Mensagem

O Santíssimo
Sacramento
Louvado Seja
A Todo o Momento

 
Início seta Temas de Formação
Temas de Formação
Congelamento de cadáveres Imprimir e-mail

Congelamento de cadáveres. O que a Igreja diz a respeito?

O Bispo brasileiro, Dom Estêvão Bettencourt, escreveu dois artigos sobre este assunto, publicados na sua revista “Pergunte e Responderemos”: PR n. 411, 1996, pg 372; e PR n. 150,1972, pg 244. Transcrevo a seguir a sua conclusão:
“O avanço da tecnologia surpreende o leitor e sugere diversas interrogações. Deixando de lado as considerações de ordem médica, estas linhas se deterão no pIano filosófico-teológico.
Tratando-se de crioconservação, duas hipóteses podem ser levantadas: ou os pacientes estão realmente mortos (como supõe a exposição atrás) ou não estão realmente mortos, mas em coma profundo.
No primeiro caso, deve-se levar em conta que a vida humana não resulta apenas de hábeis combinações químicas, pois é vida que transcende a matéria ou é animada por um princípio vital imaterial ou espiritual. Ora nenhum cientista é capaz de produzir um ser espiritual, pois este é incorpóreo, dotado de intelecto e vontade. Somente um acto criador de Deus pode produzir uma alma humana ou pode fazer a alma de um defunto voltar ao seu corpo. Dá a interrogação: O Criador colaboraria com os cientistas, dando alma humana ao corpo hipolítico reconstruído pela ciência ou conservado em azoto? A esta pergunta ninguém pode responder, mas ela parece versar sobre algo de muito pouco provável sob todos os aspectos.
No caso de não estarem realmente mortos os pacientes (o que não se dá na sede de Alcor, onde só se guardam defuntos), pode-se dizer que, se o organismo dos pacientes voltar a ter condições de exercer as suas funções, a alma nele existente voltará a fazer tal organismo funcionar. Não haverá um retorno à vida, mas a passagem da dormência para a actividade. Todavia também esta hipótese parece estar longe do verosímil e provável.
Em suma, o acto de proceder ao congelamento de cadáveres, mediante manipulação requintada, é algo de inédito; parece ser uma operação que estende o raio de acção da medicina, ciência que tenta salvar a vida e combater a morte. Assim considerado, o congelamento pode ser lícito do ponto de vista ético. Todavia pode-se perguntar se, assim procedendo, o homem não está a esquecer os seus limites de criatura e pretendendo assumir utopicamente o lugar de Deus…?”
D. Estêvão Bettencourt

 
A agressividade Imprimir e-mail

A Agressividade

A Agressividade representa um instinto (disposição inata) próprio a todo o ser humano, necessário para a sua existência, que nos protege das agressões externas. É sinónimo da motilidade, algo vital que o bebé adquire nos seus primeiros meses de vida no contacto com o ambiente.
Os instintos geralmente são padrões herdados de respostas, mais facilmente observados em respostas a emoções, que servem para pôr em funcionamento mecanismos (automáticos) que levam um organismo a agir.
O comportamento agressivo faz parte da vida humana, devendo ser encarado como normal.
Está ligada ao mecanismo básico de resposta ao Medo, que é uma das emoções básicas, cuja reacção é luta ou fuga. Se não tivéssemos uma dose de agressividade reagiríamos sempre pela fuga perante uma situação nova (causadora de medo) e nunca poderíamos aprender… Assim, como podemos optar pelo “confronto” podemos partir à descoberta, interagir, viver novas experiências, aprender, crescer…
Agressividade, agressão e violência
Por outro lado… a agressividade designa também uma tendência especificamente humana marcada pelo carácter ou vontade de cometer um acto violento sobre outrem.
Violência é um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objecto.
Nega-se autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado.
A violência diferencia-se de força: força designa energia ou “firmeza” de algo; violência caracteriza-se pela acção corrupta, impaciente e baseada na ira, que não busca convencer o outro, mas causar-lhe dano. Segundo Pinker, não é um impulso primitivo e irracional nem uma patologia, mas o resultado quase inevitável da dinâmica dos organismos sociais racionais movidos pelo auto-interesse. Há agressão quando um indivíduo prejudica o outro, de propósito. Existem vários tipos de agressão.
Convém não esquecer…
A nossa tendência agressiva é normal, mas quando se acumula transforma-se em violência (normalmente contra o outro, mas muitas vezes contra nós mesmos); e isto faz muito mal e causa muito dano.
Ora, a “Faculdade Moral” e a “Consciência” são dois princípios básicos da mente humana… e por Faculdade Moral entende-se o atributo da mente humana capaz de distinguir e eleger entre o bem e o mal; ou, dito de outro modo, entre a virtude e o vício. Trata-se de um princípio inato e, ainda que possa melhorar-se pela experiência e pela reflexão, não deriva de nenhuma delas, nem da experiência, nem da razão. Através das faculdades morais a pessoa pode desempenhar um comportamento ético! Quaisquer que sejam os nossos impulsos, nós podemos sempre actuar segundo os nossos valores, de acordo com o que nos parece ser o bem e o mal.

O que leva uma pessoa a ter um acto agressivo?

Qualquer comportamento é considerado como um conjunto de inúmeros processos em complexa interacção. A violência é determinada pela complexa combinação entre factores externos e características inatas do ser humano.
Também as diferentes formas de violência têm diferentes origens, todas deixando sequelas psico-emocionais, muitas vezes, irreversíveis no indivíduo.
Considera-se que encontramos três causas principais para gerar a violência: a competição (pelo ganho), a insegurança (para defender-se ou de modo preventivo, para inibir a possibilidade de agressão), a glória (a reputação pessoal ou do grupo, atacada ou posta em jogo).
Diversas causas externas ao indivíduo já foram propostas para explicar a violência física: violência nos mass media, acesso a armas de fogo, discriminação e pobreza. Também diversas causas internas ao indivíduo também já foram propostas para explicar a violência física: Género (os homens são mais violentos em praticamente todas as culturas), distúrbios de personalidade (como perfil de personalidade: tendem a ser impulsivos, ter baixo nível de inteligência, ser hiperactivos e com deficit de atenção), factores genéticos, factores bioquímicos (a hormona mais relacionada com a agressividade é a testosterona), factores neurológicos (eventuais alterações cerebrais, essencialmente no hemisfério esquerdo), factores psicofisiológicos.

Como lidar com uma pessoa agressiva?

O mais importante é saber lidar com a sua própria agressividade. Desenvolver a capacidade de autodomínio e autocontrolo é difícil, mas é fundamental.
É importante observar o outro e identificar quais as situações que despoletam nele a agressividade e a violência, por forma a evitá-las se possível e indicado.
É também necessário aprender a “arte de protestar”. Por exemplo: tratar dos assuntos em privado antes ou em vez de o fazer em público, protestar verbalmente e não por mímicas, evitar o humor ou a ironia, não deixar acumular um contencioso, não se desculpar, sugerir soluções realistas e aceitáveis para todas as partes interessadas, aceitar o protesto dos outros.
Para lidarmos com situações agressivas, também será necessário saber utilizar as críticas justificadas, i. é., em vez de fugirmos das críticas, devemos utilizá-las como meio de correcção de trajectória (feed-back), conhecendo os nossos defeitos, acolhendo com tranquilidade as críticas, pedindo explicações concretas e recusando generalidades e estabelecendo um compromisso com o outro.
Do mesmo modo, será fundamental saber enfrentar as críticas injustificadas e as manipulações, optando por opor uma manifestação de autonomia sem contra-atacar agressivamente.

O que leva a criança a ser agressiva?

A agressividade é uma força instintiva que como outras são inatas em todos os seres humanos. Especialmente a criança, expressa tudo o que é mais essencial do ser humano, uma vez que ela ainda não completou o seu amadurecimento afectivo e intelectual.
Perante uma criança que expresse uma agressividade excessiva, devemos compreender o contexto em que isso ocorre. O primeiro passo é verificar se existe no seu convívio familiar e escolar, algum factor que esteja a estimular a reacção agressiva.
A criança que tem características que não correspondem às expectativas dos pais, familiares e professores encontrará muitas dificuldades no seu desenvolvimento caso os adultos a tratem como uma criança “problema”, estranha e indesejável, pois isso prejudica ainda mais a possibilidade de ela se aceitar da maneira e forma que é, e se tornar um dia numa pessoa equilibrada e saudável.
Toda a criança tende a ser um pouco agressiva quando começa a socializar-se. Esta atitude só se torna preocupante no momento em que a criança fica destrutiva, hostil, perversa.
Famílias super-protectoras ou muito autoritárias estão sujeitas a criar filhos agressivos. A agressividade da criança está muito ligada à agressividade do adulto.
Uma certa dose de agressão é importante na vida. A agressividade que incomoda é a descontrolada, sem limites, sem motivos aparentes. Em geral, a sua presença indica sofrimento psicológico.
Tal como os adultos, as crianças devem procurar ajuda especializada. Normalmente deveria estender-se esta ajuda à família.

Ciúme

É um sentimento que apresenta carácter instintivo e natural, marcado pelo medo (de base real ou irreal) de se perder o amor da pessoa amada ou ver diminuída a qualidade ou ameaçada a continuidade de uma relação tida pelo sujeito como valiosa.
O ciúme está relacionado com a falta de confiança no outro ou em si próprio e, quando é exagerado, pode tornar-se patológico e transformar-se numa obsessão.
Provoca o temor da perda e envolve sempre três ou mais pessoas: a pessoa que sente ciúmes (sujeito activo), a pessoa de quem se sente ciúmes (sujeito passivo do ciúme) e a terceira ou terceiras pessoas que são o motivo dos ciúmes (chamados o pivô do ciúme).
A explicação psicológica do ciúme pode ser uma persistência de mecanismos psicológicos infantis que já na idade adulta podem aparecer sob a forma de uma possessividade em relação ao parceiro, ou mesmo uma paranóia. Neste tipo de paranóia, a pessoa está convencida, sem motivo justo ou evidente, da infidelidade do parceiro e passa a procurar “evidências” da traição. Nas formas mais exacerbadas, o ciumento passa a exigir do outro, coisas que limitam totalmente a liberdade deste.
Os casos mais sérios devem sempre procurar a ajuda da psicoterapia; o trabalho de reorganização interior passa por um reforço da auto-estima e da valorização da auto-imagem. Em todos os casos pode ajudar-se a estabelecer um diálogo franco e aberto de encontro com o sujeito passivo, com a reflexão sobre o que sentem um pelo outro e sobre tudo o que possa levar a uma melhoria da relação, para que este aspecto não se torne limitador e perturbador.

Um conjunto complexo e as suas consequências

O ciúme é uma reacção complexa porque envolve um largo conjunto de emoções (dor, raiva, tristeza, inveja, medo, depressão e humilhação), pensamentos (ressentimento, culpa, comparação com o rival, preocupação com a imagem, autocomiseração) reacções físicas (taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca, aperto no peito, dores físicas) e comportamentos (questionamento constante, busca frenética de confirmações e acções agressivas e mesmo violentas).
O ciúme, em princípio, é um sentimento tão natural ao ser humano como o tédio e a raiva: nós sempre vivenciamos este sentimento nalgum momento da vida, diferindo apenas as suas razões e as emoções que sentimos. Como todos os outros sentimentos, tem o seu lado positivo e o seu lado negativo:
• O lado positivo: protege o amor: ele lembra a cada membro da relação (de namoro, conjugal ou de amizade) que nunca se deve considerar o outro como definitivamente “conquistado”, e pode encorajar um esforço consciente para assegurar que o outro se sente valorizado;
• O lado negativo: prejudica o amor: às vezes os sentimentos de ciúme podem ficar desproporcionais e pode afectar gravemente uma relação, levando o outro a sentir-se constantemente constrangido para evitar uma crise de ciúmes.

Ciúme e inveja

O ciúme está intimamente relacionado com a inveja. A diferença é que a inveja não envolve o sentimento de perda presente no ciúme. Mas ambas são um misto de desconforto e raiva e atormentam o que cobiça algo que a outra pessoa tem. Quanto mais baixa for a auto-estima, mais propensa está a pessoa de sofrer com um dos dois sentimentos.
Tanto o ciúme como a inveja desviam o foco de quem os sente para longe dos cuidados com a própria vida, tão preocupado fica com a vida de outra (s) pessoa (s).
Como acontece com todos os outros sentimentos, se forem olhados com atenção e sem rejeição, podem levar a atitudes positivas como melhorar a aparência, desenvolver novas habilidades e trabalhar a auto-estima.
Como regra, diz-se que a mulher é mais propensa que o homem a sentir ciúme ou inveja de relacionamentos, enquanto que o homem é mais frequentemente atormentado por diferenças de status, de finanças e de poder.

Ciúme patológico

O ciúme patológico é visto pela psiquiatria como uma espécie de paranóia (distúrbio mental caracterizado por delírios de perseguição e pelo temor imaginário de a pessoa estar a ser vítima de conspiração). Para um ciumento, a fronteira entre imaginação, fantasia, crença e certeza torna-se vaga e imprecisa, e todas as dúvidas podem transformar-se em ideias hiper-valorizadas ou delirantes.
Aquele que sente ciúme a este nível tem a compulsão de verificar constantemente as suas dúvidas, a ponto de se dedicar exclusivamente a invadir a privacidade e tolher a liberdade do outro: abre correspondências, bisbilhota o computador, ouve telefonemas, examina bolsos, chega a seguir o outro ou até a contratar alguém para o fazer… o que não só não ameniza o mal-estar da dúvida como até o intensifica.
A pessoa ciumenta apresenta na sua personalidade sentimentos de insegurança. O tratamento passa por um trabalho de psicoterapia que tenderá a melhorar a confiança em si mesmo. Só quem confia em si mesmo pode confiar noutros, de modo que é fundamental o fortalecimento da autoconfiança.

A vergonha

Considerada uma emoção secundária ou mista, reúne e condensa uma série de emoções primárias (medo, repulsa, raiva, tristeza…).
Pode definir-se como uma condição psicológica, misto de ideias, estados emocionais, estados fisiológicos e de um conjunto de comportamentos, todos induzidos pelo conhecimento ou consciência de desonra, desgraça, humilhação ou condenação. A vergonha perturba atacando ou destruindo a dignidade pessoal de uma pessoa ou grupo.
É uma das emoções mais intensas, pelo que o indivíduo que a experimenta pode sentir-se totalmente desprezível, inútil e até sentir que não há redenção possível. Por isso ela é frequentemente utilizada como uma forma de controlo (religioso, político, moral, judicial e social).

A vergonha pode ser induzida

• verbalmente: pelo ridículo, insultos ou pela exposição pública da vulnerabilidade ou fraqueza de uma pessoa ou grupo;
• e fisicamente: por ataques, estupro e espancamento.
ou seja: acções que visam provocar vergonha atacam e diminuem a dignidade humana de uma pessoa ou grupo e os separam do restante da humanidade.
Visto que a vergonha é uma condição complicada e frequentemente tabu, as pessoas muitas vezes confundem vergonha com culpa quando envergonham outros. A vergonha é frequentemente usada como forma de agressão relacional contra pessoas inocentes.

Vergonha de si mesmo

É também possível envergonhar-se a si próprio; seja com formas genuínas ou falsas de auto-condenação ou em pessoas que confundem a sua auto-avaliação com condições externas (como acontece quando alguém diz de si mesmo: “eu perdi, portanto, sou um perdedor”).
A vergonha de si mesmo pode ser internalizada como identidade após um ultraje de que a pessoa foi vítima. Uma pessoa pode sentir que a sua dignidade foi perdida de forma permanente e definitiva, seja por fazer parte de um grupo que é socialmente estigmatizado ou por vivenciar um ultraje ou o ridículo. As crianças são especialmente vulneráveis à formação de uma identidade de vergonha própria durante o seu processo de desenvolvimento.
A vergonha costuma ser usada para estabelecer limites, na infância, visto que as crianças mais pequenas são incapazes de associar causa e efeito por si mesmas.
Depois, quando as crianças se tornam mais capazes de julgar as suas próprias acções, a culpa torna-se a principal formadora da consciência.
E, finalmente, alguns atingem aquilo que seria a meta para todos: viver a capacidade de liberdade e justiça como critérios orientadores das suas escolhas e condutas…
Infelizmente, não é raro encontrar uma larga maioria de adultos que são moralmente orientados pela vergonha ou pela culpa (objectos “negativos”, repressores) e muito pouco orientados por princípios positivos, libertadores.

Distinções importantes

Alguns conceitos comummente relacionados com a vergonha são usados indiscriminadamente como sinónimos desta, mas sem realmente o serem: a culpa e o embaraço.
Não parece haver uma distinção padronizada entre vergonha e culpa. Contudo, a Antropologia Cultural descreve a vergonha como uma violação de valores culturais e sociais enquanto que o sentimento de culpa vem de violações de valores internos; mas a verdade é que é possível sentir-se envergonhado devido a pensamentos ou comportamentos “secretos” (apenas conhecidos pelo próprio: por exemplo pensamentos ou actos íntimos ditos obscenos), bem como sentir-se culpado por acções exteriores que tenham obtido a aprovação de outros (por exemplo: sentir remorso por ter participado de um linchamento).
Parece que estaremos mais de acordo com alguns terapeutas que afirmam que “enquanto a culpa é um sentimento doloroso de remorso e responsabilidade pelas acções de alguém, a vergonha é um sentimento doloroso sobre alguém enquanto pessoa”.
Também convém diferenciar entre vergonha e embaraço: ao passo que a vergonha não envolve necessariamente humilhação pública (alguém pode sentir vergonha por um acto que apenas a própria pessoa conhece), para que se sinta embaraço as acções têm de ser reveladas a outrem. Por outro lado ao passo que a vergonha tem uma conotação de ser uma resposta considerada moralmente errada, alguém pode sentir-se embaraçado a respeito de acções que são moralmente neutras mas socialmente inaceitáveis (tais como um acidente). Porém a verdade é que as duas emoções aparentemente apenas diferem em intensidade. O desejo de entrar num buraco e desaparecer de vista é comum a ambos!

Diferentes tipos de vergonha

Muitos se poderiam elencar; mas talvez os mais importantes a notar sejam os que seguem:
1. Vergonha tóxica: termo usado para descrever uma vergonha falsa (e, portanto, patológica), sem relação aparente com a realidade actual vivida pelo sujeito; é de origem muito profunda e geralmente localizada na infância: por exemplo, todas as formas de abuso infantil (sexual ou não) podem causar vergonha tóxica particularmente grave.
2. Vergonha religiosa: em muitos casos, esta vergonha está associada com a sexualidade e outras características ditas “carnais” dos seres humanos, embora resultem na maior parte das vezes de falsas interpretações dos princípios morais religiosos, onde somente as expressões pecaminosas destas características devessem ser motivo de vergonha.
3. Vergonha substituta: noção introduzida recentemente e que se refere à experiência de se envergonhar no lugar de outrem.
Em todas as circunstâncias, falar de vergonha é sempre dirigir-se a uma área relativamente problemática em cada um de nós, seja pelo defeito seja pelo excesso.
O processo de amadurecimento e de desenvolvimento pessoal encontra aqui um campo fértil de trabalho, aprimoramento, libertação e cura.

 
Quando o amigo falha Imprimir e-mail


Quando o amigo falha

Por melhores que sejam as pessoas, um dia, elas nos decepcionam

Por melhores que sejam as pessoas e as suas intenções, um dia, sem querer, elas decepcionam-nos. Acontece isto entre pais e filhos, marido e mulher, namorados apaixonados e entre amigos também. Nós mesmos já fizemos esta experiência frustrante de falhar com alguém que nunca queríamos decepcionar. Isto faz parte do processo de amadurecimento de qualquer relacionamento e é muito bom que isto aconteça, para que não fiquemos na ilusão de achar que tal pessoa é perfeita ou nós mesmos somos intocáveis e imaculados.
Dizer que a frustração e os erros fazem parte do conhecimento do outro, para que no amadurecimento da amizade possamos adequar a imagem do amigo ao real e possível parece exagero, pois quem tem amizade-fantasia são as crianças e neste período da vida é normal. Por isso, que uma verdadeira amizade deve estar guiada por alguns compromissos evangélicos: verdade, transparência e partilha, tudo isto, é claro, com muita caridade e misericórdia, pois só quando experimentamos o gosto amargo dos nossos erros compreendemos as fraquezas e erros do amigo.
Experiência mais terrível, para mim, são aquelas pessoas que estão no centro de uma situação, sabem de factos que incluem e comprometem a pessoa amiga e por respeito humano e por um falso "proteccionismo" ficam caladas, omitem-se, não querem correr o risco de perder a boa fama, a simpatia e até mesmo amizade. Quando a amizade é verdadeira o único medo que eu tenho é perder o meu amigo para os seus próprios erros, mesmo que ele não me compreenda e fique com raiva de mim, vou dizer-lhe a verdade e abrir-lhe olhos, pois amigo não é aquele que passa a mão pelo ombro, mas aquele que o desafia e o "desinstala", e está pronto a ficar com ele em qualquer situação.
Precisamos de crescer na vivência e na compreensão de uma verdadeira amizade. Quem não se compromete não ama.

Quando um amigo falha ou está a viver uma situação constrangedora aproveita para o acolher, não tenhas medo de sacrificar a amizade pela verdade e o verdadeiro amor arrisca, dá a vida pelo amigo. “O homem quando erra não tem outra alternativa a não ser pedir perdão, se não ele não é homem”. O amigo não "abandona o barco" quando ele se agita, ajuda a remar mesmo que tenha de dizer que o outro está remando para o lado errado.

Como corrigir um amigo sem perder a sua amizade:

1° Reza pelo teu amigo: a oração vai preparar o coração dele e também o teu; 2° Espera a hora certa para conversar e partilhar, não te deixes vencer pelo nervosismo e ansiedade;
3° Escolhe o lugar certo: a privacidade é o melhor lugar para corrigir uma pessoa, evita fazer uma correcção em público;
4° Faz um elogio antes de fazer a crítica e a correcção. Todos têm qualidades e isso corrige o nosso ego elevado pelos erros dos outros; isto não é fingimento, é amor.
5° Sabe falar: cuidado com as palavras. O problema, muitas vezes, não é o conteúdo das críticas, mas o modo com que se fala. Mesmo que o outro esteja no erro, demonstra respeito e carinho.
Na realidade, na hora em que é feita, nenhuma correcção parece alegrar o outro, pois causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados (cf. Hebreus 12,11).

 
Sexo virtual Imprimir e-mail

Sexo virtual: carências e consequências

Como vencer este vício ou esta tentação?

O sexo virtual começou pelo uso do telefone há bastante tempo; algumas agências até se especializaram em oferecer este tipo de actividade com jovens “de programa” contratados para isso. Foram os famosos “Teles”: telefantasia, tele-erótico, telesexy, telegay, tele-horóscopo,  enfim... “telepecado”.
É incrível a capacidade do ser humano em descobrir novas formas de satisfazer a sede de prazer dos seus mais baixos instintos. Seduzido pelo “anjo das trevas”, ele deixa-se seduzir e põe os mais sofisticados recursos da inteligência e da técnica ao serviço do mal; isto é, daquilo que ofende a dignidade da criatura e atenta contra o Criador.
No entanto, a Internet superou tudo isto; primeiro, por causa da privacidade, comodidade e forma anónima com que oferece a fantasia; segundo, porque quase sempre é gratuita. Nunca o Sexto Mandamento foi tão violado e Deus tão ofendido.
Nunca se viu tanta permissividade moral invadir os nossos lares! Nunca foi tão avassaladora a onda de lama a atingir-nos. O Criador é ofendido e desprezado pela criatura mais bela que Ele criou à Sua “imagem e semelhança”, para ser a maior glória d'Ele à face da terra.
A luxúria de Sodoma e Gomorra, e também da antiga Pompeia consumida pelo Vesúvio,  globalizaram-se pela internet. Mas, o que mais nos entristece, e até revolta, é constatar que tudo isto é promovido com a complacência e a conivência das autoridades públicas, que deveriam ser as primeiras a impedir tais absurdos.
Estes meios de comunicação tão úteis e práticos como o telefone e a internet jamais poderiam, por razões éticas e morais, ser transformados em instrumentos de promiscuidade moral. A nossa sociedade vive o neopaganismo; isto é, o Evangelho, que até alguns anos atrás era a referência para o comportamento da sociedade, não passa agora de letra morta para muitos.
Definitivamente eliminou-se o “temor de Deus” no meio da sociedade, que, desta forma, se torna mais individualista, narcisista, hedonista, pecadora. O ateísmo que se vive hoje é um ateísmo prático, selvagem, não filosófico. Não se pergunta se Deus existe; apenas se age como se Ele não existisse.
Pior do que o pecado cometido sob o peso da fraqueza da carne, é o cometido quando se explora comercialmente o que é imoral, que atenta contra a dignidade do ser humano, transformando-o num meio de lucro. Sem dúvida, estamos aqui diante de um pecado dobrado, praticado não pela fraqueza da natureza humana, mas pelo amor desenfreado pelo dinheiro, como disse São Paulo “razão de todos os males” (cf. 1Tm 6,10).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) fala sobre o escândalo:
“Quem usa os poderes de que dispõe de tal maneira que induzam ao mal, torna-se culpado de escândalo e responsável pelo mal que, directa ou indirectamente, favorece. 'É inevitável que haja escândalos, mas ai daquele que o causar’ (Lc 17,1)” (CIC §2287).
É incrível constatar que há pessoas que consigam dormir em paz sabendo que “facturaram” à custa do pecado dos outros e da morte das suas almas. É incrível observar que a sede de dinheiro possa ser maior que o respeito à verdade, à pureza, ao amor ao próximo...
É incrível notar que Cristo continua a ser vendido por “trinta moedas”! Quantos jovens mergulhados no vício de assistir à pornografia na Web! Quantas esposas desesperam quando encontram os seus maridos a ver sites pornográficos! A tentação é enorme e a facilidade é muito grande.
Uma jovem e bela mãe deixou os seus dois filhos pequenos e o seu esposo para ir morar com outro homem que conheceu pela internet. É claro que esta esposa tinha sérios problemas no casamento e carências que não foram resolvidas. Mas, assim, complicou ainda mais as coisas.
Sem dúvida, este tipo de relacionamento virtual atinge em cheio as pessoas mais carentes e que lutam contra uma afectividade não bem controlada nem bem equilibrada. Por outro lado, a carne é fraca e pode arrastar qualquer um, mesmo as pessoas espiritualizadas e que vivem um bom relacionamento com Deus. Muitas vezes, embaladas pela conversa virtual, muitas acabam por se expor a perigos de vários tipos, que não imaginam.
É preciso dizer também que a actividade sexual virtual diante da internet pode se transformar em vício; e o pior de tudo é que muitas vezes leva o cristão ao pecado da masturbação, fornicação, adultério ou mesmo a uma vivência sexual pervertida com a (o) esposa (o). E tudo isto prejudica a pessoa; em primeiro lugar porque ofende a Deus e polui a alma e a mente com cenas eróticas que desvirtuam o sexo; em segundo lugar esta pessoa fomenta em si mesma o sexismo; isto prejudica o namoro, o noivado e o casamento.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) é bem claro ao afirmar que:
“A pornografia (...) ofende a castidade porque desfigura o acto conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (actores, comerciantes, público), porque cada um se torna para o outro objecto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um modo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos” (CIC § 2354).

Como vencer este vício ou esta tentação?

Em primeiro lugar é preciso ter calma; não desanimar nem desesperar diante dele; mas lutar com fé e perseverança, mesmo que se caia um milhão de vezes. Deus quer mais a nossa determinação de lutar contra o pecado, “até ao sangue” se for preciso, como manda a Carta ao Hebreus (Hb 12,4): “Ainda não resististe até ao sangue na luta contra o pecado”.
Jesus deixou-nos a receita básica para vencer qualquer pecado: “vigiai e orai”. Estar sempre em estado de oração, com a alma sempre ligada a Deus, sempre suplicando ao Senhor o auxílio da Sua graça para não cairmos na tentação. “Não nos deixeis cair em tentação...” Ele manda-nos pedir esta graça ao Pai na grande oração do Pai-Nosso. “Uma mosca só assenta em prato frio”; então, não deixe a sua alma esfriar pela falta de oração, comunhão, meditação da Palavra, oração do Terço, etc.

Em segundo lugar é preciso “vigiar”; fugir das ocasiões de pecado é uma fuga heróica; se não te controlas diante da internet e do sexo virtual, então, não tenhas acesso à rede mundial de computadores no teu computador enquanto não aprenderes a dominar-te. Ou então, diante do computador, reza e promete a Deus não acessar um site de pornografia ou de relacionamento perigoso por amor a Jesus, que, para te salvar, morreu na cruz. Só por amor a Deus, podemos deixar de vez o pecado, nunca por medo d'Ele. Escreve sob a tela do monitor do seu computador: “Eu não vou pecar hoje por amor a Jesus; Ele merece isto”. Sem dúvida, o Senhor ficará muito feliz.

E se eu cair?

Levanta-te imediatamente; não fiques nem um minuto na lama do pecado; pede perdão a Deus e promete confessar-te logo que seja possível. Sim, é importante a confissão para que a graça divina te dê o perdão e a força para não voltares a pecar. Por outro lado, uma orientação psicológica e uma terapia de oração podem ajudar-te a vencer o vício do sexo virtual.

O cristão tem que viver a castidade porque é lei de Deus; e isto só será possível se fechar as janelas da alma (olhos, ouvidos, boca, nariz, mãos) para tudo o que o excita e traz o pecado para o seu interior. Com a graça de Deus e a força de vontade isto é possível.

 
O Inferno Imprimir e-mail

O Inferno 


Por Hugo de Azevedo

Quem não acredita no inferno não acredita no homem. Não acredita no homem como ser consciente e livre, pessoal, responsável. Capaz de escolher o seu destino. Não acredita em nada, afinal: assiste à existência, perplexo ou distraído. Não lhe vê sentido nenhum. Vive e movimenta-se como um galo sem cabeça, até cair dessangrado. Quem não acredita no inferno não acredita na dignidade humana, tal e tanta, que Deus a respeita escrupulosamente, até ao ponto de deixar perder-se um filho, depois de ter dado a vida do seu Unigénito por ele. Nenhuma pessoa nem sociedade manifesta maior respeito pela nossa liberdade, um respeito que chega a ser assustador, pela tremenda responsabilidade que nos confere, e à qual não podemos renunciar. E, se só de pensar na eterna separação de Deus nos afligimos, que será presenciar o inferno, como Nossa Senhora o mostrou aos três pastorinhos?
E por que o fez, senão para nos dar a todos, através deles, o sentido das realidades que estão em jogo na vida? «Viver é um negócio muito perigoso», diz sabiamente um personagem de Guimarães Rosa. Não faltaram hereges que, presumindo-se mais bondosos do que Deus, o contestaram a existência do inferno, ou a sua eternidade. De facto, «é horrendo cair nas mãos do Deus vivo» (Hebr 10, 31), exclamava o Apóstolo, assim como é maravilhoso «viver com Ele no amor» (Sab 3, 9). Embora devamos animar-nos com a esperança do Céu, é muito conveniente não esquecermos a horrível alternativa da perdição. Caso contrário, não entendemos a Encarnação, nem a Cruz, nem a instituição da Igreja, nem o valor dos Sacramentos, nem a necessidade da vigilância e da oração constantes, nem a luta ascética, nem a urgência do apostolado...
«As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o destino eterno. Constituem, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão: 'Entrai pela porta estreita...'» (Catecismo da Igreja Católica, 1036).
Quando perguntavam aos militares destinados ao Iraque se não sentiam medo, a resposta sensata era a que davam: «Não ter medo seria irracional!» E, se é irracional não temer a morte violenta, quanto mais sensato será temer a morte eterna! «Não temais os que podem matar o corpo... Temei antes aquele que pode lançar a alma e o corpo na Geena!» (Mt 10, 28)
Mas não diz o Apóstolo que quem teme não é perfeito na caridade? (I Jo 4, 18) Temer o inferno não é temer Deus; é justamente o contrário: temer a separação d’Ele. Quanto a Ele não cabe o temor, mas só o amor. Nem sequer havemos de recear a nossa fragilidade, pois Ele bem sabe «de que barro somos feitos» (S 102, 14). O inferno não se destina aos pecadores, que todos somos; destina-se aos soberbos. Assim como o Céu não se destina aos «perfeitos», que nenhum de nós é; destina-se aos humildes, aos que amam a Deus e se arrependem... até do bem que fazem, por ser tão pouco!
A soberba é o caminho do inferno. Aquele que não se habituou a pedir desculpa, tanto a Deus como ao próximo; aquele que «tem sempre razão», que só erra «por culpa dos outros», que não encontra nada de que se arrepender, e foi sempre «perfeito» no seu comportamento, modelo e padrão da restante gente... esse está a caminho de se perder eternamente.
Por isso havemos de animar todos os cristãos ao Sacramento da Penitência. Quem frequenta a Confissão, está preparado para entrar na glória divina, ainda que a morte o colha de surpresa, porque nesse instante decisivo seguirá facilmente o exemplo do bom ladrão, e Deus o receberá com alegria. Rezemos pelos que perderam o costume de se confessarem: nem imaginam em que perigo estão! «Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores», pedia com tristeza, em Agosto de 1917, Nossa Senhora aos três meninos de Fátima, «que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique por elas!»

 

 
Dia dos Avós Imprimir e-mail

Ser avô, é uma graça de Deus

No dia 26 de Julho, em que a Igreja celebra Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus, comemora-se o Dia dos Avós.
Decorridos mais de dois mil anos, a presença da família nunca foi tão importante como nos nossos tempos.
A educação promovida no seio familiar é a grande responsável pela construção de relacionamentos sólidos, não somente entre os membros duma família, mas com cada um daqueles que dela se aproxima. Lembrar os avós de Jesus, o exemplo de família dado por eles e por Maria e José, ajuda-nos a perceber os valores, os conhecimentos, as experiências a serem seguidas, transmitidas e vividas por nós e pelas gerações futuras.
Num momento em que a sociedade se depara com modelos familiares tão diferentes do proposto por Deus, podemos encontrar, na relação entre netos e avós, subsídios para garantir a existência do ser humano como filhos do céu e não simplesmente como alguma coisa vinda de um tubo de ensaio.
Ouvindo alguns avós, percebemos a importância do testemunho de vida de quem viu, sofreu, viveu e convive com a evolução social, tecnológica, com as transformações morais e com as mudanças dos rumos da história do mundo. A preocupação deles em dar bom exemplo, de serem espelhos para os seus netos, motiva-os a participarem da vida deles de forma discreta, porém marcante. Com uma convivência amorosa, muito diálogo e o equilíbrio nas concessões, eles promovem uma relação profunda com os netos. Recheada dos valores do Evangelho e pela experiência dos muitos anos já vividos, eles ajudam a escrever nas páginas em branco do livro da vida dos netos a história, as tradições e os caminhos que serão percorridos por eles.
As diferenças de idades e comportamento são, muitas vezes, promotoras de distanciamento entre as gerações. A agilidade de um e a lentidão de outro só podem conviver harmonicamente se forem envolvidas pelo amor e pelo respeito. Ser avô e avó é uma bênção, dizem alguns avós, que não têm medo do envelhecimento. Tudo acontece sob a permissão e graça de Deus, então que este tempo maravilhoso seja intensamente vivido e desfrutado.
O tempo não pára e mesmo entre os conflitos de gerações, o amor vence todas as barreiras e quem já experimentou sabe quanto é bom um colinho da avó, o sorriso do avô e os gestos de carinho que só eles sabem dar.
Feliz dia dos Avós!


Avós, são verdadeiros tesouros na nossa vida
O tesouro de ver o mundo com os olhos do coração

O Dia dos Avós é um dia de reflexão e agradecimento àqueles que tanto contribuem para a formação dos netos, sendo a sua companhia cada vez mais constante e necessária no cenário actual, visto que os pais precisam de trabalhar fora.
Os nossos avós – e todos os idosos, de modo geral – são as pessoas que mais devem ser valorizadas como símbolos de experiência e sabedoria. Eles trazem consigo o testemunho de décadas, de gerações de avanços, modernidade e mudanças de comportamento. Hoje, muitos deles consideram que o tempo não tem a mesma importância de outrora, tanto que o relógio de pulso é usado apenas como acessório.
Se hoje eles têm a pele flácida, o corpo mais sensível e a visão enfraquecida, devemo-nos lembrar de que nem sempre foi assim. Afinal, já batalharam muito e dedicaram as suas vidas ao cuidado da família. São tão dignos de carinho e respeito como os nossos pais. Por isso, jamais nos devemos esquecer do verdadeiro valor deles.
Ser avô e avó, fazer parte da terceira ou quarta idade, não pode ser relacionado à invalidez, à inoperância ou à inutilidade. Grande parte ainda contribui com a mesma sociedade que os descarta, basta ver o elevado número de idosos responsáveis financeiramente pelos seus lares, cuidando de filhos e netos.
É muito triste constatar que em muitas famílias os idosos são tratados como objectos antigos. Há pessoas que costumam tecer comentários desrespeitosos a respeito dos mais velhos da casa, reclamando que só dão trabalho, que são doentes... Quanta injustiça! A sua presença ensina aos mais novos o tesouro de ver o mundo com os olhos do coração.
Quem souber aproveitar o convívio com estas figuras que acumulam sabedoria de duas gerações, certamente terá muito a aprender com seus conselhos. Os nossos avós possuem o conhecimento e a sabedoria que não são aprendidos nos livros e estão sempre dispostos a partilhar. São verdadeiros tesouros na nossa vida.

 
Dez razões para a castidade no namoro Imprimir e-mail

Dez razões para viver a castidade no namoro

Favorece o crescimento amistoso entre o casal

1. A pureza ajuda a ter uma boa comunicação com o (a) namorado (a).
Quando um casal de namorados vive a abstinência sexual, a sua comunicação é boa porque não se concentram somente no prazer, mas na alegria de compartilhar pontos de vista e experiências; além disso, as suas conversas são mais profundas. Por outro lado, a intimidade física é uma forma fácil de se relacionar, mas ofusca outras formas de comunicação. É um modo de evitar o trabalho que supõe a verdadeira intimidade emocional, como falar de temas pessoais e profundos, além de conhecer as diferenças básicas que existem entre ambos.

2. Cresce o lado amistoso do relacionamento.
A proximidade física pode fazer com que os jovens pensem estar emocionalmente próximos, quando, na verdade, não o estão. Um relacionamento romântico consiste essencialmente em cultivar uma amizade e não há amizade sem diálogo e sem compartilhar interesses. A conversa cria laços de amizade e ajuda um a descobrir o outro, a conhecer os seus defeitos e qualidades. Alguns jovens deixam-se levar pelas paixões e, depois, quando se conhecem em profundidade, desencantam-se. Muitas vezes, nem sequer chegam a conhecer-se porque não foram amigos, somente namorados com direitos.

3. Há um melhor relacionamento com os pais de ambas as famílias.
Quando o homem e a mulher se respeitam mutuamente, amadurece o carinho e melhora a amizade com os pais de ambos. Geralmente, os pais de família preferem que os seus filhos solteiros vivam a continência sexual e sentem-se mal quando sabem que eles estão sexualmente activos, sem estar casados. Quando um casal sabe que deve esconder as suas relações sexuais, cresce a culpa e o stress. Os jovens que vivem a pureza relacionam-se mais cordialmente com os próprios pais e com os pais do (a) namorado (a).

4. As relações sexuais têm o poder de unir duas pessoas com força e podem prolongar uma relação pouco sã, baseada na atracção física ou na necessidade de segurança.
Uma pessoa pode sentir-se “presa” a um relacionamento do qual gostaria de sair porque – no fundo – não o deseja, e não sabe como fazer. Uma pessoa casta pode romper com maior facilidade o vínculo afectivo que o ata ao outro, pois não houve uma intimidade tão poderosa no aspecto físico.

5. Estimula a generosidade contra o egoísmo.
As relações sexuais durante o namoro convidam ao egoísmo e à própria satisfação, inclinam o casal a sentir-se em concorrência com outras pessoas que podem chamar a atenção do (a) namorado (a). Estimulam a insegurança e o egoísmo porque o facto de começar a entrar em intimidade convida a pedir mais e mais.

6. Há menos risco de abuso físico ou verbal.
O sexo, fora do casamento, pode se associar à violência e a outras formas de abuso. Por exemplo, há duas vezes mais ocorrência de agressão física entre casais que convivem sem compromisso do que entre pessoas casadas. Há menos ciúme e menos egoísmo nos casais de namorados que vivem a pureza do que naqueles que se deixam levar pelas paixões.

7. Aumenta o reportório de modos de demonstrar afecto.
Os namorados que vivem a abstinência encontram detalhes “novos” para demonstrar afecto e contam com iniciativas e ideias para passar bem e demonstrar mutuamente o seu carinho. O namoro fortalece-se e eles têm mais oportunidades de se conhecer no que diz respeito à personalidade, aos costumes e à maneira de manter um relacionamento.

8. Há mais possibilidades de triunfar no casamento.
As pesquisas têm demonstrado que os casais que já viveram juntos têm mais possibilidades de se divorciar do que os que não fizeram esta experiência.

9. Se tu decidires terminar o namoro, doerá menos.
Os laços criados pela actividade sexual, por natureza, vinculam fortemente o casal. Então, se houver uma ruptura, será mais intensa a dor produzida pela separação, devido aos vínculos estabelecidos. Quando não tiverem relações íntimas e decidirem separar-se, o processo será menos doloroso.

10. Sentir-te-ás melhor como pessoa.
Os adolescentes sexualmente activos frequentemente perdem a auto-estima e admitem viver com culpas. Quando decidem deixar de lado a intimidade física e viver castamente, sentem-se como novos e crescem como pessoas. Além disso, melhoram o seu potencial intelectual, artístico e social. Com o sexo não se deve brincar. Quando alguém te pressionar, dizendo: “Só te peço sexo uma vez e não insistirei mais”, uma boa resposta será: “Isso é justamente o que me preocupa. Prefiro guardar-me para alguém que vai querer-me toda a minha vida”.

 
Decálogo dos Condutores Imprimir e-mail

Decálogo dos condutores

I. Não matarás
II. A estrada seja para ti um instrumento de comunhão, não de danos mortais
III. Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão
IV. Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade, especialmente se for vítima de um acidente
V. O automóvel não seja para ti expressão de poder, de domínio e ocasião de pecado
VI. Convence os jovens e os menos jovens a não conduzirem quando não estão em condições de o fazer
VII. Apoia as famílias das vítimas dos acidentes
VIII. Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão
IX. Na estrada, tutela a parte mais fraca
X. Sente-te responsável pelos outros

 
Rosa de Ouro Imprimir e-mail

ROSA DE OURO

O que é a rosa de ouro oferecida pelo Papa?

A rosa de ouro é uma preciosa filigrana em forma de ramo de roseira, confeccionada em ouro, e com a qual o Papa costuma distinguir alguma personalidade eminente ou instituição que se tenha distinguido pelos serviços prestados à Igreja, ou algum santuário ou diocese que, por qualquer título, se tenha distinguido no contributo para o incremento da fé.
É costume benzer-se no 4º Domingo da Quaresma, incluindo esse rito a unção com o Santo Crisma. Vem a ser, portanto, um sacramental.

Portugal já mereceu essa distinção por várias vezes. O Papa Nicolau IV enviou-a a D. Afonso V, em 1454; Júlio II e Leão X atribuíram-na a D.Manuel em 1506 e 1514; Clemente VII enviou-a em 1525, a D. João III; e Júlio III ao príncipe D. João em 1551; Paulo IV distinguiu a rainha D. Catarina, em 1563; Gregório XVI ofe- receu-a a D. Maria II, em 1892 e Leão XIII à Raínha D. Amélia, em 1892.
Clemente XIV ofereceu-a à Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma; Pio XII honrou com ela a arquidiocese de Goa em 1953, (quando Goa pertencia ainda a Portugal) não só por ser a primeira diocese de todo o Oriente (criada em 1533) mas também pela grandeza ímpar da sua obra missionária e para assinalar as comemorações centenárias de S. Francisco Xavier.
Paulo VI enviou-a à Basílica de Fátima em Maio de 1965, como «testemunho de amor que dedicamos a Portugal católico, missionário e mariano». E, no dia 12 de Maio de 2010, o Papa Bento XVI fez a entrega pessoal de uma Rosa de Ouro ao Santuário de Fátima, tornando-se o primeiro Papa a fazê-lo pessoalmente em solo português. A Rosa de Ouro, disse Bento XVI junto da imagem de Nossa Senhora, é “uma homenagem de gratidão” pelas “maravilhas que o Omnipotente tem realizado por Vós no coração de tantos que peregrinam”. “Estou certo que os Pastorinhos de Fátima, os Beatos Francisco e Jacinta e a Serva de Deus Lúcia de Jesus nos acompanham nesta hora de prece e de júbilo”, acrescentou o Papa.

 
Cristo na Hóstia Consagrada Imprimir e-mail

Como entender Cristo na Hóstia Consagrada

Só Deus pode 'transubstanciar'

Em todo o ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor, etc., e um substrato permanente que, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Este substrato é chamado substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão há coisas mutáveis: a cor, tamanho, gosto, o sabor, a posição, sem que a substância que as sustenta mude; esta substância ninguém a vê; mas é uma realidade. Assim, há homens de cores diferentes, feições diferentes, etc.; mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota pelas suas faculdades, as quais os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psique, entre outros.
Quando as palavras da consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância deste muda ou se converte totalmente em substância do Corpo humano de Jesus (donde o nome "transubstanciação"), ficando, porém, os acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho, etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão consagrado já não é pão, mas é substancialmente o Corpo de Cristo. O mesmo se dá com o vinho; ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da consagração; a sua substância converte-se na do Sangue do Senhor, pelo poder da intervenção da Omnipotência Divina.
Isto explica como o Corpo de Cristo pode estar simultaneamente presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares ao mesmo tempo. Jesus não está presente na Eucaristia segundo as suas aparências, como o tamanho ou a localização no espaço. Uma vez que os fragmentos de pão se multiplicam com a sua localização própria no espaço; assim onde quer que haja um pedaço de pão consagrado, pode estar de fato o Corpo Eucarístico de Cristo.
Uma comparação: quando olhas para um espelho, aí vês a imagem do teu rosto inteiro; se quebrá-lo em duas ou mais partes, a tua imagem não se quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.
É preciso, então, entender que a presença de Cristo Eucarístico pode-se multiplicar, sem que o Corpo do Senhor se multiplique. Isto faz com que a presença de Cristo Eucarístico possa multiplicar (sem que o Corpo d'Ele se multiplique) se forem multiplicados os fragmentos de pão consagrados nos mais diversos lugares da Terra. Não há bilocação nem multilocação do Corpo de Cristo.
O Corpo de Cristo, sob os acidentes do pão, não tem extensão nem quantidade próprias; assim não se pode dizer que a tal fragmento da hóstia corresponda tal parte do Corpo de Cristo. Quando o pão consagrado é partido, só se parte a quantidade do pão, não o Corpo de Jesus.
Assim muitas hóstias e muitos fragmentos de hóstia não constituem muitos Cristos – o que seria absurdo –, mas muitas "presenças" de um só e mesmo Cristo. Analogamente a multiplicação dos espelhos não multiplica o objecto original, mas multiplica a presença desse objecto; também a multiplicação dos ouvintes de uma sinfonia não multiplica essa sinfonia, mas apenas a presença desta.
Por estas razões, quando se deteriora o Pão Eucarístico por efeito do tempo, da digestão ou de um outro agente corruptor, o que se estraga são apenas os acidentes do pão: quantidade, cor, figura, entre outros, e neste caso, o Corpo de Cristo deixa de estar presente sob os Véus Eucarísticos; isto porque Nosso Senhor Jesus Cristo quis que, nas espécies ou nas aparências de pão e vinho, garantir a Sua presença sacramental, e não nas de algum outro corpo.
A fé católica ensina uma conversão total e absoluta da substância do pão na do Corpo de Cristo. O pão e o vinho, na sua realidade íntima (substância), deixam de ser pão e vinho para se tornarem a realidade mesma do Corpo e do Sangue de Cristo.
Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Esta “conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.
Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”; ambas as actividades supõem um poder infinito que só o Senhor tem.
Para entender um pouco melhor o milagre da Transubstanciação podemos dizer ainda o seguinte: No milagre da Multiplicação dos Pães, Jesus mudou apenas a espécie do pão (no caso a quantidade), mas não mudou a sua natureza, continuou sendo pão. Quando Ele fez o milagre das Bodas de Caná, mudou a natureza da água (passou a ser vinho) e mudou também a sua espécie (cor, sabor, etc.); no milagre da Transubstanciação, o Senhor muda apenas a natureza do pão e do vinho (passam a ser seu Corpo e Sangue) sem mudar a espécie (cor, sabor, cheiro, tamanho, etc.).
Tudo por nosso amor; Ele, o Rei do universo, faz-se pequeno, humilde, indefeso... nas espécies sagradas do pão e do vinho, para ser nosso alimento, companheiro, modelo, exemplo, força, consolação...

 
Não fiques na superficialidade Imprimir e-mail

Não fiques na superficialidade

"E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o Senhor o seu ungido. Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração." (1 Samuel 16.6-7)

Vivemos na época do marketing. Os produtos são apresentados de forma a agradar à vista dos possíveis compradores. Significa dizer que nós, seres humanos, nos deixamos seduzir pelo que vemos e muitas vezes nos arrependemos pelas opções que fazemos.

Quando alguém deseja namorar traça um padrão de beleza. Busca alguém que agrade os seus olhos. Não se procura saber o que vai no interior da pessoa. Olha-se para a beleza exterior. Há um padrão pré-estabelecido.

Este texto fala justamente sobre este aspecto. Mostra como nos deixamos seduzir pela beleza exterior e por isso, muitas vezes nos envolvemos em confusões. Para evitar este tipo de situação, precisamos de nos envolver com as pessoas. Devemos criar o hábito de relações francas e abertas. Relações que vão muito além da superficialidade.

Este texto mostra que não podemos seleccionar as pessoas pelo simples facto delas serem bonitas e agradarem aos nossos olhos. Há muita gente que deseja estar perto dos considerados "bonitos", para poder sobressair também. Há pessoas que se desejam relacionar apenas com pessoas que estão em evidência, mesmo que seja um relacionamento superficial e banal. Há pessoas de que desejamos estar ao seu lado, mas na realidade elas não têm nada para nos acrescentar. Elas interiormente são estéreis.
Devemos escolher as pessoas pelo seu carácter e não pela sua beleza. Infelizmente, as nossas escolhas são condicionadas. Não podemos desejar ser amigo de alguém porque é conhecido de todos. Devemos desejar uma amizade porque sabemos que a pessoa tem carácter. É alguém que nos vai acrescer algo na vida. É uma pessoa que tem uma história de vida para contar. É uma pessoa que se abre e para nos escutar.

Numa sociedade de relacionamentos fugazes, é preciso ter coragem para aprofundar os relacionamentos para poder vir a ter uma verdadeira amizade. Não se cria uma amizade com relacionamentos fugazes. Amizades são criadas quando há profundidade.

Não desejes ter um relacionamento com alguém por causa de um palmo de rosto bonito. Olha que mais vale uma amizade com alguém de rosto "feio", mas com beleza interior, do que um relacionamento com alguém bonito, mas que vive na superficialidade e não acrescenta nada à tua vida.

Não aceites relações superficiais. Exige profundidade e qualidade.

 
Revolução da Alma Imprimir e-mail

REVOLUÇÃO DA ALMA

Aristóteles, filósofo grego, escreveu este texto "Revolução da Alma“ no ano 360 a.C., e é eterno.
Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregues a tua alegria, a tua paz, a tua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencermos a ninguém e não podermos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da tua vida és tu mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda te falta algo, mesmo tendo tudo, remete o teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busca a divindade que existe em ti. Pára de colocar a tua felicidade cada dia mais distante de ti.
Não coloques o objectivo longe demais das tuas mãos, abraça os que estão ao teu alcance hoje. Se andas desesperado com problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca no teu interior a resposta para te acalmares, tu és reflexo do que pensas diariamente. Pára de pensar mal de ti mesmo(a), e sê o teu melhor amigo(a) sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abras um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de ti, e tu afirmarás para ti mesmo que estás "pronto“ para ser feliz.
Critica menos, trabalha mais. E, não te esqueças nunca de agradecer.
Agradece tudo o que está na tua vida neste momento, inclusive a dor. A nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.

 
Diálogo sobre a eternidade Imprimir e-mail

DEUS QUER QUE, NA ETERNIDADE, UMA PARTE DOS HOMENS GLORIFIQUE A SUA MISERICÓRDIA, E A OUTRA, A SUA JUSTIÇA

- O que é preciso para ser salvo ou condenado? Corresponder à graça ou resistir-Lhe? Poderá o homem, por si só, corrresponder à graça?
- Não; para isso, é necessária ainda uma nova graça, a graça da correspondência.
- Deus é livre em dar essa graça ou é obrigado a dá-la?
- Deus não é obrigado a dá-la, mas comprometeu-Se a dá-la a todos os que Lha pedirem.
- E Deus dá sempre essa graça a todos os que Lha pedirem?
- Sim, àqueles que Lha pedirem como deve ser.
- E como é que Deus quer a salvação de todos os homens?
- Quere-a de um modo condicìonal, isto é, sob a condição de os homens fazerem o que lhes manda e não de um modo absoluto, porque lhes deseja respeitar a liberdade de se salvarem ou não.
- E porque é que Deus quer que o homem tenha a liberdade de se salvar?
- Porque Ele Mesmo assim o quer. Não podemos nem sabemos dizer mais nada.
- Lembremos sempre que não é a graça que faz os santos, mas sim a correspondência à graça; que esta correspondência é uma nova graça e, por assim dizer, a graça das graças; que esta graça não está ao alcance do homem, mas vem de Deus; que Deus a não deve a ninguém, mas não a recusa nunca, sempre que se Lhe peça devidamente.
- Deus tem alguma necessidade do homem?
- Não.
- O que é que o homem mereceu, pelo seu pecado?
- A morte eterna.
- Deus é o Senhor do homem?
- Sim.
- E que é o homem?
- Uma criatura racional, dependente de Deus, seu Criador:
- E que fez, logo desde o princípio, esta criatura?
- Revoltou-se contra Deus.
- Era, então, justo que Deus castigasse o homem?
- Sim.
- Poderia considerar-se injusto que Deus, depois do pecado do homem, não quisesse salvar senão uma parte dos homens?
- Não; mas Ele quis salvá-los a todos e quer ainda que todos se salvem.
- Como é, então, possível que, desejando Deus a salvação de todos os homens, nem todos os homens se salvem?
- Porque a vontade dos homens é contrária à de Deus.
- E não poderia a vontade de Deus triunfar sobre a vontade dos homens?
- Poderia, mas Ele não o quer, porque fez o homem livre.
- É Deus que abandona as almas ou são as almas que abandonam Deus?
- São as almas que abandonam Deus. Não correspondem à graça, perdem a amizade de Deus e caem no pecado.
- É voluntariamente e no pleno exercício da sua liberdade que a alma comete o pecado?
- Sim; não sendo assim, de forma alguma poderia haver pecado.
- Será impossível a Deus impedir o homem de pecar?
- Não.
- Que faz, então, Deus, não impedindo alguém de O ofender?
- Deixa-o usar da sua liberdade.
- E quando a alma terminou o curso da sua existência, na terra, que faz Deus?
- Faz o que deve: julga-a com justiça.
- E como é que Deus julga esta alma com justiça?
- Julgando-a segundo as suas obras, isto é, castigando-a.
- E tem Deus o direito de a castigar?
- Sim.
- É injusto, se o faz?
- Não, porque lhe não dá senão o que ela mesma procurou, e a Justiça de Deus manifesta-se na pena que lhe impõe.
- Deus não encontra nunca uma correspondência à Sua Graça?
- Não; eu creio que há almas fiéis às graças de Deus.
- E estas almas correspondem à graça por sua própria vontade?
- Sim.
- Que deverá, então, fazer Deus das almas que correspondem à Sua Graça?
- Recompensá-las e de modo algum tornar inútil a Misericórdia que Deus lhes conquistou com a Sua Morte.

- Qual será, então, o juizo de Deus sobre estas almas?
- Um juizo de misericórdia.
- E sobre as almas rebeldes?
- Será, pelo contrário, um juizo de justiça.
- Que fará, pois, durante a eternidade, a alma que tiver resistido à graça de Deus?
- Será uma testemunha da Justiça divina, que castiga o mal e a iniquidade.
- Como sera este testemunho?
- Será a manifestação da Justiça de Deus.
- E a manifestação da Justiça de Deus é coisa diferente da glorificação dessa mesma Justiça?
- Não: dar testemunho de Deus é glorijicá-Lo.
- Que fará, durante a eternidade, a alma que tiver correspondido à graça de Deus?
- Será um testemunho da Misericórdia Divina, que recompensa o bem e a virtude.
- Como será este testemunho?
- Será a manifestação da Misericórdia de Deus.
- E a manifestação da Misericórdia de Deus é coisa diferente da glorificação dessa mesma Misericórdia?
- Não, porque dar testemunho de Deus é glorijïcá-Lo.
- Terá sido necessário a Deus esperar pela existência dos homens, para saber se iriam ser fiéis ou infiéis à Sua Graça?
- Não.
- Porquê?
- Por que Deus é eterno; o passado, para Ele, não existe; e vê, com um só olhar, o passado, o presente e ofuturo.
- Se a visão de Deus é eterna, o conhecimento que tem de todas as coisas não é também eterno?
- Sim.
- Se Deus vê e conhece, desde toda a eternidade, qual deve ser a consumação de uma tal visão e conhecimento eternos?
- Um juizo eterno.
- Qual será esse juizo, em relação às almas fiéis?
- Um juizo de felicidade eterna.
- E para as almas infiéis?
- Um juizo de infelicidade eterna.
- Como se chamas este último juizo?
- O da Justiça de Deus contra o homem que rejeitou a Sua Misericórdia divina.
- E o outro?
- O da Misericórdia, em favor do homem que, por Jesus Cristo, acalmou a Justiça divina
- E porque se chamas a um destes dois juizos, juizo de justiça e ao outro, juizo de miseri- córdia?
- O primeiro chama-se juizo de justiça, porque é só a Justiça de Deus que aparece neste juizo;
e ao Segundo juizo chama-se de misericórdia porque, neste juizo, é sobretudo a Mìsericórdia de Deus que aparece.

- Neste segundo juizo, há apenas juizo de misericórdia?
- Há também, ao mesmo tempo, um juizo de justiça; mas de justiça misericordiosa ou de justiça estritamente unida à misericórdia, de que os eleitos gozarão eternamente, ao passo que os condenados jamais poderão gozar da Misericórdia de Deus.
- Se Deus via, conhecia e julgava tudo desde toda a eternidade e antes da existência do homem, então estamos no direito de concluir:
que Deus, nos Seus juizos secretos e impenetráveis, destinou uns para glorificar a Sua Justiça, e outros, para glorificar a Sua Misericórdia.

 

 
Astrologia, ciência e fé Imprimir e-mail

Astrologia, ciência e fé – O que os especialistas dizem

A astrologia pretende prever o comportamento e o destino das pessoas a partir da posição ocupada pelos astros no momento do seu nascimento. Antigamente, os babilónios, assírios, caldeus (2.500 anos a.C.), e outros povos, acreditavam que os astros eram deuses ou demónios, e por isso, eles influiriam na vida das pessoas. Os homens, por ignorância, julgavam-se totalmente dependentes das forças da natureza. Os antigos transferiam aos planetas os poderes dos deuses do Panteon grego. Por exemplo, o planeta mais belo foi identificado como Vénus e considerado bom, e assim por diante; de modo que Mercúrio, Júpiter, entre outros, eram considerados deuses.
Na época em que a astrologia começou a ser cultivada, os homens sabiam muito pouco a respeito do sistema solar e dos astros em geral. Imaginavam a existência do Zodíaco, que seria uma faixa ou anel que cercaria a Terra; onde se moviam o Sol, a Lua e os planetas maiores e menores; e a circunferência deste anel imaginário de 360º estaria dividida em doze segmentos de 30º cada um. E em cada um desses segmentos existiria um compartimento chamado “casa do horóscopo”, cada um tendo um símbolo (sinais do zodíaco), denominados: Carneiro, Touro, Gémeos (irmãos), Câncer (caranguejo), Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Arqueiro (Sagitário), Capricórnio (cabra ou cauda de peixe), Aquário, Peixes.
Evidentemente, trata-se de uma idolatria, proibida pela Palavra de Deus (cf. Dt 18,10-12), e sem qualquer fundamentação científica; é pura superstição. A astrologia é maléfica porque incute nas pessoas uma mentalidade fatalista e alienante, que é nociva ao homem e destruidora da personalidade; supõe uma mentalidade mitológica e uma realidade cósmica superada. Isto nega a liberdade do homem e a soberana omnipotência de Deus. Esta crença pode gerar até perturbações mentais, depressões nervosas, inimizades, e até suicídios. Por isso, a Sociedade Americana de Estudos Psicológicos e Sociais publicou a seguinte declaração oficial: “Os psicólogos não vêem indício de que a astrologia tenha valor como indicação do passado ou do futuro para a vida de alguém. Por conseguinte, esta Sociedade lamenta a adesão de grande parte do público a uma prática mágica que não consta com o mínimo apoio de factos científicos”. (Revista PR, Nº. 266; Ano 1983 – Pág. 49.)
A revista Science et Vie, de Janeiro 1994, pp. 60s, apresentou um artigo de Gérald Messadié, intitulado “Les Preuves que les horoscopes abrègent la vie” (As Provas de que os Horóscopos abreviam a Vida). Esta afirmação, por mais surpreendente que seja, resulta de uma pesquisa feita em San Diego (Califórnia, USA) junto a 28.000 cidadãos de origem chinesa. Essa importante pesquisa realizada entre a população de origem chinesa residente na Califórnia (USA) levou à conclusão de que os chineses, que crêem nas sentenças do horóscopo chinês (um pouco diferente da astrologia ocidental), têm a sua vida abreviada por causa das suas suposições e sugestionabilidades. (Revista PR, n. º 384; Ano 1994; pág. 207)
As incoerências científicas da astrologia são claras. Ela baseia-se na astronomia de Ptolomeu, do Egipto, século II, que acreditava que a Terra era o centro do sistema solar (erro grave) e que este contava com apenas sete planetas, entre eles o Sol. Quando sabemos que há mais planetas. Os pressupostos científicos da astrologia e do horóscopo estão todos ultrapassados. As análises baseiam-se na existência das “casas do horóscopo” ou dos “compartimentos do zodíaco”, que é algo arbitrário e irreal. Os sinais do Zodíaco não são unidades cosmológicas. As figuras, os sinais, as casas e os ângulos dos mapas da astrologia não existem na realidade, são imaginários. O tal rectângulo “Grande Urso” também não existe no espaço. E assim há muitos erros de astronomia e de astrofísica os quais qualquer estudante destas matérias sabe mostrar.
Além disso, a astrologia leva em conta apenas uma constelação de astros, sendo que no universo há uma infinidade de outros astros. Por que se desprezam os demais? Só uma pequena quantidade de astros influi na vida das pessoas? Às vezes, as previsões dos astrólogos ocorrem por mera coincidência; e na maioria delas, falham, como a imprensa já exibiu muitas vezes. Quantas previsões foram totalmente falsas!
Se a astrologia fosse verdadeira, não haveria desigualdade de “sorte” de crianças nascidas no mesmo lugar e no mesmo instante, especialmente os gémeos. Um exemplo clássico é o dos gémeos da Bíblia, Esaú e Jacob, filhos de Isaac e Rebeca (Gn 25,19ss), que tiveram vidas completamente diferentes.
A astrologia é anticientífica, fantasiosa, primitiva; e, por isso, não é aceita pelos astrónomos e astrofísicos sérios.
A revista francesa "Science et Avenir”, Janeiro 1998, pp. 52s, publicou um artigo de Gilles Moine intitulado (“Para acabar com a Astrologia...”). Um conteúdo de alto nível científico que mostra sete erros científicos crassos da astrologia. (PR 139/1971, pp. 308-318.; PR 116/1969, pp. 329-341)
O Professor Marcelo Gleiser, que lecciona Física Teórica no Dartmouth College (EUA), escreveu um artigo a 26 de Julho de 2002, no qual ele faz um histórico da astrologia e mostra que esta não pode ser tida como ciência nem ser regulamentada para dar suporte à pretensa profissão de astrólogo.
O Professor Dr. Fernando de Mello Gomide, ex-docente do ITA de São José dos Campos (SP) e pesquisador do Instituto de Ciências Exactas e Naturais da Universidade Católica de Petrópolis (RJ), num artigo publicado na Revista Pergunte e Responderemos (Nº 374; Ano 1993; pág. 290) também revela os erros graves da astrologia. Alguns exemplos:
- Andrew Fraknoi, da “Astronomical Society of the Pacific”, relata investigações estatísticas realizadas que negam a existência de efeitos causais entre os astros e os factos humanos.
- Bernar Silverman, psicólogo da Universidade do Estado de Michigan (USA), analisou as datas de nascimento de 2.978 casais em vias de casamento e outros 478 a caminho do divórcio. Ele comparou as predições astrológicas com os dados reais e não achou confirmação alguma.
- John McGervey, físico da “Case Western Reserve University”, analisou aniversários e biografias de 6.000 políticos e de 17.000 cientistas, a fim de ver se estas profissões se agrupavam em torno de certos signos, conforme as predições dos astrólogos. Mcgervey verificou que ambos os grupos se distribuíam em torno dos signos, de modo completamente aleatório.
- Michel Gauquelin, estatístico francês, enviou o horóscopo de um dos piores assassinos da França a 150 pessoas, perguntando como é que elas se encaixavam no dito horóscopo, não revelando obviamente a origem dele. Resultado: 94% das pessoas reconheciam-se ali descritas.
- Roger Culver e Philip lanna, ambos astrónomos, analisaram 3.000 predições astrológicas publicadas por conhecidos astrólogos e organizações astrológicas durante cinco anos. Essas profecias referiam-se a personagens famosos, como artistas de cinema e políticos. Os astrónomos verificaram que apenas 10% das previsões podiam ser aceitas.
A Tradição da Igreja, especialmente dos Santos Padres, refuta fortemente a crença na astrologia.
Tertuliano (†220) – Diz que a astrologia tende à idolatria, sendo uma invenção dos demónios. (”Da Idolatria”, IX).
São Gregório Nazianzeno († 390) – Diz que a astrologia é perigosa para muitos e condena os horóscopos (Em Louvor do Irmão Cesário).
São Cirilo de Jerusalém, doutor da Igreja (†386): “Nós não vivemos segundo os horóscopos e a conjunção dos astros, como os astrólogos delirantemente acreditam”. “Não devemos dar crédito aos astrólogos, pois deles disse a Sagrada Escritura” [cf. Is 47: 13] (Sobre a Penitência).
São Gregório de Nissa, doutor da Igreja (†394) – Defende o livre-arbítrio contra o fatalismo astrológico. Reduz ao absurdo a ideia de que a posição das estrelas no nascimento determina o destino dos homens.
São João Crisóstomo, doutor da Igreja (†407) – diz que as profecias dos astrólogos são produtos do demónio. Argumenta contra aqueles que acham as previsões astrológicas bem sucedidas nos seguintes termos: quem abandona a fé e se entrega aos astrólogos, leva os demónios a dispor dos factos para que aconteçam para o agrado dessas pessoas. Diz ainda que a astrologia é uma doutrina perversa. (Homilia 75 sobre o Evangelho de S. Mateus)
Santo Agostinho, doutor da Igreja (†430) já condenava a astrologia, ensinando que se Deus agisse pelos astros, Ele seria mau; o que é uma blasfémia: “Os astrólogos dizem: a causa inevitável do pecado vem do céu; Saturno e Marte são os responsáveis. Assim isentam o homem de toda a falta e atribuem as culpas ao Criador, Áquele que rege os céus e os astros” (“Confissões”, I, IV, c. 3). Ele afirma também que se libertou dos grilhões da astrologia após a sua conversão. E propõe argumentos contra os horóscopos tirados das experiências de amigos e cita o caso dos gémeos Esaú e Jacob (Gn 25, 19-28) (“Confissões”, L. VII).
São João Damasceno, doutor da Igreja (†749) – Nega o princípio de causalidade astrológico.

 
A Liberdade Imprimir e-mail

"Porque viemos ao mundo?" Viemos "Para aprender a amar."

O uni¬verso inteiro só tem sentido porque, num sítio qualquer existem seres dotados de liberdade. O homem, um ser ínfimo num planeta minúsculo, pode ser esmagado pelo universo, mas é maior que o universo, como diz Pascal, porque sabe que morre e que pode morrer a amar. Para que o amor seja possível, não basta que haja oceanos, glaciares e estrelas, é preciso haver seres livres. Por mais assustadora que às vezes seja, a liberdade humana não pode ser anulada. Felizmente, existe a ajuda de Deus que chamamos graça.
Recorro muitas vezes, a este respeito, à imagem do barco. A nossa liberdade consiste em puxar pela escota para desfraldar a vela. Mas ela, por si só, não pode fazer o barco avançar; é preciso que sopre o vento. Por outro lado, se o vento — o Espírito Santo — soprar sem que a vela esteja desfraldada, o barco também não avançará... Deus tem necessidade da nossa concordância para nos fazer avançar. E acrescento que cabe também à responsabilidade do homem a escolha do rumo, da direcção que quer dar à sua vida. Segura no leme e desfralda a vela. Então a brisa divina conduzi-lo-á a bom porto.
Como é evidente, a liberdade pode levar a que se come¬tam as piores atrocidades. Sou livre de amar e de não amar. Se quiser ser livre sem nenhum objectivo e usar da liber¬dade segundo o meu próprio capricho, a liberdade depressa será aniquilada. Não se soube ensinar que a liberdade não consiste em poder fazer isto ou aquilo, mas que a temos para. Para amar.
Os animais amam, mas amam sem liberdade, amam pelo instinto que os determina. São capazes de correr perigo, de se deixarem matar para proteger as crias, mas quando estas chegarem a grandes, bater-se-ão contra elas, agirão de acordo com o próprio instinto. O homem é o único ser que possui liberdade. Esta, porém, tem de ser educada, sob pena de se correr o risco de ficar simples¬mente às ordens do egocentrismo do indivíduo. Se assim fosse, despertaria medo nos outros e, dentro de pouco tempo, entrar-se-ia na por demais conhecida espiral da violência, da guerra, do ódio sem fim.
Sim, a liberdade pode ter consequências terríveis — não será por esta razão que tantos seres humanos preferem os animais aos homens? — mas este é o preço a pagar para que o amor exista.
Se não houvesse liberdade, não haveria amor, e a vida deixaria de ter interesse ou sentido.
Uma mãe ao tentar explicar a fé à sua filhita, esta disse-lhe: "Ó mamã, que disparate fez Nosso Senhor ao dar-nos liberdade! Se não tivéssemos liberdade seria maravilhoso! Todas as pessoas da terra seriam como as estrelas que giram sem nunca se chocarem." A mãe respondeu-lhe: "Pois sim, mas se Deus não tivesse feito esse disparate como tu lhe chamas, não terias uma mamã para te amar e eu não teria esta filhita para me amar. Não passaríamos de autómatos, uns ao lado dos outros." Para quê?

 
Castidade: Deus quer, tu consegues Imprimir e-mail

Castidade: Deus quer, tu consegues!

A castidade não é para os anjos, é para nós que queremos viver o caminho do Senhor. Há meios, maneiras, para tu conseguires esta graça. A busca pela santidade é até ao fim da vida, nunca estaremos prontos.

Castidade, no Catecismo da Igreja Católica, é a integração da sexualidade na pessoa. Só isto? Só, mas dentro desta definição há um mundo de descobertas. A sexualidade é mais do que um órgão genital.

Fala-se muito sobre sexo, pornografia, libertinagem com o corpo... Hoje, homens e mulheres são vistos como objectos pela sociedade; pelas novelas, por exemplo. Isto vai contra a nossa natureza, pois viemos do amor e da bondade.

Precisamos de escolher o caminho de Deus para encontrar a verdadeira felicidade. É feliz aquele que espera no Senhor! Só é feliz por completo aquele que vive intensamente, – mesmo que lutando, caindo e levantando-se –, em Deus.
A castidade é uma porta aberta para nos conhecermos e ficarmos felizes connosco mesmos e com os outros. Tu és amado por Deus. Honra o Seu amor!

A castidade parte de cada um viver o verdadeiro amor. Precisamos de recuperar a beleza da criação. Depois de ter criado tudo na terra, Deus viu que era bom que o homem tivesse uma mulher.
Vejamos em Génesis 1, 25-31:

“Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais domésticos igualmente, e da mesma forma todos os animais, que se arrastam sobre a terra. E Deus viu que isto era bom. Então Deus disse: 'Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra'. Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: 'Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra'. Deus disse: 'Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda a erva verde por alimento'. E assim se fez. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom”.

O Senhor criou o homem e a mulher para se amarem e se respeitarem um ao outro, não para um se aproveitar do outro. A sexualidade vai muito além do que as novelas e a mídia nos mostram. As coisas que se referem ao sexo não são erradas, impuras...
A castidade é algo lindo que podemos viver!

Nós somos seres sexuados, o nosso cabelo, a nossa roupa, o nosso modo de nos expressar são sexualidade... Mas temos que ver isto, que é bom em nós e usá-lo para a glória de Deus! Precisamos de nos educarmos para a sexualidade divina.

O Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 2341-2345, diz assim:

“A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. O domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida. O esforço necessário pode ser mais intenso em certas épocas, por exemplo, quando se forma a personalidade, durante a infância e adolescência.

A castidade tem leis de crescimento. Este crescimento passa por graus, marcados pela imperfeição e muitas vezes pelo pecado. Dia a dia o homem virtuoso e casto constrói-se por meio de opções frequentes e livres. Assim, ele conhece, ama e realiza o bem moral seguindo as etapas de um crescimento.

A castidade representa uma tarefa eminentemente pessoal. Mas implica também um esforço cultural, porque o homem desenvolve-se em todas as suas qualidades mediante a comunicação com os outros. A castidade supõe o respeito pelos direitos da pessoa, particularmente o de receber uma informação e uma educação respeitem as dimensões morais e espirituais da vida humana.

A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Baptismo”.
Quem diz isto é a Igreja Católica. A sexualidade é boa, foi Deus quem a criou. O problema é a falta de equilíbrio em nós, o pecado que a distorce. Precisamos de renunciar ao pecado todos os dias, com a certeza de que o amor de Deus nos concederá a graça do equilíbrio, do amor a nós mesmos. Amar para amar os outros, a obra tem que começar em ti!

Recorre ao Seu amor que Ele te dará força. É um trabalho a longo prazo, demora a vida toda, mas vale a pena! Castidade: Deus quer, tu consegues!

 
O silêncio na liturgia Imprimir e-mail

Importância do silêncio na liturgia

''Se me perguntassem onde começa a vida litúrgica, eu responderia: com a aprendizagem do silêncio''.
Vivemos numa civilização profundamente marcada pelo ruído. Há vozerio por toda a parte. A técnica moderna, com extraordinária rapidez, cria instrumentos que enchem os ouvidos e também os olhos com tudo o que ocorre aqui e no mais distante recôndito do mundo. Cada vez mais se torna difícil o silêncio interior e exterior. No entanto, ele é importante para a nossa saúde física, mental e, especialmente, espiritual.

Muitos sentem a necessidade de superar essa escravizante estrutura da nossa sociedade moderna. Buscam um ambiente de calma para se unir a Deus ou mesmo para reflectir sobre a sua vida e os problemas quotidianos. Na parte religiosa, a Igreja deve preservar nos templos, de modo permanente, um clima de tranquilidade. São oásis mais valiosos hoje, quando a movimentação nas ruas e até nos lares é massificante. Durante o culto, os cânticos, leituras e aclamações, indispensáveis para fortificar uma convivência realmente comunitária, não excluem os momentos de meditação. Num e outro caso, a Casa de Deus deve oferecer ao coração agitado a oportunidade de usufruir um intenso contacto com o divino. Sem recolhimentos, frequentes e profundos, é impensável a sobrevivência e o progresso de uma vida cristã coerente e dinâmica, num mundo que frequentemente repele a mensagem decorrente do Evangelho.

Santo Ambrósio, ao tratar deste assunto, na sua época (século IV) que poderíamos chamá-la de absolutamente silenciosa em comparação com os nossos dias, chega a afirmar: “O diabo procura o barulho, Cristo, o silêncio”. Assim, que dizer hoje do ruído nas cerimónias litúrgicas? Certamente, os elevados decibéis são um aferidor dos obstáculos do encontro do homem consigo mesmo e Deus. Recordo os falsos profetas que gritavam sem serem ouvidos e que Elias ironicamente estimulava: “Gritai com mais força (...) ele é deus, (...) mas certamente estará a dormir (...)” (1Rs 18,27).

Do extremo de um imobilismo, fruto do individualismo passa-se para o outro igualmente condenável. Neste, a estridência dos sons de instrumentos que enervam não eleva a Deus o coração do fiel. E os promotores muitas vezes não são advertidos, pois se apresentam com o falso salvo-conduto de observantes das orientações conciliares. Não me refiro à Missa para jovens, mas simplesmente ao bom-senso. Evidentemente, um auditório composto de pessoas em idade juvenil terá um comportamento diverso do de outras faixas etárias. No entanto, mesmo assim, há limites.

Nos nossos dias, urge relembrar a importância de um ambiente que favoreça o contacto com o divino nas cerimónias religiosas e lugares sagrados, não como fim, mas como meio válido de fecundo encontro com Deus ou manifestação de respeito à casa do Senhor.

O Concílio Vaticano II, na Constituição “Sacrosanctum Concilium” sobre a Sagrada Liturgia (nº 30), ao tratar das normas que derivam da natureza hierárquica e comunitária da liturgia, conclui: “A seu tempo, seja guardado o sagrado silêncio”.

A justa ênfase na prática da renovação conciliar facilmente levou a exageros na comunicação entre os fiéis, quer nos actos oficiais, quer noutros momentos na igreja. E isso, às custas do ambiente convidativo à prece, inclusive pessoal, que deve reinar nos lugares santos, mesmo quando não há celebrações. Nos documentos posteriores ao Concílio, verificamos uma revalorização do silêncio, ao menos em certas circunstâncias, como indica a Instrução Geral do Missal Romano (3 de Abril de 1969): “Oportunamente, como parte da celebração deve-se observar o silêncio sagrado” (nº 23).

A Escritura proporciona-nos poderosa argumentação em favor de um grande esforço para restabelecer, nas nossas igrejas, um clima de paz, em suma, de oração. Podemos constatar o significativo encontro de Elias com o Senhor, no Monte Horeb: “este não se encontrava no vento, nem no terramoto, nem no fogo mas no ‘murmúrio de uma brisa’” (1Rs 19,9-15). E também quando o profeta Sofonias conclamava o povo: “Silêncio diante do Senhor!” (Sf 1, 7).

Na bela obra de Romano Guardini sobre a Missa, o capítulo I tem por título: “O silêncio”. Explica a razão de iniciar o livro com este assunto: “Este livro trata da liturgia. Ora, se me perguntassem onde começa a vida litúrgica, eu responderia: com o aprendizado do silêncio. Sem ele, nada se obtém de válido (...). É a primeira condição para uma acção sagrada” (“La messe”, cap. I, pág. 20).

O recolhimento nas igrejas, dentro e fora do culto, só poderá existir se for fielmente observado por todos. Facilmente se deduz como é nocivo ter em torno de si pessoas que falam ou se movimentam ruidosamente. O templo é de todos e ninguém possui o direito de prejudicar o próximo.

Na observância do que é permitido e até normal, pode estar inserido algo que sirva de obstáculo à prece e união com o divino. Cito como exemplo a maior ou menor intensidade dos tons de certos instrumentos e a preservação do momento da saudação da paz, antes da Comunhão. Às vezes, ao desejá-la, nós o fazemos como se estivéssemos na via pública.

Temos necessidade de maior contacto com o Altíssimo. Decorre daí a utilidade do exercício do silêncio, de modo particular nas nossas igrejas. Nesta oportunidade nós homenageamos o Senhor, afastando interior e exteriormente a agitação do mundo. E as manifestações da comunidade devem ser fecundadas por uma atitude que favoreça o íntimo contacto com Deus.

 

 
O teu sorriso Imprimir e-mail

Não quero só para mim o teu sorriso!!!

Sorri, mostra aquilo que és, sem medo.

Há pessoas que sonham com o teu sorriso, assim como eu.

A morte não nos rouba os seres amados. Pelo contrário, guarda-os e imortaliza-os na nossa recordação.

A vida sim, é que no-los rouba muitas vezes e definitivamente.

Os amigos que tens e cuja amizade já puseste à prova, prende-os à tua Alma com ganchos de aço.

Se sentes que tudo perdeu o seu sentido, sempre haverá um “quero-te”, sempre haverá um amigo; aquela pessoa com quem se pode pensar em voz alta.

Quando todos os dias são iguais, é porque o homem deixou de perceber as coisas boas que surgem na sua vida cada vez que o sol cruza o céu.

A felicidade é interior, não exterior; portanto, não depende do que temos, mas do que somos.

És algo mais do que o teu cérebro ou o teu corpo; a tua verdadeira essência é a tua alma, que é eterna.

Quando a minha voz se calar com a morte, o meu coração continuará a falar.

O sábio não se senta para se lamentar, mas dá-se alegremente à tarefa de reparar o dano causado.

O único símbolo de superioridade que conheço é a bondade.

Não peças a Deus uma carga leve para os teus ombros; pede-Lhe uns ombros fortes para suportar a carga.

Se ajudares uma só pessoa a ter esperança, não terás vivido em vão.

Por muito grande que seja a tormenta, o sol volta sempre a brilhar por entre as nuvens.

Quando a morte se precipita sobre o homem, a parte mortal extingue-se; mas o princípio imortal retira-se e afasta-se são e salvo.

A amizade é mais difícil e mais rara do que o amor. Por isso, há que salvá-la como tal.

Só fechando as portas atrás de algo, se abrem janelas para o futuro.

O Deus em Quem eu creio, não nos manda o problema, mas a força para o suportar.

Que perante a adversidade, exista sempre uma luz que ilumine o teu caminho e o de todas as pessoas que te rodeiam …

… Que possas sempre espalhar e irradiar essa força, optimismo e alegria que só tu sabes transmitir aos outros …

 
Na base do beijo Imprimir e-mail

Na base do beijo!

O assunto é sério e merece um pouco de reflexão: Vou falar do beijo.

Do ponto de vista biológico em cada beijo na boca que tu dás, trocas cerca de 250 bactérias na saliva, 9 miligramas de água, 18 substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina (proteína solúvel em água), 711 miligramas de materiais gordurosos e 45 miligramas de sais minerais.
O beijo é algo muito antigo entre os povos. Marca tantas coisas como por exemplo traição (beijo de Judas), amor (Romeu e Julieta), amizade (ósculo santo).
Além de lábios que se tocam será que os sentimentos se encontram? Os sentimentos misturam-se ou só se isolam?

O acto em si é capaz de movimentar 29 músculos, 12 dos lábios e 17 da língua. Durante um beijo, a pulsação cardíaca pode subir para algo à volta de 150 batimentos por minuto.
Muitos músculos são movimentados, mas, e o mover de sentimentos? E o sacrário vivo que tu és…
Do ponto de vista psicológico, quantas carências tentam ser supridas, mas não o são, pois afinal de contas foi só mais um a beijar.
Beijar é sinal de comprometimento. Sinal de pertença!

A gastroenterologista, Drª Márcia Mayumi alerta sobre as doenças que giram à volta do beijo. Diz ela:

“As doenças são a cárie (por ser causada por uma bactéria, pode ser transmitida pelo beijo, e vir a provocar a doença em quem a contraiu); gripe (causada por um vírus); hepatite B; mononucleose, e bactérias que causam faringite, laringite, amigdalite. O beijo transmite estas doenças desde que uma das pessoas possue o agente causador e a outra tenha uma propensão para adquirir a doença.”

Há quem beije sem pensar no que realmente está por detrás deste acto. Com beijos não se curam carências!
Beijo roubado, coração ferido. É hora de te cuidares, sabendo que tu vales muito mais do que um simples beijo passageiro.
Beijar é bom. Bom demais. Dá adrenalina, mas com a pessoa certa no momento certo e do jeito certo! O beijo um brinquedo que passa de boca em boca. Não deixes rastos de ti nas pessoas. Deixa uma marca! A marca de quem se valoriza! Marca de céu. Um beijo que dás ao teu namorado deve trazer gosto de eternidade!

Nunca dês o beijo de Judas, um beijo que traia a ti mesmo! O verdadeiro amor espera. O beijo também é espera! O importante é dar um beijo que sela amor e gera compromisso. Não é beijar toda a gente, mas é beijar aquele ou aquela que te espera como Dom.

 
Evitar a tristeza e ter bom humor Imprimir e-mail

Para evitar a tristeza e ter bom humor

A alegria é um fruto do Espírito Santo (cf. Gálatas 5,22), mas há dias em que tudo concorre para que a gente esteja de mau humor. Há dias em que acordamos de mau humor e cheios de indisposição. São as notícias, os acontecimentos, os problemas, a saúde. É preciso decidir lutar contra todo o mau humor e procurar a verdadeira alegria. Nesses dias sem querer magoamos as pessoas que mais nos amam e que se aproximam para nos ajudar.

As grandes doenças começam pequenas, por isso, não deixes que a tristeza nem o mau humor invadam o teu coração: luta, reza, vence com a graça de Deus. Escolhe uma boa música para ouvir e cantar; abre as janelas e deixa a luz e o vento renovar o ambiente, organiza e limpa o teu espaço de trabalho, de estudo, a tua casa, pois o exterior revela o nosso interior, e procura alguém de confiança para conversar e abrires o teu coração.

“… A alegria do Senhor é a vossa força”. (Num. 8,10)
“O coração ALEGRE é remédio eficiente, mas o espírito triste [abatido] faz secar até os ossos.” (Pr. 17,22).
“Alegrai-vos Sempre no Senhor, repito: ALEGRAI-VOS!!!” (Fl. 4,4).

Um dia estava tão apreensivo, preocupado e triste que não conseguia rezar. Para não espalhar a minha tristeza e irritação decidi ir para a igreja conversar com o meu Senhor. Encontrei uma foto do servo de Deus o Papa João Paulo II a conversar com uma criança e atrás desta foto uma oração que fiz imediatamente, lembrando-me da ordem de Jesus: pede ao pai e Ele te dará o Espírito Santo: “Ora se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celeste dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem.” (Lucas 11,13).

ORAÇÃO PARA PEDIR O BOM HUMOR

Senhor, dai-me uma boa digestão e também algo para digerir.
Dai-me a saúde do corpo e o bom humor necessário para mantê-la.
Dai-me Senhor, uma alma simples que saiba aproveitar tudo o que é bom e que nunca se assuste diante do mal, mas, pelo contrário, encontre sempre uma maneira de pôr cada coisa no seu lugar.
Dai-me uma alma que não conheça o tédio, as murmurações, as mágoas e as lamentações; e não permitais que me preocupe excessivamente com a coisa complicada demais que se chama “eu”.
Dai-me Senhor, o senso do bom humor.
Concedei-me a graça de apreciar tudo o que é divertido para descobrir na vida um pouco de alegria e também para partilhá-la com os outros. Amém.
São Thomas More.

 “Não entregues a tua alma à tristeza, não te atormentes com os teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida”. (Eclesiástico 30,22-23).

Oração:
Ó Deus todo-poderoso, que nos mandais preparar o caminho de Cristo Senhor, fazei que, confortados pela presença do médico divino, nenhuma fraqueza possa abater-nos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

 
O cancro em minha casa Imprimir e-mail

O cancro chegou a minha casa

Numa manhã, o meu pai acordou com vómitos e muito fraco. No dia anterior, ele estava óptimo, trabalhando e fazendo as suas actividades normais.
Por volta do meio-dia, eu voltava da missa com a minha irmã e quando cheguei a casa para o almoço a minha mãe estava desfigurada e chorando muito. O meu pai tinha desmaiado e ela socorreu-o com a secretária. Chamámos o médico que logo pediu exames.
No dia seguinte, fui com ele e entrei na sala da ultra-sonografia e vi o baço aumentado e um nódulo na próstata. Fiquei preocupada, mas não transpareci nem para ele, nem para a minha mãe. Graças a Deus, a minha irmã também é dentista e pude partilhar com ela as minhas suspeitas.
Na segunda-feira, chegaram os resultados dos exames de sangue e estavam muito alterados. Procurámos um hematologista e ele disse–nos que o pai era portador de uma leucemia crónica e que, provavelmente sobreviveria apenas uns dois anos.
Saímos do consultório, como se tivéssemos levado uma “paulada” nas nossas cabeças, saímos mudas e fomos pensar na vida e saber o que faríamos no próximo passo. Ligámos para alguns colegas médicos que nos orientaram. Depois das ligações, partilhámos que Deus queria fazer uma grande obra na vida do nosso pai e em toda a família.
Procurámos outros profissionais fora da nossa cidade, e a última médica a ser contactada foi muito optimista e amável. O meu pai adoptou-a como a sua médica.
Como eu e a minha irmã suspeitávamos, o nódulo na próstata também deu cancro.
Durante o prolongado tratamento do meu pai, temos colhido frutos maravilhosos desta “visita” . Os filhos ficaram mais unidos, os netos muito mais presentes.
O meu pai tem rezado mais com a minha mãe, e tem enfrentado tudo com um optimismo muito grande.
Todos nós temos provado os efeitos de uma família orante. A calma, a serenidade e a fé que “tudo pode ser mudado pela força da oração”.
Actualmente, os exames de sangue dele têm vindo com excelentes resultados e ele toma a quimioterapia em forma de comprimidos, todos os dias. E leva uma vida normal, trabalhando, caminhando e indo até ao campo, que ele ama tanto.
A nossa família pode testemunhar que tocamos os milagres do Senhor todos os dias, porque mais um dia que o nosso pai vive, para todos nós é um grande milagre.

 
Revolução da Alma Imprimir e-mail

Revolução da Alma

Aristóteles, filósofo grego, escreveu este texto "Revolução da Alma“ no ano 360 a.C., e é eterno.
Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregues a tua alegria, a tua paz, a tua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
Não coloques o objectivo longe demais das tuas mãos. Abraça os que estão ao teu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca no teu interior a resposta para te acalmares, tu és reflexo do que pensas diariamente. Pára de pensar mal de ti mesmo(a), e sê o teu melhor amigo(a) sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abre um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de ti, e tu estarás a afirmar para ti mesmo que estás "pronto“ para ser feliz.
Trabalha, trabalha muito a teu favor. Pára de esperar a felicidade sem esforços. Pára de exigir das pessoas aquilo que nem tu conquistaste ainda.
Critica menos, trabalha mais. E, não te esqueça nunca de agradecer.
Agradece tudo que tens na vida neste momento, inclusive a dor.
A nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.

A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.

 
A cremação dos corpos Imprimir e-mail

A CREMAÇÃO DOS CORPOS

Nota Pastoral
 
 
D. GILBERTO REIS - Bispo de Setúbal

A Igreja professa, iluminada pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, a fé na ressurreição do corpo humano: «O corpo é semeado corruptível, mas ressuscita incorruptível» (1Cor.15,42). Os ritos fúnebres são inspirados no mistério pascal e ajudam-nos a ver a nossa morte e em tudo o que a envolve a participação na morte e ressurreição do Senhor. Sendo a sepultura do cadáver imagem da sepultura do corpo do Senhor, retirado da cruz, a Igreja recomenda aos fiéis o costume tradicional da sepultura (veja-se o Ritual das Exéquias, nº. 149).
Alguns cristãos, perante a opção pela cremação, perguntam se um católico que pediu a cremação do seu corpo pode ter exéquias cristãs. A Igreja, embora recomende a prática da sepultura, aceita a possibilidade da cremação e o actual ritual das exéquias contém os ritos adequados a este procedimento. Apenas nos casos em que a cremação fosse pedida por alguma razão contrária à fé, a Igreja recusaria a celebração das exéquias, incluindo a Missa exequial (veja-se o Código de Direito Canónico, cânones 1184, 1 e 2 e 1185).
No caso de cremação, é desejável que os ritos exequiais se celebrem do mesmo modo como se celebram para os que são sepultados, isto é, tenham lugar numa igreja ou capela e incluam a encomendação e a despedida, antes da deslocação do corpo para o lugar da cremação. Neste lugar poderão ter lugar os ritos previstos para o cemitério, segundo as indicações do Ritual. Diferentes procedimentos carecem de autorização do Ordinário do lugar.
Revela-se, neste contexto, oportuna uma catequese esclarecedora e progressiva, feita por todos os que têm responsabilidades na educação da fé, especialmente os sacerdotes, sobre o sentido cristão da morte e dos ritos litúrgicos com que a Igreja exprime e ensina a fé e a esperança na ressurreição.
Nas exéquias daqueles que pediram a cremação, os que presidirem, incluindo os fiéis leigos devidamente autorizados, hão-de preparar e conduzir cuidadosamente a celebração de modo a evitar o escândalo ou o indiferentismo religioso dos que sejam levados a interpretar a cremação como negação do valor do corpo humano que foi morada do Espírito de Deus ou como descrença na sua futura ressurreição em Cristo.
 
Setúbal, 11 de Junho de 2009, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

 
Idolatria Imprimir e-mail

Idolatria

Idolatria é escolher um deus falso

Idolatria é escolher, adorar e servir um deus falso, em lugar do Deus verdadeiro.
São Paulo definiu muito bem esta prática: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos!” (Romanos 1,25).
Uma das diferenças do Deus verdadeiro do deus falso é que este é “oco”. Por isso, no passado, um dos símbolos dos deuses falsos eram as imagens ocas. Representavam um “deus oco”. Um deus “vazio”, fraco!
Hoje, o grande erro é confundir a idolatria com as imagens.
Idolatria é escolher um deus falso.
Escolher adorar e servir a criatura em vez do Criador. Estas criaturas são as mais diversas. Não é difícil identificar os deuses falsos de hoje.
Os actuais ídolos, os deuses falsos e “ocos” dos nossos dias são: o Prazer, o Poder e o Ter.
Estes são os ídolos, isto é, os “deuses ocos” dos tempos actuais. Por serem ocos não satisfazem nunca os que os buscam. Esta é, por exemplo, uma das razões pelas quais não encontramos nenhum ganancioso que diga: “Tenho dinheiro que chega, estou satisfeito”. Quando o dinheiro se torna um ídolo, um deus oco, ele não preenche o coração do ser humano.
O mesmo vale para o prazer. Quem faz do prazer um deus, este nunca se satisfaz. Busca-o desenfreadamente e sente-se sempre vazio. Vai à praia, ao jogo de futebol, viaja, come, bebe, mas sente-se sempre vazio, porque vai atrás de um deus “oco”, de um ídolo.
O mesmo podemos dizer do poder. Quem tem o poder, não para servir, mas para dominar, procura sempre tê-lo mais e nunca está satisfeito. Neste caso o poder também se transforma num deus falso, oco, um ídolo.
A idolatria é o maior pecado. É a árvore da qual brotam os outros nossos pecados. É uma escolha de um deus oco e não um cheio. Por isso, deixa vazios os que escolhem adorar e servir esta árvore.

 
Será que Deus quer as catástrofes? Imprimir e-mail

Será que Deus quer as catástrofes?

Deus é Perfeitíssimo. Nele não há sombra de mal e de maldade

Algumas vezes, diante de alguma catástrofe, como enchentes, desabamentos, terramotos,  ouve-se dizer que isto “Foi da vontade de Deus” ou “Fazer o quê, se Deus quis assim...”
Será que Deus quer o mal? De forma alguma! Nem pensar nisso; seria uma blasfémia dizer isto.
Deus é perfeitíssimo. N’Ele não há sombra de mal e de maldade; Ele ama todas as suas criaturas, especialmente o homem e a mulher, que os criou “à sua imagem e semelhança” (Gn 1,26). E ninguém pode desejar o mal, e muito menos enviar algo mau a quem ama; e muito menos Deus, que é puro Bem.
Santo Irineu (†200) dizia que “o homem é a glória de Deus”; por nós, Jesus deu a vida, na maior prova de amor que a humanidade já viu. Então, de onde vêm o mal, as catástrofes, etc.?
Em primeiro lugar, elas vêm da imperfeição que a natureza traz em si, seja esta mineral, vegetal, animal ou humana.
Só Deus é perfeito; e os seres criados por Ele não podem ser perfeitos porque senão seriam “deuses”, e Deus é o Criador e não a criatura. Da fraqueza da natureza pode vir o mal.
A fonte do mal moral é também o pecado, que gera o mal físico, psicológico, entre outros. São Paulo resume tudo isto, dizendo que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23). Sofremos não somente por consequência do “nosso” próprio pecado, mas principalmente por causa dos da humanidade de modo geral. Alguém pode sofrer um acidente e morrer, sem culpa, por causa de outro que conduzia sob o efeito do álcool...
E sabemos que o pecado enfraqueceu a natureza humana; o homem foi feito para a imortalidade, mas o pecado fê-lo experimentar o sofrimento e a morte.
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá nenhuma alegria (Sab 13, 1). Deus criou o homem para a imortalidade, e fê-lo à imagem da sua própria natureza. É por inveja do demónio que a morte entrou no mundo.” (Sab 13, 23-23)
A própria natureza tornou-se inimiga do homem por causa do seu pecado (cf. Gn 3, 14-24).

Mas Deus não poderia impedir o mal de acontecer? Ele não poderia impedir as enchentes, os desmoronamentos, etc.?
É claro que Deus poderia, pois é Omnipotente; mas se Ele fizesse isto, criaria um mundo artificial, sem leis, e o homem não seria livre e responsável pelos seus actos, e “senhor” da criação. O Senhor entregou o mundo nas mãos do homem para dele cuidar; para isso, deu-lhe inteligência, mãos hábeis, e tudo o mais de que ele necessita.
Infelizmente o homem usa, muitas vezes, tudo isto para o mal, movido pelo egoísmo, soberba, ganância, inveja, ira... Quanto dinheiro é gasto em guerras, corrupção, drogas, crimes!? Se todo este montante fosse gasto para o bem, os pobres não teriam as suas casas derrubadas pelas enchentes, não morreriam de fome, de doenças curáveis, e assim por diante.
Quando houve o terrível “tsunami”, no dia 26/12/2004, muitos perguntaram: “Onde estava Deus?” A resposta dada pelo Santo Padre foi: “Deus estava ali a sofrer com as pessoas”. O Senhor nunca quis aquilo, foi obra da natureza imperfeita e também decaída pelo pecado do homem. E, hoje, sabe-se que aquelas 230 mil mortes poderiam ter sido evitadas se houvesse um bom serviço de sismologia a funcionar ali, para que as pessoas fossem alertadas a tempo; mas não havia. Ainda que se afirme que alguns sismólogos, nos seus departamentos, previram esta catástrofe, o que ocorre é que a comunicação com as áreas atingidas não foi possível. Os cientistas americanos poderiam ter avisado as autoridades locais para que toda aquela área fosse evacuada. O problema foi que naquela região não havia os recursos técnicos para captar o aviso que permitiria evitar a mortandade.
Os ricos são egoístas e não cuidam das regiões pobres deste planeta. Não se pergunte então: “Onde estava Deus?”. Ele estava ali a chorar...
O homem sabe usar o dinheiro para a guerra e outros males, mas não o utiliza para prevenir os males, sobretudo, os que afligem os mais fracos. Então, por favor, não se pergunte: “Onde estava Deus?” Ele estava ali a chorar por aquelas vítimas, porque a humanidade não sabe fazer uso da inteligência e da liberdade recebidas. Ele grita a todo o instante: “Amai-vos uns aos outros como Eu os amei”. Mas quem O ouve?
A arrogância do homem de hoje, que se gaba da sua ciência, foi duramente punida. Gastos astronómicos são feitos com pesquisas espaciais e esquecem-se da humanidade que vive nas regiões de perigo. Sabemos que o homem está a maltratar o meio ambiente. O efeito estufa é sério. Que não se culpe Deus, depois, pelos efeitos deste.
Há áreas de risco em muitos lugares, e mesmo quando se pode impedir futuros estragos, muitas vezes, não se faz pela justificativa de sempre: “Falta de recursos”...
Dia 18 de Janeiro de 2005, depois da “tsunami”, a imprensa publicava: “O mundo precisa de aprender lições do tsunami”.

Será que o mundo aprendeu?
Se houvesse uma vontade política das nações, a miséria e a fome poderiam ser varridas da face da terra. Que os homens sejam mais humildes e reconheçam os seus crimes, pecados, perversidades, se convertam e, então, sim, teremos um mundo mais humano e com menos catástrofes.
Mas a Providência Divina sabe tirar o bem para os homens, inclusive das situações mais dolorosas e trágicas. A maneira como isso acontece é para nós um grande mistério; mas, porque Deus é bom, temos de pensar que não permitiria estes factos dolorosos e trágicos, se não fosse capaz e não pudesse tirar do mal o bem para os homens. “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (1Ts 5, 17).
Deus, sem dúvida – garante-nos a fé – na sua ternura paterna, está perto dos inocentes e salva-os no seu Reino. Na vida eterna, Ele poderá sempre socorrer os seus inocentes filhos.
Mas também, cada catástrofe constitui um convite à conversão, é o que Jesus nos ensina diante do acidente da torre de Siloé: “Ou cuidais que aqueles dezoito homens, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os demais habitantes de Jerusalém? Não, digo-vos eu. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo” (Lc 13, 4-5).
Deus não olha – como nós fazemos – somente para esta vida; Ele vê muito mais a vida que é eterna. Certamente, Ele, nos seus desígnios insondáveis, se permite as catástrofes geradas pela maldade ou imprevidência da loucura humana, é porque sabe fazer delas um meio de salvação.

 
A vida sem sentido Imprimir e-mail

A VIDA SEM AMOR, NÃO TEM SENTIDO

A inteligência sem amor, faz-te perverso.
A justiça sem amor, faz-te implacável.
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.
O êxito sem amor, faz-te arrogante.
A riqueza sem amor, faz-te avarento.
A docilidade sem amor, faz-te servil.
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.
A beleza sem amor, faz-te ridículo.
A autoridade sem amor, faz-te tirano.
O trabalho sem amor, faz-te escravo.
A simplicidade sem amor, deprecia-te.
A oração sem amor, faz-te introvertido.
A lei sem amor, escraviza-te.
A política sem amor, deixa-te egoísta.
A fé sem amor, deixa-te fanático.
A cruz sem amor, converte-se em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido...

 
Os seis perigos Imprimir e-mail

Image 

Os seis grandes perigos que atacam e destroem a vida em nós:
rotina, mediocridade, omissão, egoísmo, preocupação e idolatria

 

1. A rotina. Nada pior na vida do que a rotina. E por quê? Porque envelhece e mata a vida, impede a esperança e a criatividade. A pessoa rotineira abraça o conformismo, a facilidade e a indiferença. Tudo se torna sem sentido e sem valor, sem interioridade. É o pecado capital da preguiça. A rotina torna a vida sem graça, monótona, sem expectativa de melhora e de transformação. A rotina é a morte do quotidiano, o desprezo dos valores e das maravilhas. É um caminho destrutivo.

2. A mediocridade. Precisamos sempre procurar “ser mais”, desejar ser melhores do que somos, corrigir os nossos defeitos e transformar a realidade. A mediocridade frustra tudo isto. Prefere-se o efémero, a meia-ciência, a vida “soft” e “light”. A pessoa medíocre não quer saber de estudo, da participação, de transformação. Vive na alienação, contenta-se com o menos, não quer compromisso. Faz um “pacto com a mediocridade”, isto é, com uma vida sem sacrifício, sem lutas, sem responsabilidade, com muita indiferença e desinteresse.
A pessoa medíocre é inimiga da disciplina e do sacrifício, gosta de se gabar dos seus pecados e de criticar e diminuir os outros. Desposa a superficialidade.
Podemos curar a mediocridade com a força de vontade, buscando convicções e conversão.

3. As omissões. Pecamos mais por omissão do que por acção. Omissão, é deixar de fazer o que devemos e podemos, como também, fazer mal o que podemos fazer de um modo bem melhor. A omissão é escape, fuga, desinteresse, irresponsabilidade. O mundo seria outro se não fôssemos omissos e acomodados.
Podemos vencer as omissões adquirindo o senso de justiça, a sensibilidade pelos outros, a compaixão pelo irmão e principalmente a autenticidade. Existimos para ajudar o outro a “ser mais e melhor”.

4. O egoísmo. A raiz do sofrimento moral é o egoísmo. As nossas brigas, ciúmes, discórdias, divisões são frutos do egoísmo. Quem é egoísta vive numa prisão. É escravo da dependência. Não tem liberdade interior. Não é capaz de discernimento. O egoísmo impele-nos à posse dos outros, das coisas e de nós mesmos. Isto gera muito sofrimento porque precisamos de defender os nossos egoísmos. Quando perdemos o objecto do egoísmo ficamos raivosos, tristes, decepcionados, porque somos escravos, dependentes, condicionados por ele [egoísmo].
O único caminho de nos libertarmos deste vício é abandonar o objecto de egoísmo, cuja recompensa é a liberdade interior, que significa sermos livres do mal para nos tornamos livres para a prática do bem. Vencemos o egoísmo pela consciência do seu negativismo.

5. A preocupação. Ocupação sim; preocupação não. A preocupação antecipa problemas, aumenta as dificuldades, desgasta as pessoas e não resolve nenhum problema. O que resolve é a ocupação. Além de prejudicar a saúde, a preocupação dificulta a convivência, alimenta o negativismo, o stress e a agressividade. Resolvemos o problema da preocupação com a fé na Providência Divina, com a previsão das soluções, com o bom senso e o discernimento. Mais solução; menos preocupação.

6. A idolatria. É tudo o que colocamos no lugar de Deus e endeusamos. Os grandes ídolos hoje são o poder, o prazer e o ter, desordenados.
No lugar de Deus, fabricamos deuses falsos, enganadores, opressores que são absolutizados como: sexo, drogas, bebidas, dinheiro, aparência, prestígio.
Os nossos ídolos são adorados, exaltados, divinizados e por isso mesmo escravizam-nos. Há ídolos pequenos e grandes. Todo o ídolo é falso, enganador, escravizador. Quem adora o Deus vivo e verdadeiro, obedece ao mandamento do amor a Deus, procura crescer na fé, livra-se dos ídolos.
Adorar em espírito e verdade é o ensinamento de Jesus.

 

 
Conselhos de Bill Gates aos Jovens Imprimir e-mail
Os conselhos que Bill Gates deu numa conferência que proferiu numa escola secundária.
São 11 regras que os alunos não aprendem em todas as escolas.
Começou por dizer que a "política educativa de ‘vida fácil’ para as crianças" tem criado uma geração que não sabe o que é a realidade, e que esta atitude tem feito com que as pessoas falhem na vida, depois de saírem da escola.
Muito conciso (todos esperavam que ele fizesse um discurso de uma hora ou mais), falou menos de 5 minutos, foi aplaudido durante mais de 10, depois agradeceu e deixou o local no seu helicóptero a jacto...

Regra nº 1
A vida não é fácil. Acostuma-te a isto.

Regra nº 2
O mundo não se preocupa com a tua auto-estima. O mundo espera que faças alguma coisa útil por ele, ANTES de te sentires bem contigo próprio.

Regra nº 3
Não ganharás 6.000 € por mês, mal saias da escola Não serás vice-presidente de uma empresa, com carro e telefone ao teu dispor, sem antes teres conseguido comprar os teus próprios carro e telefone.

Regra nº 4
Se achas que o teu professor é exigente e rude, espera até teres um Chefe. Este, não terá pena de ti !...


Regra nº 5
Vender jornais velhos ou trabalhar durante as férias, não te diminui socialmente.
Os teus avós, têm outra palavra para isso: chamam-lhe oportunidades...

Regra nº 6
Se fracassares, não é por culpa dos teus pais.
Por isso, não lamentes os teus erros, mas aprende com eles.

Regra nº 7
Antes de nasceres, os teus pais não eram tão críticos como o são hoje.
Só ficaram assim por terem de pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ainda por cima, ouvir-te dizer que são “ridículos".
Por isso, antes de “salvares o planeta” para a próxima geração, ao quereres corrigir os erros da geração dos teus pais, tenta é limpar o teu próprio quarto!...

Regra nº 8
A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Nalgumas escolas, já nem repetes o ano e dão-te todas as oportunidades que forem precisas para acertares. Bom, isto não se parece em NADA com a vida real...
Nela, se pisares o risco, estás despedido. RUA !!!
Por isso, faz tudo como deve ser logo à primeira.

 

 

Regra nº 9
A vida não se divide em semestres.
Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados te ajudem a fazer as tuas tarefas no fim de cada período.


Regra nº 10
A televisão NÃO É a vida real.
Na vida real, as pessoas têm que deixar de ir ao bar ou à discoteca, e irem trabalhar.

Regra nº 11
Sê simpático com os estudantes que os outros julgam que são uns patetas.
Há uma grande probabilidade de vires a trabalhar PARA um deles...

Bill Gates
É o dono da maior fortuna pessoal do mundo e da Microsoft, a única empresa que enfrentou e venceu a IBM desde a sua fundação, em meados do séc. XX, que foi a empresa que construiu o primeiro Cérebro Electrónico (computador) do mundo.

 
Controla os Teus Impulsos Sexuais Imprimir e-mail

Imagem vazia padrãoAs telenovelas, a propaganda e a própria liberdade sexual que se vai vivendo, é diferente dos padrões de Deus.

Na escola, em grupos de amigos, na vizinhança, ouvem-se afirmações como estas: - Ter relações sexuais antes do casamento é normal! A virgindade é coisa ultrapassada!

E aí surge a famosa pergunta, que faz pressão constante na mente:

- Por que não fazer o mesmo?

O facto de tu teres impulsos sexuais não é errado. O problema está em como lidar com eles.

Muitos, para satisfazer os impulsos sexuais servem-se da masturbação, também chamada de auto-estimulação.


A MASTURBAÇÃO É PECADO?

Na Bíblia não se encontra especificamente a palavra "masturbação", mas princípios relacionados ao assunto, que Deus deseja que levemos em consideração.

"... Qualquer um que olhar para uma mulher com cobiça nos olhos, no seu coração já cometeu adultério com ela" (Mt 5.28 - Bíblia Viva).

"Não cobices a mulher do teu próximo" (Ex 20.17).

Ao te masturbares, o que vem à tua mente? Não é exactamente neste ponto que começam os pensamentos e fantasias sexuais? Achas que Deus aprovaria tal atitude? Ele mesmo diz que a intenção impura já nos faz pecar.

Em 1 Coríntios 6.19 e 20, lemos' Será que vós não aprendestes ainda que o vosso corpo é a morada do Espírito Santo que Deus vos deu, e que Ele vive dentro de vós? O vosso próprio corpo não vos pertence. Porque Deus comprou-vos por um preço elevado. Portanto, usem o vosso corpo para dar glória a Deus, porque o vosso corpo pertence-Lhe".

Com base neste texto, responda:

- Masturbando-te estarias a dar glória a Deus no teu corpo?

– A tua consciência não te acusa?

À luz desta passagem, alguém pode achar que a masturbação é algo que agrada a Deus?

Caso ainda reste alguma dúvida lê Romanos 14.22 e 23. Vês? Tudo o que nos deixa em dúvida e não provém de fé, é pecado. Então...


COMO CONTROLAR OS IMPULSOS SEXUAIS?

Em Mateus 26.41, Jesus exorta-nos: "estai atentos e rezai. Senão, a tentação vencer-vos-á".

A primeira atitude é vigiar. Portanto, deves estar atento, como uma sentinela na guerra. Ao perceber que determinada situação poderá levar-te a pecar, não tentes enfrentá-la, mas foge!

"Tem fé e amor, e sente prazer na companhia daqueles que amam o Senhor e têm o coração puro" (2 Tm 2.22 - BV).

Ser tentado não é pecado. O pecado está em aceitar a tentação. Tiago 1.15 mostra os passos existentes entre o ser tentado e o pecar. Portanto, existe a possibilidade de, ao sermos tentados, não pecarmos.

A segunda atitude é orar. Reconhece o teu pecado (Lc 18.13 e 14), confessa-o e recebe o perdão de Jesus, com base na promessa de 1 João 1.9 ("Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça'').

Aprende a controlar a tua mente. Quando os teus pensamentos começarem a voar para as áreas de fantasias sexuais, faz como Paulo aconselha em Filipenses 4.8: firmem os vossos pensamentos naquilo que é verdadeiro, bom e direito. Pensem em coisas que sejam puras e agradáveis e detenham-se em coisas boas e belas que há noutras pessoas. Pensem em todas as coisas pelas quais possam louvar a Deus e alegrar-se com elas".


Aqui vão mais algumas dicas:

- Caso o teu impulso sexual esteja "à flor da pele", não fiques sozinho por longos períodos. Satanás pode facilmente trazer maus pensamentos à tua mente. Lembra-te do ditado: "Mente vazia, oficina do diabo".

- Pratica exercícios físicos, actividades desportivas ou projectos criativos para despender as tuas energias e desviar a tua atenção de pensamentos eróticos.

- Procura ter como exemplo rapazes e raparigas que permaneceram na vontade de Deus na sua adolescência e foram recompensados por Ele. Compartilha as tuas dificuldades com essas pessoas e aprenderás muito com as experiências que passaram, e das quais saíram vitoriosas.

 

 

 

 

 
O sexo não resolve as insatisfações Imprimir e-mail
A sexualidade humana
Vida, para o ser humano, é a experiência de ser alguém em comunhão com o outro, reflexo do mistério trinitário. Sendo o ser humano um ser corporal e sexuado, esta experiência tem uma dimensão corporal, se dá e se manifesta no corpo. O núcleo desta experiência, entretanto, é espiritual no sentido de que ela acontece pela presença de si a si mesmo e ao outro. Poderíamos chamar esta experiência de autoconsciência vital. Ao se experimentar assim o ser humano colhe também o outro, o mundo e as pessoas. É uma experiência de harmonia. Nela é suprimido todo o conflito. Ela traduz-se em sentimentos e emoções e mostra-se no corpo. Não é necessário dizer que, no tempo da história, esta experiência é processo. Daí ser possuída na esperança, que já é uma forma de possuir o que virá. Mas, por isso mesmo, é uma experiência em que estamos sujeitos a enganos ao buscá-la. E nós a buscamos sempre, às vezes, desesperadamente.

Sendo o encontro sexual, quer pela intensidade do prazer físico, quer pelas emoções do envolvimento erótico, um momento corporal de forte experiência de si e de intensa comunicação com o outro, ele parece responder ao desejo profundo de sentir-se a si mesmo e de experimentar comunhão com o outro. E, naqueles instantes, a pessoa pode assim se sentir.

Se a pessoa, no conjunto da sua vida, cultiva uma experiência profunda de si e de comunicação com os outros, o momento do encontro sexual - no matrimónio - será expressão e fonte de uma vida a dois positiva. O sexo, entretanto, por si mesmo, não é fonte de vida para a pessoa. Não é solução para problemas de solidão e para carências afectivas. Quando para este fim se busca a experiência sexual, a relação entre os parceiros acaba por se desgastar e torna-se doentia, lugar de manifestação das mais variadas formas de imaturidade, tais como: possessão, ciúme, dominação, sadomasoquismo e outras.
Mas é verdade que situações stressantes podem levar a buscar no sexo o desafogo. Da mera curiosidade adolescente pode se passar para a prática masturbatória como válvula de escape para tensões emocionais. E quando se aprende a ter o (a) parceiro (a) acrescenta-se à experiência física do prazer a sensação de companhia, o envolvimento erótico. Assim o cérebro aprende – instala-se um mecanismo – a mobilizar a área do prazer sexual como forma de superar o desconforto. A força deste mecanismo é poderosa porque, na verdade, a experiência sexual parece responder à necessidade profunda de comunicação do ser humano. Mas uma coisa é certa: o sexo não resolve a insatisfação profunda, doentia ou não, que costuma acompanhar o ser humano desde a infância.
Há ainda outros factores que levam a pessoa a buscar a experiência sexual como resposta. Nos adolescentes pode ser simplesmente o desejo de experimentar. Mas, numa cultura que leva o sexo à condição de sentido de vida, o desejo de fazer a experiência acaba por se transformar em necessidade.
É neste contexto humano e cultural que os cristãos devem testemunhar a dignidade maior da pessoa humana através da vivência da castidade. A impossibilidade de experimentar-se positivamente em comunhão com os outros – experimentar amor – é a morte. Como se trata de um processo, nenhum de nós chegou à plenitude desta experiência. Vivemo-la como caminho. Isto é suficiente para sermos felizes no tempo da história. Os vazios desta experiência são assumidos como apelos a nela crescer. Donde a importância da esperança como certeza do acerto do caminho. É dentro deste horizonte que podemos entender a sexualidade humana enquanto impulso na direcção do outro.
Eros é, na sua raiz, impulso para a comunhão, busca de plenitude, desejo de envolvimento. Eros pode ser fonte de crescimento, força que impele para os envolvimentos místicos. Mas pode perder-se nas emoções vindas de fora, da estimulação dos sentidos e da excitação produzida pela química do prazer. Sem dúvida, o instinto sexual objectiva garantir a continuidade da espécie. No ser humano o instinto sexual é parte de um todo, na qual razão e liberdade constituem a nossa identidade específica. Assim, ao mesmo tempo em que a sexualidade humana objectiva garantir a continuidade da espécie, ela torna-se lugar privilegiado de comunicação.
O encontro sexual entre homem e mulher deveria, pois, inclusive em razão da intimidade do abraço, ser um momento de profunda e real comunhão. Mais que a intensidade do prazer físico a relação sexual deveria ser a celebração do amor vivido na comunhão quotidiana da vida. No ser humano, portanto, o sexo, enquanto relação, exprime e comunica o que a pessoa vive. Deveria ser expressão de amor, manifestação da riqueza interior que se comunica ao parceiro e que tem a força de gerar outra vida. Matrimónio é união que gera vida. O que foge disto, é perda de dignidade.
Dom Eduardo Sales Rodrigues
NONO MANDAMENTO:
GUARDAR CASTIDADE NOS PENSAMENTOS
E NOS DESEJOS
527. O que exige o nono mandamento?
O nono mandamento exige vencer a concupiscência carnal nos pensamentos e nos desejos. A luta contra a concupiscência passa pela purificação do coração e pela prática da virtude da temperança.
528. Que proíbe o nono mandamento?
O nono mandamento proíbe cultivar pensamentos e desejos relativos às acções proibidas pelo sexto mandamento.
529. Como chegar à pureza do coração?
O baptizado, com a graça de Deus, em luta contra os desejos desordenados, chega à pureza do coração mediante a virtude e o dom da castidade, a pureza de intenção e do olhar exterior e interior, com a disciplina dos sentidos e da imaginação e pela oração.
530. Quais as outras exigências da pureza?
A pureza exige o pudor, que, preservando a intimidade da pessoa, exprime a delicadeza da castidade e orienta os olhares e os gestos em conformidade com a dignidade das pessoas e da sua comunhão. Ela liberta do erotismo difuso e afasta de tudo aquilo que favorece a curiosidade mórbida. Requer uma purificação do ambiente social, mediante uma luta constante contra a permissividade dos costumes, que assenta numa concepção errónea da liberdade humana.
Fonte: Catecismo da Igreja Católica
 
<< Início < Anterior | 1 2 3 | Seguinte > Final >>

Resultados 1 - 30 de 80