Mensagem

O Santíssimo
Sacramento
Louvado Seja
A Todo o Momento

 
Início seta A Família
A Família
A FAMÍLIA, “SANTUÁRIO DA VIDA” Imprimir e-mail

A FAMÍLIA, “SANTUÁRIO DA VIDA”

 

Image 

As lições da Sagrada Família

O Papa João Paulo II, na “Carta às Famílias”, chamou à família “Santuário da vida” (CF, 11). Santuário quer dizer “lugar sagrado”. É ali que a vida humana surge como que de uma nascente sagrada, e é cultivada e formada. É missão sagrada da família: guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida.

O Concílio Vaticano II já a tinha chamado “a Igreja doméstica” (LG, 11) na qual Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido; nele também foi ensinado que: “A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS, 47).

Jesus habita com a família cristã. A presença do Senhor nas Bodas de Caná da Galileia significa que o Senhor “quer estar no meio da família”, ajudando-a a vencer todos os seus desafios; e Nossa Senhora ali o acompanha com a sua materna intercessão.
Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher “à sua imagem e semelhança” (Gen 1,26), Ele os quis “em família”. Por isso, a família é uma realidade sagrada. Jesus começou a sua missão redentora da humanidade na Família de Nazaré. A primeira realidade humana que Ele quis resgatar foi a família; Ele não teve um pai natural aqui, mas quis ter um pai adoptivo, quis ter uma família, e viveu nela trinta anos. Isto é muito significativo. Com a presença de Jesus na família – Ele sagrou todas as famílias.

Conta-nos São Lucas que após o encontro do Senhor no Templo, eles voltaram para Nazaré “e Ele era-lhes submisso” (cf. Lc 2,51). A primeira lição que Jesus nos deixou na família é a de que os filhos devem obedecer aos pais, cumprindo bem o Quarto Mandamento da Lei. Assim se expressou o Papa João Paulo II:
“O Filho unigénito, consubstancial ao Pai, ‘Deus de Deus, Luz da Luz’, entrou na história dos homens através da família” (CF, 2).

Ao falar da família no plano de Deus, o Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que ela é “vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua actividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai” (CIC, 2205). E na sua mensagem de Paz, do primeiro dia do Ano Novo (2008) o Papa Bento XVI deixou claro que sem a família não pode haver paz no mundo.

E o Papa fez questão de ressaltar que família é somente aquela que surge da união de um homem com uma mulher, unidos para sempre, e não uma união homossexual que dá origem a uma falsa família.

“A família é a comunidade na qual, desde a infância, se podem assimilar os valores morais, em que se pode começar a honrar a Deus e a usar correctamente da liberdade.
A vida em família é iniciação para a vida em sociedade” (CIC, 2207).

A Família de Nazaré sempre foi e sempre será o modelo para todas as famílias cristãs. Acima de tudo, vemos uma família que vive por Deus e para Deus; o seu projecto é fazer a vontade de Deus. A Sagrada Família é a escola das virtudes por meio da qual toda pessoa deve aprender e viver desde o lar.

Maria é a mulher docemente submissa a Deus e a José, inteiramente ao serviço do Reino de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra” (Lc 1,38). A vontade dela é a vontade de Deus; o plano dela é o plano de Deus. Viveu toda a sua vida dedicada ao Menino Deus, depois ao Filho, Redentor dos homens, e, por fim, ao serviço da Igreja, a qual o Redentor instituiu para levar a salvação a todos os homens.
José era o pai e esposo fiel e trabalhador, homem “justo” (Mt 1, 19), homem santo, pronto a ouvir a voz de Deus e a cumpri-la sem demora. Foi o defensor do Menino e da Mãe, os tesouros maiores de Deus na Terra. Com o trabalho humilde de carpinteiro deu sustento à Família de Deus, deixando-nos a lição fundamental da importância do trabalho, qualquer que seja este.
Em vez de escolher um pai letrado e erudito para Jesus, Deus escolheu um pai pobre, humilde, santo e trabalhador braçal. José foi o homem puro, que soube respeitar o voto perpétuo de virgindade da sua esposa, segundo os desígnios misteriosos de Deus.
A Família de Nazaré é para nós, hoje, mais do que nunca, modelo de unidade, amor e fidelidade.

Mais do que nunca a família hoje está a ser destruída na sua identidade e nos seus valores. Surge já uma “nova família” que nada tem a ver com a família de Deus e com a Família de Nazaré.

As mazelas da nossa sociedade –, especialmente as que se referem aos nossos jovens: crimes, roubos, assaltos, sequestros, bebedeiras, drogas, homossexualismo, lesbianismo, enfim, os graves problemas morais e sociais que enfrentamos, – têm a sua razão mais profunda na desagregação familiar a que hoje assistimos, face à gravíssima decadência moral da sociedade.
Como será possível, num contexto de imoralidade, insegurança, ausência de pai ou mãe, garantir aos filhos as bases de uma personalidade firme e equilibrada e uma vida digna, com esperança?
Como será possível construir uma sociedade forte e sólida onde há milhares de “órfãos de pais vivos”? Fruto da permissividade moral e do relativismo religioso do nosso tempo, é enorme a percentagem dos casais que se separam, destruindo as famílias e gerando toda a sorte de sofrimento para os filhos. Muitos crescem sem o calor amoroso do pai e da mãe, carregando consigo esta carência afectiva para sempre.

A Família de Nazaré ensina ainda hoje que a família destes nossos tempos pós-modernos só se poderá reencontrar e salvar a sociedade se souber olhar para a Sagrada Família e copiar o seu modo de vida: serviçal, religioso, moral, trabalhador, simples, humilde, amoroso…
Sem isto, não haverá verdadeira família e sociedade feliz.

 

 

 
Oração pela restauração das nossas famílias! Imprimir e-mail

Image

Oração pela restauração das nossas famílias!

Senhor, concedei-me e à minha família, a graça de Vos buscar antes de todas as coisas, pois somente assim poderemos viver na unidade.

Vinde com o vosso Espírito sobre o meu lar e removei os problemas que em nós existam: males do corpo, da alma, do espírito, do coração.

Que façamos como se tudo dependesse de nós, mas certos de que somente com a vossa graça poderemos, mesmo nos sofrimentos, permanecer na vossa paz.

Que sejamos profundamente amigos, nos ajudemos mutuamente a crescer na prática da fé e reavivemos sempre o amor que selámos diante de Vós, num compromisso sagrado e para sempre.

Que nos lembremos que o maior presente que os nossos filhos podem receber, é o amor entre nós, seus pais.

Vinde, Senhor Jesus, restaurai a minha família e as famílias do mundo inteiro.
Amém.

Image

Oração pela paz na família

Amabilíssimo Jesus, os profetas Vos anunciaram como Príncipe da Paz. Os anjos igualmente anunciaram paz aos homens por ocasião do Vosso nascimento.
Morrestes na cruz para consolidar a paz entre Deus e os homens. E o fruto mais precioso da Vossa paixão foi aquela paz que transmitistes aos apóstolos no dia da ressurreição.
Vós lhe ordenastes que levassem a paz a toda a casa onde entrassem. Dai-nos também aquela paz que o mundo não nos pode dar. Concedei-nos, a todos nesta família, que guardemos a paz de uma boa consciência, para que a serenidade e o Vosso amor reinem entre nós.
A Vossa providência divina colocou-nos numa família e uniu-nos intimamente pelos laços sagrados do sangue e da graça. Que esta união verdadeiramente exista entre nós aqui na terra e continue no céu. Dai-me, e a todos os meus familiares amor e carinho.
Guardai-nos de toda a ira e impaciência, da perigosa desconfiança e maledicência, de discussões e brigas. Deus da paz e do amor, concedei-nos que passemos em verdadeira paz familiar os dias da nossa vida, a fim de que cheguemos um dia à completa e verdadeira paz na Vossa presença eterna.
Amém.

Oração de protecção à família

Image

Senhor Jesus Cristo,
eu (nome completo) coloco a minha casa,
a minha família (coloque o primeiro nome de cada familiar),
todos os que moram comigo,
sob a protecção do vosso sangue precioso.
Protegei esta casa de assaltos, incêndio, violência,
calúnia, difamação, maldição, pragas e todo o mal.
Qualquer pessoa que tenha má intenção, maldade,
não consiga permanecer nesta casa nem passe por esta porta,
em que entronizo esta oração.
E assim como lemos no livro do Êxodo capítulo 12
(quando o Senhor protegeu as casas dos israelitas),
que a minha casa, por meio desta oração de protecção,
seja marcada com o sangue do Senhor Jesus Cristo,
sinal de protecção contra todo e qualquer tipo de flagelo.
Invoco a intercessão especial da Virgem Maria
e de São Miguel Arcanjo confirmando esta oração.
Enfim, esta porta e toda a minha casa sejam seladas,
marcadas e protegidas no sangue libertador
de nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém.

Dizia SANTA TERESINHA

Santifiquem-se os cônjuges no amor de Deus e no mútuo afecto, que depois na sua própria escola se santificarão os seus filhos.
Mães, nunca tenhais medo de errar, ao manter a harmonia com os maridos, que tão necessária é para a educação dos vossos filhos. Não falte entre vós o respeito obrigatório, na medida em que a vossa escola terá uma importância tão decisiva, na vida dos vossos filhos.
A felicidade e a santidade são muitas vezes determinadas pela harmonia familiar. Se um exemplo de honestidade de vida, de amor ao trabalho pode criar homens famosos, a fé e a oração criam a santidade. Mas ambas unidas, estas virtudes fazem o homem perfeito. Fazei assim mesmo e que as vossas famílias sejam felizes.

“Quem foram os Autores da minha santidade? Acima de tudo, Deus, em cuja misericórdia sempre confiei e a Quem me consagrei. Depois os meus santos pais. Sim, os meus santos pais foram o meio mais poderoso da minha santidade, depois de Deus.
Na sua escola, feita de fé, de caridade e de virtudes, não poderia eu crescer de um modo diverso.
Dirijo-me a todos os pais, e enquanto dou o exemplo dos meus santos pais, convido-os, a ter, como ideal da vida familiar, a santidade”.



Bênção dos Lares

Jesus, Maria e José: Nossa família vossa é!

Deus, Senhor nosso,
nós Vos adoramos porque sois a fonte da vida,
a fonte do amor e da felicidade.
Purificai o nosso amor de toda a inveja,
ciúme e raivas.
Vos agradecemos por todos os dons naturais
concedidos a cada um em particular,
pela família que santificais com os sacramentos,
que são a vossa presença amorosa e eficiente.
Dai-nos ó Pai celeste,
a graça de irradiar em nossa casa
mais amor e compreensão…
Fazei que imitemos a família de Nazaré
para sentirmos a alegria do Vosso amor e,
sermos luz neste mundo aflito e confuso.
Isto Vos pedimos com a intercessão
da Sagrada Família,
em união com o Divino Espírito Santo.
Amém!

 

AS CRIANÇAS APRENDEM O QUE VIVEM

 

Se uma criança é constantemente criticada

APRENDE  a condenar. 

Se uma criança vive com honestidade

APRENDE a lutar.

Se uma criança vive envergonhada

APRENDE  a sentir-se culpada.

Se uma criança é objecto de tolerância

APRENDE  a ser tolerante. 

Se uma criança é estimulada

APRENDE  a confiar.

Se uma criança é apreciada

APRENDE a apreciar.

Se uma criança vive com rectidão

APRENDE a ser justa.

 Se uma criança vive com segurança

APRENDE a ter fé.

Se uma criança vive encorajada

APRENDE  a gostar de si própria.

Se uma criança vive com aceitação e amizade

APRENDE a encontrar amor no mundo.

 

 

 

 
A família é um grande alvo do inimigo de Deus Imprimir e-mail

Image

A família é um grande alvo do inimigo de Deus

É impressionante ver cada dia mais separações, brigas, falta de perdão, vícios, doenças e tantas outras situações! As nossas crianças têm crescido no meio de todas estas realidades e quantas delas sem referência da figura paterna ou materna, pois são abandonadas ou pelo pai ou pela mãe. Depois vemos as consequências como rebeldia, sexualidade desregrada, problemas de comportamento, problemas emocionais, problemas na escola, homossexualismo e outros mais…
Não são só as crianças que sofrem! Quantas mulheres que choram agora a perda dos seus maridos? Quantas delas decepcionadas por causa de traição, violência física ou verbal; decepcionadas por causa da revolta dos seus filhos? Maridos que sofrem a perda das suas esposas.

O demónio quer destruir o que de mais lindo Deus criou. E nós não podemos ser indiferentes a estes problemas. Pode ser que tu não tenhas nenhum problema com a tua família e caso isto seja real, isto é uma grande honra. Claro que isto é possível! Para isso, precisamos de lutar para que outras famílias sejam resgatadas; para que famílias inteiras estejam a servir a Deus!

Como?
Primeiro preciso de perguntar a mim mesmo: o que eu tenho feito para que a minha família – o meu esposo, a minha esposa, os meus filhos, os meus parentes vivam em Deus?
Tenho-lhes testemunhado o que Deus tem feito em mim? Se eles não aceitam, tenho pelo menos todos os dias rezado pela conversão de cada um?
Não sei a situação que tu vives entre estas que citei acima: se são problemas de relacionamentos com o teu marido ou a tua esposa; se são problemas com os filhos, se são vícios, se são doenças, se são problemas de envolvimento com seitas, mas Deus sabe, reza-Lhe, pede-Lhe ajuda. Tudo é possível ao que crê.
Há um ditado que diz: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.  

Não desistamos de rezar e acreditemos em milagres; acreditemos que veremos a nossa família restaurada. Nunca nos revoltemos contra Deus, pois Ele não tem culpa e nem pode forçar uma pessoa a mudar de vida. Infelizmente muita gente vem pela dor.

Esperemos no Senhor. Ele não é indiferente ao que vivemos. Tudo acontecerá na hora certa. Quanto a nós, façamos a experiência de abandono em Deus.
Há coisas que não conseguimos resolver, mas para Ele todas as coisas são possíveis.
Por isso, muita oração, joelhos no chão e veremos muitas pedras duras restauradas pela nossa fidelidade e perseverança.

A nossa luta não deve ser contra os homens, mas contra o inimigo de Deus que procura brechas para agir nos membros mais fracos da nossa casa.
Rezemos e esperemos confiadamente no Senhor!


Oração de libertação pelos pecados das nossas famílias

Image 

Senhor, faz com que compartilhemos a vida como verdadeiro casal, esposo e esposa.
Que saibamos dar um ao outro o que temos de melhor em nós, no corpo e no espírito;
que nos aceitemos e nos amemos como somos, com as riquezas e limitações que temos.
Cresçamos juntos, sendo caminho um para o outro; saibamos carregar o fardo um do outro, encorajando-nos a crescer sempre no mútuo amor.
Sejamos tudo um para o outro: os nossos melhores pensamentos, as nossas melhores acções, o nosso melhor tempo e as nossas melhores atenções.
Encontremos um no outro a melhor companhia.
Senhor, o amor que vivemos seja a grande experiência do Teu amor.
Cresça, Senhor, em nós a mútua admiração e atracção, a ponto de nos tornarmos um só:
no pensar, no agir e no conviver.
Para que isto aconteça, estejas Tu entre nós. Seremos, então, eternos enamorados.
Que assim seja!

Oração de libertação pelas nossas famílias…

Senhor, assumo a minha casa, a família que me deste.
Como membro desta família, peço-Te perdão pelos meus pecados pessoais, Senhor. Os pecados que cometi por pensamentos, os meus pecados de sentimentos, de emoções, de actos; todas as coisas erradas que fiz.
Peço-Te perdão, Senhor, por todas as palavras erradas que disse, palavras falsas, ofensivas, que magoaram os meus irmãos e que não foram convenientes.
Peço-Te perdão por todos os meus pecados por omissão. As coisas que devia fazer e não fiz. Por não ter orado como devia, por não interceder como devia, por não vigiar como devia, por não comandar como devia, por não usar de autoridade como devia, por não falar quando devia, por não calar quando devia,… enfim, Senhor, todas as minhas omissões.
Peço-Te perdão por toda a minha malícia, maldade, falsidade, hipocrisia… de todo o meu pecado, Senhor. Tu sabes da sinceridade do meu coração.
Digo, sinceramente, diante de Ti: rompo com o pecado. Não quero pecar, Senhor. Digo “não” ao pecado.
Agora assumo a autoridade espiritual que não é minha, mas que o Senhor me deu, sobre a família que o Senhor me concedeu.
Assumindo esta autoridade espiritual, digo:
Perdão, Senhor, pelos pecados da família que me deste. Assumo sobre mim esses pecados, como o Senhor assumiu sobre Si os pecados do teu povo, os pecados da família que o Pai te deu. O Senhor foi até à cruz e derramou o Seu sangue por esta família.
Senhor, peço-Te perdão por todos os pecados de pensamentos, de julgamentos, de palavras, de sentimentos, de emoções – por minha culpa ou sem minha culpa – que a minha família cometeu.
Peço-Te perdão por todos os pecados de omissão da minha família. Por tudo aquilo que os meus entes queridos fizeram, desagradando e ofendendo o Teu coração, desagradando e ferindo os meus irmãos.
Eu e a minha casa rompemos com o pecado, não queremos mais pecar. Eu e a minha casa não queremos mais ser uma “filha apóstata”. Não queremos mais ficar andando por caminhos errados, pelos caminhos da tentação, resvalando no pecado e dando-lhe abertura.
Eu e a minha casa dizemos como Domingos Sávio: “A morte, mas não o pecado. Antes morrer do que pecar”.
Sabemos da nossa fragilidade, Senhor, mas firmes na fé, firmes no teu poder, no poder da Tua cruz, fazemos esta proclamação: “Eu e a minha casa rompemos com o pecado”.
Meu Senhor e meu Deus, lava-nos agora com o Teu sangue precioso. Lava toda a minha casa, a minha família, todos aqueles que bondosamente me deste.
Amém!

Image 

Vamos rezar pelos problemas que as nossas famílias têm enfrentado:

  • Desunião
  • Brigas
  • Separação
  • Doenças
  • Situação Financeira
  • Desemprego
  • Vícios
  • Ameaças
  • Por todas as necessidades materiais
  • Pelos relacionamentos
  • Libertação Espiritual
  • Pela cura interior de cada membro
  • Pela conversão de todos
  • Por todos os filhos
  • Pelos nossos parentes
  • Pelos que sofrem de depressão
  • Problemas psicológicos e psiquiátricos
  • Não aceitação
  • Por todas as mulheres que têm dificuldade de engravidar

Libertação dos apegos aos bens
Misericórdia, Senhor Jesus. Acolhe os nossos familiares e derrama o Teu Santo Sangue sobre a vida de cada um trazendo-nos a cura e a libertação necessária.
Envia o teu Espírito Santo que é a água viva e liberta-nos de todo pecado, de tudo aquilo que é impuro e fere o Teu coração, Senhor.
Que a Sagrada Família interceda pela nossa família.
Jesus, Maria e José, a nossa família, vossa é!

 

 

 
Como superar as dores e consequências do adultério Imprimir e-mail

Image

Como superar as dores e consequências do adultério
O casal cristão deve analisar com paciência e coragem a reconciliação

O matrimónio acenta em três grandes princípios:
fidelidade,
indissolubilidade
e fecundidade.

O amor dos esposos é comparado, por São Paulo, ao amor “fiel, indissolúvel e fecundo” entre Cristo e a Igreja: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Mt 5, 25).
A quebra da fidelidade conjugal fere e contradiz a união de amor entre Cristo e a Igreja, porque cada casal que se une pelo sacramento do matrimónio sinaliza na terra a união de Deus com os homens, de Cristo com a Igreja.
O adultério é falta grave; ao falar dele o Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que: “Cristo condena o adultério mesmo de simples desejo (cf. Mt 5,27-28). O sexto mandamento e o Novo Testamento proscrevem absolutamente o adultério (cf. Mt 5,32; 19,6; Mc 10,11-12; 1Cor 6,9-10). Os profetas denunciam a sua gravidade. Vêem no adultério a figura do pecado de idolatria (Os 2,7; Jr 5,7; 13,27)” (CIC §2380).
E mais: “O adultério é uma injustiça. Quem o comete falta aos seus compromissos. Fere o sinal da Aliança que é o vínculo matrimonial, lesa o direito do outro cônjuge e prejudica a instituição do casamento, violando o contrato que o fundamenta. Compromete o bem da geração humana e dos filhos que têm necessidade da união estável dos pais” (CIC §2381).
Aqui a Igreja explica bem todo o perigo do adultério; ele fragiliza a aliança matrimonial e põe em risco a estabilidade do lar e a felicidade dos filhos. Por esta razão, o cristão deve lutar com todas as forças contra este mal. Não se pode brincar com este perigo porque se pode nele perecer.
Infelizmente, hoje, há muitas forças tenebrosas que empurram as pessoas para o adultério. Uma sexualidade cada vez mais acintosa e provocante, especialmente pela Internet, televisão, filmes, revistas, entre outros. Por outro lado, os problemas conjugais, as inseguranças e carências dos cônjuges, criam circunstâncias perigosas que, muitas vezes, empurram alguns para a falta do adultério.
Há o caso do adultério ocasional, cometido uma vez, por fraqueza humana, falta de vigilância e oração; e há também aquele adultério repetido, assumido, consumado, que é muito mais grave e difícil de ser superado. Ambos, sem dúvida, caracterizam falta grave; jamais podem ser justificados.

No entanto, o adultério não deve ser automaticamente um motivo de separação do casal. Não. Sempre é possível uma mudança de vida, o arrependimento, o pedido de perdão ao cônjuge ferido e a retomada da fidelidade. Especialmente o Sacramento da Confissão pode apagar toda a culpa e lavar os corações da mancha do pecado.
O casal cristão deve analisar – com paciência e coragem – esta recuperação e reconciliação pelo bem deles mesmos e pelo bem dos filhos.
O Código de Direito Canónico diz no Cânon 1152 que: “Embora se recomende vivamente que o cônjuge, movido pela caridade cristã e pela solicitude do bem da família, não negue o perdão ao outro cônjuge adúltero e não interrompa a vida conjugal; no entanto, se não tiver expressado ou tacitamente perdoado a sua culpa, tem o direito de dissolver a convivência conjugal, a não ser que tenha consentido no adultério, lhe tenha dado causa ou tenha também cometido adultério. Existe perdão tácito se o cônjuge inocente, depois de tomar conhecimento do adultério, continuou espontaneamente a viver com o outro cônjuge com afecto marital; presume-se o perdão, se tiver continuado a convivência por seis meses, sem interpor recurso à autoridade eclesiástica ou civil”.
Portanto, a Igreja deixa claro que prefere o perdão para o adúltero; evidentemente se este reconhecer a culpa e estiver arrependido. O cônjuge cristão deve lutar com todas as forças humanas e sobrenaturais da fé para superar esta difícil situação. Precisará unir-se profundamente a Deus e contar com a graça dos Sacramentos, especialmente o da Eucaristia e da oração “sem cessar” (cf. 1Tes 5,16). Para Deus tudo é possível; e muitas vezes, um casal une-se ainda com mais amor e maturidade após uma situação de adultério. De forma que este não deve ser a decretação do fim do casamento.
Neste caso, o cônjuge cristão precisa de lutar com tranquilidade e fé, sem deixar que o desespero e o desânimo tomem conta da situação. É preciso rezar muito, dar tempo ao tempo, esperar com paciência e permanecer fiel a Deus e aos filhos. E também pedir a ajuda de pessoas maduras que possam fazer uma mediação entre os dois. De forma alguma a parte traída deverá partir para um novo relacionamento; pois isso complica ainda mais a situação e pode impedir a saudável reconciliação do casal.
Muitas vezes, um casal reconcilia-se depois de anos de separação. O tempo passa, os sofrimentos, às vezes, abatem-se sobre as pessoas e muitas coisas mudam. Deus age quando rezamos.
Sobretudo, o cônjuge cristão ferido pelo adultério deve saber que está em paz com Deus e com a sua consciência, enquanto o outro está no pecado e não pode viver em paz. Portanto, deve permanecer na sua missão de esposa (ou marido) fiel, servindo os filhos com muita atenção e carinho para superar as dores da ausência do companheiro (a).

Esta é uma ocasião também para se reflectir profundamente nas possíveis causas que puderam ter provocado a situação de adultério.
Por que é que o amor do casal arrefeceu? Por que é que o outro caiu no adultério? Faltou a atenção recíproca, faltou o carinho conjugal, faltou harmonia sexual? Enfim, as causas devem ser analisadas objectivamente para serem removidas, de forma a se possibilitar a reconciliação.
Evidentemente todo o casal se deve precaver para que um dos cônjuges não seja levado ao adultério. A prevenção sempre é a melhor terapia. Para isso é preciso que o casal alimente a vida espiritual, a vida de oração e sacramental; pois está provado que esses casais normalmente vivem a fidelidade conjugal. Por outro lado, o carinho, a atenção constante com o outro e tudo o que alimenta o amor conjugal, deve ser cultivado dia a dia. É muito difícil hoje um casal manter-se verdadeiramente fiel um ao outro se lhes faltar a vida espiritual, o cultivo do amor recíproco e um diálogo sempre aberto sobre todos os problemas.
O casal com dificuldades conjugais precisa de procurar logo a ajuda de um orientador (a) maduro (a) e capaz de os auxiliar. Tudo isto é possível e fundamental para o bem da família e do casal.
A felicidade da sociedade depende das famílias e dos casais; por isso, todo o esforço é necessário para lutar contra o adultério.
Felipe Aquino

 

 
Consagração da família a São Miguel Imprimir e-mail

Image

Consagração da família a São Miguel
"Conservai entre nós a perfeita união do espírito..."

Ó grande Arcanjo São Miguel, príncipe e chefe das legiões angélicas, penetradas do sentimento da vossa grandeza, da vossa bondade e do vosso poder, na presença da adorável Santíssima Trindade, da Virgem Maria e toda a corte celeste, eu (nome) e a minha família vimos hoje consagrar-nos a vós (ou renovar neste dia a nossa consagração).
Queremos honrar-vos e invocar fielmente.
Recebei-nos sob a vossa especial protecção e dignai-vos desde agora velar sobre os nossos interesses espirituais e temporais.
Conservai entre nós a perfeita união do espírito, dos corações e do amor familiar.
Defendei-nos contra os ataques do inimigo, preservai-nos de todo mal e particularmente da desgraça de ofender a Deus gravemente.
Que pelos nossos cuidados, devotados e vigilantes, cheguemos todos à felicidade eterna. Dignai-vos, grande São Miguel, reunir todos os membros da nossa família.

 

 

 
Os dez mandamentos do casal feliz Imprimir e-mail

 Image

 Os dez mandamentos do casal feliz

Uma equipa norte-americana de psicólogos e especialistas no aconselhamento de casais em conflito elaborou os Dez Mandamentos para a Vida a Dois, isto é, os Mandamentos do Casal. São os seguintes:

Os dois nunca devem irritar-se ao mesmo tempo. Isto significa evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária.

Nunca gritar um com o outro, a não ser que a casa esteja em chamas. Quem tem bons argumentos não precisa de gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.

Se alguém deve ganhar a discussão, deixe que seja o outro. Perder uma discussão, pode ser um acto de inteligência e amor.

Se for inevitável criticar, faça-o com amor. A outra parte precisa de entender que aquilo que foi dito, tem o objectivo de aproximar e não separar.

Nunca atirar à cara do outro os erros cometidos no passado. A pessoa é sempre maior que os seus erros. E ninguém gosta de ser caracterizado pelos seus defeitos.

Não seja desagradável com qualquer pessoa, menos com o seu cônjuge. Na vida a dois tudo pode e deve ser importante. A felicidade nasce das pequenas coisas.

Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo. Se isto não acontecer, amanhã o problema será maior.

Pelo menos uma vez ao dia, diga ao seu parceiro uma palavra de agrado. Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem-se de o dizer em voz alta.

Se cometer um erro, prepare-se para o assumir e pedir desculpas. Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o erro demonstra ser honesta.

10º Quando um não querer, dois não brigam. É a sabedoria popular que ensina isto. Mas esta mesma sabedoria lembra que «Dois bicudos não se beijam...» Alguém tem de tomar a iniciativa, quebrar o ciclo.
Tomar iniciativa é gesto de maturidade e amor.

Um católico deve confiar e agradecer a Deus por ter instituído um sacramento para unir e santificar a vida a dois: o matrimónio.

 

 

 
Casar-se na Igreja Imprimir e-mail

Image

Casar-se na Igreja

Era embaixador em São Petesburgo. Certo dia, teve necessidade de fazer uma viagem urgente. Ela, ao contrário do habitual, não o pôde acompanhar. Ficou inquieta. Sabia que tinham casado para permanecerem um ao lado do outro. O dia do compromisso, já longínquo, continuava a ter uma grandíssima influência na sua vida. Recordava as palavras como se as tivesse pronunciado na véspera: «Recebo-te por meu esposo e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida».
Era lógico que nas entrelinhas do solene compromisso estava a “promessa” de viajar com ele, sobretudo se essa viagem fosse mais demorada. Afinal, para ela, o casamento era exactamente isso: a maior e mais definitiva viagem que tinha decidido realizar com ele até ao fim da sua vida.
Ficou inquieta ao pensar na intensa vida social do marido. Arrependeu-se de não o ter acompanhado. Resolveu escrever-lhe. Era o único modo que tinha de fazer-se presente estando ausente. «Temo que o convívio com princesas e embaixatrizes te faça esquecer-te de mim, que sou uma mulher simples e sem títulos, excepto o maravilhoso de ser só tua». Ele não tardou em responder-lhe: «Esqueces, minha amada, que casei contigo não só porque te amava, mas porque tinha e tenho o propósito firme de te amar sempre, cada dia mais, aconteça o que acontecer». Esta resposta é atribuída a Otto von Bismarck (1815 – 1898), estadista prussiano e unificador da Alemanha.

Bismarck não tinha casado somente porque a amava, mas com o compromisso de amá-la cada dia mais, em todas as circunstâncias, até ao fim. “Casar com a promessa de amar até ao fim” é uma expressão comprometedora. Manifesta um amor genuíno, um amor que possui o desejo de ser eterno. Só esse amor é verdadeiro. Só esse amor pode gerar um casamento forte diante das dificuldades.

Casar-se é exactamente isto. É estar disposto a prometer a alguém: “Tu, só tu, para sempre, aconteça o que acontecer”.
Somente este tipo de casamentos é que a Igreja admite. Se alguém quer uma união a prazo, solúvel, à experiência, deve procurá-la noutro sítio.
Casar-se na Igreja é casar-se como Deus quer. O casamento é uma ideia Sua. Só funciona de verdade se for vivido de acordo com a Sua Lei. Por isso, os noivos manifestam o seu desejo de se casarem na Igreja, porque desejam comprometer-se diante de Deus. São conscientes da fragilidade do seu amor e do perigo sempre presente do egoísmo e do orgulho. Pedem a Deus que os ajude a serem fiéis ao seu compromisso.
Casar-se na Igreja deveria ser sempre uma opção de fé, e não somente a procura de um lugar mais romântico e solene que a conservatória do registo civil.
Casar-se na Igreja significa casar-se como cristãos. Significa reconhecer que a Igreja é parte essencial da nossa vida. Significa reconhecer que “a Igreja é nossa Mãe e uma Mãe deve ser amada” (João Paulo II).
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

 

 

 
Oração pela família Imprimir e-mail

Image

Que nenhuma família comece em qualquer de repente
Que nenhuma família termine, por falta de amor,
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador.

Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte
Que eles vivam do ontem no hoje e em função de um depois.

Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor.

Abençoa, Senhor, as famílias, amém
Abençoa, Senhor, a minha também

Que marido e mulher tenham força de amar sem medida
Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão.

Que o marido e mulher não se traiam nem traiam seus filhos
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho
Seja a firme esperança de um céu, aqui mesmo e depois.

Abençoa, Senhor, as famílias, amém
Abençoa, Senhor, a minha também

Fonte: Pe. Zezinho

 

 

 

 
A Família, comunidade aberta Imprimir e-mail

A FAMÍLIA, COMUNIDADE ABERTA

Vamos focar alguns aspectos que fazem da comunidade familiar uma comunidade de serviço à vida, à educação e à participação no plano social, político e eclesial. Cada um destes aspectos encontra suporte em referências à exortação apostólica Familiaris Consortio.

1 - A Família, porque comunidade de amor, é uma comunidade aberta

* Da comunidade conjugal à comunidade familiar: o amor como fundamento da comunidade conjugal e fermento da comunidade familiar.
“Sem amor, a família não é uma comunidade e não pode viver, crescer e aperfeiçoar-se...” Familiaris Consorcio, nº 18

Reflexão – Como se tem concretizado o amor nas nossas atitudes e comportamentos de pais? Soubemos construir uma verdadeira comunidade familiar? Ou temos experimentado dificuldades nessa construção? Quais?


* “Todo o que vive para si, morre por si”.
A família não pode fechar-se em si mesma – tem de ser, por vocação e missão, uma comunidade aberta.
A abertura implica disponibilidade, serviço.
“Por força da sua natureza e vocação, longe de fechar-se em si mesma, a família abre-se às outras famílias e à sociedade...” Familiaris Consorcio, nº 42
 

Reflexão – Já tomei consciência da vocação e missão da minha família como comunidade aberta? Em que aspectos concretos se tem manifestado essa abertura?

2 - A Família como comunidade de serviço
a) O serviço à vida. A transmissão da vida como tarefa fundamental da família.
“É pelo amor conjugal que os pais se tornam cooperadores com Deus na obra da criação.” Familiaris Consorcio, nº 14
“O filho é o reflexo vivo e o sinal da unidade do amor conjugal.” Familiaris Consorcio, nº 14

Reflexão – Marido e esposa que somos, entendemos no plano da nossa consciência, que temos cooperado com Deus na obra da Criação? Ou temos sido egoístas nessa colaboração? Temos tido razões válidas para a nossa posição?

* A mentalidade anti-natalista
“... O bem-estar excessivo e a mentalidade consumística, paradoxalmente unida a certa angústia e incerteza quanto ao futuro, tiram aos esposos a generosidade e a coragem de suscitarem novas vidas humanas. Assim a vida é muitas vezes concebida não como bênção, mas como risco de que é preciso precaver-se.” Familiaris Consorcio, nº 6
“... A vida humana, mesmo se débil e enferma, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade...” Familiaris Consorcio, nº 30

Reflexão – Entre nós, na nossa terra, a concepção da vida é considerada uma bênção? ou um risco, que é preciso evitar? E por que processos se evita? Qual a nossa opinião sobre o assunto?

* A fecundidade, fruto e sinal do amor conjugal
“A fecundidade não se restringe à procriação...” Familiaris Consorcio, nº 30
 

Reflexão – Na nossa vida de casal cristão, temos sido um casal fecundo? Em que aspectos se tem manifestado essa fecundidade?

b) O serviço à educação. A transmissão dos valores (diálogo, respeito, acolhimento, disponibilidade, verdade, liberdade, fé...).
“…os pais devem, formar os filhos para os valores essenciais da vida humana. [...] O homem vale mais pelo que é do que pelo que tem. [...] A comunhão e a participação quotidianamente vividas na casa, nos momentos de alegria e de dificuldade, representam a mais concreta e eficaz pedagogia para a inserção activa, responsável e fecunda dos filhos no mais amplo horizonte da sociedade.
[...]
O serviço educativo dos pais deve dirigir-se para uma educação sexual em que eles se apresentem como primeiros educadores e constituam garantia do crescimento dos filhos segundo os valores morais da sexualidade humana... Familiaris Consorcio, nº 37

Reflexão – Como pais, temos sabido ser educadores? Quais são os valores (naturais, sobrenaturais, humanos, cristãos) que temos procurado transmitir? Temos sabido encontrar tempo para nos preocuparmos com a educação dos nossos filhos ou, comodamente, atiramos essa tarefa para outras estruturas (catequese, escola...)?

* A crise dos valores como consequência da crise da família enquanto comunidade educativa:
“... são múltiplas e variadas as formas de divisão da vida familiar, desagregando a comunhão familiar, nenhuma família ignora como o egoísmo, o desacordo, as tensões, os conflitos agridem, de forma violenta e, por vezes, mortal, a comunhão familiar. Familiaris Consorcio, nº 21

Reflexão – O que temos feito para impedir que os contra-valores que, a cada momento, se manifestam na sociedade, agridam a nossa comunidade familiar? Que acções concretas podem desenvolver-se, na nossa terra, para melhorarmos o clima (moral) que nela se respira? c) O serviço da participação no desenvolvimento da sociedade e da Igreja

* A função política e social da família
“... O bem da sociedade e a vitalidade da Igreja estão profundamente ligadas ao bem da família...
A renovação da sociedade assenta na promoção (humana e cristã) da família...
É da família que saem os cidadãos e é na família que se encontra a primeira escola das virtudes sociais que são a alma da vida e desenvolvimento da sociedade... Familiaris Consorcio, nº 42
“... A família constitui o lugar natural e o instrumento mais eficaz de humanização e de personalização da sociedade.” Familiaris Consorcio, nº 43
“... A família cristã é chamada a oferecer a todos o testemunho de uma dedicação generosa e desinteressada pelos problemas sociais... deve cuidar particularmente dos esfomeados, dos indigentes, dos anciãos, dos doentes, dos drogados, dos familiares.” Familiaris Consorcio, nº 47

Reflexão – Na nossa terra, qual o lugar que os pobres e os marginalizados ocupam? Constituem “opção preferencial” da “família cristã” na nossa paróquia? Empenhamo-nos, activa e responsavelmente, no crescimento autenticamente humano da sociedade (local) em que vivemos e das suas instituições? Já procurámos construir formas organizadas (em associações de famílias) para resolver os problemas existentes? O que falta fazer?

* A função eclesial da família
“Entre os deveres fundamentais da família cristã está o dever eclesial:
colocar-se ao serviço da edificação do Reino de Deus na história mediante a participação na vida e na missão da Igreja.” Familiaris Consorcio, nº 47
A família como alfobre do sacerdócio, especial participação na vida e missão da Igreja.

Reflexão – Estamos sensíveis ao problema da falta de vocações sacerdotais? Como reagiríamos perante o despertar de uma vocação sacerdotal na nossa família? Acolhíamo-la? A família como comunidade crente. A espiritualidade.

“A dignidade e responsabilidade da família cristã como Igreja doméstica só podem, pois, ser vividas com a ajuda incessante de Deus, que não faltará, se implorada com humildade e confiança na oração...” Familiaris Consorcio, nº 59“... Em virtude da sua dignidade e missão, os pais cristãos têm o dever específico de educar os filhos para a oração, de os introduzir na descoberta progressiva do mistério de Deus e no colóquio pessoal com Ele...” Familiaris Consorcio, nº 60

Reflexão – Qual o lugar que a oração tem no nosso lar? Temos dialogado com Deus e ensinado a dialogar? Falamos com Deus das nossas alegrias e dores, esperanças e tristezas, das nossas festas na família a propósito do nascimento de um filho, dos seus êxitos nos estudos, dos nossos trabalhos? Fazemos intervir Deus na vida da nossa família?
A família como comunidade evangelizadora
“... Na medida em que a família cristã acolhe o Evangelho e amadurece na fé, torna-se uma comunidade evangelizadora...
Os pais não só comunicam aos filhos o Evangelho, mas podem também receber deles o mesmo Evangelho profundamente vivido. Uma tal família torna-se, então, evangelizadora de muitas outras famílias e do ambiente no qual está inserida...” Familiaris Consorcio, nº 52

Reflexão – A minha família, tem sido uma comunidade evangelizadora? Temos posto o Evangelho na nossa vida familiar?

3 - Família, torna-te aquilo que és!...
“... Voltar ao princípio do acto criador de Deus, torna-se uma necessidade para a família...” Familiaris Consorcio, nº 17
“... Testemunhar a indissolubilidade e a fidelidade matrimonial é uma das tarefas mais preciosas e mais urgentes dos casais cristãos do nosso tempo... Familiaris Consorcio, nº 20
 

 

  TELEVISÃO E FAMÍLIA
 

1 - Como qualquer dos outros grandes meios de Comunicação, a Televisão faz hoje parte integrante do nosso universo quotidiano, individual e colectivo.
O Televisor constitui um objecto “indispensável”, com direito a lugar de relevo na grande maioria das nossas casas. Passamos diante dele uma parte significativa da nossa vida, mesmo quando não
gostamos dos seus produtos, mesmo quando eles nos irritam.
É assim hoje e tudo indica que assim será cada vez mais. Isto porque a revolução tecnológica, que se está a operar no domínio do audiovisual, aponta para o aumento do poder de sedução e de fascínio
da Televisão.
Para aqueles que consideram já excessiva a influência da Televisão nas nossas vidas, é bom que se diga que essa influência tenderá a crescer. Se os problemas daí decorrentes já são muitos, eles serão ainda maiores no futuro. 

2 - Falar de problemas não deve traduzir, no entanto, uma atitude de suspeição doentia e obsessiva, perante o fenómeno televisivo.
A Televisão é um instrumento de potencialidades maravilhosas, no domínio do lazer, do divertimento, da informação e da cultura. E, se é verdade que muitas vezes nos agride, nos irrita, perturba e confunde, também é certo que muitas vezes nos deleita, nos enriquece, nos faz óptima companhia, nos abre ao mundo e nos transporta
à região do sonho.
A Televisão permite abrir janelas, nas paredes do nosso pequeno círculo familiar. Ajuda-nos a percorrer e a acompanhar o caminho da Humanidade, a descobrir gentes e a partilhar problemas. Faz-nos comungar mais de perto a universalidade
do Homem e do seu destino.
Ela é para milhões e milhões de pessoas o bilhete possível para o cinema, para o teatro, para o concerto, para o circo, para o estádio. É passaporte gratuito para
países desconhecidos, é encontro com a beleza, é espaço de evasão, de emoção, de alegria, de encantamento.
Por isso, a Televisão atrai e seduz tanto que corre o risco de absorver, de dominar, de escravizar.

3 - Uma parte considerável da nossa vida passa-se hoje, frente à caixinha mágica, colocada habitualmente num local relevante e estratégico que condiciona, tantas vezes, o aproveitamento do espaço e a própria decoração da casa.
É um aparelho dominante e dominador, de tal modo que o ligamos quase instintivamente, às vezes sem termos a mínima ideia do que ele tem para
nos oferecer.
Estamos a assistir a uma autêntica multiplicação de televisores, nas casas das famílias portuguesas. Sinal da capacidade económica e preocupação de comodidade, mas não só. Trata-se de responder também ao aumento da oferta e às aparências dos membros da família, num processo que se agrava com a multiplicação das
parabólicas e a generalização dos vídeos.
Algumas das consequências de toda esta dependência são já conhecidas: falta de comunicação interna, indelicadeza para com amigos, tensões familiares, condicionamento de horários e da participação na vida comunitária, indisponibilidade para a oração colectiva, etc., etc. Para além da carga alienante, perversa ou desumanizadora de alguns
dos seus conteúdos.

4 - Com este retrato, poderíamos ser levados à tentação de pensar que estamos perante um instrumento que veio apenas lançar terríveis ameaças sobre as nossas casas.
Aliás, não falta quem pretenda fazer da Televisão o bode expiatório para muitos dos males que afectam
a Sociedade e sobretudo a Família.
Trata-se de um bode expiatório fácil e cómodo, até porque tem culpas no cartório, ruas que serve muitas vezes de alibi para
desculpar os nossos falhanços e as nossas incapacidades.
Não se pretende, com isto, ilibar ou subalternizar o papel da Televisão na chamada crise da Família. Ela teve e tem um papel extraordinariamente importante na transformação, positiva e negativa da Sociedade. Mas, por favor, não
a responsabilizemos por tudo.
O Mal e o Bem estão no Homem e são do Homem. A TV é apenas um veículo de comunicação e penetração para um e para
outro. O papel definitivo será sempre nosso.
E se há razões para falar do poder absorvente ou totalitário da Televisão, é porque falham as alternativas. Porque não basta dizer que a Televisão é uma ameaça ao diálogo e à comunicação oral. Não basta dizer que a Família não dialoga por causa da Televisão. É preciso dizer que a Televisão absorve, porque a Família já não dialoga. Que a Televisão domina, porque a Família se submeteu. Que a Televisão é um refúgio, porque os outros refúgios, os mais importantes, não existem.
Tenhamos coragem para aceitar que a Televisão constitui, para milhões de pessoas, o único vínculo de ligação com o mundo. O único remédio contra a solidão a que foram votadas pela Família e ou pela Comunidade. Não a façamos pagar por culpas que não tem e que são nossas.

5 - A Televisão não é pois nenhum monstro omnipotente e indomável. É apenas uma espada de dois gumes que exige de nós inteligência e paciência para a podermos usar sem nos ferirmos. É moeda de duas faces de que imporia conhecer e utilizar a face mais rica e valiosa.
Há que evitar o pânico e a suspeição. Há que fugir ao deslumbramento e à dependência.
Entre nós, o fim do monopólio da Televisão estatal não será o fim das nossas preocupações. E não se vislumbra, no horizonte próximo, que acabe ou diminua, de modo visível, a influência externa na nossa televisão. Ou que as poderosas máquinas internacionais do lazer televisivo passem a demonstrar preocupações mais cristãs.
É com esta Televisão que temos não apenas de sobreviver, mas conviver, aproveitando a riqueza que, apesar de tudo, ela tem para nos oferecer. Correndo riscos, naturalmente. Apanhando na cara, com algumas surpresas. Mas permanecendo vivos, livres e críticos. E partilhando esse espírito com os mais novos, lá em casa.

Questões:
1- Que lugar ocupa a Televisão na nossa família?
2- Conversamos, entre nós, acerca dos variados programas que vemos, ou limitamo-nos a ver, absorver e aceitar?
3- Seleccionamos programas a ver ou vemos tudo sem critério nem tempo?
4- Ajudamos os nossos filhos a ser espectadores de televisão, descobrindo os valores que ela contem?
 

 

  DEUS NA VIDA FAMILIAR


Desde toda a eternidade Deus amou os homens. Quando estes Lhe são inúteis, Ele espera e actua para que novas atitudes originem um novo caminho de conversão, amor e comunhão. Foi assim ao longo do tempo que a História da Salvação se foi concretizando e que nos “tempos que são os últimos” Deus incarnou em Jesus Cristo dando-se aos Homens e à Igreja numa atitude salvadora.
Jesus Cristo veio até ao meio dos Homens e deu-se num amor de benevolência, numa fidelidade permanente, numa doação total e única
É esta doação que Ele pede aos esposos cristãos que dando e recebendo o sacramento do matrimónio, dão e recebem em comunhão, Deus que é a fonte do amor que fundamenta, alimenta e é o grande objectivo da vida conjugal e familiar.
Deus está no amor vivido em família e no caminho que o ajuda a crescer. Ele está no diálogo aberto fonte de vida e conhecimento aprofundado; está na oração vivida e partilhada que ajuda a redescobrir a vida e a traduzi-la em actos concretos de amor e serviço; está na verdade permanentemente, nos ideais que constroem e polarizam os interesses; está no respeito e valorização mútuos que vencem depressões e motivam alegrias, bem-estar e positiva auto-apreciação essenciais à estabilidade psíquica pessoal; está na abertura à vida que se concretiza na geração e educação dos filhos, incarnação do amor dos pais, ajudando-os a ser pessoas integradas que caminham para a vida adulta realizada e feliz; está na evangelização familiar que é fonte de transformação, espaço de reflexão e força que projecta a acção no exterior; está na fidelidade ao sim dinâmico sacramental dito no início da vida do casamento “prometo ser-te fiel e amar-te e honrar-te tanto na prosperidade como na provação por toda a nossa vida”.
Os dois casaram e vão actualizando o seu casamento todos os dias. Deus está e pede fidelidade ao sim inicial.
Tendes sido fiéis? É que ser fiel ao sacramento é ser fiel à sua actualização diária, ao diálogo, ao perdão, à valorização, à verdade, enfim ao amor. Sempre que isto não se concretiza está a concretizar-se a infidelidade ao sim sacramental.

ORAÇÃO DA FAMÍLIA

Senhor Deus nosso Pai, do qual provém toda a paternidade, nos céus e na terra, pelo vosso filho Jesus Cristo, “nascido de uma mulher’, e pelo Espírito Santo, fonte do amor divino, fazei que, na terra inteira, cada família humana se torne verdadeiro santuário da vida e do amor, para as gerações que incessantemente se renovam. Fazei que o amor, consolidado pelo graça do sacramento do matrimónio, seja sempre mais forte que todas as fraquezas, mais forte que todas as crises, que, por vezes, se verificam nas nossas famílias. Fazei, enfim, – nós vo-lo pedimos – por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que em todas as nações da terra, a Igreja realize com fruto a sua missão, na família e pela família. Nós vo-lo pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida. Amen


SOMOS MUITOS NUM SÓ CORAÇÃO!
SOMOS MUITOS UNIDOS NO SENHOR!
UMA FAMÍLIA, UMA MESMA FÉ
PARA AMAR E PARTILHAR! (bis)

SOMOS MUITOS NUM SÓ CORAÇÃO!
SOMOS MUITOS UNIDOS NO SENHOR!
UMA FAMÍLIA, UMA MESMA FÉ
PARA AMAR E PARTILHAR! (bis)

Nossas desavenças serão destruídas
no nosso encontro conTigo, Senhor!
Todos os problemas serão partilhados
no nosso encontro conTigo, Senhor!
No princípio era o Amor: a Trindade na Unidade!
E a Família do Senhor Habitou na Humanidade!
Deus Amor, na Criação, Fez-se Dom!
Vida em partilha: Dois num só: num coração -
O segredo da Família.

A Família bem unida. Seja um berço e um altar. Um serviço aberto à vida Para o mundo transformar. Um serviço aberto à vida Para o mundo transformar.

Na alegria, na tristeza, no trabalho, na oração,
Nos momentos de grandeza e nas horas de aflição:
Dois olhares, num olhar! Dois amores num amor,
Corações a prolongar o milagre criador.

 

 
Sabes o que significa Família em Inglês? Imprimir e-mail

SABES O QUE SIGNIFICA FAMÍLIA EM INGLÊS? 

Tropecei num estranho que passava e pedi-lhe perdão.
Ele respondeu: “Desculpe-me, por favor. Não a vi.”
Fomos muito educados, e seguimos o nosso caminho, despedindo-nos.
Mais tarde, quando cozinhava, estava o meu filho muito perto de mim. Ao virar-me quase esbarro nele. De imediato, gritei-lhe.Ele retirou-se sentido, sem que eu tivesse notado como tinha sido dura para ele.Ao deitar-me, Deus disse-me suavemente: Trataste um estranho de forma cortês. Mas foste dura para o filho que muito amas. Vai à cozinha e encontrarás umas flores no chão, perto da porta.  São as flores que ele cortou para te oferecer, uma rosa, uma amarela e outra, azul. Estava calado para te entregar a surpresa e não viste as lágrimas que saíram dos seus olhos…Senti-me miserável e comecei a chorar. Suavemente aproximei-me da sua cama e disse-lhe: “Acorda! São estas as flores que cortaste para mim?”Ele sorriu e disse: “Encontrei-as junto de uma árvore e cortei-as porque são bonitas como tu, em especial a azul.”  “Filho, peço desculpa pelo que te disse hoje, não devia ter gritado contigo.” Ele respondeu: “Está bem mamã, eu amo-te de todos os modos.”“Eu também te amo e adorei as flores, especialmente a azul…”Entende que se morresses amanhã, em questão de dias a empresa onde trabalhas arranjaria um substituto. Mas a família que deixamos sentirá essa perda pelo resto da vida. Pensa neles, porque geralmente dedicamo-nos mais ao trabalho que à nossa Família. Será que não é uma inversão pouco inteligente?

Então, que há por detrás desta história?

Sabes o que significa Família em inglês?

F A M I L Y: “Father And Mother I Love You” - (Papá e Mamã, eu amo-vos). 

 

O Papa O Papa Bento XVI pede nova geração de políticos católicos

O Papa Bento XVI, no dia 15 de Novembro, pediu mais uma vez a formação de uma nova geração de políticos católicos, coerentes com a fé e servidores do bem comum e reiterou a necessidade e a urgência da formação evangélica e do acompanhamento pastoral de uma nova geração de católicos, mais engajada na política.

Para o Papa, os novos políticos católicos devem ser:"Coerentes com a fé professada, moralmente rigorosos, capazes de um juízo cultural, competentes profissionalmente, e devem também ser apaixonados pelo serviço em prol do bem comum".

Os leigos, disse o Papa, devem dar testemunho de caridade, especialmente com os pobres, os sofredores, os mais carentes; e devem também assumir o compromisso cristão de construir condições de maior justiça e paz na convivência humana, abrindo novas fronteiras ao Evangelho.

O pontífice citou a exortação apostólica 'Christifideles laici', de João Paulo II, relevando que "o grande trabalho na vinha do Senhor precisa de fiéis cristãos leigos, que, como a Santíssima Virgem Maria, digam e vivam o seu 'sim' ao desígnio de Deus, nas suas vidas".

"Nunca será dito o suficiente para expressar quanto a Igreja aprecia, reconhece e valoriza a participação das mulheres na sua missão de serviço na difusão do Evangelho. Iguais em dignidade, o homem e a mulher são chamados a enriquecer-se mutuamente em comunhão e colaboração, não apenas no matrimónio e na família, mas também na sociedade, em todas as suas dimensões".

"Às mulheres cristãs, requer-se consciência e coragem para enfrentar tarefas exigentes, para as quais, todavia, contam com o apoio de uma destacada propensão à santidade, de uma perspicácia no discernimento das correntes culturais dos nossos tempos, e da paixão especial ao cuidar do humano que a caracteriza”.

O papel das mulheres na Igreja e na sociedade foi exaltado 20 anos atrás por João Paulo II, com a carta apostólica 'Mulieris dignitatem'. Hoje, Bento XVI exortou cardeais, bispos, sacerdotes e responsáveis de associações e movimentos laicais a inspirar-se nela, na sua acção.

 
Oração das mães que perderam os filhos na morte Imprimir e-mail

Oração das Mães e Pais que perderam os seus Filhos na Morte

Senhor, hoje estou diante de Vós, sentindo-me uma pessoa derrotada, fracassada como mãe, quando vi a vida do meu filho (a) ser ceifada deste mundo. Senti os meus pés caírem num abismo, um vazio na alma profundo, é como perder parte de mim mesma, nada justifica para mim esta situação. Senhor ela é desesperadora, senti vontade de morrer, de dormir e nunca mais acordar, senti raiva do mundo, raiva de Ti por teres levado embora o meu filho (a). Senhor culpei os médicos, as enfermeiras, outras pessoas, culpei a mim mesma, a minha família…  muitas  pessoas  vieram  até mim  cada  um  com  uma  justificativa…uns  diziam é  a  vontade  Deus… outros  porque tinha  que  acontecer…outros  porque  foi  culpa  de alguém… outros diziam  que  ele  está  num  bom  lugar…  outros  que  ele  está a  sofrendo… Na  realidade  só  Tu  sabes…Senhor, mas estou aqui, em primeiro lugar; quando Baptizei o meu filho (a) ele deixou de me pertencer e sim a Ti, ele é inteiramente Teu, como mãe o que pude é gerá-lo no meu ventre e tudo o mais foi o Senhor quem fez. Em segundo lugar, eu não sou dona dele, mas apenas uma mãe. Terceiro – eu hoje compreendo, ó Pai, a tua dor, ao ver o teu filho, sendo rejeitado pelo povo que Tu escolheste com sendo a Tua propriedade, este povo que condenou o Teu filho, que não aceitou as tuas palavras e acima de tudo o crucificaste como sendo um malfeitor.Tu o viste sofrer todo o escárnio e desprezo. E a ti Maria mãe de Jesus, como foi humilhante para ti ver o teu filho ser arrastado pela multidão, sendo condenado, sofrer todos os acoites, carregar uma pesada cruz como sinal de humilhação até ao calvário, sendo cuspido, despido, crucificado e por fim transpassado por uma lança, e tu estavas a ver tudo isto, sabendo que te iriam entregar nas tuas mãos o corpo dele sem vida, como o recebeste. Assim como também recebi o meu filho (a), que saiu de casa vivo e voltou um corpo sem vida. Como tu Maria, sabias que a morte não era o fim de tudo, mas o início da vida nova, da ressurreição, hoje também eu quero acreditar que isto vai acontecer com o meu filho.Senhor, preenche o vazio da minha alma de mãe (pai), cura-me Senhor, desta tristeza, pois nas Tuas mãos entrego a vida do meu filho (a), a minha dor e de toda a minha família, não me quero mais sentir derrotada, culpada, mas sim, vitoriosa, mãe (pai) de alguém que muito amou e continua a amar, pois o amor nunca passa e um dia no céu todos nos vamos encontrar e formar uma verdadeira família. Obrigado Senhor, por esta consolação, a mesmo consolação que deste a Maria no momento do sofrimento, hoje fazes isto comigo, eu só Te posso louvar e agradecer por esta cura da minha alma, deste meu sofrimento de mãe (pai) que somente Tu sabes quanto doi.                                                                                                                Obrigado  Senhor,  por  me  consolares e preencheres o vazio da minha  alma. Amem!

 
Oração das mães que tiveram aborto espontâneo Imprimir e-mail

Orações das Mães que tiveram Aborto Espontâneo

Pai querido, em nome de Jesus e pelo teu precioso sangue derramado na cruz para a nossa salvação, vem em meu socorro, desta dor da minha alma, deste vazio no meu ser. Senhor, esta dor é como arrancar o nosso coração, é como se sentir inútil e incapaz, um nada, perdi a minha expectativa, os meus sonhos, os meus desejos. Hoje estou diante de Vós, pois não suporto mais este peso, esta dor. Creio Senhor, que Tu já perdeste muitos dos teus filhos para este mundo, muitos deles foram ceifados, tiveram a vida interrompida, não tiveram oportunidade de se defenderem, então conheces a minha dor.Senhor, sei que nas nossas fraquezas nos culpamos, condenamos pessoas por isso, rejeitamos muitas vezes a nossa vocação de mãe, sentimos pesado este fardo, às vezes nem queremos ficar grávidas para não termos problemas e quando perdemos as nossas crianças mesmo que seja um aborto espontâneo nos condenamos. Vem Senhor, em meu socorro, lava-me desta dor, deste vazio, desta decepção e desta condenação, até mesmo me condenar pelos meus pensamentos passados, sei que jamais me puniria desta forma, Tu não queres a morte, mas sim a vida, tenho consciência disto, sei que ela não está morta, mas viva no céu. Sempre sonhei com o seu nome, em baptizá-la, em vê-la crescer, diante de Ti e da Tua graça que é eterna, que és um Deus eterno, quero agora no Teu poder Baptizar esta criança, mesmo que ela não esteja aqui agora presente (se já foi enterrada) e o nome dela é… (diz o nome)… e eu a Baptizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amem. Entrego-a agora nas Tuas mãos, creio firmemente que ela já está diante de Ti como um anjo, vivendo todas as alegrias do Céu e um dia estaremos juntos contigo, juntos para formar esta grande nossa família.Obrigado Senhor, por me curares desta dor da minha alma, por me tornares um nova mulher, não mais derrotada, mas cheia de graça, fecunda no seu amor e pronta para viver a plenitude da minha vida. A partir de agora só Te posso louvar e bendizer. Obrigado Senhor.
 
Oração das mães que provocaram aborto Imprimir e-mail

Orações das Mães que provocaram Aborto

Senhor, Pai querido, quanto somos fracos, miseráveis na nossa vida, como nos deixamos seduzir pelo mal, quanto mal fazemos a nós e aos outros, isto faz-nos perder a paz, a felicidade, a alegria. Pai querido, tudo isto é fruto de não viver bem a tua palavra, os teus mandamentos e por acharmos que somos capazes de tudo, e donos da nossa própria vida, do nosso pensar, do nosso corpo. E muitas vezes também por acreditar nas outras pessoas.Hoje Senhor, estou mais madura, vejo o meu sofrimento, a minha dor, um vazio dentro de mim, um grito que ecoa na minha alma, um choro profundo, que nada pode apagar. Como me arrependo das minhas atitudes, dos meus gestos, dos meus pecados, como me deixei ser seduzida, como fui ingénua diante das situações; por medo, por cobardia, por insegurança, por achar que estava a fazer bem.Agora Senhor, eu sei o mal que fiz para mim mesmo por ter abortado. Esta criança, é meu filho (a), que culpa tem ele (a), foi minha a devassidão, mesmo assim acabei por destruir a vida que brotava em mim, uma vida plena, a vida do meu filho (a), talvez eu não soubesse que já na gravidez, já era um filho (a) naquele momento. Pensamos mal, pensamos em nos livrar de uma situação e causamos uma dor maior ainda.Senhor, não quero culpar o pai desta criança, lembro tudo o que ele me disse, mas a decisão foi minha de ter aceitado, o ventre materno é meu, de mãe, eu poderia ter decido continuar a gravidez e gerado o meu filho (a). Sei que agora não posso voltar atrás e reparar o mal que eu fiz, mas uma coisa eu tenho a certeza de que eu possa ter rejeitado, abortado, mas Tu não! Hoje eu sei, que o céu é das crianças, e que a recebeste como Teu filho (a), também sei que mesmo tendo abortado eu não vou deixar de ser mãe desta criança, é meu filho (a), isto é uma certeza. Sabendo disto, quero tomar posse de mãe desta criança.Pai querido, não quero mais que este meu filho (a) esteja ai no céu apenas como uma criança abortado, mas como meu filho (a) que eu não soube cuidar, e que, Tu cuidas por mim, como cuidas de todos, quero agora assumir que eu sou mãe desta criança, quero baptizá-la, para que ela tenha um nome de cristão e o nome que eu darei (diz agora o nome…) e eu a baptizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e peço que a recebas agora como meu filho (a) e por favor me recebas como mãe desta criança e me perdoes a minha fraqueza, a minha miséria, só não quero mais voltar a pecar.Senhor, lava-me desta dor, deste vazio, deste choro da minha alma, pois, para mim agora eu tenho um filho (a) no céu, que goza de todas estas alegrias. Obrigado Senhor, por me curares, me libertares desta angústia, desta condenação e te peço que isto não venha mais acontecer na minha família, dai-me esta graça Senhor.Quanto  ao  Pai  desta  criança  que o gerou  comigo, perdoa-o  também, ele  estava  tão  apavorado como eu, tão  ignorante  como  eu, tão  sem  saber de tudo  como  eu; éramos  imaturos e que  ele  também se possa   arrepender deste  mal  e  isto nunca  mais  volte  a acontecer  na nossa vida…Só Te posso louvar e agradecer, obrigado Senhor.
 
Definição de Avó Imprimir e-mail

Definição de Avó

Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo.
 
Uma delícia!

'Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem 'Despacha-te!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão'.  

 

 

 

 

 

 

O papel espiritual da mãe


Precisamos de olhar para dois papéis bem definidos na família, o papel do pai e da mãe.
Se queremos educar os nossos filhos, precisamos de alguém que assuma o papel espiritual de pai e de mãe.
A sociedade quer abolir a diferença entre o homem e a mulher.

A mulher tem a sua identidade e o seu papel de mãe, e o homem tem a sua identidade e o seu papel de pai.

Ninguém veio à terra para ser estéril, mas para ter filhos espirituais, que é muito mais importante do que ter filhos biológicos.

Em toda a sociedade existe um papel espiritual de pai e de mãe. O ser humano no mundo inteiro reconhece que ser pai e ser mãe não é simplesmente “ter” um filho, no sentido verdadeiro da palavra, por isso muitos dizem: “eu não tive um pai, uma mãe de verdade”.

A família é dom de Deus, é algo muito precioso aos olhos de Deus. Todos os movimentos progressistas querem destruir as famílias.

A mãe é gratidão, ela é o lugar onde a criança corre quando está em perigo. Se a tua mãe já morreu, assume a Virgem Maria como tua mãe.

A mãe não pode fazer tudo, mas os filhos precisam de ter uma referência de mãe. Às vezes é necessário perder um pouco de dinheiro para ganhar a família.
 

 

O papel espiritual do pai

Todos precisam de um pai e uma mãe espiritual. A mãe tem uma disponibilidade afectiva,  está sempre com os braços abertos. A figura do pai está necessariamente ligada à lei. E isto é fácil de entender. A mãe e a criança estão ligadas, primeiro ela tem que segurar a criança no útero, ou de contrário ela perde a criança, depois no colo, mas depois a mãe quer segurar a criança em casa. O pai põe um limite na ligação entre a mãe e a criança, sem quebrar esta ligação.

Às vezes pensamos que o pai entra para separar o filho da mãe, mas o papel do pai é o equilíbrio, e isso faz com que os filhos cresçam no equilíbrio. Acontece hoje na sociedade uma crise, ninguém quer ser pai, ninguém quer ter limites. Mas alguém precisa de assumir o encargo de colocar limites, e sabemos quanto isso é necessário.

É importante que o pai, assuma a missão de ser 'lei,' de ser limite. Outra coisa importante: mesmo onde não exista um pai biológico, alguém precisa de assumir o papel de pai, e deve ser do sexo masculino. Faz parte do desígnio de Deus que dentro da família real, a figura masculina ser aquele que põe limites, e alguém precisa de assumir a realidade de pai.

Como colocar estes limites? É importante compreender este limite, e para isso o pai precisa de uma virtude fundamental, a magnanimidade, que quer dizer “Alma grande”. O pai precisa de ser magnânimo.

O pai não se deve preocupar com pequenos defeitos e sim com os grandes. Tu não deves encher a vida do teu filho de regrinhas, porque as regrinhas desgastam a autoridade do pai. A mãe é responsável pelas pequenas regrinhas, e é exactamente por isso que a autoridade da mãe se desgasta, e quando ela quer dar uma ordem grande, e porque a autoridade dela já está desgastada então ela diz, bem então vou falar com o teu pai.

Porquê isto? É natural que a criança tenha mais cumplicidade com a mãe, porque eles viveram juntos nove meses. Olhai: Um excelente educador disse: 'Não dês mais de uma ordem por mês, não expliques muito'. Não mandes demais, manda somente coisas importantes. Há aqui uma sabedoria de não gastar a autoridade do pai. É como uma faca que se tu usas demais, ela gasta-se. E quando precisares ela não funciona.

A tendência dos filhos é querer a liberdade dos adultos, mas não querem as responsabilidades dos adultos.
Não podemos ficar só no “não”, temos que ser criativos. Se cortas a internet, a viagem, o que colocas no seu no lugar? Porque se o jovem não está na internet o que é que ele vai fazer, ele não vai querer “ficar de papo para o ar”.

Talvez não tenhas planeado ter filho naquele momento, mas Deus planeou o teu filho, e tu agora tens o filho, então sabe, que daqui para a frente a tua vida está mudada. Precisa de dedicar-lhe tempo, e se não queres que ele fique o dia inteiro na internet, gasta tempo com ele. Queres um filho bom? Gasta tempo com ele. Se não tens tempo, então é porque colocaste na frente outras prioridades, e tu precisas de ter alternativas, ou então depois não reclames. Vai ao cinema com o teu filho, ao parque, precisas de investir tempo com ele. É preciso também, aos poucos, ir dando-lhe responsabilidades.

A mãe quando o filho diz que se vai embora, chora, diz só se for por cima do seu cadáver. Já o pai diz “A porta da rua está aberta”. Alguns filhos querem fazer o que querem com o seu dinheiro, mas se mora na casa dos pais e não paga nada? Está errado. Se queres liberdade de adulto e responsabilidade de criança está errado, enquanto estiveres dentro de casa é preciso assumir responsabilidades.

E quanto à religião, como pai e como mãe como é que vais educar os teus filhos? Tu dizes: 'o meu filho não quer ir à missa!' Tu também não dizes: não vou ensinar língua nenhuma, nem português, nem inglês, quando ele crescer ele resolve se quer falar português ou inglês ou a língua que ele quiser. Ninguém faz isto, tu mora em Portugal, todos falam português então ele vai aprender a falar português.

Enquanto o teu filho está na tua casa ele vai ser católico, quando ele crescer, for um jovem adulto, se ele quiser mudar, ele muda.

Como é que se recupera a autoridade? Obedece a Deus. Quando as pessoas perceberem que tu és o primeiro a obedecer a Deus, então as pessoas vão começar a respeitar-te como autoridade.

 

 
Educar pelo exemplo Imprimir e-mail

A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo destes que toda a criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e a dar os primeiros passos na fé; assim como a conhecer os Mandamentos e os Sacramentos. Os pais são educadores naturais e os filhos assimilam os seus ensinamentos sem restrições.

Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, a Sua vida, os Seus milagres, o Seu amor por nós, a Sua divindade, a Sua doutrina… Eles são os responsáveis por lhes dar o Baptismo, a Primeira Comunhão, o Crisma e a catequese.

Image

Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Sem a "doutrina do Senhor", não será possível educar.
Dom Bosco, grande pai e mestre da juventude, ensinava que não é possível educar sem a religião. O seu método seguro de educar estava na trilogia: amor - estudo - religião.

Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem acompanhá-los. É vendo o pai e a mãe ajoelharem-se que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo.

Se os pais rezam, os filhos aprendem a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim; e isso desdobra-se noutros exemplos. Os pais precisam de rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos num oratório, o crucifixo nas paredes; tudo isto vai educando os filhos na fé.
Não apenas leve o seu filho à igreja, mas, ensine-o a rezar; leve-o ao grupo de oração, aos Encontros da fé, leia com ele a Bíblia.

 Image

Um aspecto importante da educação religiosa dos filhos está ligado à escola. Os pais precisam de saber e fiscalizar o que os seus filhos aprendem ali. Outro cuidado que os pais precisam de ter é com a televisão: saber seleccionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros.

A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber utilizá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação da criança. Da mesma forma, a internet, os pais não se podem descuidar dela.



Para levar os filhos a Deus é preciso saber conquistá-los.

O que quer dizer isto? Dar-lhes tudo o que querem: a roupa da moda, a camisa de marca, os ténis caros? Não, tu conquistas os filhos com aquilo que tu és, não com aquilo que tu lhes dás. Dando-te a ti próprio a ele; dando o teu tempo, o teu carinho, a tua atenção, ajudando-os sempre que eles precisarem de ti.
Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos das nossas mãos, temos de os conquistar por aquilo que somos para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos seus pais, assim será fácil levá-lo a Deus. Conquistar o filho é respeitá-lo; e não ofendê-lo com palavras pesadas e humilhantes quando o corriges. É ser amigo dos amigos dele; é saber acolhê-los em tua casa; é fazer programas com ele; é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer ao teu filho "Jesus ama-te", diz-lhe: "Eu amo-te".

 

 

 
Ensinar os valores aos filhos Imprimir e-mail

Image

Dois testemunhos

1º testemunho - Começámos a namorar com 18 anos e casámos com 22. Os meus pais desde cedo nos ensinaram a buscar os caminhos de Deus. Eu pude aprender na minha casa a não guardar rancor no meu coração, e a viver o perdão. A minha mãe sempre nos ensinou a viver na esperança de que Deus tem o poder de mudar todas as coisas.

Na minha família tivemos uma infância muito pobre, muito sofrida, mas acima de tudo, ali foi o berço da minha formação. O meu pai era um homem trabalhador, ele sabia fazer de tudo. A minha mãe sofreu muito por meu pai ser alcoólico, mesmo assim conseguimos construir uma casinha, mas passámos muito tempo com as paredes da casa sem rebocar e com lamparina.

Agradeço a Deus pela minha mãe, uma gigante, uma guerreira, muito carinhosa. Quando regressava do trabalho ela sempre nos corrigia, e educava. Não tínhamos brinquedos e por não podermos comprar, era a minha mãe quem fazia alguns para nós e brincava comigo e com os meus irmãos.

Bendigo a Deus por tudo o que Ele fez na nossa história, pela seriedade com que os meus pais conduziram a nossa família, e por nos terem nos conduzido nos caminhos de Deus.

2º testemunho: Quando nós perdemos tudo, a minha mãe também teve que ajudar. O meu pai era banqueiro, mas ao perder tudo, trabalhou até mesmo de servente de pedreiro para que não nos faltasse nada. A minha mãe criou-me dizendo: 'minha filha, tu és uma pessoa diferente, e tu não podes ser como aqueles que são maus, porque eu te criei para seres diferente'.

Tudo o que recebemos de nossos pais, nós fazemos o possível para passar aos nossos filhos.

Nelinho: Tudo começou no dia em que eu vi Celina (esposa), que tinha dezassete anos. Para me aproximar dela, eu tive que me aproximar da Igreja, e assim Deus fez-me voltar, porque eu estava afastado. No ano em que conheci Celina, eu parei um ano de estudar, porque já estava cansado da minha vida de bebedeiras. Mas quando a conheci, pude ter a minha experiência com Deus.

Quando começamos a namorar, nós já tínhamos os planos de criar os nossos filhos em Deus. Onde íamos, as nossas filhas iam connosco. Não nos preocupávamos em darmos o sustento material somente, mas em dar Deus às nossas filhas.

Íamos sempre juntos à Missa, nunca sozinhos em horários diferentes. Muitos pais não querem levar as crianças para que não façam barulho na Missa. Nós fazíamos questão de levar as crianças. E tínhamos uma convivência muito sadia com as nossas filhas, a Celina ficava em casa e ajudava as crianças com as tarefas de escola.

Celina: Fui obrigada a ajudar o Nelinho no trabalho para não nos faltar o que comermos. O trabalho da casa é muito exigente, e eu ensino as minhas meninas. Eu sempre exigi que tudo estivesse no lugar, organizado e limpinho. Aprendemos que o nosso exterior mostra como estamos no nosso interior. Eu sempre exigi que as crianças aprendessem isto, sempre ensinei com as coisas simples.

Na minha família, a minha mãe sempre nos ensinou a cuidarmos dos nossos irmãos e de não querermos ter mais que o outro, mas partilharmos, porque se não cuidas do teu irmão de sangue, como vais cuidar dos outros? Na minha família nós juntávamos o nosso salário, porque não poderia um irmão ser rico e o outro pobre, e isso é belo, assim nós aprendemos a repartir.

Nelinho: Hoje vemos nas famílias um desejo desenfreado de ter coisas, ter carro, computador, e isso exige muito, e os pais acabam por trabalhar de até pela noite dentro e não têm tempo para Deus. Isto só enfraquece a família.

A sociedade está doente, porque a família está doente. Se nós temos a missão de levar os nossos filhos para Deus, então nós cristãos precisamos de passar os nossos valores para os nossos filhos, e nunca é tarde para começar. É buscar os valores da nossa fé. Pobres jovens, pobres famílias dilaceradas.

Devemos acrescentar os valores dos nossos pais, não malbaratá-los. Todas as noites em nossa casa se reza o terço. São coisas pequenas que fazem uma grande diferença.

Abram as portas da casa aos amigos dos vossos filhos. Juntem-se a eles, conheçam o que eles pensam, passem valores para eles. Ainda que a vossa casa fique ao avesso, deixem que os amigos dos vossos filhos frequentem a vossa casa. No outro dia vocês limpam.

Precisamos de ter momentos juntos, rezar o terço juntos, ir à Missa juntos, reuniões da catequese e da escola. Quando os pais não vão às reuniões, os filhos não se sentem importantes.

Nós pais, precisamos de elogiar os nossos filhos nas suas conquistas e ajuda-los nas suas dificuldades. Pais, é preciso aprender a pedir perdão aos filhos quando erramos.


 

 
Casar-se para quê? Imprimir e-mail
Talvez o maior desafio esteja em não admitir a necessidade de mudança
 
Image 
 
A vida conjugal exige que ambos estejam sempre abertos a viver a graça do sacramento com a participação integral do outro. Entretanto, muitas pessoas relatam experiências negativas a respeito do casamento e culpam-se uns aos outros... Mas, se o sucesso do casamento depende do esforço de ambos, para o insucesso, certamente, a recíproca também é verdadeira, isto é, ambos foram desatentos em questões relevantes no casamento.

Se depender dessas pessoas, o conselho para aqueles que têm intenção de se casar seria o de fugir para o lugar mais distante que possam encontrar. Desculpas e justificativas para se viver o concubinato são várias, desde a falta de condições financeiras para se fazer uma festa até ao medo de dividir os bens que possuem. Algumas pessoas preferem, muitas vezes, morar juntas em vez de oficializar o compromisso com o outro. Outras até acham que se vierem a casar poderá não dar certo o convívio como no concubinato.

Casais, que já celebraram bodas de ouro dos seus matrimónios, testemunham que, apesar de viverem tanto tempo juntos, sempre se surpreendem com um novo comportamento a respeito do cônjuge diante de uma situação inusitada. Um exemplo é quando a calma costumeira do marido ou da mulher se evapora porque aquilo que se pretendia fazer não teve o resultado esperado. Outro exemplo acontece quando um dos cônjuges passa a ser mais difícil com o decorrer dos anos. Estas são particularidades do convívio que vão despontando e certamente serão mais um novo processo de adaptação para ambos, na tentativa de restabelecer a harmonia. A disposição para tal flexibilização será tão duradoura quanto o tempo de vida de um dos cônjuges.

Não há coisa pior para alguém do que sentir-se infeliz no casamento

A perfeição no casamento vai sendo conquistada pelo casal – que nas suas diferenças – busca aperfeiçoar-se por causa do outro. As diferenças que o marido encontra na personalidade da esposa poderão ser os meios de crescimento para ele. Às vezes, o facto de a mulher ser mais calma em tomar decisões poderá ser o meio para o marido aprender a desenvolver a prudência nos actos e vice-versa. Desta maneira, algumas dificuldades serão facilmente contornadas; outras, exigirão um pouco mais de esforço para se adequar às novas surpresas da vida conjugal.
Assim, os impasses conjugais convidam-nos sempre a rever os motivos pelos quais nos fizeram optar pelo matrimónio. Recordar esses momentos não significa buscar motivos para desistir do compromisso assumido ao perceber, por exemplo, que durante tantos anos fulano ainda não aprendeu a fazer determinada acção, mas para recobrar, sobretudo, os momentos difíceis nos quais a presença e a ajuda do outro foram fundamentais no apoio para que juntos superassem os problemas.
Talvez o maior desafio – que se poderá tornar intransponível na vida conjugal – seja a dificuldade em não admitir a necessidade de mudança de hábitos e a falta de cumplicidade para alcançar o sucesso do relacionamento.
 
 
 
 
 
Harmonia Conjugal Imprimir e-mail
Casamento, uma escola de amor

O casamento, e a família de modo especial, é uma escola de amor, porque a convivência diária obriga a acolher os outros com respeito, diálogo, compreensão, tolerância e paciência. Este exercício forte de vivência das virtudes faz cada um crescer como pessoa humana. Na família, Deus ensina-nos a amar e dá-nos a oportunidade de sermos amados.

A harmonia conjugal é atingida quando o casal, na vivência do amor, se ‘supera a si mesmo’ e harmoniza as suas qualidades numa união sólida e profunda. Quando isto ocorre cada um passa a ser enriquecido pelas qualidades do outro. Há, então, como que uma transfusão de dons entre ambos. Mas, para isso, é preciso que o casal chegue à unidade, superando as falsidades, infantilidades, mentiras e infidelidades. Para chegar a este ponto é necessário olhar para o outro com muita seriedade, respeito e atenção.

Ninguém é obrigado a casar e a constituir uma família, mas se tomamos esta decisão, então devemos ‘casar para valer’, com toda a responsabilidade. A pessoa com quem decidimos casar é a ‘escolhida’ entre todos os homens ou mulheres que conhecemos; e, portanto, como o (a) eleito (a), devemos ter-lhe grande estima, como a pessoa ‘especial’ na nossa vida, merecedora, portanto, de toda a atenção e respeito.

É lamentável que entre muitos casais, com o passar do tempo, e com a rotina do dia-a-dia, a atenção com o outro, e, pior ainda, o respeito, vão acabando. Não tem lógica, por exemplo, que um ofenda o outro com palavras pesadas, o que provoca ressentimentos; não tem cabimento que o marido fale mal da esposa aos outros, criticando-a. Isto também é infidelidade. Pois esta não acontece somente no campo sexual.

Por outro lado, é preciso cuidar para que a atenção e o carinho para com o outro não diminuam. É importante manter acesa a chama do desejo de agradar ao outro. É nos detalhes que muitas vezes isto se manifesta: Qual é a roupa que ela gosta que eu vista? Qual é o corte de cabelo que ele gosta? Qual é a moda que ele gosta? Qual é a comida de que ele gosta? Quais são os móveis que ela gosta? Qual é o carro que ela prefere? Qual é o lazer que ele gosta? Enfim, a preocupação em alegrar o outro – sem cair no exagero, é claro – é o que mantém a comunhão de vidas.
 
 
 
 
 
Causas de nulidade de casamento Imprimir e-mail
Há, segundo o Código de Direito Canônico da Igreja, dezanove motivos

Muitas são as causas que podem tornar nulo o matrimónio sacramental. É preciso deixar claro que a Igreja não anula uniões sacramentais validamente contraídas e consumadas, mas pode, após processo do Tribunal Eclesiástico, reconhecer que nunca houve casamento, mesmo nos casos em que todos o tinham como válido.

Leva-se muito em conta as capacidades e limitações psíquicas dos noivos para contrair obrigações matrimoniais para sempre. Não basta analisar o comportamento externo de alguém para o conhecer; às vezes muitos actos das pessoas são irresponsáveis, assumidos sem consciência plena porque pode faltar o senso de responsabilidade, a maturidade ou a liberdade necessárias para que o acto tenha valor plenamente humano e jurídico.

Pode acontecer que o vínculo matrimonial nunca tenha existido, se houver um erro que torne o consentimento dos noivos inválido.

Quais os motivos pelos quais um casamento pode ser nulo? Há, segundo o Código de Direito Canónico da Igreja, dezanove motivos:

A. Falhas de consentimento (cânones 1057 e 1095-1102)

1. Falta de capacidade para consentir (cânon 1095)
2. Ignorância (cânon 1096)
3. Erro (cânones 1097-1099)
4. Simulação (cânon 1101)
5. Violência ou medo (cânon 1103)
6. Condição não cumprida (cânon 1102)

B. Impedimentos dirimentes (cânones 1083-1094)

7. Idade (cânon 1083)
8. Impotência (cânon 1084)
9. Vínculo (cânon 1085)
10. Disparidade de culto (cânon 1086, - cf cânones 1124s)
11. Ordem Sacra (cânon 1087)
12. Profissão Religiosa Perpétua (cânon 1088)
13. Rapto (cânon 1089)
14. Crime (cânon 1090)
15. Consanguinidade (cânon 1091)
16. Afinidade (cânon 1092)
17. Honestidade pública (cânon 1093)
18. Parentesco legal por adopção (cânon 1094)

C. 19. Falta de forma canónica na celebração do matrimónio (cânones 1108-1123)

Cânones do Código de Direito Canónico sobre cada item.

A. Falhas de consentimento (cânones 1057 e 1095-1102)

«Cânon 1057 - § 1º- O matrimónio é produzido pelo consentimento legitimamente manifestado entre pessoas juridicamente hábeis, e este consentimento não pode ser suprido por nenhum poder humano.
§ 2º- O consentimento matrimonial é o acto de vontade pelo qual o homem e a mulher, por aliança irrevogável, se entregam e se recebem mutuamente para constituir matrimónio».
O consentimento matrimonial assim exigido pode ser impedido ou impossibilitado por:
1. Falta de capacidade para consentir (cânon 1095)
«Cânon 1095 – “São incapazes de contrair matrimónio:
1º- os que não têm suficiente uso da razão ;
2º- os que têm grave falta de discrição de juízo a respeito dos direitos e obrigações essenciais do matrimónio, que se devem mutuamente dar e receber;
3º- os que não são capazes de assumir as obrigações essenciais do matrimónio por causas de natureza psíquica».
2. Ignorância (cânon 1096)
«Cânon 1096 - § 1. Para que possa haver consentimento matrimonial, é necessário que os contraentes não ignorem, pelo menos, que o matrimónio é um consórcio permanente entre homem e mulher, ordenado à procriação da prole por meio de alguma cooperação sexual.
§ 2º Essa ignorância não se presume depois da puberdade».
3. Erro (cânones 1097 e 1099)
«Cânon 1099 – O erro a respeito da unidade, da indissolubilidade ou da dignidade sacramental do matrimónio, contanto que não determine a vontade, não vicia o consentimento matrimonial».
Cânon 1097, § 1º: «O erro de pessoa torna inválido o matrimónio».
«O erro de qualidade da pessoa, embora seja causa do contrato, não torna nulo o matrimónio, salvo se essa qualidade for directa e principalmente visada» (cânon 1097 § 2º).
Cânon 1098: «Quem contrai matrimónio, enganado por dolo perpetrado para obter o consentimento matrimonial, a respeito de alguma qualidade da outra parte, qualidade que, por sua natureza, possa perturbar gravemente o consórcio da vida conjugal, contrai-o indevidamente».
4. Simulação (cânon 1101)
«Presume-se que o consentimento interno está em conformidade com as palavras ou os sinais empregados na celebração do matrimónio» (§ 1º).
«Contudo, se uma das partes ou ambas, por acto positivo de vontade, excluem o próprio matrimónio, algum elemento essencial do matrimónio ou alguma propriedade essencial, contraem invalidamente» (§ 2º).
5. Violência ou medo (cânon 1103)
«É inválido o matrimónio contraído por violência ou por medo grave proveniente de causa externa, ainda que não dirigido para extorquir o consentimento, e quando, para dele se livrar, alguém se veja obrigado a contrair o matrimónio».
6. Condição não cumprida (cânon 1102)
«§ 1. “Não se pode contrair validamente o matrimónio sob condição de futuro.
§ 2. O matrimónio contraído sob condição de passado ou de presente é válido ou não, conforme exista ou não aquilo que é objecto da condição”.

B. Impedimentos dirimentes (Can. 1083-94)

7. A idade mínima para a validade de um casamento sacramental é 14 anos para as raparigas e 16 anos para os rapazes. Todavia esta exigência incide sobre a liceidade, não sobre a validade do casamento [4]. Cf. cânon 1083.
8. A impotência (ou incapacidade de praticar a cópula conjugal) anterior ao casamento e perpétua, absoluta ou relativa, é impedimento dirimente. Cf. cânon 1084.
9. O vínculo de um matrimónio validamente contraído, mesmo que não consumado. Cf. cânon 1085.
10. A disparidade do culto: é inválido o casamento entre um católico e uma pessoa não baptizada, se a parte católica não pede dispensa do impedimento.
11. A ordenação diaconal, presbiteral ou episcopal. Cf. cânon 1087.
12. A profissão religiosa perpétua. Cf. cânon 1088.
13. Rapto; cf. cânon 1089. Uma mulher levada pela força não se pode casar validamente com quem a está a violentar desta maneira.
14. Crime; cf. cânon 1090. Os que matam o seu ou a sua consorte, para facilitar um casamento posterior estão impedidos de realizar validamente este casamento. Da mesma forma, se um homem e uma mulher, de comum acordo, matam o esposo ou a esposa de um deles, não se podem casar validamente entre si.
15. Consanguinidade; cf. cânon 1091. Não há dispensa na linha vertical (pai com filha, avô com neta...); na linha horizontal, o impedimento (dispensável) vai até ao quarto grau, isto é, atinge tio e sobrinha e primos irmãos.
16. Afinidade na linha vertical; cf. cânon 1092. Não há matrimónio válido entre o marido e as consanguíneas da esposa e entre a esposa e os consanguíneos do marido, suposta a viuvez previamente ocorrida. (Nota do Autor: Por exemplo, um viúvo não pode casar-se com a mãe ou filha da ex-esposa). Na linha horizontal não há impedimento: um viúvo pode casar-se com uma irmã (solteira) de sua falecida esposa.
17. Honestidade pública; cf. cânon 1093. Quem vive uma união ilegítima, está impedido de se casar com os filhos ou os pais do seu (sua) companheiro (a).
18. Parentesco legal; cf. cânon 1094. Não é permitido o casamento entre o adoptante e o adoptado ou entre um destes e os parentes mais próximos do outro. Este impedimento, como outros desta lista, podem ser dispensados por dispensa emanada da autoridade diocesana.
19. Falta de forma Canónica na celebração (Can. 1108-23)
«Forma canónica» é o conjunto de elementos exigidos para a celebração ritual do casamento. Requer-se, com efeito, que a cerimónia se realize perante o pároco do lugar e, pelo menos, duas testemunhas (padrinhos).
«Cânon 1116 – § 1. Se não é possível, sem grave incómodo, ter o assistente competente de acordo com o direito, ou não sendo possível ir a ele, os que pretendem contrair verdadeiro matrimónio podem contrai-lo válida e licitamente só perante as testemunhas:
1º- em perigo de morte ;
2º- fora do perigo de morte, contanto que prudentemente se preveja que este estado de coisas vai durar por um mês.
§ 2. Em ambos os casos, se houver outro sacerdote ou diácono que possa estar presente, deve ser chamado, e ele deve estar presente à celebração do matrimónio, juntamente com as testemunhas, salva a validade do matrimónio só perante as testemunhas».
 
 
 
Dissolução do matrimónio não consumado
Cânon 1142: «O matrimónio não consumado entre baptizados ou entre uma parte baptizada e outra não baptizada pode ser dissolvido pelo Romano Pontífice por justa causa, a pedido de ambas as partes ou de uma delas, mesmo que a outra se oponha».




 
Tenho medo do casamento Imprimir e-mail
Um sacramento que une sentimentos

Image 
 
Haverá momentos em que precisaremos de assumir um compromisso mais sério com alguém, e o nosso dilema será saber se estamos a fazer a melhor escolha. Certamente, esta hesitação seria menor se fosse possível adivinhar as consequências das nossas opções; o que é praticamente impossível. Fica ao nosso critério apenas tentar descobrir os procedimentos para melhor alcançar os nossos propósitos.

Os bons resultados de um trabalho são alcançados por meio de boas ferramentas e de um plano de acção.

Na vida conjugal, por melhor que sejam os nossos projectos, precisamos de estar cientes de que estaremos sujeitos a certas situações que não foram previstas, mas que poderão ser solucionadas com o empenho de ambos.

Para quem vive o namoro há algum tempo, por vários momentos já deve ter conversado sobre o futuro do relacionamento. É no amadurecimento e no tempo de convívio que os casais obterão subsídios suficientes para acolher a proposta de uma vida matrimonial. Assumir a vida conjugal será sempre uma tarefa desafiadora, pois independentemente do estado social ou financeiro, este compromisso une as pessoas num único sentimento. É pensando nisto que, talvez, a maioria das pessoas hesite diante de uma proposta de firmarem para sempre o seu relacionamento.

O medo de enfrentar o “desconhecido”, as histórias de crises conjugais e o peso das responsabilidades somados às estatísticas, que apontam o crescimento de casais divorciados, podem realmente intimidar os nubentes. Isto não significa que as causas que justificaram os insucessos do casamento de outras pessoas estarão também a condenar à falência o propósito do casal de namorados.

O amor exige, de todos, disposição e coragem para romper com as suas próprias limitações. Acreditar que o casal está isento de imperfeições ou que durante toda a vida conjugal viverá, a cada segundo, em perfeita harmonia sem empreender esforço algum, pode ser um grande engano. Ao longo do convívio, nem sempre os planos vão dar certo; mas a decisão comum do casal em viver os seus propósitos, a fim de alcançar os seus objectivos, fá-los-á assumir uma nova atitude diante de cada novo problema.

Decidir-se pelo casamento, entendendo que o relacionamento pode ser diferente, é o que diferenciará as nossas opções e nos dará forças para lutar pela felicidade conjugal ao lado da pessoa que escolhemos para partilhar a nossa vida.
 
 
 
 
Casais em segunda união Imprimir e-mail
A orientação está na Exortação Apostólica 'Familiaris Consortio'

São muitos os casais hoje em segunda união; pessoas que foram casadas uma primeira vez na Igreja, separaram-se e uniram-se a outra pessoa apenas no civil, já que não se podem casar na Igreja.

A orientação mais clara que a Igreja nos oferece sobre a situação dos casais de segunda união está na Exortação Apostólica “Familiaris Consortio” (Sobre a Família) do Papa João Paulo II, escrita após o Sínodo da Família realizado em 1980; e também no Catecismo da Igreja Católica (CIC §1652).

Antes de tudo a Igreja deseja e espera que uma vez separados os casais possam um dia reconciliar-se. Ela lembra que a separação física não extingue o vínculo matrimonial e, por isso, os separados não se podem unir em nova união, a menos que o primeiro casamento tenha sido declarado nulo pelo competente Tribunal Eclesiástico do Matrimónio. Após um Processo canónico o referido Tribunal pode chegar à conclusão de que determinado matrimónio foi inválido, de acordo com as normas do Código de Direito Canónico (cânones 1055 a 1124). Há cerca de 20 casos que podem levar o Tribunal a declarar a nulidade de um matrimónio; são falhas no consentimento matrimonial, impedimentos dirimentes ou falta de forma canónica.

A Igreja lembra que a pessoa que se separou – se não teve culpa na separação – pode continuar a receber os sacramentos da Confissão e da Eucaristia –, se se mantiver numa vida de castidade.

Sobre os divorciados que contraíram nova união, o Papa João Paulo II disse, baseando-se nas conclusões do Sínodo da Família:
“A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e actuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio” (FC, 84).
Os casais de segunda união poderão receber os Sacramentos no caso de viverem como irmãos, sem vida sexual, como explica o saudoso Pontífice:

“A reconciliação pelo sacramento da penitência – que abriria o caminho ao sacramento eucarístico – pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não em contradição com a indissolubilidade do matrimónio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios – quais, por exemplo, a educação dos filhos – não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos actos próprios dos cônjuges» (idem).

João Paulo II afirma também que não se pode fazer qualquer tipo de celebração numa segunda união:

“Igualmente o respeito devido quer ao sacramento do matrimónio quer aos próprios cônjuges e aos seus familiares, quer ainda à comunidade dos fiéis proíbe os pastores, por qualquer motivo ou pretexto mesmo pastoral, de fazer em favor dos divorciados que contraem uma nova união, cerimónias de qualquer género. Estas dariam a impressão de celebração de novas núpcias sacramentais válidas, e consequentemente induziriam em erro sobre a indissolubilidade do matrimónio contraído validamente” (idem).

Ao tratar deste assunto o Catecismo da Igreja Católica ensina o seguinte:

§1651 – “São numerosos hoje, em muitos países, os católicos que recorrem ao divórcio segundo as leis civis e que contraem civicamente uma nova união. A Igreja, por fidelidade à Palavra de Jesus Cristo (“Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se esta repudiar o seu marido e desposar outro comete adultério”: Mc 10,11-12), afirma que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro casamento foi válido. Se os divorciados se tornam a casar no civil, ficam numa situação que contraria objectivamente a lei de Deus. Portanto, não podem ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar esta situação. Pela mesma razão não podem exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação pelo sacramento da Penitência só pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometem a viver numa continência completa.”

§1652 – “A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristãmente os seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, a fim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como baptizados, podem e devem participar da vida da Igreja: Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da missa, a perseverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus.”



 
Declaração inter-religiosa a favor do matrimónio tradicional Imprimir e-mail
Emitida nos Estados Unidos

WASHINGTON, 5 de Setembro de 2008 – Representantes judeus ortodoxos e católicos e membros da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, da União Ortodoxa e do Conselho Rabínico da América emitiram uma declaração conjunta sobre o matrimónio, intitulada «Criados à sua Divina Imagem».
A declaração está assinada pelo rabino Fabian Schonfeld, da Sinagoga Jovem Israel, Kew Gardens Hills, Nova York, e pelo bispo William Murphy, de Rockville Centre, e membros da Consulta.

Nela, reconhecem que muitas comunidades dos Estados Unidos estão empenhadas num novo diálogo sobre o significado da palavra «casamento», interrogando-se «se deveria descrever só a união entre um homem e uma mulher».

«Como líderes das nossas respectivas confissões – indicam os assinantes da declaração –, nós como rabinos ortodoxos, líderes comunais e representantes dos bispos católicos dos Estados Unidos, desejamos afirmar o nosso compromisso compartilhado com o mandamento de Deus, o Todo-Poderoso, que criou homem e mulher à sua divina imagem (Gn 1, 26-27), de maneira que pudessem compartilhar, como homem e mulher, como companheiros e iguais (Gn. 2:21-24), a procriação dos filhos (Gen. 1, 28) e a construção da sociedade».
Os representantes judeus e católicos constatam que «agora enfrentamos uma demanda de que as uniões do mesmo sexo sejam classificadas como matrimónio».
Afirmam que quem defende esta posição argumenta que «actuar de outra maneira é assumir uma forma de discriminação contra os homossexuais».

«Nós reconhecemos – dizem a este respeito – que todas as pessoas compartilham a igualdade na dignidade da natureza humana e têm direito a que se proteja esta dignidade humana, mas isto não justifica a criação de uma nova definição para um termo cujo significado tradicional é de importância crítica para manter um interesse societário fundamental.»

Os assinantes da declaração afirmam que «o desígnio de Deus para a continuação da vida humana, como se vê na ordem natural, assim como na Bíblia (Gn 1-3), claramente trata da união de homem e mulher, primeiro como esposo e esposa, e depois como pais».
Neste sentido, sublinham que «um fim exclusivo do matrimónio, que é a reprodução e a criação de famílias, acontece fora das uniões do mesmo sexo, que não podem participar da mesma maneira nesta função essencial».
«Ainda que outros possam exigir o direito de estabelecer relações privadas entre pessoas do mesmo género, que simulam o matrimónio, a classificação legal de tais relações como matrimónio dilui a condição especial de matrimónio entre um homem e uma mulher», indicam.
«Dado que o futuro de cada sociedade – acrescentam – depende da sua capacidade para se reproduzir segundo a sua ordem natural e para ter os seus jovens num ambiente estável, é dever do Estado proteger o lugar tradicional do matrimónio e a família pelo bem da sociedade.»
«Ainda que outros tenham a liberdade de discordar de nós – sublinham –, esperamos que inclusive aqueles que estão fora das nossas comuns tradições religiosas reconheçam que falamos desde a verdade da própria natureza humana, que é coerente tanto com a razão como com a vida moral.»
Os assinantes concluem a sua declaração fazendo um convite às suas «comunidades locais de fé para que considerem cuidadosamente as tradições mantidas por tanto tempo de judeus e cristãos sobre a natureza do matrimónio construído sobre o compromisso de um homem e uma mulher desejosos de estabelecer uma família para contribuir com o bem da humanidade».
 
 
 
 
 
A mulher é o sol da família Imprimir e-mail
A família tem o brilho de um sol que lhe é próprio: a mulher.

Image 
 
O que a Sagrada Escritura diz e sente sobre a mulher:

“A graça duma mulher diligente encanta o marido. A mulher santa e honesta é graça inestimável. Como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim a beleza duma mulher, é ornamento da sua casa”.

Sim, a esposa e mãe é o sol da família. É sol pela generosidade e esquecimento de si, pela prontidão constante e pela delicadeza sempre atenta que a faz adivinhar tudo quanto possa tornar agradável a vida do marido e dos filhos. Derrama à sua volta luz e calor da alma.

Costuma dizer-se que será feliz um casamento se, ao ser realizado, cada um dos dois está disposto a não procurar a sua própria felicidade mas sim a do outro; todavia, embora este nobre sentimento e propósito seja dever de ambos, constitui principalmente uma virtude da mulher, pelo seu natural afecto materno e pela sua peculiar sabedoria e prudência de coração. Se lhe dão desgostos, oferece contentamento e confiança; se recebe humilhações, inspira dignidade e respeito: tal como o sol que ao raiar alegra a manhã nevoenta, e ao pôr-se tinge as nuvens com os seus raios dourados.

A mulher é o sol da família pela limpidez do seu olhar e o calor da sua palavra. Com o seu olhar e a sua palavra penetra suavemente nas almas, vence-as, comove-as, anima-as, conseguindo afastá-las do tumulto das paixões; restitui ao marido a boa disposição e a alegria do convívio familiar, a seguir a longas jornadas de trabalho aturado e muitas vezes esgotante, na oficina ou no campo, ou ainda nas absorventes actividades do comércio ou indústria.
A mulher é o sol da família com a sua sinceridade natural e cândida, a sua simplicidade digna, o seu porte cristão distinto; é o sol da família, com o seu hábito reflexivo e a rectidão do espírito, e ainda com a requintada harmonia com que se apresenta, veste e adorna, mostrando-se ao mesmo tempo reservada e afectuosa. Sentimentos delicados, graciosas expressões do rosto, silêncios e sorrisos inocentes, e um condescendente sinal de cabeça, tudo isso lhe dá a graça duma flor rara mas simples, que, ao desabrochar, se abre para receber e reflectir as cores do sol.
Oh se compreendêsseis como são profundos os sentimentos de amor e gratidão que desperta e grava no coração do pai e dos filhos uma figura assim de esposa e de mãe!

- A graça da esposa é a alegria do marido.

- A mulher santa e recatada duplica o seu encanto.


- Como o sol que se levanta nas alturas do Senhor, a beleza da mulher digna, é a luz da sua casa.


(Da Alocução do papa Pio XII aos recém-casados)
 
 
 
 
Amor conjugal Imprimir e-mail
Não desistas na primeira crise

Nós somos chamados a ser sal e luz para este mundo. Se existe um amor conjugal, ele deve ser harmónico e concreto, pois, a partir deste sentimento, tudo anda bem.
São Francisco de Sales dizia: "Os filhos bebem do amor entre o marido e a mulher". Que amor os teus filhos bebem em tua casa?

No casamento, não basta olhar nos olhos e dizer 'eu amo-te', assim como Pedro disse a Jesus 'eu amo-Te', mas estar disposto às consequências do amor.

Uma coisa que destrói um casamento é o egoísmo, uma palavra que vem do "eu". Quantas vezes pensaste só em ti mesmo, apenas no teu "eu", e não construiste o "nós"? Reflecte em que pontos, no teu casamento, colocaste o teu "eu" na frente das situações.

No relacionamento matrimonial, a sexualidade é divina, por isso os casais têm de ter um bom relacionamento entre si. A santidade do casamento é importante para a união do casal, porque, se o relacionamento esfria, automaticamente, vai acabando a relação que um tem com o outro. E o primeiro causador da separação é o "esfriamento" dos casais.

O antídoto para o nosso egoísmo é o 'altruísmo', que significa: "eu" dar-me ao outro. Em vez de pensar só em mim, eu abro-me para ver a vontade e a necessidade da outra pessoa. É necessário que eu busque a felicidade do outro.
Deus é amor e nós somos criados à imagem e semelhança d'Ele. A nossa vida, na terra, dá-nos um anseio para buscarmos sempre um amor autêntico e verdadeiro, que é uma graça, um dom.
Quando estamos apaixonados, nós amamos de graça; não nos escolhemos. Quando amo, dou-me à outra pessoa e ela não precisa de fazer nada por mim. Este é o mesmo amor que Deus tem connosco. Este é o modelo do amor Divino.
O amor conjugal tem uma definição na Igreja: ele é humano, porque sai de uma pessoa e vai até à outra, envolvendo-a para o bem. É na generosidade que conquistamos e nos doamos, pois a felicidade está em dar-se.

Quem ama tem sempre algo a oferecer.
O individualismo é a segunda coisa que atrapalha um relacionamento, porque a vida de um casal deixa de ser vivida a dois. Mas, num relacionamento, o cônjuge não tem uma individualidade e não faz apenas o que quer, pois o 'sim' do Sacramento do Matrimónio torna tudo "nosso".
O ser individual tem o pecado de fazer tudo do seu jeito. Quem é a pessoa mais importante da tua vida? Não é o teu esposo e a tua esposa? Então, por que tratar tão rudemente um ao outro? Chega de ser só tu. Coloca sempre o "nós" entre vós e cura esta ferida do somente "eu". Construam um "nós". Que seja, hoje, o dia do teu matrimónio a dois!
O casamento foi feito e criado para ser vivido desta forma: um encontro do "tu" para formar um "nós". Precisamos dividir e compartilhar um com o outro. O que prometeste viver na vida inteira, na dor e na alegria?
Ninguém gosta de ser maltratado. Quantos casamentos acabam numa crise financeira, numa discussão, porque não estão preparados para as dificuldades! Depois dos sofrimentos, sempre nos tornamos mais humanos.

Não desistas na primeira crise! Deus eterniza a união matrimonial. Não basta só o seu amor, é preciso Deus para segurar o casal.
 
 
 
 
A tragédia dos filhos órfãos de pais vivos Imprimir e-mail
Eles não conhecem a sua história e não têm uma verdadeira família
 
Image 

É tão importante a pessoa do pai na vida do filho, que o próprio Filho de Deus encarnado quis ter um pai (adoptivo) na Terra. Jesus não pôde ter um pai natural neste mundo porque não havia homem capaz de gerar o Verbo encarnado; então, o Espírito Santo gerou-O no seio puríssimo e virginal da Santíssima Virgem Maria.

Mas Jesus quis ter um pai adoptivo neste mundo, e escolheu São José, o glorioso patrono da Igreja, como o proclamou o Papa Pio IX, solenemente, em 1870.

Quando ele quis deixar a Virgem Maria no silêncio da discrição da sua santidade, Jesus mandou o Arcanjo da Anunciação, São Gabriel, que lhe dissesse, em sonho: “José, filho de David, não temas receber Maria por tua esposa, porque o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo” (Mt 1, 20). E a José coube a honra de lhe dar o nome de Jesus, no dia da sua circuncisão (cf. Mt 1, 21).

O Senhor viveu à sombra protectora do grande santo na Vila de Nazaré e na carpintaria. O povo chamava-Lhe “o filho do carpinteiro”. José protegeu-O da fúria de Herodes; levou-O seguro para o Egipto, manteve-O no exílio e regressou com Ele seguro para Nazaré. Depois partiu deste mundo nos braços d’Ele quando terminou a sua missão terrena. A Igreja declarou-o “protector da boa morte”.

Ora, se até Cristo quis e precisou de um pai neste mundo, o que dizer de cada um de nós?

Só quem não teve um pai, e um bom pai, deixa de saber o seu valor.

O pai é a primeira imagem que o filho tem de Deus; por isso Ele deu-nos a honra de sermos chamados “pais”; pois toda a paternidade vem do próprio Deus. Muitos homens e mulheres não têm uma visão correcta e amorosa de Deus porque não puderam experimentar o amor dos seus pais; muitos foram abandonados e outros ficaram órfãos. 
 
Mas o pior de tudo é a ausência dos pais na vida dos chamados “órfãos de pais vivos”; e são muitíssimos, que foram gerados sem o menor amor, compromisso e responsabilidade.
 
Normalmente um filho que tem um bom pai, amoroso, trabalhador, dedicado aos filhos e à esposa, não se perde nos maus caminhos deste mundo.

Quantas crianças com o futuro comprometido porque foram geradas sem amor e abandonadas tristemente.

Sem um pai que eduque o seu filho, a criança não pode crescer com sabedoria, fé, respeito aos outros, amor ao trabalho e à virtude… Deixar uma criança sem pai, estando este vivo, é das maiores cobardias que se pode perpetrar contra o ser humano inocente, que é a criança.

Hoje, infelizmente, com a chegada da inseminação artificial e clínicas de fertilização, há uma geração de jovens que não conhecem os seus pais, pois muitos foram gerados por um óvulo que foi inseminado artificialmente pelo sémen de um homem anónimo. Estes jovens não conhecem metade da sua história e não têm uma verdadeira família. Como será o futuro desta geração de jovens? Não é por acaso que a Igreja católica é contra a inseminação “in vitro”.
 
 
 
Ler mais...
 
O mundo precisa de mães que rezem Imprimir e-mail
Image 
 
A ideia de ser uma mãe orante, parece encantadora; mas, não é apenas isto! A mãe quando ora, entra num verdadeiro combate espiritual; e tem autoridade espiritual, para lutar em favor do filho, na oração!
Para isto, o Senhor orienta-nos a usarmos as armas espirituais descritas em Ef 6, 10s, pois, também como mães, lutamos contra as forças espirituais do mal, que estão espalhadas pelos ares. Somente revestidas com estas armas, com o cinturão da verdade, com a couraça da justiça; tendo os pés calçados com o zelo em anunciar a Boa-Nova da paz, empunhando o escudo da fé; usando o capacete da Salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; somente desta forma, nós mães, teremos condições de combater na oração, por nossos filhos!
O mundo precisa de mães que oram, as famílias precisam de mães que oram; todo o filho precisa de uma mãe que ora! Fomos criadas por Deus, em nossa maternidade, também para sermos intercessoras daqueles que o Senhor nos confiou, que são os nossos filhos, e não nos podemos desviar desta missão!
Eis o desafio:
“Busquei entre eles um homem que levantasse a muralha, que se postasse diante de mim, na brecha, para o bem da terra, a fim de que eu não o destrua: não o encontrei.” ( Ez 22, 30 )
Poderia dizer, que o Senhor tem procurado, não somente homens, mas, também mulheres; mães, que se ponham na brecha, para o bem da terra, para o bem dos filhos, afim de que Ele, o Senhor, não permita que sejam destruídos por este mundo mal, levados pelo inimigo da alma e da salvação dos homens.
Será que o Senhor vai ter que dizer, que não encontrou nenhuma mãe orante, nenhuma combatente na oração, que se colocou na brecha, ou seja, que assumiu a missão de interceder pelos seus filhos e pelos filhos do mundo inteiro?
Além disso; a mãe que ora, não ora somente pelos filhos; ora também pelas outras mães, pelos pais, pelas famílias!
Santa Rita de Cássia, foi exemplo de uma mãe orante; orou não só pelos filhos, para que não se perdessem, mas, teve a ousadia de pedir a Deus que os levasse para a eternidade, para que não se corrompessem com aquilo que era passageiro; e Deus atendeu a sua oração. Mas, ela foi além, rezando e dando a vida pela conversão do marido.
Por outro lado, vemos Santa Mónica, que passou 30 anos, rezando pela conversão de seu filho Agostinho, que, depois de se perder nos prazeres da carne, vivendo na perversão, veio a encontrar-se com o Senhor, tendo a sua vida transformada, e tornou-se o tão conhecido Santo Agostinho!
Que dizer então de Zélia Guérin, mãe de Santa Teresinha, que teve uma filha de temperamento e génio fortíssimo, chamada Leónia e foi paciente, não desistindo dela, e esta filha veio a tornar-se mais tarde, também uma carmelita, como a irmã, Teresinha; e era elogiada pela sua doçura e mansidão.
Como não lembrar também, a mãe dos 7 filhos no Livro de Macabeus, que viu cada um dos seus filhos serem torturados e martirizados diante de si, e encorajou a cada um, para que não negassem a sua fé! Esta mãe estava preparada espiritualmente para ver o martírio dos seus filhos, para os encorajarem a aguentar firme e não negarem a Jesus, e no final, ser martirizada também; porque, certamente, era uma mulher, uma mãe de oração, uma combatente, uma intercessora, uma guerreira orante:
“Sobremaneira admirável e digna de imperecível renome foi a mãe que via morrer os seus sete filhos no espaço de um só dia e o suportava com serenidade porque punha no Senhor a sua esperança.” (2 Mc 7, 20)
Diante das realidades que enfrentamos, diante das circunstâncias que se encontram as nossas famílias; precisamos de ser como estas mulheres, como estas mães que movimentaram o céu, com a sua oração; não porque eram boas, perfeitas; mas, justamente porque souberam reconhecer sua pequenez e total dependência de Deus!
Precisamos de reconhecer a nossa pequenez, e colocar-nos sob a total dependência de Deus, para enfrentarmos as batalhas do dia-a-dia, para nos superarmos e tocarmos na vitória e nos milagres de Deus em nosso lar, mesmo que seja só na eternidade; mas, não é só! A eternidade com Deus, para nós mães, os nossos filhos, os maridos, a nossa família; é o mais importante!
É preciso que nos coloquemos sob o Domínio do Senhor Jesus, e peçamos à Virgem Maria, a Mãe por Excelência; que interceda por nós, para que sejamos as mães que oram!
Este é o convite que Deus nos faz; é a missão que o Senhor confia a mim e a ti, que és uma mãe cristã, uma mulher de Deus!
Mãe, tu estás disposta a combater na oração pelo teu filho, pela tua família? Estás disposta a interceder pelos filhos e famílias do mundo inteiro, tocando no amor e na misericórdia de Deus?

Dá a tua resposta ao Senhor. Ele é Fiel!
 
 
 
Ler mais...
 
Mães más Imprimir e-mail
Image 
 
O texto abaixo foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania a todos os alunos da sala de aula para que o entregassem aos seus pais. A única condição foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura.

Nos dias de hoje, sementes plantadas como a deste professor, creio que devem ser conhecidas, afinal, o futuro pertence às nossas crianças e somos nós que as orientamos para a vida!

O referido texto foi publicado no Brasil, por ocasião da morte estúpida de duas jovens ambas de 16 anos. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido passar o fim-de-semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei-de dizer-lhes:

- Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado onde ides, com quem ides e a que horas regressareis.

- Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vós soubésseis que aquele novo amigo não era boa companhia.

- Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tirastes do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: "Nós tirámos isto ontem e agora queríamos pagar".

- Eu amei-vos o suficiente para ter ficado de pé junto de vós, duas horas, enquanto limpáveis o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vós, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando os castigos eram tão duros que me partiam o coração.

- Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer não, quando eu sabia que vós me poderíeis odiar por isso (e nalguns momentos até odiastes).

Estou contente, venci. Porque no fim, vós vencestes também! E um dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má, os meus filhos vão dizer-lhes:

- "Sim, a nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E obrigava-nos a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam os seus filhos comerem ao mesmo tempo que viam televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (ligava para o nosso telemóvel de madrugada e espiolhava os nossos e-mails). Era quase uma prisão!
A mãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar as nossas coisas, esvaziar o lixo e fazer todo o tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, a pensar em coisas para nos mandar fazer. Insistia sempre connosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava-se para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:

- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, nem roubos, em actos de vandalismo, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como ela foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Para meditação: "Instrui o filho no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Provérbios 22:6



 
Casamento e sexualidade são santos Imprimir e-mail

O casamento e a sexualidade no casal são santos!  

Sara perdeu os seus maridos (cf. Tobias 6, 10-13a. 14-15ss). Hoje, muitas “Saras” e muitos “Tobits” perdem os seus cônjuges. O objectivo do demónio não é apenas separar casais, é muito mais do que isso! É destruir-te e toda a tua família, porque ele sabe que o teu lar é a arca da aliança para a tua salvação.

Por esta razão, não é tempo de pensar que basta ir à Santa Missa ou simplesmente rezar de vez em quando. É preciso estar com Deus constantemente! A oração e a Celebração Eucarística são como âncoras para te salvar e toda a tua família. Se te casaste e não tinhas Deus, agora já O podes ter. Ele mesmo te chama. A Palavra de Deus é muito clara:

“(...) são os que se casam, banindo Deus do seu coração e do seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demónio tem poder...” (Tobias 6, 16).

A intenção do inimigo é justamente fazer com que homens e mulheres busquem o casamento somente por paixão, pelo prazer sexual.

O casamento é santo! A sexualidade no casal é santa! Porém, o inimigo, astuto, quer a desordem, incutindo nos homens, desde a infância, brincadeiras maliciosas. O Senhor transforma todos aqueles que O tinham banido da sua mente, do seu coração, e derrama sobre eles o Espírito Santo, realizando o que nos parecia impossível. Deus quer transformar-te, refazer tudo na tua vida. Muitas mulheres também foram atingidas pelas novelas que apresentam “baixaria vivida com fineza”. E assim estas são apanhadas pelo lado afectivo, romântico, sensível... Mas o Senhor quer mudar todo este conceito. A sexualidade feminina é uma maravilha que o inimigo quer atirar para a lama.

O plano de Deus é reabilitar a dignidade da sexualidade humana: a beleza de ser mãe, conceber, gerar, dar à luz, educar os filhos para este mundo e para o Alto, para o Senhor! Se tu és uma Sara, sobre quem Asmodeu tem poder, volta para Deus! Expulsa da tua vida toda e qualquer mentalidade mundana. Segura-te em Deus. Sê dócil ao Espírito Santo e tudo vai mudar, como aconteceu com Sara. Deus investe em ti e na arca da aliança, que é a tua casa.

O remédio de Deus Pai é o derramamento do Espírito Santo. “Poderia alguém impedir de baptizar com água estas pessoas que, tanto como nós, receberam o Espírito Santo” (Actos dos Apóstolos 10, 47). Acredita, a transformação acontecerá!
 

A Autoridade Espiritual da Mãe

Alguns meses atrás pensei na educação do meu filho mais velho, que hoje tem 5 anos. Em casa ele era muito agitado. Estava numa fase difícil: respondia, desobedecia, enfrentava a minha autoridade e a do pai. O garoto é um líder; inteligente, de temperamento forte e opinião própria, e, com 5 anos, parece um adulto em miniatura. Eu não sabia como lidar com a situação, colocar limites sem perder a paciência, sem estourar com ele, pelo seu atrevimento.Buscava em Deus sabedoria para lidar com ele, mas, certo dia, estava muito desanimada, e fui à missa. Por providência de Deus, na homilia, o sacerdote falou no Nome de Jesus, dizendo mesmo: “Neste Nome há Poder”.E o Senhor foi colocando no meu coração: O segredo está no meu Nome! Chama pelo Meu Nome! Na educação do teu filho, chama pelo meu Nome! Invoca-me.Eu já tinha tentado tudo; já tinha corrigido, deixado de castigo, conversado, até umas palmadas foram necessárias. Mas, nada disto resolveu. E o Senhor veio sugerir-me: Chama pelo Meu Nome!Foi assim, que, no Nome de Jesus, retomei a educação do meu filho mais velho, e de todos os meus filhos. Só pude obter realmente, resultado, quando usei da autoridade espiritual que me foi dada, como mãe, em Nome de Jesus! As coisas começaram a mudar e estar sob controle, pelo Nome de Jesus!Então, embora sendo uma pessoa cristã, eu precisava de me lembrar de usar a autoridade que Deus me deu como mãe, também no campo espiritual. Precisava de usar os meios naturais de educar, pondo limites e disciplina com amor; mas, não poderia esquecer-me dos meios sobrenaturais, ou, espirituais.O meu filho já melhorou muito! A minha forma de ver as coisas e lidar com ele, a minha forma de colocar limites, Deus tem modificado, dando o discernimento e a sabedoria necessária. A graça aconteceu naquela situação e acontece cada dia, no nosso relacionamento mãe e filho, por causa do Nome de Jesus!A nossa luta, como mãe, na educação dos nossos filhos, é constante! Mas, não podemos desanimar diante dos desafios e dificuldades. Usemos os meios naturais que estão ao nosso alcance para os formar como pessoas de bem, de carácter, como cristãos; e, apoiemo-nos neste Nome Santo, o Nome de Jesus; Ele nos dará a vitória! Tu mãe, terás a vitória, no poder do Nome de Jesus!Tu mãe, não só podes, mas deves usar da autoridade espiritual que Deus te deu, para que, na oração, leves os teus filhos a Deus!Clama pelo Nome de Jesus! Neste Nome há poder! Nele está a sabedoria que tu precisas para educar os teus filhos! 

 

A família perfeitaA restauração da minha família depende de mim 

A família perfeita é aquela que não desiste de caminhar, de construir e restaurar o seu lar. A família é igual a uma casa em reformas, é o maior transtorno, às vezes, poeira, entulho, tudo que uma construção pode trazer. Penso que você consiga imaginar. Mas esse retrato de uma casa em construção demonstra que ninguém está parado em si ou acha que já esteja pronto; apesar dos incómodos está em construção, em reforma, em restauração. E ninguém restaura um bem se ele não for muito precioso, e isso é um sinal muito positivo. Quem já não leu este aviso em construções públicas: “Desculpe o transtorno. Estamos em construção para atendê-lo melhor”. A primeira coisa que precisamos notar é que em casa ninguém é igual, e estamos em níveis de maturidade diferentes. Os pais têm mais experiência, mas entre eles há diferenças. Os filhos estão crescendo, sendo construídos em todos os sentidos: no físico, no psicológico e no espiritual. Aqui entra em acção o material para construir cada um, que se chama respeito e paciência com o processo do outro. Por isso, a família precisa ser o ambiente propício para as mudanças, para o crescimento e até para as crises. Ninguém deve ter vergonha de ser o que é e de estar como está em casa. Em minha opinião, existem alguns pontos primordiais para construir e restaurar a família:

1º Restaurar o relacionamento com Deus: a base do sacramento do matrimónio é o amor, sem fazer a experiência de Deus é impossível amar de verdade. O amor real, muitas vezes, passa pela experiência da morte, do aniquilamento, do esquecer-se de si mesmo; e tudo isso, sem Deus, é impossível superar. Mas é preciso respeitar a experiência religiosa de cada um, saber que ela também é individual, mas que dá para fazer um caminho para Deus, JUNTOS!

2º Fazer da minha casa um ninho de amor: na minha casa eu decido amar primeiro, o processo começa em mim, por essa razão, eu não posso cobrar aquilo que ainda não consigo dar. Procurar defeitos nos outros, culpados, não resolver as situações de tensão ou dificuldades vividas em casa, faz dela um inferno e não um pedaço do céu. Eu preciso sentir o desejo de voltar para casa, ela precisa ser o meu refúgio, meu oásis no meio do deserto. Minha casa e minha família precisam me atrair, significam porto seguro, lugar onde não importa a minha condição: EU SEI QUE SOU AMADO.

3º Partilha e diálogo: isso quer dizer onde todos crescem no conhecimento de si e dos outros. A falta de diálogo e partilha deixa crescer dentro dos membros da família os venenos que podem destrui-la, gerando os ressentimentos e as mágoas, a falta de perdão e o medo de se revelar. Dentro de casa precisa se promover um clima de confiança e aceitação do outro, eu preciso me sentir acolhido para partilhar a minha verdade. Outro dia ouvi a experiência de um movimento que se chama Equipes de Nossa Senhora, o qual trabalha com casais. Eles têm uma prática que se chama “direito de sentar-se”. Sentar-se à cadeira, sentar-se à mesa, para falar e ouvir tudo que o outro precisa dizer. ISSO É CARIDADE. Nós não podemos esquecer que cada um tem a sua parte essencial e importante na construção da família; os pais têm seu papel de pilar de sustentação e construção da casa, mas os filhos dão sentido, vigor e alegria aos progenitores. E assim vamos construindo famílias restauradas.  

Oração Pai santo, Pai amado, a restauração da minha família depende da minha participação activa e consciente. Do meu amor e compreensão, respeito e paciência com o processo dos meus pais e irmãos, por isso, que eu não sonegue amor e verdade, perdão e misericórdia para com os meus, que esse processo comece em mim primeiro. Eu decido amar primeiro em minha família e colaborar com a restauração do santuário da vida, que é minha casa. Amém.   

Mandamentos para a Paz na Família 

1 - Tenha fé e viva a Palavra de Deus. Ame o próximo como a si mesmo.2 - Ame-se, confie em si, na sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz.3 - Brinque e divirta-se com a sua família. A criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.4 - Eduque o seu filho através da conversa, do carinho e do apoio.5 - Participe, com a sua família, da vida da comunidade, evitando situações que incentivam à violência.6 - Procure resolver os problemas com calma. Aprenda com as situações difíceis.7 - Partilhe sentimentos com sinceridade, dizendo o que pensa e ouvindo o que os outros têm a dizer.8 - Respeite as pessoas que pensam diferente de si. As diferenças são riquezas.9 - Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.10 - Peça desculpa e perdoe de coração. O perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.

 
Deveres dos filhos Imprimir e-mail

DEVERES DOS FILHOS

Deus deu mandamentos ao homem para que ele soubesse viver nesta terra com um comportamento que Lhe agradasse. Os mandamentos são dados como orientações para as pessoas e Deus, que nos ama tanto, deixou-nos bastantes para nosso proveito.

Vejamos qual foi o primeiro mandamento acompanhado de promessa. Efésios 6:1-3

"Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois é isso que é justo: Honra teu pai e tua mãe – tal é o primeiro mandamento com uma promessa: para que sejas feliz e gozes de longa vida sobre a terra."

Porque razão Deus fez questão em que este fosse o primeiro mandamento com promessa?

Porque Deus considera ser dever dos filhos obedecerem e honrarem seus pais. Se não obedecemos e não honramos os nossos pais terrenos, como seremos capazes de obedecer e honrar o nosso Pai Celestial - Deus?

Lucas 15:11-24 conta-nos a história do filho pródigo. O jovem resolveu sair da alçada dos pais e percorrer o mundo, gastando a herança que exigira ao pai. Porém, deu-se mal por onde andou, passando necessidades. Sem dinheiro, sem comida, sem ninguém, viu-se na necessidade de trabalhar para matar a fome. Foi apascentar porcos e tinha que comer as bolotas dos porcos e ninguém lhe dava nada. Felizmente deu-se conta da sua miséria e, arrependido voltou para pedir perdão ao seu pai. Seu pai, vendo-o de longe a regressar, correu para ele e beijou-o, e choraram juntos. O filho pediu perdão ao pai, que, como sempre, lhe perdoou.

Há muitos jovens que desobedecendo aos seus pais enveredam por caminhos tortuosos, desonrando os seus pais. Consomem drogas, álcool, tabaco e outras substâncias nocivas ao organismo e à mente, levando vida desregrada. Como resultado muitos deles morrem ainda jovens. Não chegam à idade adulta e quando chegam são doentes e atingidos por diversos malefícios.
Quantas vezes temos desobedecido aos nossos pais? Quantas vezes temos sido causa de vergonha e de tristeza para eles? Estarão os nossos pais satisfeitos com o nosso comportamento em relação a eles? Estaremos a fazer a vontade de Deus, obedecendo aos seus mandamentos?
À medida que os pais vão envelhecendo, é tendência de muitos filhos abandonarem-nos, maltratarem-nos e colocarem-nos em lares para se verem livres deles. Dizem: são velhos, desactualizados, incomodam-nos e os nossos amigos deixam de vir cá a casa por causa deles…

Assim, os filhos perdem as bênçãos que Deus destinou para eles: para que sejas feliz e gozes de longa vida sobre a terra.

Muitos filhos esquecem depressa o que os seus pais fizeram e continuam a fazer por eles. Desde a sua meninice que os seus pais os amam, os ensinam preparando-os para saberem enfrentar a vida até saírem de casa para constituírem os seus lares. Muitos deles nunca mais voltam a visitar os seus pais, outros esquecem-nos. Mas graças a Deus que ainda há muitos filhos que amam e honram os seus pais. Estes serão os grandes beneficiários das bênçãos que Deus lhes destinou, conforme o mandamento.

Lê com atenção o relato que se segue, e medita sobre a tua relação com os teus pais.

 

MEU AMADO FILHO

No dia em que este teu velho não for mais o mesmo, tem paciência e compreende-me.

Quando derramar comida sobre a minha camisa e me esquecer de atar os meus sapatos, tem paciência comigo e lembra-te das horas em que passei a ensinar-te a fazer as mesmas coisas!

Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias, que já sabes como terminam, não me interrompas e escuta-me. Quando eras criança, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma história até que fechasses os olhinhos…

Quando estivermos reunidos e eu sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Compreende que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa, quantas vezes, pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpinho e cheiroso.

Não me reproves se eu não quiser tomar banho, mas sê paciente comigo. Lembra-te dos momentos em que te persegui e os mil pretextos que inventava para te convencer a tomar banho.

Quando me vires inútil e ignorante na frente de novas tecnologias que já não poderei entender, peço-te que me dês todo o tempo que seja necessário, e que não me censures com um sorriso sarcástico! Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas: comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o sabes fazer. Isto é resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se nalgum momento, quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência e ajuda-me a lembrar. Talvez a única coisa importante para mim naquele momento seja o facto de te ver perto de mim, dando-me atenção, e não o que dizíamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, que saibas insistir com carinho. Assim como fiz contigo…

Que também compreendas que com o tempo não terei dentes fortes, e nem agilidade para engolir...

E quando as minhas pernas falharem por estarem cansadas, e eu já não me conseguir equilibrar... Com ternura, dá-me a tua mão para me apoiar, como eu fiz quando tu começaste a caminhar com as tuas perninhas tão frágeis.

E se algum dia me ouvires dizer que estou cansado de viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com o quanto te amo…e compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o vigor para correr ao teu lado, ou para tomar-te nos meus braços, como antes.

Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que o teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido. E até quando me for, terei deixado para ti outra rota em outro tempo, mas estou certo de estar sempre presente no teu pensamento.

Não te sintas triste ou impotente por me veres assim. Não me olhes com cara de pena. Dá-me apenas o teu coração, compreende-me e apoia-me como eu fiz quando começaste a viver. Isto me dará muita força e muita coragem.

Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, peço-te que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.

Atenciosamente,

Teu Velho

Torna a ler e medita em cada situação do texto e diz para ti mesmo qual tem sido a tua conduta para com os teus pais. Os teus pais amam-te e seria uma enorme alegria para eles, tu dizer-lhes: pai, mãe, eu amo-vos muito.

 

 
Diferença entre casa e lar Imprimir e-mail

DIFERENÇA ENTRE CASA E LAR

Casa é uma construção de cimento e tijolos. Lar é uma construção de valores e princípios.

Casa é o nosso abrigo das chuvas, do calor, do frio... Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão.

Casa é o lugar onde as pessoas entram para dormir, usar o banheiro, comer. Onde temos pressa para sair e retardamos a hora de voltar. O lar é o lugar onde os membros da família anseiam por estar nele, onde refazem suas energias, alimentam-se de afeto e encontram o conforto do acolhimento. É onde temos pressa de chegar e retardamos a hora de sair.

Numa casa criamos e alimentamos problemas. O lar é o centro de resolução de problemas.

Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam. Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apóiam e nas lutas se solidarizam.

Casa é local de dissensões, conflitos, discórdia... No lar as dissensões, os conflitos, existindo, servirão para esclarecer e engrandecer.

Numa casa desdenha-se dos nossos valores. No lar sonhamos juntos.

Numa casa há azedume e destrato. Num lar sempre há lugar para a alegria.

Numa casa nascem muitas lágrimas. Num lar plantam-se sorrisos.

A casa é um nó que oprime, sufoca... O lar é um ninho que aconchega.

Se ainda moras numa casa, convido-te a transformá-la, com urgência, num lar e que Jesus seja sempre o teu convidado especial.

 
Os pais e a educação sexual dos filhos Imprimir e-mail

É dever dos pais educar a sexualidade dos filhos no pudor

No Livro de Génesis, Jesus diz: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idónea" (2, 18).

O homem e a mulher foram criados para que a humanidade se tornasse completa. Logo, a sexualidade é uma obra da criação de Deus. Entretanto esta sexualidade não pode ser deturpada e vivida antes do tempo. “Os jovens de hoje antecipam o sexo, o banalizam. Mas é importante que se entenda que não se ganha uma corrida sem alcançar a chegada. Tudo precisa de acontecer a seu tempo! O sexo não merece ser substituído por um momento casual, como uma criança que abre o presente antes do Natal esquecendo-se o motivo da festa”.

Este assunto deve ser tratado desde a infância pelos pais, mostrando a importância da sexualidade e as consequências de não a valorizar. “Cabe aos pais educar os filhos dentro duma sexualidade do pudor e do respeito. A educação dos filhos é uma responsabilidade primeira deles, não da escola, dos amigos ou da mídia”.

A vida diária de oração e a vivência da Eucaristia são bases fundamentais na vida do cristão que deseja valorizar a sexualidade.

Em visita ao Brasil, em Maio de 2007, o Papa Bento XVI pediu castidade aos rapazes e raparigas do país. O líder da Igreja Católica disse que a prática da sexualidade está reservada aos casados e que ela será fonte de felicidade sempre que se souber fazer da castidade “dentro e fora do casamento um bastião das esperanças futuras”.

O Sumo Pontífice reconheceu que a castidade “precisa de um espírito de sacrifício e de renúncia”. Bento XVI acrescentou que o verdadeiro amor “procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á mais com o outro, entregar-se-á e desejará estar perto do outro”.

 
A sogra é uma santa Imprimir e-mail

A minha sogra é uma santa

A interferência na vida conjugal

Fala-se muito das interferências da sogra na vida conjugal, pois nem sempre as opiniões dela caem em boa hora ou são aceites com naturalidade. É conhecido o ditado: “Entre marido e mulher não metas a colher”. Se tal advertência é válida para todos os outros parentes, muito especialmente também o será para as sogras.

Fica aqui a opinião de quem já passou por estas situações.

Há sogras de todos os tipos. Algumas agem como conhecedoras de todas as situações e, não contentes em apenas opinar, elas fazem mil e uma recomendações ao filho, criticam a educação dos netos como se fossem seus filhos. Outras chegam a intrometer-se no gosto da decoração da casa ou noutras coisas particulares do casal.
Grandes são as crises estabelecidas entre nora e sogra, especialmente quando a sogra insiste em querer agir como mãe não somente do filho, mas ao querer fazer as vezes de mãe também da nora. Muitas acreditam que a melhor atitude diante de uma situação particular do casal é fazer o que elas próprias orientam.
É evidente que a experiência de vida das sogras é superior à nossa, mas, assim como a vida nos foi capacitando para superarmos os obstáculos, também na vida conjugal aprenderemos a resolver outras questões; agora assumidas e resolvidas entre marido e mulher.
O problema será maior quando a mãe do esposo perder a noção de que o “seu menino” cresceu, e sem respeitar o momento ou mesmo o lugar, der palpites esquecendo que o casal agora já constitui uma nova família; e que uma nova história será contada.
Entretanto, nem sempre a sogra é a grande vilã ou a “pedra no sapato” na vida da nora. Assim como pode acontecer sogras perderem a noção de que o filho cresceu, há também filhos que não se conseguem desligar do cordão umbilical que os une às genitoras. Neste caso, seja por uma dependência financeira, seja por mimos ou por falta de maturidade, o filho recorre ao “colo” da mãe perante  qualquer pequena dificuldade. E acostumado com os “amparos” da mãe, isto, por sua vez, abre precedentes para que a sogra também dê os seus palpites na vida do casal.
O facto de sermos casados não significa que devemos deixar de visitar a casa dos nossos pais ou desconsiderar as opiniões deles. Contudo, não podemos fazer destas visitas um pretexto para apresentar um relatório das experiências e das dificuldades da vida a dois. Caso contrário, o almoço e as festas, que deveriam ser momentos de confraternização, serão aproveitados para que os parentes se “alfinetem” ou transformem o encontro em ocasião para “lavarem a roupa suja", num território em que a nora poderá sentir-se humilhada diante do assunto trazido em pauta.
É interessante a gente considerar que cada família estabelece as suas próprias regras e normas, de comum acordo, entre os cônjuges. Uma vez detectado o possível problema, cabe ao casal aproveitar a oportunidade para expor, entre si, a situação que não lhe agrada, no sentido de juntos se adequarem ao impasse. Se ele não consegue ainda separar-se da mãe, mesmo depois de casado, talvez, seja um bom começo equilibrar o tempo de permanência na casa materna.
Por outro lado, a interferência da mãe do esposo na relação conjugal do filho, entre estas e outras situações citadas acima, pode ser um indicador de que comentários (os quais deveriam permanecer estritamente entre os muros da vida do casal) estejam a ser ventilados em conversas, mais para se ter do que falar do que para oferecer ajuda.
Para que as sogras possam sair das margens dos relacionamentos, basta que elas se lembrem de que os seus filhos agora têm vida própria e de que os seus conselhos, quando não forem impostos, poderão ser úteis quando solicitados.
De maneira geral, todos nós aprendemos alguma coisa com outras pessoas, assim, também será proveitoso para a sogra aprender com o que a nova geração, da qual faz parte a nora, tem a ensinar.

 
Casais que não conseguem ter filhos Imprimir e-mail

Casais que não conseguem ter filhos 

O que a Igreja ensina nestes casos 

Muitos casais, infelizmente, não conseguem ter filhos por alguma causa de infertilidade do marido ou da esposa. Sabemos como é grande este sofrimento: “Que me darás?”, pergunta Abraão a Deus. “Continuo sem um filho...” (cf. Gn 15,2). “Faz-me ter filhos também, ou eu morro”, disse Raquel a seu marido Jacob (cf. Gn 30,1).

Mas estes casais não devem desanimar. A Igreja recomenda que valorizem o seu matrimónio.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina: “Os esposos a quem Deus não concedeu ter filhos podem, no entanto, ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristãmente. O seu Matrimónio pode irradiar uma fecundidade de caridade, acolhimento e sacrifício” (CIC § 1654).

Estes casais podem e devem buscar os legítimos recursos da medicina para conseguir os filhos desejados. A Igreja ensina que: “As pesquisas que visam diminuir a esterilidade humana devem ser estimuladas, sob a condição de serem colocadas 'ao serviço da pessoa humana, dos seus direitos inalienáveis, do seu bem verdadeiro e integral, de acordo com o projecto e a vontade de Deus'” (Instrução Donum vitae, CDF, intr. 2).

A Igreja não aceita a inseminação artificial, nem homóloga nem heteróloga. Pelas seguintes razões: “As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas. Estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas) lesam o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe conhecidos dela e ligados entre si pelo casamento. Elas traem "o direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um por meio do outro" (CIC § 2376). “Praticadas entre o casal, estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o acto sexual do acto procriador. O acto fundante da existência dos filhos já não é um acto pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um acto que remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana.

Tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos". "A procriação é moralmente privada da sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do acto conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos... Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do acto conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa" (§2377).

A Igreja aproveita este assunto, para nos lembrar que ninguém tem o direito a um filho. “O filho não é algo devido, mas um dom. O "dom mais excelente do matrimónio" é uma pessoa humana.

O filho não pode ser considerado como objecto de propriedade, a que conduziria o reconhecimento de um pretenso "direito ao filho". Neste campo, somente o filho possui verdadeiros direitos: o "de ser o fruto do acto específico do amor conjugal dos seus pais, e também o direito de ser respeitado como pessoa desde o momento da sua concepção" (CIC § 2378).  

Por fim, a Igreja recomenda aos casais inférteis unirem o seu sofrimento, corajosamente, à cruz de Cristo.

“O Evangelho mostra que a esterilidade física não é um mal absoluto. Os esposos que, depois de terem esgotado os recursos legítimos da medicina, sofrerem de infertilidade unir-se-ão à Cruz do Senhor, fonte de toda a fecundidade espiritual.

Podem mostrar a sua generosidade adoptando crianças desamparadas ou prestando relevantes serviços em favor do próximo” (CIC § 2379).

A nossa fé ensina que só os egoístas desperdiçam a vida; portanto, mesmo que os casais inférteis não possam ter filhos naturais, poderão ter filhos “do coração”; que não deixam de ser menos filhos. Quantos filhos adoptados dão mais alegria aos pais do que os filhos naturais! Jesus não teve um pai natural na terra; mas teve um grande pai adoptivo: São José.

Prof. Aquino

 
50 Prendas dos pais para os filhos Imprimir e-mail

50 PRENDAS QUE OS PAIS PODEM OFERECER AOS FILHOS

1. Abracem-se e jurem mutuamente amor eterno à vista deles.
2. Sejam sempre fiéis às promessas e não mintam por nada deste mundo.
3. Não restrinjam demasiado as ternuras dos avós.
4. O vosso comportamento com os outros seja o que vocês recomendam aos filhos.
5. Preparem respostas adequadas à pergunta: «Como é que nascem os bebés?».
6. Lembrem-se de que as crianças e os jovens são mais inclinados a fazer o que vêem fazer do que aquilo que se lhes recomenda. O exemplo é tudo.
7. Habituem-nos a boas leituras.
8. Habituem-nos a concluir os trabalhos começados. Façam-lhes ver que os grandes resultados são fruto de trabalho aturado e persistente.
9. Façam com que eles ouçam as coisas boas que vocês costumam dizer deles aos vossos amigos.
10. Contem-lhes a vossa vida sobretudo a correspondente à idade que eles têm agora.
11. Ajudem-nos a inserir-se num grupo, numa equipa, numa banda ou conjunto musical.
12. Mostrem-se firmes no que respeita aos valores e princípios pessoais: estes representarão para eles pontos de referência.
13. Leiam-lhes em voz alta algumas páginas dos vossos livros preferidos.
14. É bom não impedir que sofram as consequências dos seus actos. Não é saudável que tenham sempre alguém a protegê-los.
15. É um bom método pedir-lhes que contem à noite como decorreu o dia.
16. Antes de castigá-los importa que eles compreendam bem os seguintes porquês: porque é proibido; porque o mal tem de ser remediado; porque se impõe uma disciplina.
17. Cumpre dar-lhes a certeza de que os pais estão sempre a seu lado, aconteça o que acontecer.
18. Componham juntos uma canção descabelada e ponham-se a cantá-la a plenos pulmões.
19. Dêem-lhes a possibilidade de conservar fechada a porta do quarto.
20. Levem-nos a reconhecer os erros sem lançar as culpas aos outros e a aceitar as derrotas sem azedume.
21. Considerem sagrado o beijo da boa-noite mesmo que já estejam a cair de sono (ou já tenham mais de trinta anos).
22. Não deixem para amanhã o que desejariam fazer-lhes hoje: o amanhã virá mesmo?
23. Façam-lhes sentir que os amam e digam-lho uma e muitas vezes.
24. Não permitam que eles digam palavrões na vossa presença.
25. Respondam sempre às suas perguntas: de contrário, eles deixarão de fazê-las.
26. Não vão para a cama com algum conflito em aberto.
27. Façam por estar em forma cuidando da vossa saúde pois eles necessitam da vossa ajuda.
28. Não digam nunca: «Viste? Eu tinha razão!». É coisa que eles não suportam.
29. É bom ensiná-los a nadar, cozinhar, passar a ferro, manejar a agulha e dançar.
30. Inventem ritos familiares. À mesa tenha cada um o seu lugar.
31. Importa ensiná-los a distinguir o bem do mal, exemplificando com a1guns factos.
32. Não minimizem nunca os seus medos, ânsias, dúvidas ou preocupações.
33. Ensinem-1hes a descobrir a estrela polar e a indicar os quatros pontos cardeais.
34. Não 1hes faltem com a revista ou jornal que eles gostam de ler.
35. Façam-lhes ouvir com frequência frases como estas: «és para mim motivo de orgulho»; «espero muito de ti».
36. Amem-nos tal como são: esta é a mais bela prenda que 1hes podem oferecer.
37. Não se cansem de dizer: «porque eu sou o teu pai/a tua mãe; eu é que tenho de responder por ti. Ponto final». Trata-se de um motivo mais que suficiente.
38. Mostrem-lhes como devem comportar-se em casos de incêndio, perigo, terramoto, etc.
39. Procurem convencê-los a não desistir de um jogo em curso.
40. De vez em quando metam-lhes qualquer surpresa na mochila.
41. Habituem-nos ao asseio e à ordem, começando por 1hes dar o exemplo.
42. Habituem-nos a pedir desculpa e a perdoar.
43. Tenham sempre presente que o autodomínio dos pais induz o autodomínio dos filhos.
44. Convidem-nos a ir ao cinema. Convidá-los em separado dá-lhes importância.
35. Façam com que sejam outros a desvendar o mistério do Menino Jesus.
46. Não estabeleçam comparações entre eles e estranhos.
47. Respeitem os segredos de cada um deles.
48. Não tenham a pretensão de passar a seus o1hos por pessoas importantes ou infaliveis.
49. Procurem ser os pais que desejariam ter tido.
50. Digam com eles alguma oração todas as noites.