia, é porque os discípulos tinham entendido muito bem do que se tratava, bem como o povo que o deixou dizendo: "Estas palavras são insuportáveis? Quem as pode escutar?" (Jo 6,60).
Também para cada um de nós a Eucaristia será sempre uma prova de fogo para a nossa fé; mas, crendo na palavra do Senhor e no ensinamento da Igreja, seremos felizes.
Quando Lutero (fundador do protestantismo) pôs em dúvida a presença real e permanente do Senhor na Eucaristia, o Concílio de Trento (1545-1563) assim se expressou:
"Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; e esta mudança, a Igreja católica chama-lhe com justeza e exactidão, transubstanciação" (DS, 1642; CIC n.1376).
Acima de tudo é preciso recordar que a Igreja recebeu do Senhor o carisma da infalibilidade em termos de fé e de moral, a fim de não permitir que os seus filhos sejam enganados no caminho da salvação (cf. Jo 14,15.25; 16,12-13). Portanto, o que a Igreja garante há vinte séculos, jamais podemos duvidar, sob pena de estarmos a duvidar do próprio Jesus.
Jesus Cristo presença viva no sacrário
O Sacrário à luz do Catecismo da Igreja Católica
"Pela consagração, opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, o próprio Cristo, vivo e glorioso, está presente de modo verdadeiro, real e substancial, com o seu Corpo e o seu Sangue, a sua alma e divindade.Uma vez que Cristo em pessoa está presente no Sacramento do Altar, devemos honrá-Lo com culto de adoração. «A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo nosso Senhor». (Catecismo da Igreja Católica, 1413, 1418)
Definições de Sacrário
Sacrário é um pequeno cofre colocado sobre o altar para guardar a píxide ou a custódia. Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecido como TABERNÁCULO.
Pequeno cofre sagrado onde é colocada a âmbula com as hóstias consagradas.
Lugar onde se guarda o Corpo de Cristo depois da celebração da Eucaristia, para que se possa levar aos doentes quando seja necessário, e para que todos possam rezar diante dele;
A palavra latina Sacrarium, significa o lugar onde se guardam as coisas sagradas. Chamado também Tabernáculo, o sacrário é o lugar onde se conservam as hóstias já consagradas na Missa.
Gente de Fé
Padre Pio:
- Diante de Deus ajoelhe-se sempre.- O santo silêncio permite-nos ouvir mais claramente a voz de Deus.- Quando te encontrares diante de Deus, na oração considera-te banhado na luz da verdade, fala-lhe se puderes, deixa simplesmente que te veja e não tenhas preocupação alguma.- Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus.
O conselho de João Paulo II:
+ Permaneçamos longamente prostrados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando com a nossa fé e o nosso amor as negligências, esquecimentos e até ultrajes que o nosso Salvador Se vê obrigado a suportar em tantas partes do mundo. Aprofundemos na adoração a nossa contemplação pessoal e comunitária. (Mane Nobiscum Domine, 18)
Santa Catarina de Génova:
+ O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregue da minha vida.
Beata Madre Teresa de Calcutá:
+ Procurai Jesus no tabernáculo. Fixai os olhos n’Ele que é a luz. Colocai os vossos corações junto ao Seu Divino Coração.
S. João Bosco:+
Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante. Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes.
S. Tomás de Aquino:
+ Ficai certos de que de todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade.
Adoradores do Santíssimo Sacramento
Beato Francisco Marto
Um dia, ao sair de casa, notei que o Francisco andava muito devagar.- Que tens? Perguntei-lhe. Parece que não podes andar!- Dói-me muito a cabeça e parece que vou a cair.- Então não venhas; fica em casa.- Não fico! Quero antes ficar na Igreja, com Jesus escondido, enquanto tu vais à escola. Depois que adoeceu, dizia-me, quando, a caminho da escola, passava por sua casa:- Olha: vai à Igreja e dá muitas saudades minhas a Jesus escondido. Do que tenho mais pena é de já não poder estar uns bocados com Jesus escondido. (In, Quarta Memória da Irmã Lúcia)
Beata Alexandrina
No dia 10-12-1954, Jesus Eucaristia continua a revelar-Se-lhe. Eis a descrição da sua visão:Apareceu um altar. A porta do Sacrário estava aberta. As Hóstias, brancas, no cibório. Jesus sentou-Se ao lado do altar, e fez que do outro lado eu me sentasse também. Não vi os assentos em que nos sentámos. Jesus, sobre o altar, colocou a Sua mão e, sobre ela, a Sua sacrossanta cabeça. Ele fez que eu fizesse o mesmo. A minha mão direita ficou unida à Sua mão esquerda.
De dentro do Sacrário, daquelas Hóstias tão brancas, saíam raios dourados e mais brilhantes do que o sol, passaram por entre nós. Jesus, cheio de doçura, dizia-me: Minha filha, mimo eucarístico, estou ali [no Sacrário] naquela Hóstia pura, em corpo, alma e divindade, tal como estou aqui.
Confia, Minha filha e esposa querida! Fala ao mundo deste mistério. Diz aos homens que se abeirem de Mim. Quero dar-Me a eles, muitas vezes, todos os dias, se for possível. Que venham com os seus corações puros, muito puros e sequiosos.
Se vierem ao Sacrário com as devidas disposições e rezarem o Rosário ou uma parte do Rosário, todos os dias, nada mais é preciso para que se afaste a Justiça de Deus.
O Rosário, o Sacrário e as Minhas vítimas são suficientes, para que ao mundo seja dado o perdão e a paz.Quem vem ao Sacrário, vive puro. Quem vive à sombra da Minha bendita Mãe, vive da Sua Pureza. «Disse-me também que eu escolhi a melhor parte:
- Amar o meu coração, amar-me crucificado é bom. Mas amar-me nos meus sacrários, onde me podes contemplar não com os olhos do corpo mas com os olhos da alma e do espírito, onde estou em corpo, alma e divindade como no Céu, escolheste o que há de mais sublime». «Perguntei ao meu Jesus o que havia de fazer para O amar muito e Ele disse-me:
Anda para os meus sacrários consolar-Me, reparar. Não descanses em reparar; dá-me o teu corpo para o crucificar. Preciso de muitas vítimas para sustentar o braço da minha justiça e tenho tão poucas, anda substituí-las».
Um Testemunho
O Cardeal vietnamita Van Thuan foi preso e perseguido pelo regime comunista e, mesmo no campo de reeducação, às escondidas, celebrou a Santa Missa todos os dias e improvisou um sacrário para a adoração ao Santíssimo.
Conta ele: às 21h30, era obrigatório apagar a luz, e todos devíamos dormir.Nesse momento, eu curvava-me sobre a cama para celebrar a Missa, recitando tudo de cor, e em seguida distribuía a comunhão passando a mão por baixo do mosquiteiro. Chegámos até a fabricar saquinhos com o papel dos pacotes de cigarros vazios, para guardar o Santíssimo Sacramento e levá-lo aos outros. Jesus Eucarístico estava sempre comigo no bolso da camisa.
(Van Thuan, Testemunhas da Esperança,14)
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O QUE É A EUCARISTIA? |
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Os hebreus, enquanto peregrinavam pelo deserto, foram sustentados por Deus com um alimento celeste: o maná. Era a "figura" do alimento verdadeiro, divino, com o qual o Redentor haveria de alimentar e sustentar os fiéis na fatigante viagem pelo deserto da vida: a EUCARISTIA.
"Eu sou o Pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Mas este é o pão que desceu do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desci do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente; e o pão que eu darei é a minha carne que será sacrificada para a salvação do mundo" . (João 6,48-52).
Na véspera de sua morte, enquanto os homens tramavam a traição, Jesus reuniu seus Apóstolos num último convívio de amor e instituiu o Sacramento que é o supremo Dom de seu Coração cheio de amor por nós.
"Tomai e comei, isto é o meu corpo; tomai e bebei, este é o cálice do meu sangue, que será derramado por vós e por muitos, em remissão dos pecados".
Está realizado o grande prodígio. Na Encarnação, Jesus escondeu a sua divindade, para q pudéssemos vê-lo como um de nós. Na Eucaristia esconde não só a sua divindade, mas também a sua humanidade, debaixo das aparências de pão e vinho, para assim poder ser nosso alimento.
QUANDO É QUE O PÃO E O VINHO SE TORNAM CORPO E SANGUE DE JESUS?
Na Santa Missa, no momento da consagração, inclinado sobre o altar, o sacerdote repete as mesmas e misteriosas palavras que Jesus pronunciou na última Ceia: "Isto é o meu corpo, este é o cálice do meu sangue".
Assim como na última ceia e em virtude destas palavras, toda a substância do pão e toda a substância do vinho convertem-se no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Igreja chama a esta maravilhosa conversão de "transubstanciação", isto é, mudança total de substância. Antes da consagração, a hóstia e o vinho não eram mais que elementos naturais. Depois da Consagração, o pão tornou-se o Corpo do Senhor e o Vinho o Sangue preciosíssimo de Jesus. Todos os dias, inúmeras vezes e em todas as partes do mundo, renova-se o milagre da última Ceia, que antecipou o sacrifício da cruz: "Fazei isto em memória de mim", disse Jesus aos Apóstolos.
"Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28,30)
Depois da consagração, não fica nada do pão e do vinho, somente as "aparências". E quando, na hora da Sagrada Comunhão, se divide a hóstia em várias partes, não se divide o Corpo de Jesus Cristo, mas somente as espécies do pão e do vinho. O Sacramento da Eucaristia encerra o maior milagre de nossa fé.
Pelas divinas palavras da Consagração Jesus está sobre os Altares, está nos nossos Sacrários, está nas cândidas Hóstias. Mas como?!
"Como é possível - perguntou um estudioso maometano a um Bispo - como é possível que o pão e vinho se tornem Carne e Sangue de Cristo?"
O Bispo respondeu: "Quando nascestes, tu eras pequeno; e, cresceste depois, porque o teu corpo foi transformando em carne e sangue os alimentos que ias tomando. Pois bem; se o corpo do homem é capaz de transformar em carne e sangue o pão e o vinho, com quanta maior facilidade Deus o poderá fazer!" O maometano tomou a perguntar-lhe: "
Como é possível que numa Hóstia tão pequena esteja presente Jesus Cristo todo inteiro?"
O Bispo respondeu: "Olha a paisagem que está na tua frente, e considera quanto o teu olho é pequeno em comparação com ela. Pois bem; se no teu olho tão pequeno cabe a figura de um campo tão vasto, por que é que Deus não haveria de poder fazer em realidade na sua Pessoa o que em nós existe em figura? O maometano, perguntou-lhe ainda: "Como é possível que o mesmo Corpo se ache, ao mesmo tempo, presente em todas as vossas igrejas, e em todas as Hóstias Consagradas?" E o Bispo disse: "Para Deus nada é impossível. Esta resposta já poderia bastar. Mas a própria natureza se encarrega de dar uma resposta a esta tua pergunta. Aqui está um espelho. Atira-o ao chão e quebra-o em muitos pedaços. Cada pedacinho pequeno vai-te mostrar a mesma imagem que te era mostrada pelo espelho, quando estava inteiro. Deste modo, é o mesmo e idêntico Jesus que se apresenta, não só em figura, mas na realidade, em todas as Hóstias Consagradas. Ele está verdadeiramente em todas elas".
O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA COMUNHÃO BEM FEITA?
São três as exigências básicas para se receber dignamente a Sagrada Eucaristia:
1º - Estar em estado de graça santificante: Não ter na alma pecado grave
2º - Saber a quem se vai receber, na Comunhão: É Jesus nosso alimento
3º - Guardar o jejum prescrito pela Igreja: 1 hora antes da Comunhão
A Comunhão aumenta na alma a graça santificante, purifica-a, une-a a Deus e se torna alimento que leva à vida eterna. Infeliz de quem recebesse a Sagrada Comunhão em pecado mortal! Não se pode esquecer as palavras do Apóstolo São Paulo, na 1 Carta aos Coríntios, 11,28-29: "...que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele q come e bebe, sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação."
A Eucaristia é o mais augusto dos sacramentos.
Nos outros sacramentos, recebe-se a graça. Na Eucaristia recebe-se o autor da graça.
Pelo respeito devido à Eucaristia, a Igreja estabeleceu o jejum eucarístico de 1 hora antes da Comunhão.
Devemos comungar sempre, todos os domingos, todos os dias até, se possível, mas nunca indignamente!
COMUNGAR COM NOSSA SENHORA
Que consolação é para Jesus ser recebido por uma alma purificada e revestida pelo seu Divino Sangue! E que alegria de amor para Ele, quando se trata de uma alma virgem, porque “a Eucaristia veio do céu pela virgindade” (Santo Alberto Magno) e não encontra o seu céu senão na virgindade.
Ninguém como a virgem pode repetir com a esposa dos Cânticos a cada Comunhão: “O meu Dilecto é meu, e eu sou toda do meu Dilecto, que se apascenta entre os lírios e a mim dirige todo o seu amor” (Ct 2,16).
Um modo delicado de nos prepararmos para a Comunhão é invocando a Virgem Imaculada e entregando-nos a Ela para que nos faça receber a Jesus com a sua humildade, com a sua pureza, com o seu amor, e até que venha Ela mesma recebê-lo em nós. Esta piedosa prática foi recomendada por muitos Santos, especialmente por São Luís Grignion de Montfort, por São Pedro Julião Eymard, por Santo Afonso de Ligório e por São Maximiliano Maria Kolbe.
“A melhor preparação para a Santa Comunhão é a que se faz com Maria”, escreveu São Pedro Julião Eymard. Uma descrição muito graciosa é-nos oferecida por Santa Teresinha: ela imagina ver a sua alma como uma menina de três para quatro anos, com os cabelos e as vestes em desordem e com vergonha de se aproximar do altar para receber Jesus.
Mas ela recorre a Nossa Senhora e “de repente – escreve a Santa – a Virgem acerca-se de mim, e tira-me num instante o meu aventalzinho sujo, amarra de novo os meus cabelos com uma bela fita, ou põe neles simplesmente uma flor... E isto basta para me fazer aparecer mais graciosa e poder sentar-me, sem ficar envergonhada, á mesa do banquete dos Anjos”.
Experimentemos isso também nós. Não ficaremos decepcionados. Pelo contrário, poderemos, então, também nós exclamar com Santa Gema:
“Como é bela a Comunhão feita com a nossa Mãe do Céu!”
A ACÇÃO DE GRAÇAS DEPOIS DA COMUNHÃO
O tempo para Acção de Graças depois da Comunhão é o tempo mais real do amor mais íntimo com Jesus. Amor de direitos perfeitamente recíprocos: não dois, mas um só, na alma e no corpo. Amor de compenetração e de fusão: Ele em mim, e eu nele, para nos consumirmos na unidade e na unicidade do amor. “És a minha presa de amor, como eu sou a presa da tua imensa caridade” - dizia Santa Gema a Jesus, com ternura. “Felizes os convidados para a Ceia Nupcial do Cordeiro”, lê-se no Apocalipse (19, 9). Pois bem; na Comunhão Eucarística a alma realiza verdadeiramente, numa celeste e virginal união, o amor nupcial ao Esposo Jesus.
A Acção de Graças depois da Comunhão é uma pequena experiência do amor do céu nesta terra: no Céu, de facto, como é que vamos amar a Jesus? Não há-de ser sendo eternamente unidos a Ele?
Querido Jesus, doce Jesus, como devemos agradecer-te por toda a Comunhão que nos concedes! Não é que tinha mesmo razão Santa Gema, quando dizia que no Céu te iria agradecer pela Eucaristia, mais do que por qualquer outra coisa? Que milagre de amor, este de estar inteiramente e intimamente unido a ti, Jesus.
Água, fermento, cera
São Cirilo de Alexandria, um dos Padres da Igreja, serve-se de três imagens para ilustrar a nossa fusão de amor com Jesus na Santa Comunhão: “Quem comunga é santificado, divinizado no seu corpo e na sua alma de modo semelhante àquele pelo qual a água, ao ser colocada sobre o fogo, se põe a ferver...
A Comunhão opera como fermento colocado na farinha: fermenta toda a massa... Do mesmo modo que derretendo juntas duas velas de cera, a cera delas torna-se uma só, assim, penso eu, quem se alimenta da Carne e do Sangue de Jesus, funde-se com Ele por meio dessa participação, de modo tal, que a pessoa passa a estar em Cristo, e Cristo nela”. Por isso, Santa Gema Galgani falava com assombro da União Eucarística entre “Jesus tudo e Gema nada”, e exclamava: “Quanta doçura, Jesus, na Comunhão! Abraçada contigo, quero viver; contigo abraçada, quero morrer!” E o Beato Contardo Ferrini escrevia: “A Comunhão! Oh, doces amplexos do Criador com a sua criatura! Oh! elevação inefável do espírito humano! Que haverá no mundo que se possa comparar com estas puríssimas alegrias do céu, com estas amostras da glória eterna?” Pensemos também no valor trinitário da Santa Comunhão.
Um dia, Santa Maria Madalena de Pazzi, depois da Comunhão, ajoelhada no meio das noviças, com os braços em cruz, levantou os olhos para o céu e disse: “Irmãs, se compreendêssemos que, no tempo em que permanecem em nós as Espécies Eucarísticas, Jesus está presente e opera em nós, sem se separar do Pai e do Espírito Santo, e que em nós está toda a Santíssima Trindade...”, e não pôde acabar de falar, porque foi arrebatada em sublime êxtase.
Pelo menos um quarto de hora
Por isso os Santos, quando podiam, não punham limites ao tempo da Acção de Graças, que durava até mais de uma hora. Santa Teresa de Jesus recomendava às suas filhas: “Entretenhamo-nos amorosamente com Jesus, e não deixemos passar a hora que vem depois da Comunhão: é um tempo excelente para nos entretermos com Deus e para Lhe falar dos interesses da nossa alma... Pois sabemos que o bom Jesus fica em nós, enquanto o calor natural não consumir os acidentes do Pão. Devemos tomar muito cuidado para não perdermos tão bela ocasião de nos entretermos com Ele e Lhe apresentar as nossas necessidades.”
São Francisco de Assis, Santa Juliana Falconieri, Santa Catarina, São Pascoal, Santa Verónica, São José de Copertino, Santa Gema e muitos outros, logo depois da Comunhão entravam quase sempre em êxtase de amor; e o tempo, então, só mesmo os Anjos é que o podiam medir! Santa Teresa de Jesus quase sempre entrava em êxtase logo depois da Comunhão, e, às vezes, era preciso que a fossem tirar do pequeno genuflexório em que as freiras iam comungar! São João de Ávila, Santo Inácio de Loyola, São Luís Gonzaga davam Acções de Graças de joelhos, durante duas horas. Santa Maria Madalena de Pazzi nunca queria interromper as suas Acções de Graças, e era preciso obrigá-la a isso, para que pudesse alimentar-se um pouco.
São João de Ávila, Santo Inácio de Loyola, São Luís Gonzaga davam Acções de Graças de joelhos, durante duas horas. Santa Maria Madalena de Pazzi nunca queria interromper as suas Acções de Graças, e era preciso obrigá-la a isso, para que pudesse alimentar-se um pouco.
“Os minutos que vêm depois da Comunhão – dizia a Santa – são os mais preciosos que temos na nossa vida; os mais apropriados da nossa parte para nos entretermos com Deus, e da parte de Deus, para nos comunicar o seu amor”. São Luís Grignion de Montfort, depois da Missa, ficava pelo menos meia hora em Acção de Graças, e não havia ocupação ou trabalho que a pudesse fazê-lo omitir, pois, como ele dizia: “Eu não trocaria esta hora de Acção de Graças nem mesmo por uma hora de Céu!” Tomemos também nós um propósito: logo depois da Comunhão, devemos fazer o possível para que a Acção de Graças dure pelo menos um quarto de hora, e nada venha tomar o tempo dela. Estes minutos nos quais Jesus está fisicamente presente na nossa alma e no nosso corpo, são minutos do Céu, que não devemos desperdiçar de modo algum.
São Felipe e as velas
O Apóstolo escreveu: “Glorificai e trazei Deus no vosso corpo” (1 Cor 6,20). Ora, não há outro tempo em que estas palavras se realizem mais exactamente do que no tempo logo depois da Santa Comunhão. Que coisa mais feia, pois, o comportamento daquele que recebe a Comunhão e, em seguida, sai da igreja, não logo que acaba a Missa, mas imediatamente, logo depois de ter recebido a Comunhão! Lembremo-nos do exemplo de São Felipe Neri, que mandou a dois acólitos que saíssem com duas velas acesas acompanhando a alguém que estava a sair da igreja logo depois de ter comungado. Que bela lição! Quando recebemos um hóspede, pelo menos por educação, entretemo-nos com ele, interessamo-nos por ele! Mas, se esse hóspede é Jesus, então o que deveremos é somente lamentar-nos diante dEle de que a sua presença em nós não dure mais do que um quarto de hora, ou pouco mais.
A este propósito, São José Cottolengo vigiava pessoalmente a confecção das Hóstias para a Missa e para as Comunhões, e à irmã encarregada disso ele tinha dado esta ordem expressa:
“Para mim a Senhora faça Hóstias mais grossas, porque eu preciso de me entreter mais tempo com Jesus, e não quero que as Sagradas Espécies se consumam depressa!”Santo Afonso de Ligório para que é que enchia de vinho o cálice? Somente para ter por mais tempo a Jesus no seu corpo.
Não seremos nós talvez o oposto dos Santos, nós quando achamos que a Acção de Graças é muito longa, e não vemos a hora em que ela acabe? Mas, cuidado e atenção! Porque, se é verdade que em cada Comunhão Jesus “dá em troca o cêntuplo pelo acolhimento que Lhe damos”, como diz Santa Teresa de Jesus, é também verdade que seremos responsáveis ao cêntuplo pelas nossas faltas de acolhimento. Um coirmão de São Pio de Pietrelcina contou que um dia se foi confessar com o Santo Frade, acusando-se, entre outras coisas, de algumas omissões da Acção de Graças, depois da Santa Missa, por motivos pastorais.
Ainda que benigno em julgar as outras faltas, São Pio, quando ouviu falar naquelas omissões, ficou sério, fechou o rosto, e disse com voz firme: “Tomemos cuidado para que o não-poder não se torne um não-querer. A Acção de Graças terás que fazê-la sempre, se não terás de a pagar caro!”Pensemos e reflictamos seriamente. Para uma coisa tão preciosa, como é a Acção de Graças, consideremos como feita a nós a advertência do Espírito Santo: “Não percas nem a mais pequena parte de um tão grande bem”. (Eclo 14,14). O Beato Contardo Femni entregava-se de tal modo à preparação e à Acção de Graças depois da Comunhão, que marcava cada dia os seus pontos para a reflexão, sobre os quais se ia deter todo absorto e feliz.
Acção de Graças com Nossa Senhora
Particularmente bela é a Acção de Graças feita em íntima união com Maria, na sua Anunciação. Logo depois da Comunhão, nós também trazemos Jesus nas nossas almas e no nosso corpo, de modo semelhante ao de Maria na sua Anunciação; e não poderemos adorar a Jesus, nem O amar melhor, do que unindo-nos à Divina Mãe, fazendo nossos os sentimentos de adoração e de amor que Ela nutriu para com Jesus, Deus encerrado no seu Seio Imaculado. Nossa Senhora é o celeste vínculo que une Jesus a nós; Ela é até mesmo o laço de amor entre Jesus e a criatura. Nossa Senhora, dizia o Santo Cura d’Ars, está sempre “entre o seu Filho e nós”.
Quando oramos a Jesus na companhia dEla, quando O adoramos e O amamos com o Coração de Maria, tornamos qualquer das nossas orações pura e preciosa, e puro todo o nosso acto de adoração e de amor. São Maximiliano Maria Kolbe dizia que, quando confiamos uma coisa à Imaculada, Ela, antes de a entregar a Jesus, a purifica de todos os defeitos, a torna Imaculada. O Santo Cura d’Ars afirmava: “Quando as nossas mãos tocaram em perfumes, vão depois perfumando tudo aquilo em que tocam; façamos passar as nossas orações pelas mãos de Nossa Senhora, e Ela as perfumará”.Façamos passar a nossa Acção de Graças depois da Comunhão pelo Coração da Imaculada: e Ela a transformará num cântico puríssimo de adoração e de amor.
Para tal fim pode ser útil a recitação meditada do Terço, especialmente dos mistérios gozosos, como nos ensinam vários Santos.
Pois quem, de facto, poderá conhecer perfeitamente a Divindade de Jesus, para a adorar, amar e deixar-se divinizar, como Nossa Senhora, quando lhe foi feita a Anunciação do Anjo?
Quem poderá trazer Jesus vivo dentro de si, e ficar profundamente unido a Ele em adoração e em amor, como Nossa Senhora no mistério da Visitação? Quem poderá estar cheio de Jesus, e gerá-lo e dá-lo aos outros, como Maria na gruta de Belém?
Experimentemos também nós. Só teremos a ganhar em estarmos unidos a Nossa Senhora para amar a Jesus com o seu coração no Céu.
“Âmbula cheia, sacos vazios!”
Não nos façamos rogados para fazer uma coisa tão santa como é a Comunhão diária, com a qual podemos alcançar todos os bens para a alma e para o corpo.
Para a alma. São Cirilo de Jerusalém, Padre e Doutor da Igreja, escreve: “Se o veneno do orgulho te está inchando, recorre à Eucaristia, e o Pão, sob cujas aparências se aniquilou o teu próprio Deus, te ensinará a humildade. Se em ti arde a febre da avareza, alimenta-te deste Pão, e aprenderás a ser generoso. Se o vento gelado da avareza é o que te entristece, recorre ao Pão dos Anjos, e no teu coração despontará viçosa a Caridade. Se te sentes impelido pela intemperança, alimenta-te com a Carne e o Sangue de Cristo, que nesta vida terrena praticou tanto a sobriedade, e te tornarás moderado e sóbrio. Se és preguiçoso e indolente nas coisas espirituais, procura adquirir força com este alimento celeste, e te tornarás fervoroso. Se, enfim, sentes o ardor da febre da impureza, aproxima-te do banquete dos Anjos, e a Carne Imaculada de Cristo te tornará puro e casto”.
Quando se quer saber como teria feito São Carlos Borromeu para se conservar puro e delicado entre os jovens dissipados e frívolos do seu tempo, descobriu-se o seu segredo: a Comunhão frequente. E foi o mesmo São Carlos que recomendou a Comunhão frequente ao jovem Luís Gonzaga que se tornou o Santo todo angélico e puro. Verdadeiramente a Eucaristia revela-se como o “Trigo dos eleitos e o Vinho que faz germinar as virgens” (Zc 9,17). E são Felipe Neri, conhecedor profundo dos jovens, dizia: “A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à SS.mª Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a Comunhão é capaz de conservar puro um coração aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia”. E é bem verdade.
Para o corpo. Quantas vezes, em Lurdes, já se tem repetido, por meio da Eucaristia, aquilo que o Evangelho diz de Jesus: “Saía dele uma virtude que curava a todos” (Lc 8,46)?Quantos corpos já foram curados pelo doce Senhor que está envolvido em cândidos véus? Quantos pobres e sofredores não receberam, com o Pão Eucarístico, também o Pão da saúde, do sustento, o Pão da Providência? São José Cottolengo um dia percebeu que muitos dos abrigados na “Casa da Providência” não tinham ido receber a Santa Comunhão. A âmbula tinha ficado cheia. Justamente naquele dia faltava o pão em casa. Então o Santo pôs a âmbula sobre o altar, virou-se para eles, e disse estas palavras bem significativas:
Para o corpo. Quantas vezes, em Lurdes, já se tem repetido, por meio da Eucaristia, aquilo que o Evangelho diz de Jesus: “Saía dele uma virtude que curava a todos” (Lc 8,46)?Quantos corpos já foram curados pelo doce Senhor que está envolvido em cândidos véus? Quantos pobres e sofredores não receberam, com o Pão Eucarístico, também o Pão da saúde, do sustento, o Pão da Providência? São José Cottolengo um dia percebeu que muitos dos abrigados na “Casa da Providência” não tinham ido receber a Santa Comunhão. A âmbula tinha ficado cheia. Justamente naquele dia faltava o pão em casa. Então o Santo pôs a âmbula sobre o altar, virou-se para eles, e disse estas palavras bem significativas:
“Âmbula cheia, sacos vazios!”E é verdade. Jesus é a plenitude da vida e de amor pela minha alma. Sem Ele fico vazio e árido. Com Ele, ao contrário, possuo cada dia as reservas infinitas de todo o bem, pureza e alegria.
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A EUCARISTIA: Resposta do Catecismo da Igreja Católica |
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O que é a Eucaristia? – É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até ao seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.
Quando é que Cristo instituiu a Eucaristia? - Instituiu-a na Quinta-feira Santa, "na noite em que ia ser entregue" (1Cor 11,23), celebrando com os seus Apóstolos a Última Ceia.
O que representa a Eucaristia na vida da Igreja? - É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a acção santificante de Deus para connosco e o nosso culto para com Ele. Ele encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a celebração eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.
Como é que Jesus está presente na Eucaristia? - Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável. Está presente, com efeito, de modo verdadeiro, real, substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade. Nela está, portanto, presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem.
O que significa a transubstanciação? - Transubstanciação significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue. Esta conversão realiza-se na oração eucarística, mediante a eficácia da Palavra de Cristo e da acção do Espírito Santo. Todavia, as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja, as “espécies eucarísticas”, permanecem inalteradas.
O que se requer para receber a santa comunhão? - Para receber a santa Comunhão, deve-se estar plenamente incorporado à Igreja católica e estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem estiver consciente de ter cometido um pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da comunhão.
Importantes são também o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e a atitude do corpo (gestos, roupas), em sinal de respeito a Cristo.
"Na Eucaristia, nós partimos 'o único pão que é remédio de imortalidade, antídodo para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre' " (Santo Inácio de Antioquia)
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OS SANTOS FALAM SOBRE A EUCARISTIA |
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São João Crisóstomo:
“Deu-se todo não reservando nada para si”.
“Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor” (Ct 2,4-5)”.
São Boaventura:
“Mesmo que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus”.
São Francisco de Sales:
“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”.
Santa Teresa de Ávila:
“Não há meio melhor para se chegar à perfeição”.
“Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”.
“Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”.
São Bernardo:
“A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente”.
“Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.
S. Vicente Ferrer:
“Há mais proveito na Eucaristia que numa semana de jejum a pão e água.
Santo Ambrósio:
“Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.”
São Gregório Nazianzeno:
“Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”.
“O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-o do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.”
São Tomás de Aquino:
“A comunhão destrói a tentação do demónio.
Santo Afonso de Ligório:
“A comunhão diária não pode conviver com o desejo de aparecer, vaidade no vestir, prazeres da gula, comodidades, conversas frívolas e maldosas. Exige oração, mortificação, recolhimento.”
“Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.
S. Pio X:
“A devoção à eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objecto; é a mais salutar porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor”.
“Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.
Santo Agostinho:
“Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele.”
“Sendo Deus omnipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.”
“ A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.”
“Na Eucaristia Maria perpetua e estende a sua maternidade.”
São Gregório de Nissa:
“Nosso corpo unido ao corpo de Cristo, adquire um princípio de imortalidade, porque se une ao Imortal”.
São João Maria Vianney:
“Cada hóstia consagrada é feita para se consumir de amor em um coração humano”.
Santa Teresinha:
“Não é para ficar numa âmbula de ouro, que Jesus desce cada dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde ele encontra as sua delícias”.
“Quando o demónio não pode entrar com o pecado no santuário de uma alma, quer pelo menos que ela fique vazia, sem dono e afastada da comunhão.”
Santa Margarida Maria Alacoque:
“Nós não saberíamos dar maior alegria ao nosso inimigo, o demónio, do que afastando-nos de Jesus, o qual lhe tira o poder que ele tem sobre nós.”
São Filipe Neri:
“A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia.”
Santa Catarina de Génova:
“O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida”.
São João Bosco:
“Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante.”
Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas vezes. Quereis que o demónio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demónio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer ao demónio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus…”
Imitação de Cristo (Tomás de Kempis):
“Ao sacerdote na consagração é dado ao que aos anjos não foi concedido”.
“Não há oblação mais digna, nem maior satisfação para expiar os pecados, que oferecer-se a si mesmo a Deus, pura e inteiramente, unido à oblação do Corpo de Cristo, na missa e na comunhão”.
“A Eucaristia é a saúde da alma e do corpo, remédio de toda a enfermidade espiritual, cura os vícios, reprime as paixões, vence ou enfraquece as tentações, comunica maior graça, confirma a virtude nascente, confirma a fé, fortalece a esperança, inflama e dilata a caridade.
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A SANTA MISSA NA VISÃO DE ALGUNS SANTOS |
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SANTO PADRE PIO – “Ao participar na Santa Missa, concentre-se completamente no tremendo mistério que acontece sob os seus olhos: a redenção da sua alma e a reconciliação com Deus”.
“Vou ao centro da Igreja, no Santo Altar, onde continuamente se destila o Vinho Sagrado do Sangue daquela Uva deliciosa e singular com a qual apenas a poucos afortunados é permitido inebriar-se”.
SANTA FAUSTINA – “Hoje o recolhimento Divino penetra a minha alma desde a manhã; durante a Missa pensei que veria o pequeno Jesus, como frequentemente O vejo; no entanto, hoje durante a Santa Missa vi Jesus Crucificado. Jesus estava pregado na Cruz e sofria grandes tormentos. A minha alma foi penetrada pelo sofrimento de Jesus, na minha alma e no meu corpo, embora de maneira invisível, mas igualmente dolorosa.
Oh, que terríveis mistérios ocorrem durante a Santa Missa. Um grande mistério se realiza durante a Missa. Com quanta devoção deveríamos ouvir e participar da morte de Jesus. Conheceremos um dia o que Deus faz por nós em cada Missa e o grande dom que nela nos prepara. Somente o Seu amor Divino pôde promover uma dádiva assim para nós”.
SÃO JERÓNIMO – “Cada Missa a que assistires, alcançar-te-á no céu maior grau de glória. Serás abençoado nos teus negócios pessoais e obterás as graças, que te são necessárias".
SÃO LOURENÇO – "Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa".
SANTO AGOSTINHO – "Na hora da morte, as Missas, às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, pois, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Será ratificada no céu a bênção, que do sacerdote receberes na Santa Missa. Assistindo-a com devoção, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo".
SANTA MATILDE – "Todas as Missas têm um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade".
SÃO TOMÁS DE AQUINO – "O Martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor".
SANTO CURA D’ARS – "Agradeçamos, pois, ao Divino Salvador por ter-nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós as ondas da Divina Misericórdia''.
"A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece".
SÃO FRANCISCO DE ASSIS – "Sinto-me abrasado de amor até ao mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado por essa clemência tão caridosa e tão misericordiosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta, para quem, podendo assistir a uma missa, não o faz".
"A Santa Missa é o presente mais precioso e mais agradável
que podemos oferecer à Santíssima Trindade;
vale mais do que o céu e a terra; vale o próprio Deus".
(Ven. Martinho de Cochem).
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O MILAGRE DA MISSA |
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(Entrevista com o presidente do Instituto Pontifício Litúrgico de Roma)
Os católicos estão tão acostumados a viver o milagre da missa q podem deixar de se surpreender.
O que é a Missa? - A Missa é a Ceia do Senhor. A Missa é a celebração do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Cristo instituiu a Eucaristia na Quinta-Feira Santa no Cenáculo no marco da Páscoa hebreia, para deixar a todos os cristãos a nova Páscoa com a sua presença salvadora, até ao fim dos tempos.
A Ceia de Cristo vai unida à Cruz redentora, por isso a Ceia é a antecipação ritual do sacrifício da Cruz que chega a nós em forma de banquete e desta forma temos os três elementos que são fundamentais em toda a Missa ou Eucaristia: o sacrifício de Cristo, o memorial da sua morte e ressurreição e o banquete festivo onde comemos o Corpo de Cristo e bebemos o seu Sangue.
Deste modo manifesta-se com clareza como a Missa ou Ceia do Senhor é por sua vez inseparavelmente:
- Sacrifício no qual se perpetua o sacrifício da cruz
- Memorial da morte e ressurreição do Senhor
- Banquete sagrado no qual, pela comunhão no Corpo e no Sangue do Senhor, comemos o Corpo e bebemos o Sangue de Cristo.
Alguma destas dimensões (sacrifício, memorial, banquete) é mais importante do que outra?
Estas três dimensões da Eucaristia são inseparáveis. O sacrifício perpetua a morte sacrificial de Cristo na cruz.
O memorial transmite-nos e actualiza a morte de Cristo através dos séculos e o banquete transporta-nos ao cenáculo onde Cristo instituiu a Eucaristia antecipando ritual e sacramentalmente o sacrifício da cruz.
É necessário que o mistério eucarístico seja considerado na sua totalidade sob os seus diversos aspectos, de modo que brilhe perante os fiéis com o esplendor devido e se consiga aquela compreensão que o Concílio Vaticano II propôs à Igreja.
A constituição de liturgia, no número 47, diz com clareza e precisão: «O Nosso Salvador, na última Ceia, na noite em que ia ser entregue, instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue, com o qual ia perpetuar pelos séculos, até à sua volta, o sacrifício da cruz e a confiar assim à sua Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, no qual Cristo é nosso alimento, a alma enche-se de graça e nos é dada a prenda da glória futura».
Trata-se de um texto denso e sintético, uma magnífica síntese da fé eclesial no santíssimo Sacramento da Eucaristia. Certamente é digno de sublinhar a vontade específica que tem o citado texto de acentuar o carácter objectivo e concreto das palavras de Cristo: «fazei isto em memória de mim».
Trata-se de um memorial, ou seja, de um facto salvífico que se actualiza cada vez que se repete. Também a Eucaristia é confiada à Igreja, esposa de Cristo e perene depositária do memorial do Senhor. A Eucaristia é a garantia entregue à Igreja pelo seu Senhor.
A Eucaristia é o memorial da morte e ressurreição de Jesus. Nela se faz memória da “bem aventurada paixão, da ressurreição de entre os mortos e da gloriosa ascensão aos céus» de Cristo Jesus.
Que relação tem com a Páscoa judaica?
De tudo isto se deduz que a Eucaristia é o centro e a síntese do Mistério Pascal de Cristo e por isso o centro e o cume de toda vida cristã.
O texto do Vaticano II é herdeiro de outros textos do Concílio de Trento. Já Trento, seguindo a tradição apostólica e patrística, havia visto na morte de Cristo o cumprimento do facto pascal antigo e havia distinguido o rito pascal hebreu do facto memorial celebrativo de Jesus.
Mas, por sua vez, esta relação entre a Páscoa judaica e a morte de Cristo está presente nos mesmos relatos evangélicos, assim, em Mateus 26, 2: «já sabeis que dentro de dois dias se celebra a festa da Páscoa, e o Filho do homem será entregue para que O crucifiquem». E em João 13, 1: «Era a véspera da festa da Páscoa. Jesus sabia que havia chegado a hora de deixar este mundo para ir ao Pai».
Toda a força libertadora, salvífica e espiritual da antiga Páscoa judaica passou à Páscoa cristã que na Eucaristia encontra a sua plena reconciliação, mas com a novidade fundamental e o componente básico que dá o próprio Cristo, o qual lhe deu um novo significado, assumindo e continuando o anterior.
O rito pascal judeu prolongava no tempo a Páscoa do Êxodo que era a libertação de Israel e a sua eleição para povo santo. Agora Cristo vê no seu sacrifício pascal a plena e total libertação do homem, a sua redenção da escravidão, a sua elevação à santidade.
A Igreja, perpetuando no tempo esta Páscoa, antiga e nova, recolheu todo o seu potencial libertador, oferecendo-o a todo o homem. E como a Páscoa judaica havia passado a um rito, ou seja, havia-se ritualizado e cada ano se faz memorial dela, assim ocorrerá com a Páscoa-morte de Cristo, ritualizada sacramentalmente na nossa Eucaristia.
Para Cristo, a sua morte é a verdadeira Páscoa, a sua passagem do mundo ao Pai, uma passagem na qual vai incluída a redenção plena dos homens. Para os cristãos, esta Páscoa é a origem da sua existência, porque é a origem da Igreja, nascida do lado de Cristo.
A Eucaristia é a continuação do mistério de Cristo; o momento no qual o mesmo culto que Cristo deu ao Pai passa a ser nosso culto, participado agora por nós.
A Eucaristia como sacrifício pascal de Cristo, da sua morte e ressurreição, reflecte em si toda a realidade da Igreja, sintetiza-a, concretiza-a, representa-a, é a sua fonte e cume.
- «S. Francisco de Assis entendeu muito bem que ao redor da Eucaristia o homem se faz mais homem e o frei mais frei, e mais, diria que o homem se faz mais irmão. Ou seja, a Eucaristia ajuda-nos a ser mais homens e mais irmãos».
Ao convidar a discernir perante a Eucaristia, é como se São Francisco nos dissesse a cada um de nós: quando há momentos significativos da tua vida e tens de tomar decisões, detém-te perante a Eucaristia, e tenta raciocinar com a fé, pois a fé leva-nos a discernir e a ver no pedaço de pão e no vinho a presença de Cristo.
«Sublime humildade e sublimidade humilde! Que o Senhor do Universo, Deus, e o Filho de Deus Se humilhe a ponto de Se esconder por nossa salvação num pedaço de pão».
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O ENLEVO DA EUCARISTIA – D. José Policarpo, em Fátima |
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«Queridos peregrinos, nesta missa de vigília, em Ano da Eucaristia, numa profunda união à memória do Santo Padre João Paulo II, que o proclamou, e do actual Papa, Sua Santidade Bento XVI, somos todos convidados, com fé, com o coração aberto ao Mistério, a meditar no maior dom que Jesus deixou à Sua Igreja: a Eucaristia.
A espiritualidade eucarística faz parte, desde o início, da mensagem de Fátima, e da espiritualidade de Fátima. Mesmo ainda antes das aparições de Nossa Senhora, na aparição do Anjo aos Três Pastorinhos, na Loca do Cabeço, o Anjo revelou-Ihes a Eucaristia, e a importância de a Adorar.
E, conhecemos, pelas Memórias da Irmã Lúcia, o amor que os Três Pastorinhos, mas sobretudo o Francisco, tinham à Eucaristia. Como ele se refugiava, sempre que podia, em silêncio, para adorar Aquele a quem aprendeu a chamar o Jesus Escondido.
E, na pedagogia deste Santuário, sempre a Eucaristia. A Eucaristia-celebração, que se procura que seja cada vez mais solenemente vivida, mas também a Eucaristia-adoração, longa, por vezes sacrificada; sempre fizeram parte da pedagogia e da generosidade dos peregrinos, neste Santuário.
"Fica connosco Senhor!" - Foi o pedido, que ouvimos agora no Evangelho, que aqueles dois discípulos fizeram ao Ressuscitado, que ainda não conheciam, e Ele ficou.
"Fica connosco Senhor!" - Foi o último grito de um grande crente, João Paulo II, dirigido a Cristo Ressuscitado, Senhor da Igreja, neste ano que ele quis todo consagrado à Eucaristia. "Fica connosco Senhor!", e Ele ficou.
Maria - Mulher Eucarística
E nessa Carta Apostólica, já assumida pelo novo Papa, João Paulo II, chama a Nossa Senhora, a Maria, a "Mulher Eucarística". É uma expressão que pode surpreender, mas Ela é verdadeiramente o ícone da Igreja, e portanto a Igreja tem que poder ler no coração dessa Mulher Imaculada o segredo do Mistério mais precioso que Lhe foi legado pelos seus Senhores? "Mulher Eucarística" significa que nós podemos descobrir e contemplar em Maria aquelas atitudes fundamentais que a Igreja deve ter para viver de uma maneira cada vez mais santa, e descobrir de uma maneira cada vez mais profunda este dom precioso da Eucaristia.
Façamos isto, esta noite, contemplando Maria, e descobrindo no Seu olhar e no Seu Coração, essa atitude eucarística. Antes de mais, no Seu Coração Imaculado. A pureza sem mácula do coração da Virgem Maria é a Sua primeira atitude eucarística.
Já no Antigo Testamento era exigido que o cordeiro oferecido em sacrifico para glória de Deus fosse um cordeiro perfeito, sem defeito e sem mancha, e aos sacerdotes que o ofereciam era exigida uma purificação prévia, purificação dos seus pecados e dos pecados do povo, para que aquele sacrifício, que era apenas o símbolo anunciador do verdadeiro cordeiro pascal, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, fosse o mais puro possível, o mais santo, porque era um sacrifício oferecido ao Deus três vezes santo.
Essa pureza total do cordeiro e do oferente só é realizada de forma perfeita e definitiva em Nosso Senhor Jesus Cristo. É por isso que Ele pode oferecer-se e pode oferecer-nos a Deus Pai, num acto humano que tem a pureza e profundidade do amor trinitário das pessoas divinas.
Eucaristia – Exigência de conversão
A Eucaristia é, na vida de Igreja e na nossa vida de cristãos, a maior motivação e a maior exigência de conversão e de purificação do nosso coração. É por isso que ela anda sempre aliada ao Sacramento da Reconciliação. Nós chamamos-lhe o Santíssimo Sacramento.
Abeirar-se da Eucaristia é, de certo modo, abeirar-se do trono de Deus, através de Cristo Ressuscitado. Como poderíamos fazê-lo sem por todo o empenho do nosso desejo de conversão na purificação do nosso coração?
Um dia no Céu perceberemos como a Eucaristia foi o sacramento que construiu progressivamente em nós esse coração novo, esse desejo de mudança de vida, esse desejo de não manchar com os nossos sentimentos e com as nossas impurezas a Santíssima Glória de Deus.
O Coração Imaculado de Maria pode oferecer-se completamente, aliás só um coração imaculado é capaz de uma oferta total - "Pai faça-se a Tua vontade. Eis a serva do Senhor".
Enquanto estamos manchados pelo pecado, vamos tendo desejos de dom, vamos fazendo gestos e actos de oferta, vamos querendo disponibilizar-nos para a glória de Deus e para a construção do Seu Reino; mas, enquanto o pecado nos dividir, nunca seremos capazes desta disponibilidade sem limites, dessa oferta sem condições, desse dom sem reservas.
Maria, na sua disponibilidade convida-nos a progredirmos, a aprender progressivamente essa atitude do dom, essa graça da disponibilidade, essa ousadia da oferta, para a glória de Deus e para a construção do Seu Reino.
Maria. Mulher Eucarística, foi a primeira q fez a experiência silenciosa da intimidade com o Seu Senhor. Indescritível, eu diria mesmo inimaginável; passou pelo Seu amor materno, que deu forma a uma grande crente, e que se manifestou, já, na antecipação na glória eterna.
O que seria aquela intimidade, deste Coração Imaculado de mulher? Com um filho imaculado, porque divino. Longas horas silenciosas, algumas solicitudes, guardava tudo no Seu coração. Aprendeu a amar, aprendeu a alargar o horizonte do amor, percebeu uma coisa, que nós levamos a vida toda a tentar perceber: que é possível amar a Deus amando os homens, que é possível reconhecer o rosto de Deus no rosto dos homens. É na eucaristia que podemos aprender isso.
João Paulo II fala de um enlevo amoroso que a Eucaristia gera naqueles que longamente, silenciosamente, tomam a sério essa prece -"Fica connosco Senhor"; para quem a Eucaristia é esse convívio sagrado, essa intimidade desejada e construída. É talvez onde a Igreja se aproxima mais da atitude contemplativa de Maria quando trouxe Jesus no Seu seio; quando o viu nascer em Belém; quando fugiu com Ele para o Egipto; quando O acompanhou ao templo de Jerusalém; quando sofreu com Ele e se alegrou com Ele nas vicissitudes da Sua missão; quando, no Calvário, O acolheu amorosamente, como que oferecendo-O de novo, aceitando a Sua morte, e oferecendo-O pela salvação do mundo. Nunca, como na Eucaristia, a Igreja se aproxima dessa atitude adorante do Coração Imaculado de Maria.
Eucaristia – Desinquietação Missionária
"Fazei tudo o que ele vos disser". Ela guardava tudo no Seu Coração, disposta a tudo, a partir e a regressar. A Eucaristia é, para a Igreja toda e para cada Cristão, o ponto de partida de uma desinquietaçâo missionária. É aí que aprendemos a urgência do Reino, é aí que o amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, se torna qualquer coisa que queima o Coração, e que não permite ficarmos parados.
É a partir da Eucaristia que partimos, partimos a anunciar, partimos a viver no realismo do Reino, partimos a ser sementes vivas de um mundo novo.
Cheia de Graça. Será maior graça para nós do que sermos associados a Cristo Pascal, Sumo Sacerdote, Bom Pastor, vítima eterna e definitiva, para glória de Deus Pai.
Sermos associados a Ele, com a dignidade real do nosso sacerdócio, a oferecer, a oferecer e a oferecermo-nos. Pela Eucaristia passa, todos os dias, aquilo que a Igreja tem de mais nobre, de mais digno, onde se afirma verdadeiramente a dignidade real daqueles que Cristo resgatou pelo Seu sangue.
Na Eucaristia, toda a Igreja é, de certo modo, cheia de graça.
Meus irmãos e irmãs, queridos peregrinos: olhemos silenciosamente, com muito amor, Maria Mãe de Jesus, Mulher Eucarística, e aprendamos com Ela, a não banalizar, a não desperdiçar, a não esquecer o maior dom q Deus deixou à Sua Igreja: Cristo Eucarístico, o bom Jesus Escondido”.
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PORQUÊ IR À MISSA AOS DOMINGOS? |
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Será mesmo importante ir à Missa aos domingos?
Eis a resposta.
S. Lucas, nos Actos dos Apóstolos, conta: «No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, q devia partir no dia seguinte, começou a falar à multidão...» Isto passou-se em Tróade, na Páscoa do ano 58. Portanto, há vinte séculos que os cristãos conservam o costume de se reunir «no primeiro dia da semana»: é o dia em que Jesus ressuscitou. Fizeram dele «o dia do Senhor».
Ir à Missa nesse dia é não apenas encontrar os outros cristãos, a quem chamamos irmãos, mas é sobretudo alimentar-se da Palavra de Deus, nas leituras que são feitas, e da vida de Cristo, comungando o seu Corpo.
Evidentemente que a Missa é vital para um cristão. Alguém põe a questão se é preciso comer ou lavar-se todos os dias, ou se basta fazê-lo de tempos a tempos?
Mas eu não entendo nada e isso aborrece-me…
Neste caso, pede a alguém que te explique os gestos e as palavras.
Além disso, há Missas que são especialmente preparadas para a gente nova. Vai a elas e oferece-te para participar. Se és bom leitor, poderás ler alguma leitura, a Oração Universal. Podes ir levar o pão e o vinho ao altar. Se és bom cantor, esperam por ti no grupo coral que se ensaia para a que a Missa seja uma festa.
Que bom se fores sentindo a Missa como um encontro festivo com os outros cristãos e com Jesus ressuscitado. É Ele quem te convida. É tudo uma questão de amor.
VAI À MISSA… POR AMOR DE DEUS
Decálogo Eucarístico
1. Amo a Deus, que me dá a Vida. Estou vivo, graças a Deus. Vou à Missa, para Lhe dizer, “Obrigado, Senhor, pela Vida”.
2. Amo a Deus, que me conhece e chama pelo meu nome. Vou à Missa, para Lhe dizer: «Aqui estou».
3. Amo a Deus, que gosta de estar comigo e me convida a ir a entrar em sua Casa. Vou à Missa, para dizer «conta comigo em tua casa e à tua mesa, no dia da tua festa».
4. Amo a Deus, que me dá uma grande família. Vou à Missa, com o Pai e a Mãe, para me encontrar com todos os filhos de Deus, que são também meus irmãos.
5. Amo a Deus, que por Mim morreu e deu a Vida. Vou à Missa para receber dEle o Pão da Vida.
6. Amo a Deus, que me fala ao coração e fez por mim maravilhas. Vou à Missa, para O escutar com mais atenção e para depois Lhe obedecer, com alegria.
7. Amo a Deus, que tem para mim todo o tempo do mundo. Vou à Missa para não perder o meu tempo e ganhar a Vida.
8. Amo a Deus, que me diz e mostra a Verdade. Vou à Missa, todos os domingos, para descobrir, o que afinal Deus quer de mim.
9. Amo a Deus, que sempre, e desde sempre, pensa em Mim e me quer feliz. Vou à Missa, porque penso tanto nEle que desejo tanto encontrar-Me com Ele.
10. Amo a Deus, de Quem recebo todas as coisas. Vou à Missa, para poder ser, dar e fazer tudo pelos outros.
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A EUCARISTIA CONTÉM TUDO |
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É-nos difícil aceder à inteligência íntima do sacramento da Eucaristia. Regressemos ao interior de nós mesmos e coloquemo-nos perante o mistério da nossa própria vida. Este mistério a que nos esquivamos tantas vezes para nos atirarmos ao corre-corre da vida quotidiana ou aos calmantes dos nossos prazeres. Deixemos elevar do fundo de nós mesmos, sem lhe impor silêncio, a aspiração infinita do nosso coração. Demos atenção à voz secreta da morte que ressoa no interior de nós mesmos.
Perguntemo-nos mais uma vez e da maneira mais séria do mundo, se a nossa insensibilidade em relação a Deus, na qual nós seriamos tentados a ver uma ocasião de O acusar, até mesmo uma prova já meia aceita da sua não-existência, não encontra um cúmplice na parte mais secreta de nós mesmos, tanto medo que temos de ser homens do amor infinito, homens da eternidade, homens que aceitam que sua felicidade está em Deus lhe pedir cada vez mais.
Se tivermos coragem de nos encontrarmos lealmente com nós mesmos, tal como somos, receberemos como paga uma melhor compreensão da Eucaristia.
É então, com efeito, que o ensinamento da Fé nos aparece bruscamente como sendo a resposta à questão que surgiu em nós, a questão de saber quem somos nós, aos nossos próprios olhos.
O afastamento de Deus atormenta-nos. Mas a Eucaristia dá-nos Aquele que envolvido pelas trevas absolutas da morte, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito; e ele está lá com a sua morte. Nós ficamos desolados de não podermos amar. Mas a Eucaristia dá-nos Aquele, que na noite em que foi entregue - entregue por nós - amou os seus até ao fim.
Queremos ser fiéis à terra, não ver escoar-se a obra das nossas mãos? Mas a Eucaristia mostra-nos na carne glorificada do Ressuscitado o mundo já transfigurado e ela inaugura a economia definitiva das coisas desta terra, a economia da glória.
Vai minha alma, toma e come o penhor da salvação e da glória de toda a carne.
Somos atormentados pela ambiguidade, a fragilidade a vacuidade da nossa própria natureza, pela sua condição pecadora, as suas falhas, a sua pavorosa mediocridade? Mas a Eucaristia dá-nos Aquele que, sendo sem pecado, pôde tomar dolorosamente sobre Si a realidade abissal das nossas faltas, fazendo-se maldição por nós; a Eucaristia dá-nos Aquele, que nos conhecendo até ao mais profundo de nós mesmos, nos acolheu, amou e curou.
O medo de ver desabar de maneira absurda o que edificamos causa-nos um verdadeiro martírio? Mas a Eucaristia dá-nos Aquele que precedeu todas as ruínas, que as resgatou e que nos dá mesmo no seio da impotência mais total, força para as aceitar.
Na verdade, a Eucaristia contém tudo: o sentido da nossa existência, o seu lado doloroso e a sua beatitude. Tudo isto de maneira escondida, acessível apenas à Fé. Mas sempre verdadeira e realmente. Karl Rahner
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ACÇÃO DE GRAÇAS DEPOIS DA MISSA E DA COMUNHÃO |
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Conversando com Jesus
1. Obrigado, Jesus, pela Santa Missa e pela Comunhão.
Que bom que és e quanto me amas!
Eu Te adoro e Te amo. Quero amar-Te mais, muito mais.
Ajuda-me, porque, às vezes, me esqueço de Ti,
e outras vezes, sou vencido pela tentação e pela maldade.
2. Na Santa Missa renovaste o Teu Sacrifício do Calvário.
Outra vez, do mesmo modo que quando morrias cravado na Cruz,
ofereceste-Te ao Pai do Céu pela minha salvação e pela de toda a gente.
És o meu Redentor e continuas a querer salvar-me.
Obrigado, Jesus. Quero que Tu me salves.
Não permitas que me afaste de Ti pelo pecado.
Jesus, sê o meu Salvador.
3. O pão e o vinho, pelas palavras da Consagração,
converteram-se – a transubstanciação –,
no Teu próprio Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Isto quer dizer que,
na Sagrada Hóstia e no Cálice, estás vivo e és Deus e Homem de verdade,
ainda que os meus olhos Te não vejam.
Creio Senhor, neste Mistério de Fé.
Adoro-Te; amo-Te.
Quando comungo, posso dizer com alegria: Deus está comigo; e eu estou com Deus.
4. Quero estar sempre conTigo, Jesus; porque Tu me amas e eu quero amar-Te.
Quero trazer-Te sempre no meu coração para ter a Tua força
e conseguir ser-Te fiel em tudo.
Necessito especialmente da Tua força para viver com delicadeza e fortaleza
a virtude da santa pureza que tanto Te agrada.
Dá-me a fortaleza dos mártires, para ser valente perante a tentação impura,
para vencer as minhas más inclinações.
Antes morrer do que pecar. Se Tu estás comigo, ser-Te-ei fiel.
5. Falar-Te-ei agora de pessoas que muito estimo, para que Tu as abençoes
e lhes dês aquilo de que necessitam.
Jesus, Tu sabes melhor do que eu aquilo que hoje e agora, mais convém a cada um.
Dir-Te-ei os seus nomes: os meus parentes...; amigos...; benfeitores...;de modo especial...;
Lembro-Te também os doentes...
6. Tenho, além disso de Te falar de mim mesmo e do que vai enchendo a minha jornada diária: do meu trabalho, do meu estudo, um projecto, a minha atenção e dedicação ao próximo: talvez um sofrimento, uma preocupação, um desgosto; ou uma alegria, uma boa notícia, uma vitória; ainda de um propósito que devo cumprir hoje; de uma inspiração sobre o que Deus me pede. Diz-me, Senhor, que queres de mim?
Dir-Te-ei com a Santíssima Virgem: "Que se faça" - que se vá fazendo - em mim a Tua Vontade.
Louvores
Meus Deus, como és Santo, e admirável e bom!
És o Senhor de todo o Universo.
Os Teus pensamentos estão acima dos pensamentos dos homens.
O Teu poder é maior do que todos os poderes da terra.
O Teu amor é mais forte e mais profundo do que o que pode compreender o meu coração.
Admiro-Te, submeto-me a Ti. Adoro-Te com profunda reverência.
Dou-Te graças por tudo.
Quero amar-Te mais e mais, a Ti, meu soberano Deus e Senhor.
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal. Livra-nos, Senhor, de todo o mal.
Invocações
Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
para que Vos louve com os Vossos Santos,
por todos os séculos. Ámen.
Adoro Te Devote
Adoro-Te com amor, Deus escondido,
Que sob estas espécies és presente,
Dou-Te o meu coração inteiramente
Em Tua contemplação desfalecido.
A vista, o tacto, o gosto nada sabem.
Só no que o ouvido sabe se há-de crer.
Creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer.
Nada mais verdadeiro pode ser
Do que a própria Palavra da Verdade.
Na Cruz estava oculta a divindade,
Aqui também o está a humanidade.
E contudo, eu creio e o confesso,
Que ambas aqui estão na realidade,
E o que pedia o bom ladrão, eu peço.
Não vejo as chagas, como Tomé.
Mas confesso-Te, meu Deus e meu Senhor,
Faz-me ter cada vez em Ti mais fé,
Uma esperança maior e mais amor.
Ó memorial da morte do Senhor!
Ó vivo pão que ao homem dás a vida!
Que a minha alma sempre de Ti viva!
Que sempre lhe seja doce o Teu sabor!
Ó doce pelicano! Ó bom Jesus!
Lava-me com o Teu sangue, a mim, imundo,
Com esse sangue do qual uma só gota
Pode salvar do pecado todo o mundo.
Jesus, a Quem contemplo oculto agora,
Dá-me o que eu desejo ansiosamente:
Ver-Te, face a face, na Tua glória
E na glória contemplar-Te eternamente. Ámen.
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ORAÇÃO A JESUS CRUCIFICADO |
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Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus; prostrado de joelhos diante da vossa divina presença, Vos peço e suplico com o mais ardente fervor, que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, e um verdadeiro arrependimento dos meus pecados, com vontade firmíssima de os emendar; enquanto eu, com grande afecto e dor de alma, considero e medito nas vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos o que já o Santo Profeta David dizia por Vós, ó bom Jesus: "Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, e contaram todos os meus ossos".
(Rezar um Pai-Nosso pelas intenções do Santo Padre).
Concede-se indulgência plenária a quem, depois de se ter devidamente confessado e comungado, reze esta oração diante de alguma imagem de Jesus Crucificado, nas Sextas-feiras do tempo da Quaresma; nos outros dias do ano concede-se indulgência parcial.
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PERMANECEI, SENHOR, SEMPRE COMIGO |
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Oração do Santo Padre Pio, após a comunhão
Permanecei, Senhor, comigo, porque é necessária a vossa presença para não Vos esquecer. Sabeis quão facilmente Vos abandono.
Permanecei, Senhor, comigo, pois sou fraco e preciso da vossa força para não cair tantas vezes.
Permanecei, Senhor, comigo, porque Vós sois a minha luz e sem Vós estou nas trevas.
Permanecei, Senhor, comigo, pois Vós sois a minha vida e sem Vós esmoreço no fervor.
Permanecei, Senhor, comigo, para me dares a conhecer a vossa vontade.
Permanecei, Senhor, comigo, para que ouça a vossa voz e Vos siga.
Permanecei, Senhor, comigo, pois desejo amar-Vos muito e estar sempre na vossa companhia.
Permanecei, Senhor, comigo, se quereis que Vos seja fiel.
Permanecei, Senhor, comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, deseja ser para Vós um lugar de consolação e um ninho de amor.
Permanecei, Jesus, comigo, pois é tarde e o dia declina... Isto é, a vida passa, a morte, o juízo, a eternidade se aproximam e é preciso refazer minhas forças para não me demorar no caminho, e para isso tenho necessidade de Vós.
Já é tarde e a morte se aproxima. Temo as trevas, as tentações, a aridez, a cruz, os sofrimentos, e quanta necessidade tenho de Vós, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Permanecei, Jesus, comigo, porque nesta noite da vida, de perigos, preciso de Vós. Fazei que, como vossos discípulos, Vos reconheça na fracção do pão, isto é, que a comunhão eucarística seja a luz que dissipe as trevas, a força que me sustente e a única alegria do meu coração.
Permanecei, Senhor, comigo, porque na hora da morte quero ficar unido a Vós, senão pela comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Permanecei, Jesus, comigo, não Vos peço consolações divinas porque não as mereço, mas o dom da vossa presença, ah! Sim, vo-lo peço.
Permanecei, Senhor, comigo, é só a Vós que procuro, o vosso amor, a vossa graça, a vossa vontade, o vosso Coração, o vosso Espírito, porque Vos amo e não peço outra recompensa senão amar-Vos mais. Com um amor firme, prático, amar-Vos de todo o meu coração na terra para continuar a Vos amar perfeitamente por toda a eternidade.
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ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO |
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A adoração é o primeiro acto da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Mestre de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto" (Lc, 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronómio (6,13)
"Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer 'o nada da criatura', que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que ele fez grandes coisas e que seu nome é santo. Adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo." (CIC 2096, 2097).
Quando o Anjo do Senhor apareceu em Fátima aos três pastorinhos, trazendo na mão um cálice com a Sagrada Eucaristia, prostrou-se de joelhos com o rosto em terra e convidou as crianças a repetir com ele esta oração:
"Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam" (3 vezes)
O anjo ainda lhes ensinou:
"Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e Vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido e pelos merecimentos infinitos de Seu Santíssimo Coração e pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores."
Depois, levantando-se, tomando o cálice, disse:
"Tomai e comei o corpo de Jesus horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai seus delitos e consolai o Coração de Vosso Deus."
Procuremos atender às queixas do Anjo, feitas com tanta ternura e insistência, recebendo Jesus frequentemente com a alma pura, visitando-O e fazendo-Lhe companhia, pois Jesus sacramentado encontra-se em muitas Igrejas sozinho e abandonado como no horto das Oliveiras.
A Adoração Eucarística na vida da Igreja
A celebração da Eucaristia é o centro de toda a vida cristã. Mas as formas de piedade eucarística não se esgotam na celebração.
De entre essas formas destaca-se a adoração eucarística como uma das mais importantes e significativas. Nos primeiros séculos da Igreja, a “reserva eucarística” destinava-se a guardar de maneira digna a Eucaristia, para ser levada aos doentes e aos moribundos. Contudo, no decurso dos séculos, “pelo aprofundamento da fé na presença real de Cristo na sua Eucaristia, a Igreja tomou consciência do sentido da adoração silenciosa do Senhor, presente sob as espécies eucarísticas” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1379).
O Papa João Paulo II, na Encíclica «A Igreja vive da Eucaristia», diz-nos que “o culto prestado à Eucaristia fora da Missa é um valor inestimável na vida da Igreja”. E convida-nos a demorar-nos com Cristo presente na Eucaristia, inclinando a cabeça sobre o seu peito, como o discípulo amado na última ceia, deixando-nos tocar pelo amor infinito do seu coração (n. 25).
Também o Papa Bento XVI, na Exortação pós-sinodal «Sacramento da Caridade”, alerta para o significado e importância da adoração eucarística: “Na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se connosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior acto de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d’Aquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O acto de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica” (n.° 66).
A mensagem de Fátima tem uma dimensão profundamente eucarística. Se as aparições do Anjo, em 1916, foram o “prelúdio eucarístico» da mensagem de Fátima, a aparição de Tuy em 1929, constitui o seu «epílogo eucarístico»: «As aparições do Anjo e a última aparição em Tuy constituem, respectivamente, o pórtico de entrada e a chave de abóbada, à luz das quais deve ser enquadrada e perspectivada toda a mensagem» (D. António Marto).
A esta luz, as atitudes de adoração e reparação aparecem-nos como as mais típicas de uma espiritualidade eucarística da mensagem de Fátima, como testemunhou sobretudo o pequeno Francisco, com o seu amor e devoção a “Jesus Escondido”.
A mensagem de Fátima recorda-nos constantemente o apelo do Papa João Paulo II: “A Igreja e o mundo têm grande necessidade do culto eucarístico... Não cesse nunca a nossa adoração” (Carta Dominicae Cenae’, n. 3).
A quem tens adorado?
Jesus convida-nos para sermos adoradores e também nos cumula de muitas graças com isso. Ele quer convencer-nos de que a transformação das nossas vidas acontece também pela adoração Eucarística. É projecto de esperança e felicidade que Ele tem para nós.
Parece até impossível, mas é por meio da adoração que seremos transformados e curados. Cristo quer transformar pela adoração o teu temperamento, as tuas fraquezas, o teu comportamento doentio gerado por traumas. O Senhor chama-nos mas vai-nos preparando enquanto caminhamos, pelo caminho, assim como fez com os discípulos e tantos outros.
Lembremos: Ele chamou os pecadores como Maria Madalena, a samaritana, Zaqueu... A adoração é o primeiro acto da virtude da religião. Adorar ao Senhor é reconhecê-Lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Mestre de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele prestarás culto" (Lc 4,8), afirma o Messias citando o livro do Deuteronómio, capítulo 6, capítulo 13.
Adorar a Deus no respeito e na submissão absoluta, reconhecendo os direitos soberanos que Ele tem sobre nós, reconhecer "o nada da criatura", que não existe a não ser por Ele. Adorar ao Todo-poderoso reconhecendo o Seu senhorio sobre as nossas vidas, louvá-Lo, exaltá-Lo, humilhando-se a si mesmo e confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e santo é o Seu nome.
O Senhor chama-te para seres um adorador. Quando começamos a adorar, as curas começam a acontecer. A transformação do teu temperamento está na adoração.
Rezemos como o anjo ensinou aos Pastorinhos em Fátima:
"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".
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LOUVORES AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO |
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- Bendito e Louvado seja o Santíssimo Sacramento da Eucaristia,
Fruto do Ventre Sagrado da Virgem Puríssima Santa Maria.
Bendito seja Deus
Bendito o seu Santo Nome.
Bendito Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Bendito o Nome de Jesus.
Bendito o seu sacratíssimo Coração.
Bendito o seu Preciosíssimo Sangue.
Bendito Jesus no Santíssimo Sacramento do Altar.
Bendito o Espírito Santo Paráclito.
Bendita a excelsa Mãe de Deus, Maria Santíssima.
Bendita a sua santa e Imaculada Conceição.
Bendita a sua gloriosa Assunção.
Bendito o nome de Maria Virgem e Mãe.
Bendito S. José, seu castíssimo Esposo.
Bendito Deus, nos seus Anjos e nos seus Santos.
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
Fazei que eu Vos ame cada vez mais.
Graças e louvores se dêem em cada momento
Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.
Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, rogai por nós.
Mãe da Divina Eucaristia, rogai por nós.
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Orações |
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Oração Reparadora ao Santíssimo Sacramento
Divino Salvador Jesus, dignai-Vos baixar um olhar de misericórdia sobre os vossos filhos que, reunidos num mesmo pensamento de fé, reparação e amor, vêm chorar a vossos pés as suas infidelidades e as dos seus irmãos, os pobres pecadores.
Possamos nós, pelas promessas unânimes e solenes que vamos fazer, tocar o vosso divino Coração e d’Ele alcançar misericórdia para o mundo infeliz e criminoso e para todos aqueles que não têm a felicidade de Vos amar!
Daqui por diante, sim, todos nós Vo-lo prometemos:
Do esquecimento e da ingratidão dos homens, …
Nós Vos consolaremos Senhor! (Repetir após cada verso).
Do abandono em que sois deixado no santo tabernáculo, …
Dos crimes dos pecadores, …
Do ódio dos ímpios,…
Das blasfémias que se proferem contra Vós, …
Das injúrias feitas à vossa divindade, …
Dos sacrilégios com que se profana o vosso Sacramento do amor, …
Das imodéstias e irreverências cometidas na vossa presença adorável, …
Da tibieza do maior número dos vossos filhos, …
Do desprezo que se faz aos vossos convites cheios de amor, …
Das infidelidades daqueles que se dizem vossos amigos, …
Do abuso das vossas graças, …
Das nossas próprias infidelidades, …
Da incompreensível dureza do nosso coração, …
Da nossa longa demora em Vos amar, …
Da amarga tristeza em que sois abismado pela perda das almas, …
Do vosso longo bater às portas do nosso coração, …
Das amargas repulsas de que sois saciado, …
Dos vossos suspiros de amor, …
Das vossas lágrimas de amor, …
Do vosso cativeiro de amor, …
Do vosso martírio de amor, …
ORAÇÃO: Divino Salvador Jesus, que do vosso Coração deixastes escapar esta queixa dolorosa: “Eu procurei consoladores e não os achei”, dignai-vos aceitar o pequeno tributo das nossas consolações e assistir-nos tão poderosamente com o socorro da vossa graça que para o futuro, fugindo cada vez mais de tudo o que Vos poderia desagradar, nos mostremos em tudo, por toda a parte e sempre, vossos filhos, os mais fiéis e devotados. Nós Vo-Lo pedimos por Vós mesmo que, sendo Deus, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais nos séculos dos séculos Amém.
Dulcíssimo Jesus
Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa presença, para Vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda parte, alvejado o vosso amorosíssimo coração.
Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos, a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não Vos querendo como pastor e guia, ou, calcando as promessas do baptismo, sacudiram o suavíssimo julgo da vossa santa lei.
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-Vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e imodéstia do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfémias contra Vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.
Oh! Se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniquidades!
Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, Vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que Vós oferecestes ao eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares.
Ajudai-nos Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivência da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis.
Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até à morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar à pátria bem-aventurada, onde Vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e renais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.
(Acto de Reparação do “Papa Pio XI” - Para ser rezado na festa do Coração de Jesus e nas primeiras sextas-feiras)
As Doze Promessas
Eis aqui o Coração que a tal ponto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir, para lhes testemunhar o seu amor; e, entretanto só recebo da maior parte deles ingratidões, pelas irreverências, sacrilégios, desprezo e tibieza com que me tratam no meu Sacramento de amor. O que me é ainda mais sensível, é serem corações que me foram consagrados, os que assim me tratam. Por isso te peço que se dedique a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento a uma festa particular com o fim de venerar o meu Coração, fazendo-lhe actos de reparação, comungando nesse dia em desagravo pelas indignidades recebidas durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares.
As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:
1- Darei às almas dedicadas ao meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado.
2- Farei reinar a paz nas suas famílias.
3- Eu as consolarei nas suas penas.
4- Serei o seu refúgio seguro durante a vida e, sobretudo na hora da morte.
5- Derramarei copiosas bênçãos sobre todas as suas empresas.
6- Os pecadores acharão no Meu Coração a fonte e o oceano infinito da misericórdia.
7- As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
8- As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a uma grande perfeição.
9- Abençoarei as casas em que se achar exposta e for venerada a imagem do Meu Coração.
10- Darei aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos.
11- As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos indelevelmente no Meu Coração.
12- O amor todo-poderoso do Meu Coração concederá a todos os que, durante nove meses seguidos, se confessarem e comungarem na primeira sexta-feira, a graça da perseverança final.
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Acto de Reparação ao Sacratíssimo Coração de Jesus |
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Sacratíssimo Coração de Jesus, humildemente prostrados aos vossos pés, prometemos, agora e sempre, oferecer humilde reparação pelas ofensas que, infelizmente, Vos são infligidas da parte dos homens.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, santificação das nossas almas, quanto mais forem os vossos mistérios ultrajados pelos ímpios, tanto mais queremos oferecer a estes mesmos mistérios o tributo da nossa fé.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, única esperança dos homens, quanto mais a incredulidade se empenhar em roubar-nos a esperança nas coisas do céu, tanto mais havemos de pôr em Vós toda a nossa esperança.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, infinitamente amável, quanto mais os pecadores resistirem aos impulsos da vossa graça e aos afagos do vosso divino Coração, tanto mais Vos havemos de amar.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Divino Coração de Jesus, quanto mais os homens se esforçarem em negar a vossa divindade, tanto mais havemos nós de adorá-la com profundo respeito.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, fonte de toda a Santidade, quanto mais forem infringidos e olvidados os vossos divinos mandamentos, tanto mais os havemos de cumprir e observar.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Liberalíssimo Coração de Jesus, quanto mais os homens desprezarem os vossos sacramentos, com tanto mais amor e reverência havemos de os receber.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus modelo de todas as perfeições, quanto mais desconhecidas forem as vossas admiráveis perfeições, tanto mais queremos esforçar-nos para que em nós resplandeçam.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, salvador das almas, quanto mais o inferno se esforçar por perverte as almas, tanto mais havemos de empenhar-nos na sua salvação.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, quanto mais o sensualismo e o orgulho conduzirem os homens ao esquecimento dos seus mortais destinos, tanto mais havemos de imolar-nos como vítimas de mortificação.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Dulcíssimo Coração de Jesus, quanto mais os homens combaterem a vossa santa Igreja, tanto mais nos esforçaremos por mostrar-nos seus filhos dedicados.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, atravessado pela lança, quanto mais perseguido for o vosso representante na terra, o Santo Papa Bento XVI, tanto mais havemos de o cercar de honra e de amor como chefe infalível da Igreja.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Oração:
Divino Coração de Jesus, concedei-nos a graça, de sermos agora e sempre filhos dedicados da vossa Igreja, vossos apóstolos neste mundo e depois vossos escolhidos na bem-aventurança eterna. Assim seja.
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Acto de desagravo e Consagração ao Coração de Jesus |
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Oh! Coração clementíssimo de Jesus, pelo qual prometeu o Eterno Pai que ouviria sempre as nossas orações: eu me uno convosco para oferecer ao vosso Eterno Pai este meu pobre e mesquinho coração, contrito e humilhado no seu divino acatamento, e desejoso de reparar completamente as ofensas, em especial as que Vós recebeis continuamente na Eucaristia, e principalmente as que eu, por minha desgraça, também tenho cometido.
Junto a minha dor, ainda que leve, com aquela angústia mortal que Vos fez no horto suar sangue à vista dos nossos pecados.
Oferecendo o meu coração, Senhor, ao vosso Eterno Pai, unido com o vosso amabilíssimo Coração.
Dando-lhe infinitas graças pelos grandes benefícios que nos faz continuamente, e complete com o vosso amor a nossa ingratidão e esquecimento.
Concedei-me a graça de me apresentar sempre com grande veneração perante o acatamento da vossa divina Majestade, para ressarcir de algum modo as irreverências e ultrajes que na vossa presença me atrevi a cometer, e que de hoje em diante me ocupe com todo o meu empenho em atrair com palavras e exemplos muitas almas para que Vos conheçam e tenham as delícias do vosso Coração.
Desde este momento me ofereço e dedico todo a dilatar a glória deste sacratíssimo e dulcíssimo Coração.
Vos elejo por objecto santo de todos os meus afectos e desejos, e desde agora para sempre constituo Nele a minha perpétua morada, reconhecendo, adorando e amando com todas as minhas forças, o Coração do meu amabilíssimo Jesus, de meu Rei e soberano dono, Esposo da minha alma, Pastor e Mestre, verdadeiro Amigo, amoroso Pai, Guia seguro, firmíssimo Amparo e Bem-aventurança. Amém
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Novena do Sagrado Coração de Jesus |
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Primeiro Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração amável de Jesus, Coração puríssimo e santíssimo, todo cheio de amor, Coração onde reinam todas as perfeições e virtudes, Vós mereceis o amor de todos os corações. Destruí no meu coração todas as afeições que impedem de ser todo vosso. Eu Vos amo, ó meu Jesus, e não quero amar senão a Vós.
Meditação:
O Coração de Jesus, templo da Santíssima Trindade.
Um só acto de adoração e de amor, ou de outra qualquer virtude, que saísse do Coração de Cristo, pela sua missão a pessoa do Verbo Divino, era para Deus infinitamente mais valioso do que os actos de todas as pessoas deste mundo, ainda as mais santas.
Nós também devemos ser templos vivos de Deus pela graça: peçamos ao Sagrado Coração que faça o nosso coração semelhante ao d’Ele.
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Segundo Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração de Jesus, Coração inflamado de amor para com os homens. Por que é que eles correspondem tão mal e só com desprezo Vos tratam? E eu também fui do número desses ingratos que não Vos sabem amar.
Não permitais que, para o futuro, viva esquecido do vosso amor.
Meditação:
O Coração de Jesus, artífice da Eucaristia.
A Eucaristia é o maior presente do Coração de Cristo.
Fonte e coroa de toda a vida da Igreja, a Eucaristia-Sacrifício da Missa renova no altar a Obra da Redenção, a Eucaristia-Sacramento é vida, Eucaristia-presença real é o amor vivo de Cristo na nossa caminhada para o Pai.
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Terceiro Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração de Jesus, desejoso de ser amado, Coração que achais as vossas delícias em ser amado pelos homens, eu merecia, pelos meus pecados, viver privado da vossa graça, mas vejo que ainda continuais a pedir-me o meu amor.
Fazei que muito Vos ame um pecador que muito Vos tem ofendido.
Meditação:
O Coração de Cristo, sarça de penetrantes espinhos.
Toda a vida de Cristo até à sua gloriosa Ressurreição, foi Cruz e martírio, porque desde o primeiro instante Cristo aceitou o preço da Redenção marcado pelo Pai, marcado no seu plano salvífico.
A visão dos seus sofrimentos redentores foi tão viva que, no Jardim das Oliveiras, lhe fez suar sangue.
Saibamos transformar os nossos sofrimentos em prova de amor.
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Quarto Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração aflito de Jesus, detesto o que Vos desagrada.
Dai-me tal horror ao pecado, que eu tenha medo até das mais leves faltas, unicamente porque Vos desgostam, Vós que sois digno de amor infinito. Concedei-me a graça, meu amável Salvador, de sempre me dirigir a Vós com esta súplica: Ó meu Jesus dai-me o vosso amor.
Meditação:
O Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade.
Assim O invocamos na Ladainha do Sagrado Coração.
Só Deus pode medir o amor de Cristo para com o Pai e para com os homens. Ele o demonstrou cumprindo fidelissimamente a vontade do Pai e entregando-Se inteiramente pela Salvação dos homens.
Como procuramos nós imitar este amor e corresponder-lhe na nossa vida diária?
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Quinto Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração Misericordioso de Jesus, quando me achava na desgraça, a vossa bondade me iluminou e me ofereceu o perdão, concedei-me a graça de chorar os meus pecados e de desejar o vosso amor.
Não deixeis, ó meu Jesus, de ter piedade de mim.
A misericórdia que Vos peço é que me comuniqueis luz e força para que nunca mais Vos seja ingrato.
Meditação:
O Coração de Jesus, paraíso de delícias celestes.
O Coração de Cristo é um oceano para onde flúem todos os rios da caridade do Pai, e donde saem todos os rios de graças que santificam as almas, porque n’Ele se encerram todas as riquezas do amor divino.
Estes tesouros infinitos de amor e de vida estão sempre à nossa disposição.
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Sexto Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração generoso de Jesus, está no vosso poder tornar o meu coração inteiramente vosso.
De mim mesmo nada tenho e nada posso, mas Vós destes-me um coração que pode e deseja amar-Vos.
Fazei pois, ó meu Jesus, que de hoje em diante a vossa santa vontade seja a única orientação de todos os meus pensamentos, desejos e acções.
Meditação:
O Coração de Jesus, riquíssimo de virtudes.
O Coração de Cristo é um coração adornado de todas as virtudes: inocência, humildade, fortaleza, mansidão, sabedoria… Basta ler o Evangelho para descobrir as virtudes e as graças do seu Coração divino.
Procuremos ter na nossa vida, todos os dias os mesmos sentimentos que animam e que enriquecem este Coração divino.
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Sétimo Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração reconhecido de Jesus, tenho-me mostrado sempre reconhecido para com as criaturas, ao passo que só convosco tenho sido um ingrato.
Amável Jesus, quero agora amar-Vos sobre todas as coisas e mais do que a mim mesmo. O resto da minha vida, quero empregá-lo unicamente em Vos amar, ó bem supremo da minha alma.
Fazei que conheça a vossa santa vontade e pronto estou para tudo, com o socorro da vossa graça.
Meditação:
O Coração de Jesus, abismo de misericórdia.
Basta lembrar como Cristo acolhia e tratava os pecadores: os publicanos, o paralítico, a Madalena, a adúltera, o bom ladrão e tantos outros. Ele mesmo afirmou: “Eu vim a este mundo para salvar os pecadores”.
Esta atitude de Cristo inspira-nos confiança e ensina-nos de que maneira devemos tratar os pecadores.
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Oitavo Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração Desprezado de Jesus, abismo de misericórdia e de amor, não permitais que para mim as dores sejam como que perdidas.
Lembrai-vos, ó meu Jesus, das lágrimas e do sangue que derramaste por meu amor e perdoai-me. Fazei que eu morra para mim mesmo, a fim de viver unicamente para Vós uma vida fervorosa no vosso santo amor.
Meditação:
O Coração de Jesus, atractivo dos nossos corações.
Do lado aberto de Cristo, no Calvário, jorraram sangue e água.
Sangue e água que simbolizam a Igreja e os Sacramentos.
A Igreja é o caminho normal para Cristo, os sacramentos são canais que nos comunicam as graças da Redenção.
Cristo atrai-nos continuamente a si pela Igreja e pelos Sacramentos.
Apreciamos suficiente o tesouro espiritual que temos na Igreja e nos Sacramentos?
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
Nono Dia
Oração Preparatória:
Ó Coração de Jesus, fiel para com aqueles que chamais ao vosso amor, quantas vezes, depois de ter prometido ser todo vosso, vos neguei o meu amor. Reconheço a minha ingratidão e penitencio-me sinceramente. Inflamai o meu pobre coração no fogo daquele amor em que o vosso está abrasado por mim.
Ó Maria, mãe do belo amor, ajudai-me a amar o vosso Filho Jesus.
Meditação:
O Coração de Jesus, penhor da vida eterna.
Assim como o coração humano é o motor da nossa vida física, assim também a caridade é motor da nossa vida sobrenatural e eterna. Quem vive no Amor não pode condenar-se, porque o Amor é a vida de todos os que são realmente filhos de Deus, em Cristo e no Espírito Santo.
Somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. Amém. Aleluia.
Jaculatória:
Sagrado Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.
Oração Final:
Ó Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós Vos rogamos que, rendendo-lhe o preito da nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com Ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.
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Desagravo ao Sagrado Coração de Jesus |
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Ó Jesus, dissestes que recebeis dos homens ingratidões, frieza e desprezos.
Muitos não Vos querem adorar, louvar e agradecer!
Queremos desagravar o vosso Sagrado Coração com a homenagem do nosso amor. Nós também pecamos e imploramos a vossa misericórdia, primeiramente, para nós.
Aqui estamos, Senhor, a implorar a vossa graça para todos os que rejeitam a salvação e não aceitam os apelos da vossa bondade.
Queremos desagravar-Vos dos maus costumes, das imoralidades, da imodéstia dos vestidos, dos pecados contra a moral familiar, e da profanação dos lugares sagrados e dos Sacramentos.
Para reparar a honra divina, tão ultrajada, oferecemos ao Pai Eterno os merecimentos da Virgem Maria e de todos os Santos e, sobretudo, os méritos infinitos do Vosso Santo Sacrifício na Cruz, perpetuado nos nossos altares. Recebei, ó Sagrado Coração de Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo. Concedei-nos a perseverança no fiel cumprimento dos nossos deveres cristãos, até à morte, para que possamos chegar à Pátria Eterna, onde Vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.
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MILAGRES EUCARÍSTICOS |
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O Milagre de Lanciano (séc. VIII)
Lanciano (Itália), por volta do ano 750, Jesus quis dar uma prova da sua presença real na Eucaristia. Os antigos documentos e a contínua tradição, relatam que no mosteiro de S. Legonciano, onde habitavam os monges de S. Basílio (hoje igreja de S. Francisco), vivia um monge não muito firme na fé que, embora letra¬do nas ciências do mundo, ignorava as de Deus. Dia após dia, andava cada vez mais incerto, se na Hóstia consagrada estava o verdadeiro Corpo de Cristo, assim como no vinho, o verdadeiro Sangue de Cristo. Todavia, ele suplicava constantemente a Deus que lhe tirasse do coração aquela chaga que lhe estava envenenando a alma. O Pai de misericórdia comprazeu-Se em tirá-lo de tal obscuridade. Uma manhã, durante a celebração da Missa, depois de ter proferido as santíssimas palavras da consagração, o monge encontrava-se mais do que nunca mergulhado nas suas dúvidas. De repente, viu o pão transformar-se em Carne e o vinho em Sangue. Aterrorizado e confuso, ficou bastante tempo como que em êxtase e, finalmente, com o rosto cheio de alegria, ainda banhado de lágrimas, virando-se para os circunstantes, disse: «O bendito Deus, para confundir a minha incredulidade, quis desvelar-Se neste Santíssimo Sacramento e tornar-Se visível aos nossos olhos: Vinde irmãos, e contemplai. Eis a Carne e o Sangue do nosso dilectíssimo Cristo!”. As pessoas que participavam na Missa, dando-se conta do milagroso acontecimento, começaram a verter lágrimas e suplicavam misericórdia. Rapidamente se difundiu por toda a cidade a fama de tão raro e singular milagre. O Bispo, percebendo a importância deste facto prodigioso, ordenou que aquela Carne e aquele Sangue fos¬sem escrupulosa e amavelmente guardados. Ainda hoje, passados quase 1300 anos, a Carne e o Sangue conservam-se incorruptos. No ano de 1970, o Bispo de Lanciano tomou a decisão de submeter estas "relíquias eucarísticas" a um exame científico. O delicado estudo foi confiado ao Prof. Linoli, livre-docente em Anatomia e Histologia Patológica e em Química e Microscopia Clínica, exercendo também o cargo de médico-chefe do Hospital de Arezzo. As conclusões a que o Prof. Linoli chegou na sua laboriosa investigação, foram oferecidas ao público no dia 4 de Março de 1971. Estas podem-se resumir nos seguintes pontos:
1) A Carne do Milagre eucarístico é verdadeira carne e o Sangue é ver¬dadeiro sangue.
2) O Sangue e a Carne pertencem à espécie humana.
3) A Carne é constituída por tecido muscular do coração (miocárdio).
4) O grupo sanguíneo resultou idêntico tanto na Carne, como no Sangue (grupo AB).
5) No Sangue demonstraram-se as proteínas fraccionadas nas relações percentuais que apresentam aproximações ao traçado sérum-proteico do sangue fresco normal.
6) No Sangue foram encontrados os minerais: fósforo, potássio, sódio, cloretos, cálcio e magnésio.
A conservação das proteínas e dos minerais é absolutamente excepcio¬nal. É sabido que o sangue tirado de um cadáver não pode ter as carac¬terísticas encontradas no Sangue do Milagre de Lanciano. No ano de 1973, a Organização Mundial de Saúde (OMS) nomeou uma comissão científica para verificar este estudo. As conclusões coincidiram completamente com as do Prof. Linoli. Portanto, a Carne é um tecido vivo que pertence a um coração humano e o Sangue não apenas incorrupto, mas é fresco, ou seja apresenta as características de sangue de uma pessoa viva.
O Milagre de Santo António em Rímini (ano de 1227)
S. António, durante uma pregação na cidade de Rímini (Itália), foi envolvido numa disputa com uns hereges, que negavam a presença real de Jesus na Eucaristia e que pretendiam ver uma prova irrefutável disso. Um dos hereges, de nome Bonovillo, disse-lhe: «Não acredito que a Hóstia seja o Corpo de Cristo! Mas quero desafiar-te, ó frade: se a minha mula se ajoelhar diante da Hóstia, então acreditarei». «Aceito o desafio – respondeu-lhe S. António – Daqui a três dias, tra¬rás a mula a esta mesma praça, diante do povo. Eu trarei a Eucaristia e o animal ajoelhar-se-á diante do Pão consagrado». O herético aceitou, dizendo: «Está bem. Vou manter a mula fechada e em jejum estes três dias. Depois trazê-la-ei aqui, à presença de todos os habitantes, e apresentar-lhe-ei a cevada. E tu apresentar-lhe-ás a Hóstia, que dizes que é o Corpo do Homem-Deus. Se a mula ignorar a cevada e se ajoelhar diante da Hóstia, far-me-ei católico». S. António retirou-se para o convento e durante aqueles três dias diri¬giu-se ao Senhor com a oração e o jejum.
No dia estabelecido, S. António apresentou-se com o Santíssimo Sacramento. À vista do Santo que avançava, um profundo silêncio estendeu-se por toda aquela multidão. Então S. António, em voz alta, ordenou à mula: «Em nome do teu Criador, que trago vivo, verdadeiro, real e substancial nas minhas mãos, embora indignamente, ordeno-te, ó mula, que venhas já ajoelhar-te diante d'Ele, a fim de que este hereges reconheçam que toda a criação é submissa e obediente Cordeiro que Se imola sobre os nossos altares». O herético suava frio, gritando com a besta e tentando-a com o seu argumento preferido. Mas o animal, recusando a cevada do patrão, aproximou-se docilmente do religioso: dobrou as patas anteriores diante da Hóstia e assim ficou.
O herético veio então lançar-se aos pés de S. António, confessando publicamente o seu erro e, a partir daquele dia, tornou-se um dos mais zelosos colaboradores do santo. Toda a sua família entrou também com ele no seio da verdadeira Igreja e ele, no ardor do seu reconheci¬mento para com Deus, fundou com o seu dinheiro uma igreja dedica¬da ao Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro.
O Milagre de Santa Clara de Assis (ano de 1240)
Os Sarracenos, tropas muçulmanas mercenárias, ao serviço do Imperador Frederico II, tinham cercado a cidade de Assis (Itália). Estes soldados eram gente de má índole, sedentos de sangue cristão e capazes dos crimes mais horríveis. Fora das muralhas de Assis, encontrava-se o mosteiro de S. Damião, onde morava Santa Clara com as suas irmãs. As tropas muçulmanas invadiram o terreno do mosteiro, até ao ponto de penetrarem no próprio claustro. O coração das irmãs apertou-se de medo e foram a correr aterrorizadas chamar Clara. Ela, que jazia enfer¬ma, permaneceu serena. Fez-se conduzir à porta, em frente dos inimi¬gos, precedida da Custódia de prata contendo a Hóstia consagrada. Depois, prostrando-se em oração, implorou a Cristo, dizendo: «O meu Senhor, vais permitir que sejam entregues às mãos do inimigo estas tuas filhas indefesas, que no teu amor criei? Suplico-Te, ó Senhor, protege estas tuas servas que eu não estou em condições de as poder defender». Subitamente, da Custódia, ouviu-se como que uma voz de criança que lhe dizia: «Eu sempre vos defenderei». «Meu Senhor - acrescentou Clara - se é do teu agrado, protege tam¬bém esta cidade que por teu amor nos sustenta». Ao que Cristo respondeu: «Sofrerá muitas tribulações, mas com a minha protecção será defendida». Então para, levantando o rosto, confortou as irmãs que choravam, dizendo-lhes: Filhinhas, garanto-vos que nenhum mal vos acontecerá, basta para tanto que con¬fieis em Cristo!».
Milagrosamente os Sarracenos fugiram e a cidade de Assis não foi atingida.
O Santíssimo Milagre de Santarém (ano de 1274)
Em Santarém, vivia uma mulher à qual as infidelidades do marido tornavam a vida insuportável. Não aguentando mais esta situação foi consultar uma bruxa, suplicando-lhe que a ajudasse. Esta assegurou-lhe que todas as suas dificuldades iriam desaparecer, mas a condição era que a mulher lhe trouxesse uma Hóstia consagrada. Depois de muita hesitação, a mulher resignou-se a cometer o horrível sacrilégio. Foi receber a Santa Comunhão na igreja de S. Estêvão e depois de ter recebido a Hóstia, envolveu-a discretamente no seu véu. Enquanto se afastava rapidamente da igreja para ir ao encontro da bruxa, começaram a cair gotas de sangue do véu. A mulher não se deu conta, mas as pessoas que passavam por ela pararam-na e perguntaram-lhe porque é que estava a perder tanto sangue. Confusa e perplexa, a mulher voltou para sua casa e escondeu o véu e a Hóstia num cofre de madeira. O marido, ausente durante o dia, voltou no final da tarde. Nessa mesma noite, os dois esposos foram despertados por misteriosos raios de luz que saíam do cofre e iluminavam todo o quarto, como se fosse dia. A mulher desnorteada contou tudo ao marido e confessou a sua culpa. Ambos passaram a noite inteira de joelhos em adoração. Na manhã seguinte, foi informado o Prior, o qual decidiu levar em procissão até à igreja de S. Estêvão, a Hóstia milagrosa e o véu manchado de Sangue. Nessa igreja, "o Santíssimo Milagre" foi guardado por cem anos numa magnífica custódia de cera, que deixava entrever as relíquias do milagre. De seguida, estas foram depositadas numa âmbula de vidro, encaixada numa custódia de prata com uma entrada tão estreita que todos pensavam que tivesse sido uma mão angélica a introduzi-las lá dentro. E os factos prodigiosos continuaram. A imagem de Jesus foi vista muitas vezes na âmbula, aparecendo em diferentes modos, segundo o estado da alma daqueles que a contemplavam. Assim as crianças e as almas fervorosas viram-n'O como um menino; a outros, apareceu preso à coluna, ou como na flagelação; alguns pecadores viram-n'O coroado de espinhos e vacilando debaixo da Cruz, ou então crucificado; outros ouviram-n'O a dar conselhos e admoestações. A cidade de Santarém desde então é chamada a cidade do Santíssimo Milagre e tem, sem dúvida, a missão de ser uma cidade eucarística.
O Milagre de Bagno de Romagna (ano de 1412)
No ano de 1412, o Padre Lázaro de Veneza (Itália) era Prior do mosteiro os Camaldolenses. Um dia, enquanto celebrava a Missa na igreja de S. Maria de Bagno de Lomagna, chegado o momento da consagração, pôs-se a pensar no mistério eucarístico e foi tomado pelas já conhecidas tentações: ou seja, se, sob as espécies consagra-as, se encontraria realmente vivo e verdadeiro Jesus, com o Corpo, o sangue, a Alma e a Divindade. E eis que o Vinho consagrado no cálice, perdido o aspecto de vinho, assumiu e repente as aparências do sangue, espumando, quase como vivo, subiu até ao bordo do cálice e transbordou, banhando o corporal.
O Prior celebrante, com as lágrimas nos olhos, proclamou que aquele milagre, prova incontestável da verdade da presença real de Jesus no sacramento do altar, tinha sido querido pela divina misericórdia para dispersar dúvidas e tentações.
Este corporal milagroso conserva-se ainda hoje na igreja de S. Maria em Bagno de Romagna e é objecto da máxima veneração dos fiéis, que, uma vez por ano, no dia do "Corpo de Deus" o levam em procissão pela cidade.
O Milagre de Turim (ano de 1453)
Entre as manifestações eucarísticas milagrosas, é célebre o milagre acontecido em Turim (Itália), a 6 de Junho de 1453. Durante uma guerra entre o Reino de França e o Ducado de Sabóia, as tropas do Duque conquistaram a vila de Exilles e saquearam-na. Alguns soldados tiveram a ousadia de roubar na igreja paroquial tudo aquilo que lhes parecia precioso e até uma Custódia que continha a Hóstia con¬sagrada. Puseram tudo em sacos que foram carregados no dorso de uma mula e dirigiram-se para Turim. Chegados à cidade, a mula parou perante a igreja de S. Silvestre e não houve maneira nenhuma de a fazer prosseguir, apesar das muitas pancadas. Ela parecia petrificada. De repente, sem que ninguém lhes tocasse, as cordas que amarra¬vam os sacos romperam-se e os objectos roubados saíram, mas a Custódia com a Hóstia consagra¬da voou, alcançando uma altura tal, que podia ser observada de qualquer ponto da praça e aí ficou imóvel, como se fosse mantida em suspenso por uma mão invisível. Da Hóstia irradia¬ram-se raios de luz vivíssima, os ladrões sacrílegos ficaram espantados e confusos, enquanto a multidão se lançava de joelho a rezar, a chorar e a bater no peito, invocando e suplicando misericórdia.
A notícia do milagre difundiu-se como um relâmpago e os habitantes da cidade chegaram em massa. Chegou também o Bispo, D. Luís Romagnono, o qual foi protagonista da segunda parte do prodígio: a Custódia abriu-se, mostrando a Hóstia milagrosa, fulgurante como o sol ao meio-dia. O Bispo mandou que lhe trouxessem um cálice e elevou-o em direcção àquela Hóstia, suplicando, entre lágrimas, a Deus Sacramentado para que descesse e ficasse entre os seus filhos. A esta confiante oração, a luz enfraqueceu e a Hóstia desceu poisando no cálice, que estava nas mãos do prelado, deixando no ar um rasto lumi¬noso, que desapareceu logo depois. Formou-se então uma solene pro¬cissão: entre orações e cânticos de júbilo, a Hóstia do milagre foi leva¬da para a Sé da cidade, onde ficou guardada. Em seguida, no sítio onde aconteceu o mi¬lagre, à sua eterna memória, foi edificada a basílica do Corpo de Deus, uma das igrejas mais importantes de Turim.
Ferrara – 28/03/1171
Aconteceu este milagre na Basílica de Santa Maria in Vado, no século XII. Propagava-se com perigo a heresia de Berengário de Tours (†1088), que negava a Presença real de Cristo na Eucaristia. A 28 de Março de 1171, o Pe. Pedro de Verona, com três sacerdotes celebrava a Missa de Páscoa; no momento de partir o pão consagrado, a Hóstia transformou-se em carne, da qual saiu um fluxo de sangue que atingiu a parte superior do altar, cujas marcas são visíveis ainda hoje.
Há documentos que narram o facto: um “Breve’ do Cardeal Migliatori (1404). - Bula de Eugênio IV (1442), cujo original foi encontrado em Roma em 1975. Mas, a descoberta mais importante deu-se em Londres, em 1981, foi encontrado um documento de 1197 narrando o facto.
Sena – Cáscia – Itália – 1330
Ainda hoje este milagre é celebrado em Cássia, terra de Santa Rita de Cássia. Em 1330, um sacerdote foi levar o viático a um enfermo e colocou indevidamente, de maneira apressada e irreverente, uma Hóstia dentro do seu Breviário para a levar ao doente. No momento da Comunhão, abriu o livro e viu que a Hóstia se liquefez e, quase reduzida a sangue, molhou as páginas do Livro. Então o sacerdote negligente apressou-se a entregar o livro e a Hóstia a um frade de Sena, o qual levou para Perúgia a página manchada de sangue e para Cáscia a outra página onde a Hóstia ficou presa. A primeira página perdeu-se em 1866 mas a relíquia chamada de “Corpus Domini” é actualmente venerada na basílica de Santa Rita.
Turim – Itália – 1453
Na Alta Itália ocorria uma guerra furiosa pelo ducado de Milão. Os Piemonteses saquearam a cidade; ao chegarem à Igreja, forçaram o Tabernáculo. Tiraram o hostensório de prata, no qual se guardava o corpo de Cristo ocultando-no dentro de uma carruagem juntamente com os outros objectos roubados, e dirigiram-se para Turim. Crónicas antigas relatam que, na altura da Igreja de São Silvestre, o cavalo parou bruscamente a carruagem – o que ocasionou a queda, por terra, do hostensório – o hostensório levantou-se no ar “com grande esplendor e com raios que pareciam os do sol”. Os espectadores chamaram o Bispo da cidade, Ludovico Romagnano, que foi prontamente ao local do prodígio. Quando chegou, “O hostensório caiu por terra, ficando o corpo de Cristo no ar a emitir raios refulgentes”. O Bispo, diante dos factos, pediu que lhe levassem um cálice. Dentro do cálice, desceu a hóstia, que foi levada para a catedral com grande solenidade. Era o dia 9 de Junho de 1453. Existem testemunhos contemporâneos do acontecimento (Atti Capitolari de 1454 a 1456). A Igreja de “Corpus Domini” (1609), que até hoje atesta o prodígio.
Em Stich, Alemanha, 1970
Na região Bávara da Alemanha, junto à fronteira suíça, em 9 de Junho de 1970, enquanto um padre visitante da Suíça estava a celebrar uma Missa numa capela, uma série incomum de eventos aconteceu. Depois da Consagração, o celebrante notou que uma pequena mancha avermelhada começou a aparecer no corporal, no lugar onde o cálice tinha estado. Desejando saber se o cálice tinha começado a vazar, o padre correu a mão dele debaixo do cálice, mas achou-o completamente seco. A esta altura, a mancha cresceu, atingindo o tamanho de uma moeda de 50 cêntimos. Depois de completar a Missa, o padre inspeccionou todo o altar, mas não conseguiu encontrar qualquer coisa que pudesse ser remotamente a fonte da mancha avermelhada. Ele trancou o corporal que apresentava a mancha num local seguro, até que pudesse discutir o assunto com o pároco.
Naju, Coreia - 1994
Em 24 de Novembro 1994, uma jovem chamada Júlia, teve a eucaristia transformada em carne e sangue dentro da sua boca enquanto o padre colocava a hóstia consagrada sobre a sua língua.
Estavam ali muitas testemunhas. Os milagres voltaram a acontecer diversos dias nos anos seguintes.
Em 31 de Outubro de 1995, Júlia foi ao Vaticano e enquanto recebia a comunhão das mãos de João Paulo II a eucaristia transformou-se em carne e sangue ao mesmo tempo em que tocava a língua dela.
O Papa testemunhou pessoalmente o milagre.
Como de costume, a Igreja tem um longo processo de investigação científica para verificar a veracidade de milagres. E ainda não concluiu os estudos científicos sobre os milagres eucarísticos de Naju.
“Felizes aqueles que crêem sem terem visto” (João, 20,29)
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Sê alma de Eucaristia! |
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Recebamos o Senhor, na Eucaristia, melhor que aos grandes da terra
Tens de conseguir que a tua vida seja essencialmente - totalmente - eucarística.
Gosto de chamar “prisão de amor” ao Sacrário.
Há vinte séculos que Ele está ali..., voluntariamente encerrado, por mim, e por todos.
Pensaste alguma vez como te prepararias para receber o Senhor, se apenas se pudesse comungar uma vez na vida?
Agradeçamos a Deus a facilidade que temos para aproximar-nos dEle, mas... temos de agradecer preparando-nos muito bem para recebê-Lo.
Diz ao Senhor que, daqui por diante, de cada vez que celebres ou assistas à Santa Missa, e administres ou recebas o Sacramento Eucarístico, o farás com uma fé grande, com um amor que queime, como se fosse a última vez da tua vida.
E sente dor pelas tuas negligências passadas.
Compreendo as tuas ânsias de receber diariamente a Sagrada Eucaristia, porque quem se sente filho de Deus tem imperiosa necessidade de Cristo.
Enquanto assistes à Santa Missa, pensa - porque é assim - que estás participando num Sacrifício divino: sobre o altar, Cristo volta a oferecer-se por ti.
Quando O receberes, diz-Lhe: - Senhor, espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das criaturas.
Devemos fazer nossas, por assimilação, aquelas palavras de Jesus: "Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco”. De nenhuma outra maneira poderemos manifestar melhor o nosso máximo interesse e amor pelo Santo Sacrifício, do que observando esmeradamente até a menor das cerimónias prescritas pela sabedoria da Igreja.
E, além do Amor, deve urgir-nos a “necessidade” de nos parecermos com Jesus Cristo, não apenas interiormente, mas também externamente, movimentando-nos – nos amplos espaços do altar cristão – com aquele ritmo e harmonia da santidade obediente, que se identifica com a vontade da Esposa de Cristo, quer dizer, com a Vontade do próprio Cristo.
Temos de receber o Senhor, na Eucaristia, como aos grandes da terra, e melhor! Com adornos, luzes, roupa nova...
E se me perguntas que limpeza, que adornos e que luzes hás de ter, responder-te-ei: limpeza nos teus sentidos, um por um; adorno nas tuas potências, uma por uma; luz em toda a tua alma.
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Que pecados nos impedem de comungar? |
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Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições
A Igreja ensina que não podemos comungar em pecado mortal sem antes nos confessarmos.
Pecado mortal é aquele que é grave, normalmente contra um dos Dez Mandamentos de Deus: matar, roubar, adulterar, prostituir, blasfemar, prejudicar os outros, ódio, etc.. É algo que nos deixa incomodados...
Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) sobre isto:
§1856 - O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da Reconciliação:
“Quando a vontade se volta para uma coisa de per si contrária à caridade pela qual estamos ordenados ao fim último, há no pecado, pelo seu próprio objecto, matéria para ser mortal... quer seja contra o amor de Deus, como a blasfémia, o perjúrio etc., ou contra o amor ao próximo, como o homicídio, o adultério, etc. Por outro lado, quando a vontade do pecador se dirige às vezes a um objecto que contém em si uma desordem, mas não é contrário ao amor a Deus e ao próximo, como, por exemplo, palavra ociosa, riso supérfluo, etc., tais pecados são veniais” (S. Tomás, S. Th. I-II,88,2).
§1857 – Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: “É pecado mortal todo o pecado que tem como objecto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (RP 17).
§1858 – A matéria grave é precisada pelos Dez Mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19). A gravidade dos pecados é maior ou menor; um assassinato é mais grave do que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas entra também em consideração. A violência exercida contra pessoas de família é, por sua natureza, mais grave do que a exercida contra estranhos.
§1859 – O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do carácter pecaminoso do acto, da sua oposição à lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afectada e o endurecimento do coração (cf. Mc 3,5-6; Lc 16,19-31) não diminuem, antes aumentam, o carácter voluntário do pecado.
§1860 – A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignore os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo ser humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões podem igualmente reduzir o carácter voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.
§1861 – O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um acto é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.
§1862 – Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.
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Eucaristia: O Coração de Jesus |
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O Coração de Jesus vive na Eucaristia, uma vez que o seu Corpo ai está vivo.
É verdade que este Coração divino não é visível, mas acontece o mesmo em toda a criatura.
O coração, princípio de vida, precisa de permanecer misterioso e oculto, porque descobri-lo ocasiona a morte.
Verifica-se a sua existência pelos efeitos que produz.
O homem não pede ao amigo para ver o seu coração; contenta-se com uma palavra para lhe conhecer a amizade.
E o que faz o Coração de Jesus? Manifesta-se a nós pelos sentimentos que nos inspira, e isto nos deve bastar. Quem poderia, aliás, contemplar a beleza e a bondade deste Divino Coração? Quem seria capaz de suportar o brilho da sua glória e as chamas consumidoras, devoradoras deste foco de amor? Quem ousaria fitar esta Arca divina em que está escrito em letras de fogo o seu Evangelho de amor, onde estão glorificadas todas as suas virtudes, onde se eleva um trono ao seu amor e se encerram todos os tesouros da sua bondade? Quem poderia penetrar no próprio santuário da Divindade?
Ah! O Coração de Jesus! É o Céu dos céus, habitado por Deus, que ai encontra as suas delícias! É verdade que não vemos o Coração Eucarístico de Jesus, mas possuímo-l’O; é nosso!
(São Pedro Julião Eymard)
Vamos Adorar a Deus!
Deus Pai, “que procura adoradores em espírito e em verdade” (Jo 3,23).
O que diz a Igreja:
2558. O QUE É A ORAÇÃO?
2559.
“Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria”. (Santa Teresinha do Menino Jesus)
A oração como dom de Deus
A oração quer saibamos ou não, é o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede dele.
A bênção e a adoração
1. A bênção exprime o movimento de fundo da oração; é o encontro de Deus e do homem; nela o dom de Deus e a acolhida do homem chamam-se e unem-se. A oração de bênção é a resposta do homem aos dons de Deus: uma vez que Deus abençoa, o coração do homem pode bendizer Aquele que é a fonte de toda a bênção.
2. Duas formas fundamentais exprimem o movimento da bênção: ora sobe, levada no Espírito Santo por Cristo ao Pai (nós o bendizemos por nos ter abençoado); ora implora a graça do Espírito Santo, que, por Cristo, desce de junto do Pai (é Ele que nos abençoa).
3. A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante do seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos fez e a omnipotência do Salvador que nos liberta do mal. É prosternação do Espírito diante do “Rei da glória” e o silêncio respeitoso diante do Deus “sempre maior”. A adoração do Deus três vezes santo e sumamente amável enche-nos de humildade e dá garantia às nossas súplicas.
“Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja”. (Cf. Jo 4,23)
Oração ao Santíssimo Sacramento:
Creio, meu Jesus,
que estais realmente presente aqui
no Santíssimo Sacramento do Altar.
Amo-Vos sobre todas as coisas
e desejo receber-Vos na minha alma.
Mas como agora não Vos posso receber sacramentalmente,
vinde, pelo menos espiritualmente, ao meu coração.
Como se já Vos tivesse recebido,
abraço-Vos e me uno todo a Vós.
Não permitais, Senhor,
que eu nunca me separe de Vós. Amem.
Eucaristia: O Coração de Jesus
O Coração de Jesus vive na Eucaristia, uma vez que o seu Corpo ai está vivo.
É verdade que este Coração divino não é visível, mas acontece o mesmo em toda a criatura. O coração princípio de vida, precisa de permanecer misterioso e oculto, porque descobri-lo ocasiona a morte. Verifica-se a sua existência pelos efeitos que produz.
O homem não pede ao amigo para ver o seu coração; contenta-se com uma palavra para lhe conhecer a amizade.
E o que faz o Coração de Jesus? Manifesta-se-nos pelos sentimentos que nos inspira, e isto nos deve bastar. Quem poderia, aliás, contemplar a beleza e a bondade deste Divino Coração? Quem seria capaz de suportar o brilho da sua glória e as chamas consumidoras, devoradoras deste foco de amor? Quem ousaria fitar esta Arca divina em que está escrito em letras de fogo o seu Evangelho de amor, onde estão glorificadas todas as suas virtudes, onde se eleva um trono ao seu amor e se encerram todos os tesouros da sua bondade? Quem poderia penetrar no próprio santuário da Divindade?
Ah! O Coração de Jesus! É o Céu dos céus, habitado por Deus, que ai encontra as suas delícias! É verdade que não vemos o Coração Eucarístico de Jesus, mas possuímo-Lo; é nosso!
(São Pedro Julião Eymard)
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Queres ter saúde física e espiritual? |
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O remédio para acabar com as doenças espirituais que nós, infelizmente, adquirimos é a Eucaristia. É o próprio Corpo e Sangue, Alma e Divindade do Nosso Senhor Jesus Cristo, remédio eficaz para o corpo e para a alma.
Ao comungar o Corpo do Senhor descontaminamos o nosso corpo e a nossa alma: os nossos pensamentos, sentimentos, ideias e fantasias serão purificados. A descontaminação acontece pela Eucaristia.
Além de recebermos Jesus Eucarístico, é preciso adorá-Lo no Santíssimo Sacramento. Sê também tu adorador!
Se não puderes ficar por muito tempo em adoração, passa pelo menos cinco minutos por dia diante de Jesus no sacrário.
Adorar o Senhor é reconhecê-Lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Mestre de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso.
"Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele prestarás culto" (Lc 4,8), diz Jesus, citando o livro do Deuteronómio (6,13).
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Adoração ao Santíssimo Sacramento |
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Na sequência da exortação da Santa Sé para que se promova a adoração eucarística contínua, deixo aqui o texto da homilia do Cardeal Patriarca de Lisboa na solenidade do Corpo de Deus, em que ilustra essa necessidade para a fé viva do cristão.
Homilia do Cardeal-Patriarca na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, 22 – 5 – 08
«Adorarás o Senhor teu Deus»
1. A Solenidade litúrgica de hoje é celebração da Eucaristia, não apenas comunitária, mas do seu prolongamento na adoração de Nosso Senhor Jesus Cristo, realmente presente nas espécies eucarísticas. Ela é um convite a prolongar a celebração eucarística na adoração de Jesus, Filho de Deus e nosso Salvador, realmente presente, em Corpo, alma e divindade. A valorização da adoração eucarística é a última consequência da Reforma Litúrgica realizada pelo Concílio Vaticano II. A celebração eucarística, momento central da oração da Igreja, exprime-se na adoração que a prolonga, a continua, a torna presente na nossa fidelidade e na nossa busca de santidade. Na Solenidade de hoje, esse continuar da celebração na adoração, concretiza-se numa das mais tradicionais expressões da Cidade de Lisboa, a procissão eucarística que percorrerá as ruas da nossa Cidade.
Se é certo que na aplicação da Reforma Litúrgica e no entusiasmo pelo novo dinamismo da celebração, houve momentos de relativização da adoração como celebração continuada, também é certo que só o espírito da Reforma Litúrgica nos garante a percepção da adoração em unidade estreita com a celebração. Na celebração e na adoração a Igreja reconhece-se como um Povo centrado na Eucaristia, em todo o tempo e em todas as expressões da vida. Aliás, a própria celebração está recheada do espírito e de momentos de adoração: no levantar das espécies eucarísticas para a adoração da assembleia, nos sinais e nos gestos, como a genuflexão ou a posição de joelhos, o ósculo do altar, gestos de adoração consagrados desde o Antigo Testamento. A reserva eucarística silenciosamente guardada nos nossos sacrários, a continuidade da luz que iluminou o altar eucarístico, é um convite à adoração permanente, tantas vezes posto em causa pela falta de respeito com que se convive com a Eucaristia presente, e até pelas Igrejas longamente fechadas. Esquecemos facilmente que a genuflexão diante do sacrário é um acto de adoração e que a reserva eucarística só se deve manter onde há a garantia de ela ser adorada.
2. A adoração eucarística é, antes de mais, a manifestação da nossa fé na presença real e pessoal de Cristo nas espécies eucarísticas. Esta fé recebemo-la dos Apóstolos: «Não é o cálice de bênção que abençoamos a comunhão com o Sangue de Cristo? Não é o pão que partimos a comunhão com o Corpo de Cristo?» (1Co. 10, 16-17). A presença real de Cristo na Eucaristia é a expressão mais completa daquilo que Cristo é na totalidade do Seu mistério: Deus connosco, Deus ao nosso alcance a propor intimidade na proximidade dessa presença. Nessa proximidade, Ele é Deus, exprime-Se na Palavra que nos toca o coração, no amor que nos atrai e nos transforma, na força que nos permite vencer dificuldades e ousar viver de modo a sermos semelhantes a Jesus. A adoração eucarística é o mais forte convívio com a divindade. Aí sentimos que Deus é Deus para nós e nós somos d’Ele, somos suas criaturas e seus Filhos. Adorar é reconhecer Deus no que Ele é, na transcendência do Seu mistério, e aceitarmo-nos na nossa pequenez e fragilidade, sentindo que a nossa grandeza nos vem de Jesus Cristo e que só n’Ele venceremos o nosso pecado. As expressões tradicionais da adoração, que envolvem todo o nosso ser, corpo e espírito, exprimem essa verdade de Deus perante nós e de nós perante Deus: a prostração, o dobrar os joelhos, o abandono de todo o nosso ser à majestade de Deus.
Nesse abandono confiante, reconhecemos nessa presença real a exclusividade do nosso Deus, como único Deus verdadeiro. Já no Êxodo Deus disse a Moisés: «Eu Sou Yahwé, o teu Deus, que te fez sair da terra do Egipto (…). Não terás outros deuses (…), não te prostrarás diante de imagens» (Ex. 20,1-5). Prostrados ou de joelhos só diante do verdadeiro Deus, que nós reconhecemos em Jesus Cristo.
3. Só adora quem tem fé viva, quem fez a experiência da salvação e reconhece em Deus o seu Salvador. Ouvíamo-lo há pouco no livro do Deuteronómio: «Recorda-te de todo o caminho que o Senhor teu Deus te fez percorrer…» (Dt. 8,2-3). Assim abandonados diante da presença do Deus vivo, relembramos em silêncio a nossa história de misericórdia e de graça, o que aumenta em nós a confiança em que o Senhor continuará a acompanhar-nos nos caminhos da nossa vida até O vermos face a face.
Mas a adoração eucarística é também momento da manifestação de Deus. Já aconteceu assim com Moisés, no Monte Sinai: «Ele invocou o nome de Yahwé. O Senhor passou em frente dele e exclamou: o Senhor, Deus de ternura e de piedade, lento na cólera, rico em graça e fidelidade (…). Moisés caiu de joelhos em terra e prostrou-se» (Ex. 34, 6-8). É semelhante a reacção de Pedro no Tabor: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias» (Mc. 9, 4). Quantos cristãos fizeram experiência semelhante adorando a Eucaristia: deixarem-se envolver pela presença amorosa de Deus e não desejarem afastar-se dali. A Eucaristia afirma-se, nesses momentos, como a antecâmara da eternidade.
Na adoração, a Eucaristia continua a ser o nosso alimento e prolonga aquela união misteriosa com Cristo ao comungarmos o Seu corpo e sangue. Também aí são verdadeiras as palavras de Jesus: «Eu Sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente» (Jo. 6, 51). «Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia» (Jo. 6, 54). É por isso que, na espiritualidade da Igreja, a comunhão sacramental se prolonga espontaneamente num tempo de adoração silenciosa. Adorar Cristo na Eucaristia é, realmente, continuar a recebê-l’O como alimento e como experiência de eternidade.
Foi nesse sagrado convívio que, ao longo dos séculos, homens e mulheres se deixaram incendiar pelo amor, foram devorados pelo zelo e pela urgência da missão, consagraram a totalidade do seu ser a Cristo e ao Reino, perceberam a exigência da caridade. A Eucaristia conduz sempre aqueles que a adoram às atitudes fundamentais da conversão cristã: escutar a Palavra, ouvir o que o Senhor nos quer dizer, deixar-se amar por Ele, tantas vezes na obscuridade silenciosa da fé; partir para a vida, amando como Cristo nos ama; dar a vida pela implantação do Reino de Deus; e em tudo isso a avivar a chama da esperança na vida eterna. A Eucaristia ensina a viver e ajuda a morrer.
4. A adoração eucarística é atitude profundamente pessoal, mas tem sempre dimensão comunitária. Talvez mais do que em qualquer outra circunstância, é a pessoa concreta, no concreto da sua vida, cujo íntimo só Deus conhece, que está diante do Senhor. A dimensão comunitária não significa, nem exige, que se faça da adoração uma oração comunitária. Esta dimensão exprime-se, sobretudo, no facto de a pessoa que adora sentir e saber que nela é a Igreja que adora, que ela adora, por aqueles que não adoram. A pedagogia pastoral da adoração deve valorizar o silêncio, até que a pessoa entre, através da oração, no silêncio de Deus, que não é ausência, mas presença devoradora. O silêncio de Deus está repleto de vida. Todos os meios que pastoralmente se proporcionarem, devem apenas propiciar elementos para ajudar cada um a ser pessoal, individual, como o Tu de Jesus Cristo.
5. Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja pode estar sempre presente na nossa adoração, não contrapondo ao encontro com Jesus Cristo a nossa devoção a Maria, mas porque ela foi e continua a ser a grande adoradora. Os seus silêncios, com que guardava tudo no seu coração, guardam também esse seu segredo: a sua experiência de adoração. Quando O trouxe no seu seio, sobretudo naqueles meses em que ninguém sabia, só ela e Deus; quando O contemplou em Belém, como qualquer mãe contempla embevecida o seu Filho recém-nascido; no Calvário, ao mergulhar confiante no drama da redenção; quando, reunida com os Apóstolos, esperou a vinda do Espírito Santo; e elevada à Glória, continua a adorá-l’O, a Ele que é o seu Filho, por Quem também ela foi até ao Pai. Maria adora sempre, adora de uma maneira perfeita, está sempre com quem adora, devemos orar sempre com ela.
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Graça e ajuda oportuna |
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A presença de Jesus na Eucaristia é o grande mistério da nossa salvação. O pão consagrado foi o meio escolhido pelo Pai para que a salvação chegasse a nós. Temos uma linda história de amor que envolve a nossa salvação. Pela adoração ao Santíssimo, Jesus convida-nos a penetrarmos no Seu coração aberto pela lança, pois é do coração d'Ele que emana toda a cura, libertação e consolo de que necessitamos. Quando penetramos no coração do Senhor, mergulhamos no trono da graça e alcançamos a Sua misericórdia.
O coração aberto de Jesus Cristo é o lugar onde nos podemos achegar com toda a nossa confiança. Este é o lugar, por excelência, onde todas as nossas aflições, dificuldades e problemas podem ser solucionados. Até as situações mais complicadas, que, aos nossos olhos parecem impossíveis, diante do coração de Jesus são solucionadas.
Muitas pessoas pensam que o seu problema não tem solução, e no desespero, não conseguem encontrar saída para os vícios, para o pecado, para os sofrimentos. Vendo os factos, muitas vezes, é impossível encontrarmos uma saída, mas quando nos achegamos com confiança ao trono da graça, que é o Sagrado Coração de Jesus, mergulharmos no refrigério e encontramos paz.
Pela adoração ao Santíssimo Sacramento Deus liberta-nos de toda a dependência: liberta-nos da dependência de revistas e de filmes pornográficos, de uma sexualidade desregrada, que nos escraviza, e até mesmo das nossas mágoas e ressentimentos. Jesus, no Seu imenso amor, dá-Se vivo na Eucaristia, para gerar vida nova em nós e nos conduzir ao lugar que Ele mesmo nos reservou: o Céu. Para o alcançarmos precisamos de ser adoradores em espírito e em verdade, pois um coração adorador nunca volta atrás.
“Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e em verdade; tais são, com efeito, os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade” (João 4,23-24).
O importante não é a nossa sensibilidade diante de Jesus Eucarístico, mas a nossa fé. Na Eucaristia há um coração vivo que bate de amor por nós. O coração de Cristo é o trono da graça, onde podemos depositar a nossa vida, dele emana o amor d'Ele por nós, que se compadece dos nossos sofrimentos.
A presença real de Jesus no Sacramento da Eucaristia é cura e libertação para as nossas vidas. Muitos já beberam deste amor que emana da Corpo de Cristo e têm experimentado inúmeros milagres, curas e libertações que acontecem durante a adoração ao Santíssimo Sacramento.
Na Eucaristia está realmente presente o Corpo vivo de Jesus ressuscitado. Por isso, aquele poder curador, que curou a todos, hoje emana da hóstia consagrada e continua a curar a muitos. Adore ao Senhor de todo o coração:
Senhor, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão por todos os que crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.
Senhor, eu sei que é do Teu coração que emanam toda cura, libertação e transformação de que eu preciso. Por isso, mergulho neste trono de graça para encontrar a Tua misericórdia. Colocando todo o meu passado, presente e futuro, já acreditando que eu não serei o mesmo.
Senhor, eu preciso de conversão. Converte o meu coração. Enche-o com o Teu Espírito Santo. Que Ele me faça uma pessoa nova. Eu já não quero ser igual. Põe em mim o Teu coração.
Ensina-me a rezar. Eu quero ser um adorador em espírito e em verdade. Porque sei que só em Ti vou encontrar toda a graça e ajuda oportuna.
Que diante de Ti todo o joelho se dobre no Céu, na terra, nos infernos.
Eu te amo, Senhor! Esta é a minha adoração.
Adorar Deus muda a vida dos cristãos – Cardeal Cañizares
Nesta época de secularização, seguindo o exemplo do Papa Bento XVI, temos que recuperar a prática da adoração eucarística.
«A liturgia é antes de tudo adoração. A Igreja é obra de Deus, é acção de Deus, é reconhecimento do que Deus faz em favor dos homens. E a adoração que a liturgia expressa, sobretudo a Eucaristia, é o reconhecimento de Deus, de que tudo vem d’Ele, de que tudo o que nos pertence deve chegar a Ele.»
No actual contexto de secularização, em que «se tende a esquecer Deus, a considerá-lo pouco importante para a vida», é oportuno «reafirmar que Deus é o primeiro».
«Isto é o que mudará a vida dos cristãos e da Igreja». Quando a Igreja «esquece que Deus é o centro de tudo, converte-se numa instituição meramente humana».
Uma prática secular
Ainda que a devoção eucarística tenha sido de grande importância desde os primeiros séculos do cristianismo, a adoração fora da Missa começa a ser configurada desde o séc. XI, e sobretudo após a afirmação da presença real de Cristo pelos concílios romanos de 1059 e de 1079.
A adoração eucarística recebeu um forte impulso entre os séculos XIII e XIV, com o estabelecimento da festa do Corpo de Deus em todo o mundo cristão, uma devoção que em oito séculos aumentou enormemente, especialmente após o Concílio de Trento.
Senhor, eu Te adoro profundamente
E Te agradeço por estares sempre comigo,
E porque me amas sem limites...
É grande a paz que sinto por estar em Tua companhia
e sentir que os Teus olhos estão postos em mim,
e me tocas com a Tua santa presença...
Não importam as aflições, quando sinto que sempre estarás comigo,
E que a alegria da Tua fidelidade, preenche a minha fé e o meu coração...
Por mais que não consiga entender a humildade com que vens ao meu
Encontro na Santa Eucaristia, sendo tão grande, num simples pão...
Quero que o sacrário do meu coração viva esta Aliança, esta comunhão,
recebendo-Te como o verdadeiro alimento da vida eterna...
O fogo que jamais se apagará, a sarça ardente que me consumirá de amor,
E me levará aos pastos verdejantes da eternidade...
Acolhe-me Senhor, redime-me, Senhor...
Dá-me a graça de chorar por mim mesmo
e arrepender-me quando a fraqueza e o pecado
me afastarem de Ti...
Cura o meu coração, concede-me o Teu mais profundo
amor aos menos favorecidos, a acolher os necessitados
e a amar a Tua Divina Palavra...
Proteja a minha família, os meus amigos e o mundo inteiro,
Das guerras, das epidemias, do pecado e da violência...
Que eu possa amar a Tua Igreja
e trabalhar para que ela seja mais santa e mais amada,
mas uma e mais testemunha da Tua Santidade..
Obrigado, Senhor , permanece sempre comigo e,
mesmo que atravesse o Vale da morte,
não temerei mal algum,
pois as Tuas promessas me sustentarão.
Amém !
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Eucaristia: Sacramento de cura |
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No Evangelho de São João, 6, 22-71, encontramos o discurso a respeito do Pão da Vida. Jesus antecipa aos discípulos o maravilhoso tesouro que nos iria deixar: “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (id. 6, 54-56).
Depois de ouvirem as palavras de Cristo, os apóstolos murmuraram: “Esta palavra é dura! Quem pode escutá-lo?” (id. 6, 60b). Não foi o povo quem disse isso, muito menos os escribas, os fariseus, os doutores da lei, nem mesmo os judeus contrários a Jesus: quem disse isso foram os discípulos, escolhidos para seguir o Senhor. Aqueles que Jesus havia mandado à Sua frente, para pregar e operar milagres.
Depois do que foi dito pelo Senhor, “muitos dos seus discípulos se retiraram e deixaram de andar com ele” (id. 6, 66). Isto significa que foram embora, não acompanharam mais o Senhor. Poderíamos até dizer: este foi um momento de crise dentro do ministério de Jesus. Ele corria o risco de os perder, depois de os preparar e os formar.
Portanto, se não fosse realmente isto que Jesus estava a querer dizer – que o Seu corpo é verdadeira comida e o Seu sangue verdadeira bebida – com certeza Ele os teria chamado e explicado que se tratava apenas de uma linguagem simbólica, espiritual... Mas Cristo não voltou atrás. Era verdadeiramente aquilo que Ele queria dizer, apesar dos Seus discípulos não aceitarem.
Alguns discípulos não tiveram paciência de esperar. Se esperassem um pouco, entenderiam que o Senhor lhes daria o Seu corpo e o Seu sangue na forma de pão e de vinho, pois foi isso que Ele realizou na Última Ceia.
Diante desta situação, Jesus questionou os Doze: “E vós, não quereis partir?” (id. 6, 67). E correu o risco, desafiou os apóstolos. É como se Ele dissesse: “Eles foram embora, porque não quiseram aceitar: acharam muito. Vós também quereis ir embora? Eu não posso e não vou voltar atrás, pois é isso mesmo que vou fazer: dar a minha carne como comida e o meu sangue como bebida. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida. Vós também quereis ir embora?”
Pedro respondeu: “Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna”.
Pedro e os apóstolos permaneceram ao lado do Messias. Pela graça de Deus, nós também permanecemos com Pedro e com os apóstolos: permanecemos com a Igreja, que acreditou nas palavras de Jesus Cristo ao pé da letra: “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”.
Não podemos ser como os discípulos que se afastaram: acharam esta doutrina muito dura. Ou ainda, como aqueles que celebram a ceia, mas não acreditam que Jesus está realmente presente na Hóstia Consagrada, não acreditam que Ele renova o Seu sacrifício em cada Santa Missa.
Embora não consigamos entender, com a nossa inteligência, esta maravilha que Jesus fez, nós ficamos com Pedro e com os apóstolos. Permanecemos com a Igreja e professamos: “A quem iremos, Senhor? Somente tu tens palavras de vida eterna. Cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus”.
Jesus falou em “carne” para não pensarmos que se tratasse de um símbolo ou semente de um espírito. O Senhor disse isto claramente e ainda insistiu: “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. E especificou bem: “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida”, não era apenas símbolo.
Ele deixou claro: “Eu não me dou apenas espiritualmente, Eu dou-me verdadeiramente. O mesmo corpo que foi crucificado na cruz e que hoje está diante do Pai, é o corpo que Eu lhes dou. O mesmo sangue que foi derramado na cruz, pela vossa salvação, Eu hoje vos dou, para que tenham a vida eterna e para que ressuscitem Comigo no último dia”.
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Santo recolhimento: “O adorador vive do Adorado!” |
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A virtude característica e dominante de um adorador deve ser o recolhimento, pelo qual dirige e governa os sentimentos e a alma, sob o olhar de Deus e impelido pela graça.
Os diversos estados de vida têm o seu curso especial e condição própria de felicidade; alguns encontram-na na penitência, outros no silêncio, e outros, ainda, no zelo. Para os adoradores é o santo recolhimento em Deus, como a criancinha, que somente é feliz no seio da família querida, como o eleito no céu, no seio de Deus.
A alma recolhida é semelhante ao piloto que com o seu pequeno leme dirige à vontade um grande barco; é também qual superfície de uma água calma e cristalina em que Deus, como num espelho, se contempla com delicias; é ainda, por assim dizer, uma lâmina de prata em que Deus se revê no esplendor da sua própria luz, que se reflecte tão bem na alma recolhida aos seus pés.
Oh! Que felicidade a desta alma bem-amada, pois não perde uma só palavra de Deus, o mais suave influxo de sua voz, nenhum de seus olhares. Qual o meio de adquirir e conservar o santo recolhimento?
Começai fechando as portas e as janelas de vossa alma. Recolher-se é fugir do exterior para o interior, em Deus; fazer um ato de recolhimento é colocar-se inteiramente à disposição de Deus; ter espírito de recolhimento é nele se comprazer. O recolhimento, porem, não se limita a viver pela graça; pede um centro divino.
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É em Jesus, e em Jesus infinitamente bom e amável, que deveis estabelecer o centro de vida do recolhimento, porque somente nEle encontrareis a completa liberdade, a verdade sem nuvens, a santidade em sua fonte.
É a vós, que desejais viver da Eucaristia, que Jesus Cristo diz em particular: “Quem come a minha Carne e bebe o Meu Sangue, permanece em Mim e Eu nele” (Jo 6, 56). Eis, portanto, o poder e a força do santo recolhimento: esta habitação mútua, esta sociedade divino-humano que se estabelece na alma, no interior, com Jesus Cristo, presente por seu Espírito.
São Pedro Julião Eymard
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Porquê ir à Missa? |
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Porquê ir à missa?
O frade inglês Fr. Tomoth Radcliffe, antigo superior geral dos Dominicanos, publicou um livro intitulado “Why go to church?” (Porquê ir à igreja?).
Ele respondeu assim a cinco perguntas:
Ir à missa é verdadeiramente uma obrigação para se ser um bom cristão?
Ir à missa não tem nada a ver com uma obrigação jurídica, como pagar anualmente os impostos ou como a proibição de conduzir a mais de 120 km/h... Para mim, ir à missa é uma obrigação no sentido em que fazer parte da comunidade de Jesus faz parte da minha identidade. Tu és obrigada a festejar o aniversário da tua mãe? Não, mas foi a tua mãe que te deu a vida: festejar o seu aniversário é como uma obrigação natural... Quando se toma consciência do sentido da Eucaristia, surge naturalmente o desejo de participar.
Porquê ir à igreja quando se pode rezar em casa?
É verdade, pode ter-se uma relação pessoal com Deus. No entanto, somos convidados a entrar na amizade de Jesus. Ora, partilhar esta amizade implica partilhar os seus amigos. Seria absurdo querer viver uma espiritualidade cristã ignorando os outros cristãos. Seria a mesma coisa que querer jogar futebol sozinho. Por outro lado, sair de casa não é um acto inócuo. Ir à igreja, deslocar-se, lembra-nos que somos peregrinos e que a nossa morada final está em Deus.
Não é mais importante ser crente do que ser praticante?
Não desejo fazer-me juiz deste género de afirmação. Esta maneira de ver parece-me muito típica de uma sociedade que tem uma ideia demasiado individualista da pessoa humana. Ser cristão é crer que sou convidado a ser membro da comunidade de Jesus. Na Eucaristia, Jesus dá-nos o seu corpo. Para mim, seria um pouco estranho dizer: “Acredito em Ti mas não, obrigado, não quero receber o teu Corpo”.
“Eucaristia” significa “agradecer”, “acção de graças”, “obrigado”.
Obrigado por quê?
Obrigado por tudo! Obrigado pelo dom da existência; eu existo, os teus filhos existem. Tudo é dado a cada instante. As pessoas que trabalham no campo compreendem-no muito melhor. Em casa dos meus pais, comi sempre legumes da horta: é uma grande bênção. Toma-se consciência de que é um dom! E o dom maior é o próprio Deus que se dá. Na nossa sociedade, perdeu-se muito este sentido do dom: não somos mais do que consumidores que consumimos “produtos”.
A missa é a melhor maneira de encontrar Deus?
Depende de nós e depende de Deus. Pode ser que Ele entre nas nossas vidas por um amigo, familiares, um livro... É Deus que toma a iniciativa, cabendo a nós estar atentos aos seus passos e à sua voz. Deus está sempre lá, à nossa frente. A Eucaristia é o reconhecimento de que Ele está já presente entre nós; ela é a celebração da Sua presença.
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Actos de Amor a Jesus da Beata Alexandrina |
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«Ó meu Jesus, eu quero que cada dor que sentir, cada palpitação do meu coração, cada vez que respirar, cada se¬gundo das horas que passar, sejam
actos de amor para os vossos Sacrários.
Eu quero que cada movimento dos meus pés, das mi¬nhas mãos, dos meus lábios, da minha língua, cada vez que abrir os meus olhos ou os fechar, cada lágrima, cada sorriso, cada alegria, cada tristeza, cada atribulação, cada distracção, contrariedades ou desgostos, sejam
actos de amor para os vossos Sacrários.
Eu quero que cada letra das orações que reze ou oiça rezar, cada palavra que pronuncie ou oiça pronunciar, que leia ou oiça ler, que escreva ou veja escrever, que conte ou oiça contar, sejam
actos de amor para com os vossos Sacrários.
Eu quero que cada beijinho que Vos der nas vossas santas imagens ou da vossa e minha querida Mãezinha, nos vossos santos ou santas, sejam
actos de amor para os vossos Sacrários.
Ó Jesus, eu quero que cada gotinha de chuva que cai do céu para a terra, toda a água que o mundo encerra, oferecida às gotas, todas as areias do mar e tudo o que o mar contém, sejam
actos de amor para os vossos Sacrários.
Eu Vos ofereço as folhas das árvores, todos os frutos que elas possam ter, as florinhas oferecidas pétala por pétala, todos os grãozinhos de sementes e cereais que possa haver no mundo, e tudo o que contêm os jardins, campos, prados e montes, ofereço tudo como
actos de amor para os vossos Sacrários.
Ó Jesus, eu Vos ofereço as penas das avezinhas, o gor¬jeio das mesmas, os pêlos e as vozes de todos os animais, como
actos de amor para os vossos Sacrários.
Ó Jesus, eu Vos ofereço o dia e a noite, o calor e o frio, o vento, a neve, a lua, o luar, o sol, a escuridão, as estrelas do firmamento, o meu dormir, o meu sonhar, como
actos de amor para os vossos Sacrários.
Ó Jesus, eu Vos ofereço tudo o que o mundo encerra, todas as grande¬zas, riquezas e tesouros do mundo, tudo quanto se passar em mim, tudo quanto tenho costume de oferecer-Vos, tudo quanto se possa imaginar, como
actos de amor para os vossos Sacrários.
Ó Jesus, aceitai o Céu, a terra, o mar, tudo, tudo quanto neles se encerra, como se esse tudo fosse meu e de tudo pudesse dispor e oferecer-Vos como
actos de amor para os vossos Sacrários.»
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“Sem recolhimento não há profundidade!”, disse o Papa Bento XVI |
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Durante o tempo de Adoração paremos um pouco e tentemos recolher-nos no coração de Jesus.
Oremos: Senhor Jesus Cristo presente neste admirável sacramento, recolhido por tão grande amor a cada um de nós. Venho pedir-te a graça da quietude do coração, toma todas as minhas preocupações e ansiedades, distracções e tudo o que não permite que eu contemple a tua face e colha do Teu Sagrado Coração a paz de que tanto necessito. Deixo no lado aberto da Tua infinita misericórdia as situações e pessoas que me tiram a paz, os meus pecados e sofrimentos e todas as pessoas que pediram as minhas orações.
Graças e louvores se dêem a todo o momento, ao Santíssimo e diviníssimo Sacramento.
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A Santa Missa custa-te? |
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Prepara-te, pois te encontrarás com o Senhor
1. De casa para a Santa Missa, “prepara o teu coração”, pois vais encontrar-te com o teu Senhor, com uma pergunta: “De que me mostrarei agradecido a Deus? Que levo nas mãos para Lhe oferecer hoje?”
2. Sê pontual e fica num lugar próximo ao altar, para não te dispersares.
3. Participa em toda a liturgia, cantos, posições do corpo, como o sentar ou ajoelhar.
4. Presta atenção às leituras e à homilia do sacerdote. O Salmo é a tua resposta a Deus, por isso, canta, respondendo ao refrão [do Salmo].
5. Depois de comungar faz um momento de oração individual, uma acção de graças a Deus por se dar a ti mais uma vez.
6. Por fim, marca um pequeno compromisso com Jesus para a semana que vem.
Sabe como te encontrares com o teu Senhor.
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Seis razões para ires à Santa Missa |
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1. Conheces algum cristão sério que não vá à Missa?
2. A Celebração Eucarística não é uma invenção da Igreja ou dos homens, mas do próprio Jesus, por isso não podemos mudar o que Ele nos deixou.
3. Ir à Missa é encontrar-se com Cristo e constitui um encontro dos Seus seguidores entre si.
4. A Missa é um momento privilegiado para escutar a Palavra de Deus.
5. Eucaristia quer dizer “acção de graças”. Não tens nada para agradecer a Deus?
6. Por fim, a Eucaristia alimenta e fortalece.
Não percas tempo! Vai encontrar-te com o teu Senhor!
Pelo menos uma vez por semana, ao domingo.
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A Eucaristia e os Santos |
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A Santa EUCARISTIA no dizer dos Santos…
"Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece participar devotamente de uma só Eucaristia, do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a terra." (São Bernardo)
"O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens." (Santo Tomás de Aquino)
"Uma só Missa a que houveres participado em vida, será mais salutar que muitas a que os outros participarem por ti depois da morte." (Santo Agostinho)
"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa." (São Lourenço de Bríndise)
"A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade, de inestimável valor. É o próprio Filho de Deus que a oferece." (São João Maria Vianney)
"Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á no Céu maior grau de glória." (São Jerónimo)
"A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz." (São Boaventura)
"A Missa é o sol da Igreja." (São Francisco de Sales)
"Após a consagração, eu tenho visto milhares de Anjos formando a Corte real de Jesus, em volta do Tabernáculo. Eu os tenho visto com os meus próprios olhos." (São João Crisóstomo)
"Rogo também, no Senhor, a todos os meus irmãos Sacerdotes, os que são e os que serão e os que desejam ser sacerdotes do Altíssimo, que queiram sempre celebrar a Santa Missa puros e puramente façam reverência ao verdadeiro Sacrifício do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo com intenção santa e limpa e não por coisa terrena alguma, nem por temor ou amor a homem algum, ou para agradar a homens." (São Francisco de Assis)
"Como devemos assistir à Santa Missa? - Como assistiram a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício sangrento da cruz." (São Pe. Pio de Pietrelcina)
"Eis o meio mais adequado para participar com fruto na Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do Altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos Santos Anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com a sua piedosa atitude, mistérios tão santos." (São Leonardo de Porto Maurício)
"Tu dizes que a Missa é longa, e eu acrescento: porque o teu amor é curto." (São Josemaría Escrivá)
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A Santa Missa |
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A SANTA MISSA
É o acto maior, mais sublime e mais santo que se celebra todos os dias na terra.
No mundo não há nada mais sublime que Jesus Cristo, e nada mais sublime em Jesus Cristo que o seu Santo Sacrifício na Cruz, actualizado em cada Missa, uma vez que a Sagrada Eucaristia é a renovação do Sacrifício da Cruz.
Missa. Última Ceia e Cruz, são um mesmo Sacrifício.
«Aquele que devotamente participa numa Missa na graça de Deus tem mais merecimento do que se tivesse dado todos os seus bens aos pobres» (São Bernardo).
«Ouvir uma Missa ou dar uma esmola para que ela seja celebrada tem mais proveito do que deixar a celebração da Missa para depois da morte (Santo Anselmo).
«Para a remissão da culpa e da pena, isto é, para a remissäo dos pecados, tem mais valor ouvir uma Missa do que todas as orações do mundo» (Papa Eugénio III).
Com a Missa presta-se a Deus mais honra que a que Lhe podem tributar todos ós Anjos e Santos no Céu. Isto porque o tributo dos Anjos e Santos é uma honra prestada por criaturas, enquanto na Missa é o próprio Jesus Cristo que se oferece,
prestando uma Honra Infinita (Santo Afonso Maria de Ligório).
Na hora da tua morte, a tua consolação maior serão as Missas a que assististe durante a tua vida. Cada Missa que ouviste acompanhar-te-á ao Tribunal Divino e defender-te-á para que alcances o Perdão.
Com cada Missa podes diminuir o castigo temporal que terás de pagar pelos teus pecados, na proporção do fervor com que as ouviste.
Santa Teresa suplicava um dia ao Senhor que lhe indicasse o modo como poderia pagar todas as graças que tinha recebido. E o Senhor respondeu-lhe: «ouvindo uma Missa».
«Todas as boas obras do mundo juntas não equivalem ao Santo Sacrifício da Missa, porque são obras dos homens, enquanto a Missa é obra de Deus. Na Missa, o próprio Jesus Cristo, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, oferece-se ao Pai para remissão dos pecados de todos os homens e ao mesmo tempo presta-lhe uma Honra infinita» (Santo Cura de Ars).
O Calvário foi o primeiro Altar, o verdadeiro; por isso, todo o Altar se converte no Calvário.
Cristo oferece-se ao Pai Eterno todos os dias na Santa Missa pela salvação dos homens, pela salvação de todo o mundo; vamos deixá-Lo sozinho nesse Sacrifício?
Procuremos a meia hora diária para nos unirmos a Jesus na Santa Missa, para adorar o Pai e prestar-Lhe a honra que Ele merece, para Lhe dar graças por tantas bênçãos que nos deu, para aplacar a sua ira provocada por tantos pecados e fazer-Lhe a Reparação por esses pecados e implorar graças e misericórdias para todos os homens do mundo, enfim, para engrandecer o Céu e tomar mais Gloriosa a Paixão de Cristo.
Tu, que tanto gostas de fazer o BEM, vais deixar passar em claro a ocasião de diariamente te unires à obra maior que se realiza na terra pelo próprio Cristo?
Lê, pensa e medita muitas vezes neste CONVITE do Senhor.
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Comungar bem |
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COMUNGAR BEM
Para reconciliar a humanidade com Deus, perdida com o pecado original, quando o homem se revoltou contra Deus, por vontade de “se tornar como Deus”, Jesus, por nosso amor ofereceu-se em sacrificio ao Pai, morrendo na cruz para que fôssemos “libertos do pecado”, ou seja, pelo Seu Sangue derramado e morte na Cruz, pudéssemos receber a força necessária - “graça”- de resistirmos à acção de satanás em nós e no mundo, (REDENÇÃO).
Como o primeiro pecado necessitasse de uma reparação infinita e o homem, criatura pecadora e mortal, fosse incapaz de fazê-lo, JESUS ofereceu-se ao Pai por nós, unindo em Si as duas naturezas, (Divina e humana), para construir n’Ele e através d’Ele, a Ponte de “religação” do homem com Deus, através do Sacrificio da cruz.
O Santo Sacrifício da Missa, instituído pelo próprio Jesus na sua última Ceia, compreende a repetição e actualização da sua morte na cruz em oferecimento a Deus, porém de forma mística e constitui-se no meio mais eficiente e poderoso de distribuição das graças, conseguidas na REDENÇÃO.
Além disso, na Santa Missa, Jesus também se faz presente pelo mistério da transformaçâo do pão e do vinho no Seu Corpo e Sangue, a qual ocorre durante a consagração, tornando-se assim o Pão da Vida que nos é dado como Alimento para nossa fortificação e como sinal de unidade do Seu povo.
Na Eucaristia está o ponto mais alto, tanto para acção pela qual, em Cristo, Deus santifica o Mundo, como do culto que os homens através do Espírito Santo prestam a Cristo, e por EIe, ao Pai. (Catecismo 1325).
O Senhor convida-nos insistentemente a recebê-Lo no sacramento da Eucaristia. “Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu Sangue, não tereis a vida em vós mesmos”. (Jo 6,53). Pois a Minha Carne é verdadeiramente uma comida e o Meu Sangue é verdadeiramente uma bebida (Jo. 6,55).
Para aceitar o convite, devemos preparar-nos para este momento tão grande e tão santo.
S. Paulo convida-nos a um exame de consciência: “Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será “réu” do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte, que cada um se examine a si mesmo antes de comer desse Pão e beber desse Cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação” (1Cor. 11,27-29). Quem está consciente de um pecado grave deve receber o sacramento da confissão antes de receber a comunhão.
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O Valor da Santa Missa |
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O VALOR DA SANTA MISSA
1. “A mais humilde das Missas, celebrada na mais pobre das igrejas, pelo mais simples dos padres, mete medo ao diabo...E o Céu todo se inclina para assistir”: (Santo Cura D’Ars).
2. “Na hora da morte, as Missas a que houveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, pois, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados - pena essa que será diminuida na proporção do teu fervor”.
“Assistindo com devoção à Santa Missa, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo. Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam”.
Diminui o império de satanás sobre ti mesmo”, sufraga as almas do purgatório da melhor maneira possivel”.
“Uma só Missa a que houveres assistido em vida, ser-te-á de mais valor que muitas a que os outros assisirão por ti depois da morte”.
3. “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa”
“Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, DEUS dá o seu Corpo e o Seu Sangue em sacrificio pelos homens. Se o homem reconhecesse devidamente este mistério, morreria de amor”.
“A Eucaristia é o milagre supremo do Salvador; é o dom soberano do seu amor”. (São Tomás de Aquino).
4. “Todas as Missas têm um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo, com uma devoção e amor acima do entendimento dos anjos e dos homens, constituindo-se o mais eficaz que nos deixou Jesus Cristo, para a salvação da humanidade”. (S. Mectildes).
5. “Fica sabendo ó cristão, que mais merece participar devotamente de uma só Missa, do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a terra”. (São Bernardo).
6. “Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa”. (São Lourenço).
7. “Nosso Senhor Jesus Cristo concede-nos tudo o que lhe pedimos na Santa Missa; e dá-nos ainda o que nem sequer pensamos pedir-Lhe e que, entretanto, nos é necessário. Cada Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória”. (S. Jerónimo).
8. “Após a consagração, tenho visto milhares de Anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, tenho-os visto com os meus próprios olhos”. (São João Crisóstomo).
9. “A Santa Missa é o presente mais precioso e mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade; vale mais que o Céu e a terra; vale o próprio DEUS”. ‘(Ven. Martinho).
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A Santa Missa, segundo o Padre Réus |
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A SANTA MISSA – Segundo o Padre Réus
Este sacerdote teve a graça de ver o que acontece de sobrenatural durante a Santa Missa.
Eis o que lhe era dado ver:
“Nossa Senhora convida todo o Paraíso a participar na Santa Missa; e os anjos e santos seguem-nA em maravilhoso cortejo até ao altar; os Santos formam um semicírculo atrás do altar; enquanto os anjos, em grande multidão, formam um círculo ao redor do sacerdote e o acompanham até ao altar. Lá chegando, os anjos colocam-se atrás dos santos.
Outra multidão de anjos cerca a igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demónios durante a Santa Missa, em honra da majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Santíssima está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde são servidos a água e o vinho; e onde são lavadas as mãos do sacerdote. É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava as suas mäos. Entre Nossa Senhora e o celebrante está sempre São João. Do outro lado do sacerdote, para concelebrar, é convidado o santo do dia.
Todas as almas do Purgatório também são convidadas pela Virgem Maria e permanecem durante toda a Santa Missa aos pés do altar entre o celebrante e os fiéis. Conta o Pe. Réus que ele via as almas do Purgatório em verdadeira festa quando eram convidadas para a Santa Missa. É para elas a maior alegria, o maior consolo, a grande esperança de libertação. O Padre Réus via uma chuva a cair sobre o Purgatório durante a Santa Missa, simbolizando o alívio que elas sentem durante a celebração.
No momento sublime da Consagração, quando estas almas do Purgatório vêem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daquelas chamas e atirarem-se nos Seus braços, mas não conseguem, por não estarem ainda purificadas.
Após a Consagração, há a libertação do Purgatório, das almas que já completaram a purifi-cação. Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: “Minha filha, podes subir”.
No momento da oração da PAZ, os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. É um momento de imensa alegria e beleza. Em seguida, estas almas, resplandecendo com uma beleza indescritível, adornadas como noivas, como anjos, são introduzidas triunfalmente no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música e cantos celestiais.
SÃO QUATRO OS FINS PRINCIPAIS DA SANTA MISSA:
1 - Prestar culto de adoração ao Pai;
2 - Agradecer os benefícios recebidos;
3 - Pedir a Deus perdão pelos pecados cometidos;
4 - Implorar os Seus dons, graças e benefícios.
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Não se toca |
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NÃO SE TOCA!
Foi em Barcelona, no dia 1 de Dezembro de 1936, durante a guerra civil de Espanha. Na casa do Senhor Tort, fervoroso católico, estão refugiados o Bispo e mais 3 religiosas. Entram os milicianos comunistas que revistaram toda a casa. No quarto do que era um santuário eucarístico, foram encontrar a sagrada píxide com o Santíssimo. Mas o Sr. Tort, para impedir profanações lançou-se como um raio a defendê-la bradando: «No meu Senhor não se toca!» E, mandando que ajoelhassem, distribuiu a Comunhão a toda a família. Quando chegou a vez de um filhinho de cinco anos, o Sr. Tort, profundamente comovido, perguntou-lhe
- «Meu amorzinho! Crês que na Hóstia está Jesus?» - «Sim. Papá; sei muito bem, e creio!» -«Então, toma! E, já que agora te vão levar o teu pai da terra, ponho-te nas mãos do Pai do céu. Nunca te esqueças que a primeira Comunhão te foi dada por teu pai, mártir». E deu-Ihe a Eucaristia.
O Sr. Tort mais o Bispo e outros 5 companheiros foram levados para a cadeia onde os fuzilaram.
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Tenho fome de Jesus |
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TENHO FOME DE JESUS
Ao ser proclamada a República em Portugal, a 5 de Outubro de 1910, o santo velhinho de 80 anos, Irmão Luís de Castro, da Companhia de Jesus, com os companheiros, esteve preso durante um mês nas cadeias do Quartel de Artiharia 1, Caxias, e no Limoeiro, sem receber a Comunhão. Atirado para o desterro, depois de seis dias de uma viagem tormentosa, a 10 de Novembro, chegou ao seminário dos Jesuítas em Enghien, na Bélgica. Os novos irmãos compadecidos do velhinho, pálido, curvadinho, a tiritar de frio, dizem-lhe carinhosos:
«- Esta noite vai descansar e amanhã não se levante».
«-Ah! não, por amor de Deus... Eu tenho fome de Jesus! Já há mais de um mês que O não recebo. Amanhã, cedinho, quero levantar-me para receber o meu Senhor!»
E no dia seguinte, às 5 horas, o santo velhinho a tremer, lá estava na capela para saciar a fome do Pão da Vida.
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