Mensagem


Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
Início seta Namorar
Namorar
História de São Valentim Imprimir e-mail

Há várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados.

Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que, em meados do séc. III d.C., havia recusado abdicar da fé cristã que professava.

Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles: São Valentim foi um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C.

Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, outros reivindicam que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Isto porque, na Antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de Fevereiro era o dia dedicado à Deusa Juno que, para além de rainha de todos os Deuses, era também, para os romanos, a Deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de Fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia que celebrava o amor e a juventude. Imagem vazia padrãoNo decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um 'alvo a abater' pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitabilidade por parte dos Romanos.

São Valentim não foi excepção e, como tinha sido morto a 14 de Fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.

 

 

 
O QUE É NAMORAR? Imprimir e-mail

O namoro é dinâmico como a própria vida das pessoas.
Hoje a liberdade é enorme quando se fala deste assunto, o que, aliás, se torna ocasião para muitos desvirtuamentos em termos de namoro.

Coisas que para a geração anterior era impensável, hoje tornou-se comum entre os jovens; por exemplo, viajar juntos sem os pais; dormirem na mesma casa, etc.
Se por um lado esta liberdade pode até facilitar a maturidade dos jovens namorados, não há como negar que é uma oportunidade imensa para que o relacionamento deles ultrapasse os limites de namorados e precipite a vida sexual.
Lamentavelmente tornou-se comum entre os casais de namorados a vida sexual, inadequada nesta fase.

O namoro é o tempo de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem a vida será vivida até à morte, e é o tempo de crescimento a dois.
Tudo isto será vivido através de um diálogo rico dos dois, pelo qual cada um se vai revelando ao outro, trocando as suas experiências e as suas riquezas interiores, e assim, começa a construção recíproca de cada um, o que continuará após o casamento.

O namoro é acima de tudo o encontro de duas pessoas, capazes de pensar, reflectir, cantar, sonhar, sorrir e chorar. O mar é belo e imenso, mas não sabe disso; a terra é bela e rica, mas não sabe disso; o pássaro é belo e não sabe disso. Tu és bela, inteligente, livre, dotada de vontade e de consciência; e sabes disso. Tu não és um objecto; és uma pessoa, Um ser espiritual e psíquico.
O namoro implica no reconhecimento da "pessoa" do outro, a sua aceitação e a comunicação com ela. É diferente conhecer uma pessoa e conhecer um objecto. O objecto é frio, a pessoa é um "mistério"; não pode ser entendida só pela inteligência, pois a sua realidade interior é muito mais rica do que a ideia que fazemos dela pelas aparências. Tu só poderás conhecer a pessoa pelo coração e pela revelação que ela faz de si mesma a ti.
No objecto vale a quantidade, o peso, o tamanho; a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade. O objecto é um problema a ser resolvido, a pessoa é mistério a ser revelado e compreendido. Tu estás diante de uma pessoa que é única (indivíduo), insubstituível, original, distinta de todos os outros... Alguém já disse que cada pessoa é "uma palavra de Deus que não se repete". Não fomos feitos numa forma.
No namoro terás que respeitar a "individualidade" do outro, para não o sufocar. Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam como pessoas e únicos. É por isso que as comparações e os padrões rígidos podem ser prejudiciais. Não podes querer que a tua namorada seja igual àquela que conheces e admiras; o teu namorado não tem que ser igual ao seu pai... Cada um, é um. A liberdade é uma condição essencial da pessoa. Sem liberdade não há pessoa.
É no encontro com o outro que a pessoa se realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido correctamente. Ele leva-te a abrires-te ao outro. A partir daí deixas de ser criança e começas a tornar-te adulto; porque já não olhas só para ti mesmo. O namoro é o tempo bonito de inter-comunicação entre duas almas. Mas toda a revelação implica num comprometimento de ambos. "Tu tornas-te eternamente responsável por aquele que cativas", disse o Pequeno Príncipe. Tornas-te responsável por aquele que se revela a ti do mais íntimo do teu ser. Cuidado, portanto, para não "coisificar" a tua namorada. Às vezes essa coisificação do outro torna-se até meio inconsciente hoje. Ela acontece, por exemplo, quando o noivo proíbe a noiva de usar batom, ou a proíbe de cortar os cabelos. O marido "coisifica" a esposa quando a obriga a ter uma relação sexual com ele, quando não a permite participar das "suas" decisões financeiras; quando proíbe que ela possa ter alguma actividade na Igreja, etc. O namorado "coisifica" a namorada quando faz chantagens emocionais com ela para conseguir o que quer. A namorada "coisifica" o namorado quando o sufoca fazendo-o ficar o tempo todo do seu lado, sem que o rapaz possa fazer outros programas com os amigos. O pai coisifica o filho quando o submete a si como se fosse um escravo... Não faças do outro um objecto, e não deixes que o vosso relacionamento se torne numa "dominação do outro", mas um "encontro" entre ambos. Nem Deus tira a nossa liberdade; Ele respeita-a, pois sem isto seríamos marionetes, robôs, e não pessoas. Ainda que o homem se ponha contra Ele – como acontece muito – ainda assim Ele te ama, e nunca te trata como um objecto. Coisificamos o outro quando o usamos; isto é triste.
O namoro é o tempo da "descoberta", do outro. E isto faz-se pelo diálogo, que é o alimento do amor. Há muitos desencontros porque falta o diálogo.
Namorar é dialogar! O diálogo é mais do que uma conversa; é um encontro de almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo. Sem um bom diálogo não há um namoro feliz e bonito. É pelo diálogo que o casal – seja de namorados ou cônjuges – aprende a conhecer-se, ajudam-se mutuamente a corrigir as suas falhas, vencem as dificuldades, cultivam o amor, aperfeiçoam-se e unem-se cada vez mais. Os namorados que sabem dialogar sabem escolher bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez e conhecimento maduro. Sem diálogo o casal não cresce, e o namoro não evolui, porque cada um fica trancado e isolado com os seus próprios problemas. Sem ele o casal pode cair na "crise do silêncio", ou apenas trocar palavras vazias, ou ainda, o que é pior, discutir e brigar. Por falta do diálogo, muitas vezes, cada um leva a "sua" vida e ignora o outro; ora, isto não é vida a dois, nem preparação para o casamento. São muitas as dificuldades para o diálogo, mas há também muitos pontos que o favorecem.
Vamos examiná-los.
Muitos não conseguem dialogar porque não estavam habituados a isto antes do namoro. Pode ser que tenha vindo de uma família que não tinha este hábito. Neste caso, será preciso ter a intenção de dialogar, romper o mutismo e abrir-se. Também o orgulho, o medo de reconhecer os próprios erros, o não querer "dar o braço a torcer", a vaidade de querer sempre ter razão, bloqueiam o diálogo. A falta de tempo, o trabalho em demasia, a televisão, o jornal, a revista, a internet, podem prejudicar o diálogo; se não forem doseados... Há também os condicionamentos de infância; às vezes a autoridade excessiva dos pais, a falta de liberdade para expressar as próprias ideias e opiniões; a super protecção que sufocou o espírito de iniciativa; a falta de participação nas soluções dos problemas familiares; tudo isto dificulta o diálogo. Portanto, será preciso esforço, vontade de se vencer e acertar. Para haver diálogo precisas de aprender a ouvir o outro; ter paciência para entender o que ele quer dizer, e, só depois, concordar ou discordar.
Sê paciente, não cortes a palavra do outro antes dele a completar.
Lembra-te, diálogo não é discussão. É preferível "perder" uma discussão do que dominar o outro. Dialogar é acolher o outro com o coração disponível. É aprender a "olhar" o outro, conhecer a sua vida profissional, familiar, os seus gostos, as suas aspirações, dificuldades, lutas... com respeito e atenção. Deixa que o outro tenha "entrada franca" no coração.
Não ponhas "cães de guarda" nas portas do teu palácio interior pois o outro pode ficar com medo de entrar. Quem são esses cães? O teu orgulho refinado, subtil, mas que subjuga o outro... O teu egoísmo que chama tudo sempre para ti. A inveja do sucesso do outro, que o impede de crescer. A tua ironia que faz pouco caso do que ele está a dizer... A tua grosseria que magoa o outro... São estes – e muitos outros – os "cães de guarda" que pomos à porta do coração. Às vezes ela ou ele vai embora dizendo: "Não tive coragem de entrar... tive medo que ele se risse de mim... que não me compreendesse... tive medo de ser ridícula". Não deixes que ele fique à espera até desanimar. Para que tu possas acolher o outro é preciso despojar-te de ti mesmo, estar disponível. É preciso que aceites criar este vazio no teu interior para que o outro o possa ocupar. É preciso fazer silêncio em ti, para poder ouvir e entender a voz do outro. Só assim serás atencioso com ela; e então o diálogo acontecerá. Sabe sorrir para o outro; não custa nada e ilumina tanto!... Sabe fazer silêncio.... As palavras são os veículos da alma que se exprime, desabafa e se acalma. Aprende a escutar o teu namorado atenciosamente; presta-lhe esta homenagem. Sabe falar mais do que lhe interessa, do que aquilo que te interessa a ti.
Não fiques a pensar em ti enquanto o outro fala, pensa nele. Há um escrito que diz assim:
As cinco palavras mais importantes são: "Eu estou muito satisfeito contigo". As quatro palavras mais importantes: "Qual a tua opinião?" As três palavras mais importantes: "Faz o favor". As duas palavras mais importantes: "Muito obrigado". A palavra menos importante: - EU –!
Enquanto estiveres dominado pela vontade de falar de ti mesmo, é porque ainda não estás apto a acolher o outro. Entretanto, não arranques o outro do seu silêncio à força; respeita-o, e aos poucos, ajuda-o a falar. Não devasses a sua intimidade.
Estás a ver que o namoro é como uma escola, onde se educa o amor; por isso é belo e rico. Vai fazendo perguntas com suavidade sobre a sua vida, as suas preocupações, o seu passado, a sua família, a escola, etc. ... Deixa-o dizer tudo o que ele quiser, e não fiques com aquele olhar distante, longe, nas nuvens... O diálogo exige gratuidade.
Se estiveres nervoso, preocupado, irritado e de mau humor, então, pega nisto tudo e entrega-o a Deus, na fé, para estares disponível. O mau humor, a lamúria, a constante reclamação, são venenos mortais para o diálogo e o relacionamento. Sorri, ainda que o teu coração esteja a chorar, por amor; isto não é fingimento. Sabe caminhar em direcção ao outro, estende-lhe a mão para o ajudar a entrar em ti. Se ele vier a ti cheio de problemas e angústias, não tenhas pressa em querer dar-lhe a solução mágica para as suas dores. Não, apenas deixa que ele se esvazie; deixa-o falar; só depois, quando ele tiver "deitado tudo cá para fora", só então, lhe dirás uma palavra amiga, e de conforto. Quando o médico vai tratar um tumor, primeiro deixa-o vazar completamente, tira todo o material infeccioso, só depois coloca o remédio. Assim também ocorre com as "infecções da alma"; primeiro é preciso esvaziá-la, para depois as curar. A grande necessidade das pessoas hoje é ter alguém que as ouça com tempo e disponibilidade.
Não será o namoro uma bela oportunidade também para isto? Se quiseres que o teu namorado te abra a alma, e se revele do fundo do seu ser, então sabe ser receptiva, silenciosa, discreta...Então ouvirás muitas confidências, e ele irá embora aliviado e crescido. A experiência tem mostrado que a maioria das pessoas que nos procuram para resolver os seus problemas, mais do que conselhos, querem desabafar uma angústia que está no coração. E quando tu te dispões a ouvi-las com atenção e carinho, elas vão-se acalmando e encontrando o remédio que precisam, sem que às vezes a gente não diga nada. É a necessidade da alma humana de desabafar. Portanto, o que o outro mais precisa no diálogo é da tua atenção esmerada. Não sejas aéreo enquanto o outro fala, esquece de ti mesmo. Dialogar não é discutir. Na discussão gasta-se muita energia, irrita-se e chega-se ao nervosismo que não leva a nada, ao contrário, só destrói o relacionamento. O diálogo conduz ao amor; a discussão leva à briga. Eis a diferença. Na discussão cada um – cheio de si mesmo – acha-se o dono da verdade e da razão, e não abre mão disso. É o orgulho que impera. No diálogo ambos procuram a verdade juntos, não se acham cheios de razão, e não se preocupam com quem ela está. Na discussão são pessoas que se exibem querendo vencer a outra; no diálogo, são argumentos e ideias que são apresentadas. A discussão é uma luta entre dois egos orgulhosos; o diálogo é o encontro de duas almas queridas.
Entendeste a diferença? Na discussão um quer arrasar os argumentos e ideias do outro, e desmoralizar os seus raciocínios; no diálogo cada um esforça-se para compreender os argumentos e ideias do outro, em vez de os atacar apressadamente. Quando discutes, já dás a resposta antes mesmo que o outro termine de dizer o que queria expor; no diálogo, queres que ele repita o que disse para que possas entendê-lo melhor.
Há um sabor mórbido em arrasar o outro numa discussão.
É próprio dos adversários quando se encontram; não de namorados que se amam e querem construir-se mutuamente. O que podes lucrar em "dobrar" o outro numa discussão? Nada, a não ser um pouco mais de orgulho e de arrogância! Além disso deixas o outro ferido e magoado, mais longe de ti... talvez até com mágoa e ressentimento, e com ódio no coração. A discussão termina com um vencido e um vencedor, como se fosse uma guerra. Será que isto deve acontecer entre duas pessoas que se amam?
O diálogo autêntico e necessário no namoro, não admite portanto, palavras, expressões ou gestos que humilhem o outro, ou que demonstrem pouco caso, cinismo, soberba, arrogância, prepotência... "tu tens um raciocínio de criança imatura!" "A tua argumentação está toda vazia e furada!" "Pareces louca, no mundo da lua!" "Acho que estás a precisar de um psiquiatra!" "Será que não vais crescer nunca?" "Até quando vais continuar com este teu jeito de bebé chorão?" Expressões deste tipo ferem e magoam; e exigem que se peça perdão. Ao contrário são expressões do tipo: "Tu fizeste algo importante!" "A tua opinião é muito importante!" "Esta palavra que disseste, fez-me feliz". "A minha vida é melhor porque estás a meu lado..."
E tudo isto pode e deve ser dito sem fingimento, sem a preocupação de entrar numa arena de disputa, mas num coração para amar. Enfim, na discussão estás diante de um adversário a ser vencido; no diálogo, estás diante de uma pessoa a ser construída pelo amor. No entanto, se a conversa se transformar numa discussão, há uma saída nobre: deixa que o outro "vença" para que ela acabe o mais rápido possível.
Perder nesta "guerra" será uma vitória do amor. No diálogo, deve-se começar sempre observando o lado positivo das coisas e dos acontecimentos, e não se deixar derrotar pelo pessimismo que só vê o lado negativo. Lembra-te que tanto o pessimismo como o optimismo, contagiam facilmente as pessoas, com a diferença que o optimismo eleva os ânimos.
Outra coisa importante no diálogo, é fazer-se compreender. Se a diferença de cultura existir entre o casal, então cada um precisa de se esforçar para levar o outro a compreendê-lo. E esta será mais uma tarefa do amor. Mesmo a diferença cultural e científica pode ser superada pelo diálogo e pelo amor. É importante dizer que o compromisso de cada um, mais do que consigo mesmo, deve ser com a verdade. Se, como fruto do diálogo, perceberes que a verdade é diferente do que pensavas, então, por coerência, sabe aceitar a opinião do outro. Isto nunca será uma derrota tua, antes, uma vitória de ambos.
Numa discussão ninguém muda de opinião, pois o orgulho não permite. No diálogo, vence a verdade, surge a luz, reina a paz. Talvez agora estejas a começar a entender porque o diálogo autêntico é o instrumento indispensável para que possas descobrir as riquezas que estão escondidas no interior da pessoa que tu amas. Tudo que se faz de bom exige sacrifícios e tem um preço. Para que o casal cresça no namoro, têm que pagar o preço da renúncia ao próprio ego soberbo e arrogante, prepotente, exibicionista ou cheio de amor-próprio.
No diálogo, preocupa-te em procurar e apresentar "a" verdade, mas não a "tua" verdade. Não podemos ser donos da verdade; ela é autónoma, não depende de nós.
Só Jesus é a Verdade; todas as outras dependem d’Ele.
Na medida em que o tempo for passando, o diálogo for amadurecendo, e o namoro se for firmando, então será necessário conversar sobre as coisas do futuro, para se saber quais as aspirações que cada um traz no coração, e se elas se coadunam mutuamente. Não se trata de ficar a sonhar no vazio sobre o futuro, mas de começar a escolher e a preparar a vida que ambos vão viver e construir amanhã: a família, os filhos, etc.
Nada de real se faz nesta vida sem um sonho, um projecto, um plano e uma construção. Se de um lado, sonhar no vazio é uma doce ilusão, reflectir sobre o que se quer construir no futuro é uma necessidade.
É assim que nasce um lar.

 

 

 
Quando devo namorar? Imprimir e-mail

 Image

Quando devo namorar? 

Se procuras a resposta é melhor nem ler este artigo, pois só te farei perguntas e são as tuas respostas que poderão responder às questões: "quando devo namorar?"Qual a tua idade? Qual a idade que julgas ideal para namorar? Qual a idade que julgas ideal para o casamento? Em que momento profissional deverás estar na época do teu casamento? E o(a) teu (tua) namorado(a) deverá ter que idade e em que momento profissional ele (ela) deverá estar? Onde ides morar?

Pára um pouco, avalia as respostas que deste a cada pergunta, faz as contas e continua: tu conheces-te? Tu realmente conheces qual é o teu objectivo com o namoro? Escolhes um (a) namorado(a) baseado(a) nos teus conceitos ou nos conceitos dos outros?
Sabes dialogar? Mesmo quando as ideias são diferentes das tuas? Sabes calar? Tens conhecimento e clareza do sistema de valores que deverão reger o teu relacionamento?
Estás preparado(a) para namorar, estudar, trabalhar, conviver com as pessoas da tua família, da família do(a) teu (tua) namorado(a) e com os teus amigos (as)?
Terás facilidade para aceitar as (os) amigas os) do(a) teu(tua) namorado(a)? Aceitarias que convivesse com elas (eles) na tua ausência?

É o momento de fazer um novo balanço:
Como avalias o teu relacionamento interpessoal quando não estás a namorar?
Na tuas convivências sociais, em que precisas de crescer? Que investimento podes fazer para superar as tuas dificuldades?
O primeiro ponto que deve ser avaliado e possivelmente redireccionado é o auto-conhecimento, a auto-aceitação, começar ou continuar a auto valorização, mas e principalmente lutando contra o que hoje, em ti, limita o teu namoro, a tua capacidade de amar e ser amado.
Tens expectativas reais com relação ao namoro e ao (a) namorado(a)?
Sabes que no namoro terá alegrias, tristezas e dificuldades?
Sabes que o namoro, noivado e casamento são construídos com a tolerância?
Sabes que amamos amando? Parece repetitivo, mas o que quero ressaltar é que só amamos emitindo comportamentos amorosos. O amor não é um sentimento abstracto sem correspondência. Amamos preocupando-nos, cuidando, promovendo o bem-estar da pessoa amada. Amamos sendo carinhosos, afectivos, elogiando, beijando. Temos muitas outras formas de amar.
Gostarias de ser amada (o)? Saberias receber amor? Conseguirias comportar-te de forma amorosa? Tens coragem de terminar um namoro? O rompimento de um vínculo afectivo provoca sentimento de perda.
Se o (a) teu (tua) namorado (a) terminasse o namoro, apesar de sofreres, entenderias que o sofrimento é uma grande chance para a tua aprendizagem afectiva?
Sabes enfrentar as tuas frustrações? A liberdade para construir um novo relacionamento depende também da aceitação do rompimento.
Colocas a culpa nos outros: namorado(a), pais, emprego, o teu corpo?
Ficas a condenar e a remoer no que erraste?
Não percas a chance de crescer...
Muitas perguntas, muitas respostas. Para crescer no amor, no namoro, na amizade, no casamento é necessário que haja investimento e autoconhecimento.
Se já és casada (o) podes rever os teus comportamentos, pois com certeza encontrarás o caminho para adubar a terra que desde o namoro não foi cuidada. Não fiques a pensar: se eu tivesse pensado em todos os dados antes não me teria casado. Verifica em que ponto estás e procura trabalhar o que agora ficou mais claro para ti. Não penses em mudar o outro, pensa em mudança, mas a partir de ti.

 

 

 
Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém Imprimir e-mail

Tudo me é permitido, porque eu sou filho de Deus, eu tenho a liberdade dos filhos de Deus, mas nem tudo me convém; nem tudo convém a um filho de Deus. Tudo me é permitido, porque eu sou filho, mas não me deixarei dominar por coisa alguma!
Graças a Deus, estás a ver, com esta Palavra, como que um videoteipe, o que Deus fez por ti. Confirma mais uma vez: ''O corpo não é para a devassidão, é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou, o Senhor, nos ressuscitará também pelo seu poder'' (I Cor 6,13b-14).
Quando a Palavra diz, que os nossos corpos são membros de Cristo, isto não é uma figura ou uma imagem. Os teus membros não são os membros da tua cabeça? Claro que são! Quem comanda os teus membros é a tua cabeça!
Se a minha cabeça não me tivesse comandado, se não saísse da minha cabeça, um feixe nervoso e, do meu cérebro não saíssem os comandos, eu não poderia ler, nem os meus lábios se moveriam. Porque tudo isto se faz pelos comandos que vêm do meu cérebro. Tu não estarias a respirar, por exemplo, porque os comandos vêm do teu cérebro.
Todos os nossos membros são comandados pela nossa cabeça e nós somos membros dessa cabeça. Jesus é a nossa cabeça e nós somos os seus membros. ''Não sabeis que os vossos corpos são os membros de Cristo?'' (cf. I Cor 6,19) Os nossos corpos, masculino e feminino, são membros de Cristo.
Observa o que o Senhor fez contigo! Assume, e vive a beleza do que Ele fez por ti. Tu foste resgatado! Tu foste resgatada! Não percas mais o que o Senhor resgatou.

 

 

 
Conheces o teu (tua) namorado(a)? Imprimir e-mail

Tu conheces-te? Sabes o que procuras numa relação afectiva?

Segundo o psicólogo Pe. Alírio Pedrini, no seu livro 'Jovens Formação Afectiva e Sexual': "o namoro deve ser um tempo de conhecimento profundo das qualidades, das virtudes, das boas intenções e da honestidade, bem como das fraquezas, das limitações, dos problemas e até dos vícios que o namorado ou a namorada possuem, a fim de decidir se o namoro deve continuar ou não. Se há condições de prosseguir para um noivado e casamento, ou se essa caminhada de namoro deve ser interrompida.
Quero frisar que o conhecimento deve ser tanto das qualidades, como também das fraquezas. Se durante o namoro o namorado(a) não chega a conhecer em maior profundidade a namorada(a), após o casamento, ele(a) poderá ter muitas desilusões. Quando não há ilusões, também não haverá desilusões." Como ele nos alerta, o conhecimento do outro é fundamental para decidir continuar ou não num namoro.
Vamos expor várias perguntas que podem ajudar-te na análise do teu namoro. Poderás analisar se conheces o teu namorado(a) e servirá de orientação para procurar um diálogo afectivo e franco para poder melhor conhecê-lo(a). Se não namoras, observa a orientação no final do questionário.

Ø Ele(a) é optimista?
Ø Ele(a) é responsável?
Ø Ele(a) é estudioso(a)?
Ø Ele(a) é trabalhador(a)?

Ø Ele(a) é preguiçoso(a)?
Ø Ele(a) é organizado(a)?
Ø Ele(a) é afectivo(a)?
Ø Ele(a) é agressivo(a)?

Ø Ele(a) é autoritário(a)?
Ø Ele(a) é persistente?
Ø Ele(a) é pontual?
Ø Ele(a) é habilidoso(a)?

Ø Ele(a) é honesto(a)?
Ø Ele(a) é sincero (a)/autêntico(a)?
Ø Ele(a) é vaidoso(a)?
Ø Ele(a) é consumista?

Ø Ele(a) é sedutor(a)?
Ø Ele(a) é sensual?
Ø Ele(a) é crítico?
Ø Ele(a) é discreto(a)?

Ø Ele(a) é ansioso(a)?
Ø Ele(a) é agitado(a)?
Ø Ele(a) é preocupado(a)?
Ø Ele(a) é impulsivo(a)?

Ø Ele(a) é ciumento(a)?
Ø Ele(a) é medroso(a)?
Ø Ele(a) é possessivo(a)?
Ø Ele(a) é carente?

Ø Ele(a) é alegre?
Ø Ele(a) é atleta?
Ø Ele(a) é sedentário(a)?
Ø Ele(a) é caridoso(a)?

Ø Ele(a) é carinhoso(a)?
Ø Ele(a) gosta de rezar?
Ø Ele(a) sabe ouvir?
Ø Ele(a) é sincero com os amigos?

Ø Ele(a) tem amizades duradouras?
Ø Ele(a) não confia em si próprio?
Ø Ele(a) fica deslocado em grupos sociais?
Ø Ele(a) acha-se sempre o melhor do grupo?

Ø Ele(a) acha-se bonito(a) fisicamente?
Ø Ele(a) paga as suas contas em dia?
Ø Ele(a) muda constantemente de humor?
Ø Ele(a) tem facilidade para expressar sentimentos?

Ø Ele(a) é apegado a bens materiais?
Ø Ele(a) tem boa convivência com a família?
Ø Ele(a) valoriza mais os amigos do que a família?
Ø Ele(a) é atencioso com a família em datas especiais?

Ø Ele(a) demonstra desejo de formar família?
Ø Ele(a) gosta de andar sempre na rua?
Ø Ele(a) acha que os outros estão sempre a persegui-lo ou a explorá-lo?

Ø Ele(a) tem o hábito de culpar os outros das suas limitações?
Ø Ele(a) tem algum vício (álcool, cigarro, droga, jogo, masturbação, sexo)?
Ø Ele(a) afasta as pessoas com frieza, agressividade ou timidez?

Ele (a) é igual a mim?
Agora é hora de substituir Ele(a) por eu. Tu conheces-te?

Responde primeiro como ele (a) é, e só depois como tu és. Depois compara as duas listas e verifica quais são as diferenças. Reflecte bem, sem pressa.

Passada uma semana marca no questionário com SIM o que achas necessário numa relação afectiva e com NÃO o que não achas necessário numa relação afectiva.
Agora compara as listas.

1) Verifica primeiro o que precisa de ser melhorado em ti.
2) Escreve o que tu podes fazer para cresceres neste ponto.
3) Só depois de teres avaliado bem, tu poderás avaliar o teu (tua) namorado(a). Pois até as limitações que vês nele (nela) podem ser reflexo das tuas inabilidades. Mãos à obra.

Se não namoras responde primeiro como tu és. Depois o que achas necessário num (a) namorado(a) faz uma auto análise e verifica em que precisas de crescer.

 

 

 
Reflexão Individual Imprimir e-mail

Medita um pouco em cada linha deste Hino de Amor
e pergunta a ti mesmo como estás a viver o teu namoro.

Imagem vazia padrãoÉs paciente com a tua namorada ou não te sabes controlar diante dos defeitos dela?
• És bondoso para com ela ou algumas vezes exiges “vingança” e queres ir à desforra por causa de algo que ela fez e não te agradou?
Ser bondoso é saber perdoar, é ser compreensivo e tolerante, sem ser conivente com o erro, claro.
• Será que tens inveja dela, porque te supera em certas actividades?
• Será que és um namorado orgulhoso, que achas que por seres homem já és suficientemente superior a ela?
Repara, se não admites ser ultrapassado pelo outro nas coisas boas, não amas de verdade; pois quando se ama queremos que o outro seja melhor do que nós.
• Serás tu arrogante, que te achas superior ao outro e que queres sempre impor a tua vontade?
• Até que ponto permites que a presunção te domine, achando-te o “bom”, o “fixe”?
A arrogância e a prepotência, impedem o caminho do amor e do crescimento do casal.
• Será que és escandaloso, provocador, fomentando tentações e partir para a chantagem emocional, para conseguires o que queres?
A impureza, a luxúria, a chantagem, são as formas mais desordenadas do amor. São a linguagem dos fracos, dos vazios de razões e de ideais de vida.
• Será que és egoísta no teu namoro e ela tem que fazer tudo o que tu queres, doutra forma, “amuas” e ficas mal-humorado?
• Será que és daqueles que se irrita por qualquer coisa que ela faz que não está ao teu gosto?
• Serás dos que perdem o controle, só porque ela chegou 15 minutos atrasada ou olhou para uma rapariga que passava por ali?
O amor não se irrita, não ofende, não grita, não guarda rancor, não é ciumento, …
O mal não é discutir, mas é o não perdoar; o não quebrar o silêncio mortal para manter o diálogo.

 

 

 
Os meus pais precisam de saber do meu namoro? Imprimir e-mail

Image

Os meus pais precisam de saber do meu namoro? 
Honrar o segredo do filho e orientá-lo

Chega um momento em que os nossos filhos começam a trilhar os seus próprios caminhos. Ainda que tenham 20, 30 ou 40 anos, serão eternamente crianças para os pais. Embora, já possam fazer as suas próprias escolhas, continuam a ser motivo de zelo e preocupações. Certamente, muitas questões habitarão os pensamentos dos progenitores quando perceberem que os seus “pequenos” estão envolvidos em experiências sentimentais.
Os comportamentos vividos nos dias actuais são bem diferentes dos de 30 ou 40 anos atrás. Actualmente, outro tipo de relacionamento ganhou um espaço intermediário entre a amizade e o namoro. Para os mais velhos era conhecido como “amizade colorida”, para os nossos adolescentes seria o “ficar”. Renovou-se a denominação, mas, continua a atitude caracterizada pela falta de compromisso na vivência de um ‘pseudo-namoro’.
Algumas pessoas, quando se vêem sozinhas ou talvez experimentando certo tipo de carência afectiva, permitem-se envolver com a superficialidade de um relacionamento sem vínculos, um "namoro instantâneo", "sazonal" ou noutros casos um namoro que não consegue aprofundar as suas raízes. A ausência do vínculo, talvez, a falta de responsabilidade e a valorização dos sentimentos, por parte dos "namorados" ou "ficantes", certamente, preocuparão aqueles que têm a experiência de vislumbrar o que os mais novos não conseguem enxergar, podendo ser para estes a ajuda perfeita para o melhor discernimento.
É natural do nosso ser partilhar as coisas que nos acontecem – sejam elas boas ou más – com aqueles que amamos. Se o que se vive no coração traz alegria ou apreensão, por que não dividir tal sentimento com os pais? Infelizmente, algumas pessoas não cresceram experimentando a vantagem de dividir com os pais as suas dúvidas e crises; e outros, que já as viveram, podem estar a afastar-se de tal riqueza...
Os pais, na sua sabedoria, perceberão a necessidade de acolher dos filhos "o sagrado" apresentado na conversa como um segredo de confissão. Longe de uma formalidade ou um hábito mantido por gerações, a vantagem deste diálogo está em beneficiar os filhos, com o apoio e direccionamento incondicional dos pais, que não hesitarão em oferecer todas as suas experiências vividas anteriormente a eles. Estes não terão a confiança diminuída, tampouco, as suas vidas serão controladas com “mão de ferro” simplesmente pelo facto de os pais tomarem conhecimento daquilo que os afligem. Entretanto, se o segredo do filho, exposto na conversa, for revelado comprometerá a credibilidade e a confiança depositada naquele que poderia ser a ajuda.
Assim, para o filho é necessária a coragem de partilhar os seus sentimentos. E para o pai, por sua vez, o compromisso de honrar o segredo do filho e orientá-lo.

 

 

 
Quando o namoro chega ao fim Imprimir e-mail

Nenhuma relação poderá ser mantida por apenas uma das partes

A novidade dos primeiros momentos de namoro traz à vida um colorido diferente, um estímulo que nem a distância, nem as condições atmosféricas, por piores que possam parecer, poderiam fazer que os enamorados adiassem um encontro.
Para os casais mais românticos, trocas de cartões apaixonados, flores e, ultimamente, as "mensagens" por meio dos telemóveis, continuamente "explodem", enchendo os corações dos apaixonados com mensagens de amor.
Após algum tempo, muitas vezes, lentamente, o romantismo, que se esperava durar por toda a vida, vai perdendo o empenho e a força. O desinteresse nos compromissos é justificado por "desculpas", entre outras coisas, que originalmente não faziam parte do relacionamento. Há a impressão de que a relação parece estar a ser sustentada apenas por um dos namorados. As evidências apontam para caminhos que talvez o mais apaixonado dos dois não gostaria de assumir... Seja pelo longo tempo de convivência ou seja pela insistência em acreditar que ainda poderá haver o desejo de uma mudança concreta de comportamento do outro.
A cumplicidade nos objectivos comuns é a base de todo o relacionamento sadio.
Cumplicidade esta que, acredito eu, repousa na predisposição às mudanças em razão da felicidade de quem amamos. Por que alguém haveria de insistir no namoro se não existe a mesma cumplicidade e empenho por parte do outro em manter o compromisso?
Acredito que nenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo apenas por uma das partes. Por outro lado, o término de um relacionamento, normalmente acontece somente por um dos namorados. Com isso, aquele(a) que ainda se sente apaixonado(a), como que tomado por uma cegueira, poderá buscar uma reaproximação, mesmo sabendo que estava a ser parcialmente correspondido(a) nos seus anseios. Será uma situação de difícil "digestão", a qual apenas ferirá a auto-estima de quem foi abandonado. Assim, será necessário um tempo para recompor as suas emoções e até mesmo para avaliar o que foi vivido.
Nas nossas convivências pessoais, aprendemos a acolher e a assimilar situações que antes poderíamos pensar não ser capazes de administrar; entretanto, estas experiências nos farão mais maduros e seguros. Mesmo que este processo possa ser doloroso, tudo será útil e nos servirá de parâmetros de avaliação sobre as qualidades e interesses desejados para um futuro relacionamento, assim como, nos ensinará a ponderar sobre o nosso próprio comportamento e expectativas dentro da convivência numa vida a dois.
Ainda que tu estejas meio atordoado(a) pelo sentimento ferido devido ao rompimento, a retomada das actividades simples de entretenimento e a convivência com amigos sempre serão importantes, pois do contrário, o fechar-se e o medo do mundo tendem a levar-te a situações mais delicadas e de desânimo.
O nosso crescimento pessoal faz-se de experiências e nem sempre o mundo nos poupará de viver somente as mais agradáveis.

 

 

 
Namoro em Deus, receita certa Imprimir e-mail

Image

 Namoro em Deus, receita certa

O Paulo e a Lisete namoram há 2 anos e estão noivos. Deram o seu testemunho falando da experiência de um 'namoro em Deus', “namoro a três”.

Nós queremos começar com a Palavra de Deus, com a Palavra em II Pedro 1, 3:
‘O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude’.

Esta palavra Deus no-la deu quando rezávamos para estar a falar-vos hoje. Ela diz da nossa essência. Nós cremos firmemente que Deus tem um caminho de Santidade específico para Tu trilhares, assim como tem para cada um de nós.
Para Ti Deus também tem este caminho. Já o descobriste?
Na nossa vida Deus está em primeiro lugar! Não há concorrência!
A quem é que nós amamos mais? A quem é que nós amamos em primeiro lugar?
Ninguém pode ocupar o lugar de Deus nas nossas vidas.
‘Namoro em Deus, receita certa’. Sim, a receita certa é colocar Deus em primeiro lugar. É uma experiência que não é fácil, mas é uma linda experiência.
E tudo o que fazemos na nossa vida deve levar-nos à nossa santificação.
Quanto mais transparência entre nós, mais pureza há entre nós também.
Este princípio da transparência ajuda-nos também a vivermos a castidade.
Rezemos para Deus nos ajudar a viver a castidade. Que Deus derrame sobre nós o Espírito Santo!

 

 

 
A minha filha apaixonou-se, e agora? Imprimir e-mail

Num piscar de olhos, as nossas crianças transformaram-se em adultos. As conversas na cozinha já não são sobre os "casos" da escola, ou do trabalho, mas dos interesses e das atenções que "determinada pessoa" exerce sobre as nossas "crianças". Basta apenas encontrarem-se com o "felizardo" que todo o ar existente na atmosfera parece desaparecer.
Depois de se enfrentar uma verdadeira bateria de “provas de espera” e orações, felizmente tem-se definido aquele com quem se gostaria de viver a experiência do namoro!
Pensando ter acertado na escolha, esbarra-se noutro detalhe "nevrálgico": a apresentação à família. Nestes momentos, muitos perguntam-se: "Os meus pais precisam de saber que namoro?
Longe de uma formalidade ou da prática de um hábito, queremos a bênção dos nossos pais em tudo o que empreendemos, buscando a parceria e o apoio daqueles que sempre estiveram ao nosso lado e nos ajudaram.
Nessa altura, os pais já perceberam que o seu "bebé" cresceu...
Certamente, muitas questões habitam a mente dos progenitores, tais como: "E se a aparência do pretendente ou o seu modo de se vestir não vier ao encontro das nossas expectativas?" "Qual será a sua verdadeira intenção?" Será que ele trabalha?" "É uma pessoa responsável?" "E quanto à sua espiritualidade e idoneidade?"
"Ele manifesta zelo e preocupação para com o nosso 'tesouro'?"
Estas e muitas outras considerações, acredito que sejam tão delicadas para o filho enamorado recebê-las, como para os pais apaixonados avaliarem.
Por outro lado, se os filhos investirem na auto-afirmação, poderão colocar em risco a liberdade de viver o momento de namoro. E vivê-lo às escondidas não traria benefício algum.
Por mais ciumentos que nós, pais, possamos ser, vale a pena acreditar na educação investida nos nossos filhos. Uma “ditadura paternalista” pode colocar em risco a cumplicidade existente entre pais e filhos. Mesmo percebendo que o nosso coração de "pai coruja" possa sofrer com as decepções dos enamorados, precisaremos deixar que os nossos “tesouros” exercitem a responsabilidade conquistada, valorizando os princípios familiares impressos nas suas vidas.
Vale a pena considerar que as grandes e acertadas decisões se conquistam a partir da partilha e da transparência sincera entre as partes envolvidas.

 

 

 
Eles estão a crescer... e agora? Imprimir e-mail

Imagem vazia padrão Eles estão a crescer... e agora?

 Quando o meu filho mais velho chegou contou que na festa de aniversário do Paulinho, o Henrique finalmente arranjou coragem e pediu a Bruna em namoro, pensei: "Eles estão a crescer, e agora?" O meu filho continuou a conversa animadíssimo: "Mãe, o Henrique respirou fundo, olhou para a Bruna e disse: 'Bruna, eu amo-te!'" Eu pensei: "Como?! Como assim, ama?"
Perguntei-lhe rapidamente:
— "Tu queres dizer que estar juntos, brincar no recreio ou teclar pela Internet é uma maneira de amar, não é isso filho?"
— "É... eu acho que é", respondeu ele.
Namorar é conhecer a pessoa, é gostar de estar perto, de dançar e dar boas gargalhadas juntos. Fomos criados para formar uma família, para vivermos em comunidade. O namoro é o relacionamento que nos faz descobrir se somos parecidos e gostamos das mesmas coisas e, a partir das descobertas, dar um passo para o compromisso definitivo, isto é, o casamento. "Casamento é o namoro que deu certo". O que fazer para dar certo o namoro? Os jovens e adolescentes que crescem sem respeitar as etapas da vida, que não recebem em casa uma formação sobre os valores dos sentimentos, a importância do respeito para com o próximo, acabam por se perder muito mais do que aqueles que são criados num ambiente onde existe o diálogo, respeito e confiança.
Muitos acham bizarro falar de "namoro santo", de esperar o casamento para se relacionar sexualmente. Eles acreditam que isto é coisa do século passado, que hoje em dia é normal o relacionamento sexual durante o namoro, que assim é mais fácil saber se vai dar certo ou não o casamento.
Se a jovem, para provar que ama, precisa de violentar a sua intimidade e os seus sentimentos, a relação já está condenada a não dar certo! Se o jovem, para mostrar que é homem e que ama, precisa de propor o relacionamento sexual à namorada como prova de amor, a sentença deste relacionamento também já está concluída: insegurança e desconfiança para sempre!

Os nossos jovens precisam depressa de resgatar os valores morais, amar o sagrado, fazer a diferença num mundo onde reina o materialismo, onde o sentimento é descartável e as pessoas são expostas como um "pedaço de carne" num mercado sem valor e vulgar!
Achas difícil educar o teu filho, a tua filha para que sejam homens e mulheres novos? Eu também acho! Claro que não é fácil. Enquanto eu alimento os meus filhos com "o mel e a farinha" que fazem crescer o ser humano em estatura, sabedoria e graça diante dos olhos de Deus, ensinando-os a apreciar as qualidades das pessoas, a cumprir um compromisso e a ser fiel; o mundo oferece o "alimento envenenado e podre", que é a luxúria, o poder, o ter, o banal e o passageiro, o ficar sem nenhuma responsabilidade. Mas, nada me vai impedir de tentar fazer com que os meus filhos cresçam sendo respeitados e respeitando os sentimentos das pessoas. Que eles vivam muito bem cada etapa dos seus preciosos dias.
Quero, através do diálogo e da oração, vivenciar cada experiência nova com eles, alegrar-me e até perder o sono se for preciso, pensando naquela noite em que o meu filho de 9 anos dançou pela primeira vez.

Jesus, eu consagro os meus filhos ao Teu Sagrado Coração! Eu confio em Vós!

 

 

 
Nós já terminámos o namoro uma vez... Imprimir e-mail

O Carlos e eu namoramos há 2 anos e meio e neste tempo, muitas coisas aconteceram. Chegamos até a romper e ficamos 10 meses separados.
Quero partilhar esta parte da nossa história, pois foi aí que descobrimos que o diferente é riqueza e, que quando nos decidimos a amar na diversidade, fazemos a experiência linda de nos completar mutuamente.
A nossa história começou com um encantamento e uma admiração recíproca. Passada esta fase, começámos a sentir-nos mais próximos e já víamos o quanto éramos diferentes um do outro.
Porém, vivíamos os nossos processos de cura e já nesse início de relacionamento, nesse cultivo de um sentimento mais forte, que existia em nós, eu já percebia no Carlos alguém profundamente acolhedor, paciente e compreensivo e isto me ajudou muito.
Venho de uma história familiar muito difícil, e por isso, as resistências, as confusões e toda a dificuldade de ser amada. Mas apesar disso tudo, ele sempre esteve ao meu lado, acolhendo-me, até mesmo quando eu nem imaginava que ele fosse capaz de me compreender, ele compreendia e me amava, mostrando-se sempre determinado em me ajudar a superar os meus traumas.
Sempre falamos das nossas diferenças, apesar de tantas coisas boas que alicerçaram o nosso relacionamento no início do namoro. Mas, não demorou muito e deparamo-nos com elas e acredito que, na época, não tínhamos estrutura para manter um relacionamento e administrá-las. De modo que as coisas foram se desgastando e rompemos.
Ficamos 10 meses separados, e nesse tempo, buscamos ajuda dos amigos e fomos compreendendo as coisas que fizeram com que o nosso namoro chegasse ao término.
Percebemos, juntos, que era preciso, sobretudo, mais gratuidade no amor – precisamos dar sem esperar nada em troca, acolher o outro, de verdade, como ele é e respeitá-lo. No início do término, não tínhamos intenção nenhuma de reatar o namoro, porém à medida que íamos percebendo, de maneira muito individual, as coisas em que precisávamos de crescer, o próprio Deus foi nos conduzindo à retomada do relacionamento.
Foi, de facto, um tempo de amadurecimento de cada um como pessoa e também do próprio sentimento.
Hoje, crescemos com nossas diferenças e percebemos o quanto as nossas semelhanças são grandes e o mais lindo: descobrimos que somos iguais nas coisas que são essenciais para nós.
O nosso relacionamento é regado com muito respeito e diálogo. Conversamos muito sobre as coisas que queremos, que esperamos um do outro. É uma grande riqueza dar oportunidade ao outro de nos fazer feliz naquilo que é importante tanto para um como para o outro, sem cobranças, mas no simples desejo de ser transparente e de fazer o outro feliz.
Fizemos a experiência de perder para ganhar, e hoje, seguimos aprofundando os laços de uma amizade sincera, conhecendo sempre mais Deus que é amor, que para o amor nos criou e nos quer felizes e realizados.

 

 

 
Uma novena para o Matrimónio Imprimir e-mail

Um par de namorados escreveu esta Novena para os noivos se prepararem para o Matrimónio. A Novena teve a aprovação do Pároco dos noivos.
“Senhor Deus de nossos pais, bendigam-vos os céus, a terra, o mar, as fontes e os rios, com todas as criaturas que neles existem. Vós fizestes Adão do limo da terra, e deste-lhe Eva por companheira. Vós sabeis ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a tua (o teu) filha (o) como esposa (o), mas, unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade pela qual o vosso Nome seja eternamente bendito”. (Tb 8,7-10). Amém!

PRIMEIRO DIA
“Está connosco o Senhor dos Exércitos, o nosso protector é o Deus de Jacob”. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. (Sl 45,7; Rom 8,31)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos pela intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que continues a derramar as vossas graças sobre nós e continues sendo o nosso protector. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora: Ó Senhora, nossa Mãe, nós nos oferecemos a Vós e em prova da nossa devoção para convosco, nós consagramos neste dia e para sempre, os nossos olhos, os nossos ouvidos, a nossa boca, o nosso coração e inteiramente todo o nosso ser. Por que assim somos Vosso, ó incomparável Mãe, guardai-nos e defendei-nos como filhos e propriedade vossa. Amém.

SEGUNDO DIA
“Dá ouvidos ao teu pai, aquele que te gerou, e não desprezes a tua mãe quando envelhecer”. (Pr 23,22)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que sejamos dóceis com os nossos pais na sua velhice, e que nunca desprezemos os seus conselhos. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

TERCEIRO DIA
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem”. “É com sabedoria que se constrói a casa, pela prudência ela se consolida”. (Sl 126,1; Pr 24,3)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que sejas Tu o nosso construtor e concede-nos a sabedoria para distinguir-mos entre o bem e o mal. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

QUARTO DIA
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Js 24,15b)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, para que nós, os nossos filhos e toda a nossa descendência sejamos teus eternos adoradores. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

QUINTO DIA
“Vede, os filhos são dons de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. (Sl 126,3)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que os filhos que de nós nascerem, se for da vossa vontade, sejam frutos do nosso amor e vossos servos. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

SEXTO DIA
“Afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dê nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário”. (Pr 30,8)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que o nosso sim seja sim, que o nosso não seja não, e que nunca nos falte o pão-nosso de cada dia. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

SÉTIMO DIA
“São os que se casam banindo Deus do seu coração e do seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demónio tem poder”. (Tb 6,17)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos pela intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que nunca abandonemos a vossa presença dentre nós e que o inimigo nunca tenha poder sobre nós. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

OITAVO DIA
“Somos filhos dos Santos (patriarcas) e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus. Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice”. (Tb 8,5.10)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, para que nós casemos no Senhor e vivamos com Ele, até que a morte nos separe. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

NONO DIA
“Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. (Mt 19,5-6)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que nada, nem ninguém nos separe de Vós. Sejas Tu, Senhor, o nosso eterno amor. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

Oração Final – O Senhor nos abençoe e nos guarde. Amém! O Senhor nos mostre a sua face e nos conceda a sua graça. Amém! O Senhor volte o seu rosto para nós e nos dê a sua paz! Amém! (Nm 6,24-26)

 

 

 
Oração dos Noivos Imprimir e-mail

Senhor, Vós que nos escolhestes para a fundação de um lar cristão, fazei que nos preparemos bem para receber-Vos dignamente no Sacramento do Matrimónio.
Ajudai-nos a compreender a nossa grande vocação.
Ajudai-nos no esforço de nos conhecermos um ao outro
e de corrigirmos os nossos defeitos para sermos mais felizes.
Ajudai-nos a preparar juntos um lar sólido, acolhedor,
onde todos encontrem amor e paz.
Ajudai-nos a cumprir a Vossa vontade, a aceitar igualmente as alegrias e as durezas da nossa vida futura.
Guardai as nossas promessas até que a Vossa bênção nos dê um ao outro para sempre. Amém.

 
Oração a São José para se obter a pureza Imprimir e-mail

Glorioso São José, pai e protector das virgens, guarda fiel, a quem Deus confiou Jesus, a perfeita inocência, e Maria, a Virgem das virgens. Eu vos peço, por Jesus e por Maria, este duplo tesouro a Vós tão caro, com o vosso eficaz auxílio, obtende-me conservar o meu corpo isento de toda a mancha, e que, puro e casto, sirva perpetuamente a Jesus e a Maria em perfeita castidade. Amém.

 
Oração dos Namorados a Santo António Imprimir e-mail

Santo António, que sois invocado como protector dos namorados, olhai por mim nesta fase importante da minha existência, para que eu não perturbe este tempo bonito da minha vida com futilidades e sonhos sem consistência, mas o aproveite para melhor e maior conhecimento daquele ser que Deus colocou ao meu lado e para que ele também melhor me conheça.
Assim, juntos preparemos o nosso futuro, em que nos aguarda uma família que, com a vossa protecção, queremos cheia de amor, de felicidade, mas sobretudo da bênção de Deus.
Santo António, abençoai o nosso namoro, para que transcorra no amor, na pureza, na compreensão, na sinceridade e na provação de Deus. Amém.

 

 

 
Transparência no namoro Imprimir e-mail

 Image

Transparência no namoro 

“Ninguém te despreze por seres jovem. Muito pelo contrário, torna-te modelo para os fiéis, nas palavras, no comportamento, no amor, na fé, na pureza" (I Tm 4, 12)

Nestes tempos em que o egoísmo está em alta, precisamos de recorrer a fontes de sabedoria, que nos indiquem uma direcção. E por essa razão, até mesmo no namoro precisamos destas metas.
Uma vez perguntei-me: Como fazer para me comportar como um verdadeiro homem no meu relacionamento?
Graças a um amigo padre, tive o contacto com este simples, mas profundo versículo da Bíblia! Não me desprezar por ser jovem, mas ser um modelo para os outros. Assim, tive muitas respostas às minhas questões.

Como deve ser o papel do homem no namoro? Como ser fiel? Como dar exemplo de fidelidade?
Percebi que o meu papel era ser verdadeiramente amigo, companheiro. O meu diálogo cresceu, pois, eu buscava ser claro nas minhas conversas, mais transparente, posso dizer. Assim, veio ao meu coração esta frase "quanto mais transparente, mais puro", e é verdade! O meu papel de amigo verdadeiro era ser transparente: hoje "estou triste", "estou nervoso", "estou sensível", "estou excitado", assim a confiança da outra pessoa que estava comigo aumentava. Não tinha ali nenhuma máscara, não tinha como eu disfarçar um sentimento ou uma vontade. "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", assim fui vendo a beleza de um relacionamento verdadeiro! Fui vendo que a minha futura esposa estava lá! Nascendo por vontade de Deus, com isso, fui vendo que estava a conhecer a Bia (minha esposa) verdadeiramente. Ela não tinha nenhuma chance de ter dúvidas de quem eu era, pois o Marquinhos, que estava do lado dela, era ele mesmo na alegria e nos limites.
Nos namoros de hoje, a transparência vai desaparecendo, o diálogo e a verdade também, de modo que resta somente a atracção, e a afinidade também está a ir embora.
Sempre escutamos frases como esta: "O casamento foi um namoro que deu certo", mas, hoje, às vezes, o casamento ocorre porque a jovem engravidou, ou porque se quis sair de casa, ou…achou-se que devia!
O nosso papel é ser verdadeiramente amigos, companheiros, ter o desejo de cuidar dele(a) para que ele (a) seja feliz. Mas, como conseguir isto? Uma pergunta certa! Ser modelo na partilha, no diálogo, nas palavras, nas acções, nos gestos…trazer os valores que temos para fora e assim ser testemunho para este mundo tão deturpado pelas seduções, pelo orgulho, cobiça. Para que sejamos aquilo que Deus quer! Testemunhos de Vida!
Como o nosso amado Papa João Paulo II, disse na Jornada Mundial da Juventude, em Roma, em 2000:
"No término desta Jornada Mundial, olhando para vós, para os vossos rostos jovens, para o vosso entusiasmo sincero, quero dizer, do fundo do coração, um obrigado a Deus pelo dom da juventude, que, graças a vós, perdura na Igreja e no mundo.
Tenho a certeza que vós, queridos amigos, estareis à altura de quantos vos precederam. Vós levareis o anúncio de Cristo ao novo milénio. Voltando a casa, não vos isoleis. Confirmai e aprofundai a vossa adesão à comunidade cristã a que pertenceis. Daqui de Roma, da Cidade de Pedro e Paulo, o Papa acompanha-vos com afecto e "Se fordes aquilo que deveis ser, pegareis fogo ao mundo inteiro!"

 

 

 
A luta pela castidade no namoro Imprimir e-mail

O que quero com um namoro? O que busco no outro?
O desejo da entrega é algo natural. Vem com o tempo, cresce na medida em que se conhece mais a outra pessoa. "É possível amar de forma inteligente".
O acto sexual em si, não exige grande esforço, está ligado a um instinto. Não é preciso ser inteligente para o praticar.
Agir com inteligência é, entre tantas formas, saber controlar os instintos naturais da carne. Fala-se tanto das consequências do sexo antes do casamento, mas fala-se pouco daqueles que lutam em permanecer castos.
A prática do sexo, uma vida sexual activa, pode fazer com que a pessoa o realize bem, mas não significa que será vencedor no amor. Olhemos para a nossa sociedade, percebamos quantos casamentos frustrados por pessoas "viris", experientes no assunto, mas pobres nas palavras e nos gestos concretos de amor.
Controlar os impulsos da carne, leva à maturidade, à disciplina e à afectividade e, por consequência, auxilia-nos para também na hora de dizer "não" a situações em que é preciso deixar o sentimentalismo de lado.
Relacionar-se sexualmente no namoro é perder a oportunidade de exercitar o autodomínio.
Por mais que tenhas certeza do amor, e que queiras ao teu namorado(a) para sempre, lembra-te: "o autodomínio consciente, de heroísmo voluntário, é forçosamente uma semente de vencedor".

 

 

 
Durante o namoro, quais são os limites? Imprimir e-mail

 Image

Durante o namoro, quais são os limites?
Amor, prazer ou necessidade de ternura?

A atracção que uma pessoa pode sentir por outra é uma experiência por vezes maravilhosa e embriagante. Descobrimos ao mesmo tempo a ternura, a emoção do coração e do corpo quando vemos o outro, no contacto com o outro.
Este prazer experimentado pela proximidade de alguém, dá o desejo de o viver ainda mais intensamente, de ir mais longe na relação.
Ora, dar-se as mãos, beijar-se, tocar-se já é bastante. Todos estes gestos de ternura, de amor comprometem-nos um com o outro. Nenhum é inofensivo, quaisquer que sejam os sentimentos que se vivam.
Eis porque é importante dar tempo para se perguntar se os gestos que fazemos têm o mesmo significado para cada um de nós os dois. É por amor, por simples prazer, por necessidade de ternura? Estas atitudes não nos comprometem mais do que aquilo que pensamos? Se vivemos todos os gestos do amor e nos damos um ao outro, será que ainda podemos discernir verdadeiramente com clareza quais são os nossos sentimentos?
Para viver da melhor forma esta relação de ternura diferente da que é vivida no casamento, pois o dom total do corpo se fará num compromisso definitivo, estejamos atentos às reacções e à sensibilidade do outro. É o momento de aprender o domínio de si mesmo.
Podemos ser tentados, sobretudo se já nos conhecemos há muito tempo, a ter gestos mais íntimos: perguntemo-nos se o que nos guia é exprimir a nossa ternura, ou o desejo pelo outro.
Se estamos verdadeiramente atraídos um pelo outro, não será o momento de colocarmos a questão do casamento? Quantos casamentos que acabaram mal, não teriam sequer acontecido se o homem e a mulher tivessem tido tempo para se conhecerem um ao outro em toda a liberdade.
Numa sociedade em que os slongans publicitários repetem sem cessar as palavras "instantâneo, imediatamente", e em que queremos ter "tudo e já", vejam bem que é preciso tempo para edificar a relação interpessoal de marido e mulher e que o teste do amor é o compromisso duradouro. João Paulo II aos jovens das Ilhas Maurícias

 

 

 
Quando é namoro ou amizade? Imprimir e-mail

Preparando-se para viver o início do amor

O homem não nasceu para viver isolado. Disso sabemos e inclusive estudamos na escola a importância dos nossos relacionamentos.
Poderíamos dizer que a amizade entre as pessoas fundamenta-se nos encontros das suas necessidades diversas e nas suas descobertas conjuntas baseadas na lealdade e no comprometimento de ambas as partes.
Ainda quando estávamos dentro do convívio familiar, os nossos abraços, beijos e outras manifestações de carinho tinham uma conotação fraterna. Num convívio social mais abrangente vivemos uma outra dimensão na qual continuamos a ser fraternos, mas com pessoas que não tínhamos convivido anteriormente.
Nas nossas amizades não procuramos subjugar o outro ou tirar proveito de alguma situação. Entretanto, na experiência com o sexo oposto podemos defrontar com algumas surpresas, como por exemplo, acreditar que um novo sentimento, além da amizade, pode estar aflorando.
Manifestamos a nossa lealdade por esta amizade através das mais variadas demonstrações de carinho: abraços, beijos, telefonemas... Contudo, já não estaremos a beijar os nossos irmãos, nem tampouco a abraçar os nossos pais. Mas, se um namoro começa a partir de uma amizade verdadeira, como podemos identificar se o nosso abraço está a ganhar um sabor diferenciado? Poderia aquele(a) amigo(a) ser um(a) futuro(a) namorado(a)?
Se realmente estivermos intencionados em fazer tal descoberta, o primeiro passo, que acredito ser interessante avaliar, seria buscar identificar nesta pessoa qualidades, destreza, o seu senso de responsabilidade diante dos factos e compromissos, etc.
Considerando a possibilidade de viver a mudança de uma amizade para um namoro, este será o momento propício para investir ainda mais na amizade no sentido de buscar respostas para os quesitos que consideramos relevantes para a nossa felicidade.
Sem atropelos, e na maturidade que Deus nos deseja conceder, devemos colocar-nos predispostos a viver este tempo de conhecimento recíproco e de "pesquisa", sem antecipar o momento de Deus, preparando-nos para viver o início do namoro.

 

 

 
Ave-Maria dos noivos Imprimir e-mail

A Ave-Maria cantada na festa do casamento tem uma profunda razão de ser.
Quem poderia melhor ensinar um lar a rezar do que a Mãe de Jesus?
Olhar para ela no dia do casamento é pedir ajuda a quem sabe ajudar.
Não foi ela quem ajudou aqueles noivos em Caná?
Maria, melhor do que ninguém, conhece Jesus.
Nós, católicos, gostamos de Maria por uma simples razão, Jesus gostava dela e chamava-lhe mãe. E atendia os seus pedidos.
Ela que se aliou aos noivos nas bodas de Caná, viva como está em Deus e junto ao seu Filho, ajudará aos que se amam e sonham formar a sua família.
Ave-Maria, Cheia de graça, Deus está contigo.
E bendita és entre as mulheres e bendito é quem te fez mulher
e em teu ventre quis nascer.
Santa Maria, mãe do nosso Deus, Santa Maria a quem Deus tanto amou,
roga por nós, que embora pecadores, também juramos, agora e sempre,
amar-nos uns aos outros
como Jesus teu Filho amou.
Amem!

 

 

 
Queridos Pais Imprimir e-mail

Imagem vazia padrão

 

 

 

      Queridos Pais 

É para vós a primeira carta que escrevo, depois de casada e de estar instalada no meu lar.
É para vós que dirijo todo o meu reconhecimento pela felicidade que hoje desfruto junto do meu marido.
Obrigada, meus Pais, por terem dispensado o vosso tempo, os vossos cuidados a esta filha que, graças a vós, cresceu forte e sã e se tornou capaz de lutar, trabalhar e amar.
Obrigada, meus Pais, pela formação do meu espírito e do meu coração. Obrigada pelos vossos exemplos e por me terem formado à vossa imagem.
Obrigada, meus Pais, pelo carinho, compreensão e interesse que demonstraram ter na altura em que iniciei o meu namoro e no decorrer dele. Muitos pais fingem ignorar que as filhas namoram, por comodismo e para não lhes darem confiança, mas a mim nunca me faltaram os vossos conselhos tão amigos, nunca me faltou a vossa companhia em passeios e divertimentos, onde não seria correcto ir sozinha. Nunca necessitei de andar a namorar pelas esquinas e jardins, porque a nossa casa sempre se abriu para o meu namoro tão sério e puro. Não esquecerei jamais as palavras que um dia me disseram: «A mais bela festa para os pais é a orientação dos filhos». Com que carinho vós procuráveis orientar-me! Como vós sabíeis observar, reflectir e pôr-vos no meu lugar, descer até mim, para julgardes os meus actos. A juventude é ardente e breve como a primavera, mas vós conseguistes transpor, suavemente, a porta da minha alma, ler nos seus cantos mais escondidos e refrear sempre os meus ímpetos; hoje posso dar graças a Deus por nunca ter havido no meu namoro qualquer palavra ou atitude menos dignas.
Obrigada, meus Pais, pela ajuda que me deram, em todos os sentidos, na preparação para o grande sacramento do matrimónio.
Obrigada, meus Pais, por me terem deixado casar com o rapaz que eu amava e de se terem, em seguida, apagado, apesar de ser duro, tremendamente duro dar uma filha sem nada pedir, nem sequer confidências.
Obrigada, meus Pais, por nos conservarem aberta a porta da vossa, querida casa que nunca poderei esquecer e onde, tenho a certeza acharei sempre refúgio e compreensão nas horas difíceis, que, talvez, o Senhor me envie.
Pela felicidade que me proporcionaram e pela formação que me deram sede benditos, meus Pais!
Um abraço da vossa filha
Maria

 

 

 
Com quem namorar Imprimir e-mail

Image 

Com quem namorar 

Normalmente é no próprio ciclo de amizades e ambiente de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda de certa forma a pessoa; por isso deverás procurar alguém naquele ambiente que vive os valores que tu prezas. Se és cristão, então procura entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, etc...a pessoa que procuras.
O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhes de cabeça num namoro, só porque ficou "fisgado" pelo outro. Não vás com muita sede ao pote, porque podes quebrá-lo. Sente primeiro, através de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à tua frente. Talvez já neste primeiro relacionamento amigo saberás que não é com esta pessoa que deves namorar. É o primeiro filtro, que tem a grande vantagem de não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.
Nem sempre será fácil para ti começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura do país, logo as famílias são também envolvidas, e isto faz com que o namoro torne mais um compromisso. Se não explorares bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o teu namoro venha a terminar rápido porque logo te decepcionaste com o outro. Isto poderia ter sido evitado se antes vós tivésseis sido bons amigos. Não são poucas as vezes que o término de um namoro envolve também os pais, e isto nem sempre é fácil de ser harmonizado.
O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são, e não naquilo que elas têm. Se quiseres conquistar um rapaz só por causa da tua beleza ou do teu dinheiro, pode ser que amanhã não te satisfaças só com isto. Às vezes uma pessoa simpática, bem-humorada, feliz, supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física.
Infelizmente a nossa sociedade troca a "cultura da alma" pela "cultura do corpo". A prova disto é que nunca como hoje as cidades estão tão cheios de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc... Investe-se ao máximo naquilo que é a dimensão mais inferior do ser humano – embora importante – o corpo. É claro que todas as jovens querem namorar um rapaz bonito, e também o contrário, mas nunca te esqueças que o mais importante é "invisível aos olhos".
O que é visível desaparece um dia, inexoravelmente ficará velho com o passar do tempo. Aquilo que tu não vês: o carácter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu bom coração, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale.
Se comprares uma pedra preciosa só por causa do seu brilho, talvez compres uma "jóia" falsa. É preciso que conheças a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que "nem tudo o que reluz é ouro". Se te frustras no plano físico, poderás ainda realizar-te nos planos superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se te frustrares nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo.
A tua felicidade não está na cor da pele, no tipo do teu cabelo e na altura do teu corpo, mas na grandeza da tua alma. Já reparaste quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, nem os "amores" mil, foram suficientes para os fazer felizes. Faltou cultivar o que é essencial; o que é invisível aos olhos. Há muitas jovens frustradas porque não têm o corpo de manequim, ou o cabelo das jovens que fazem a propaganda dos "Shampoos"; mas isto não é o mais importante, porque acaba.
A vida é curta – mesmo que tu, jovem, não percebas – e, por isso, não podemos gastá-la com o que acaba com o tempo.
Os homens de todos os tempos sempre quiseram construir obras que vencessem os séculos. Ainda hoje podes ver as pirâmides de 4000 anos do Egipto, o Coliseu romano de 2000 anos, e tantas obras fantásticas. Mas a obra mais linda e mais duradoura é aquela que se constrói na alma, porque esta é imortal. Portanto, ao escolher o namorado, não te prendas nas aparências físicas, mas desce até às profundezas da tua alma. Procura lá os teus valores.

 

 

 
Namoro e sexo Imprimir e-mail

Por que é que o namoro não é o tempo de viver a vida sexual? Qual o sentido do sexo? O sexo tem duas dimensões, finalidades: unitiva e procriativa. Deus fez do casal humano "a nascente da vida", disse o Papa Paulo VI; e assim deu ao homem a missão de gerar e educar os filhos. Nenhuma outra é mais nobre do que esta. Se é belo construir casas, carros, aviões..., mais belo ainda é gerar,
é educar um ser humano, imagem e semelhança de Deus. Nada se compara à missão de ser pai e mãe. Um dia os computadores vão deixar de calcular, os carros de rodar, os aviões de voar... mas nunca o ser humano acabará, pois tem uma alma imortal. Na aurora da humanidade Deus disse ao casal: "multiplicai-vos". "A dualidade dos sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus", disse o Papa Paulo VI. É através da actividade sexual que o casal se multiplica e se une profundamente; isto é um desígnio de Deus. O acto sexual é o acto em que se funda a geração do filho, porque é por ele que a doação amorosa do casal acontece.
É por isso que a Igreja não aceita outra maneira de gerar a vida humana. Por outro lado, a relação sexual une o casal mais fortemente. Há muitas maneiras de se manifestar o amor: um gesto atencioso, uma palavra carinhosa, um presente, uma flor, um telefonema..., mas a mais forte manifestação de amor entre o casal, é o acto sexual. Ali cada um não apenas dá presentes ao outro, nem só palavras, mas dá-se ao outro fisicamente e espiritualmente. Ora, tu só podes entregar a tua intimidade profunda a alguém que te ama e que tem um compromisso de vida contigo. Qual é a diferença entre o sexo no casamento, realizado com amor e por amor, e a prostituição? É o amor. Se tirares o amor, o sexo transforma-se em prostituição, comércio. Já chegaram até ao absurdo de querer legalizar a "profissão" de prostituta. Aquele que tem uma relação sexual com a prostituta está preocupado apenas com o prazer, e não tem qualquer compromisso com ela. Acabada a relação, paga e vai-se embora. Não importa se amanhã esta mulher está grávida, doente, ou a passar fome, não lhe interessa, ele pagou pelo "serviço". Isto é sexo sem amor, sem compromisso de vida, sem uma aliança. É o desvirtuamento do sexo, a prostituição. No plano de Deus o sexo é diferente, é manifestação do amor conjugal; é uma verdadeira liturgia do amor, cujo fruto será o filho do casal.
Na fusão dos corpos celebra-se profundamente o amor de um pelo outro: a compreensão recíproca, a paciência exercida, o perdão dado, o diálogo mantido, as lágrimas derramadas... é a festa do amor conjugal. Por isso é o acto em que se funda a vida. O acto sexual vai muito além de um mero acto físico; a união dos corpos sinaliza a união dos corações e dos espíritos pelo amor. Não deveriam unir-se fisicamente os casais que não tivessem os corações unidos. É por causa disto que há tanto desastre na vida sexual de certos casais; unem os corpos sem unir as almas. Nesta "festa" do amor conjugal, o casal une-se fortemente, e no ápice do seu prazer, Deus quis que o filho fosse gerado. Assim, ele não é apenas carne e sangue dos seus pais, mas amor do seu amor. É por isso que a Igreja ensina que o acto sexual, para não ser desvirtuado, deve sempre estar aberto à geração da vida, sem que isto seja impedido por meios artificiais. Ora, se o acto sexual gera a vida de um novo ser humano, ele precisa de ser acolhido num lar pelos seus pais. É um direito da criança que vem a este mundo. Nem o namoro, nem o noivado oferece ainda uma família sólida e estável ao filho. Não existe ainda um compromisso "até que a morte os separe". É por isso que o sexo não deve ser vivido no namoro e no noivado. Ao contrário do que acontece hoje comummente, a última entrega ao outro deveria ser a do próprio corpo, só depois que os corações e as vidas estivessem unidas e comprometidas por uma "aliança" definitiva.
Se apanhares e comeres uma maçã ainda verde, ela vai fazer-te mal, e se estragará. Se viveres a vida sexual antes do casamento, só terás problemas e não alegrias.
O sexo é belo e puro quando vivido segundo a lei de Deus; todos nós viemos ao mundo por ele. Se ele fosse sujo, a criança recém nascida não seria tão bela e inocente. O que deturpa o sexo é o seu uso antes ou fora do casamento. O livro do Génesis assegura que ao criar todas as coisas Deus "viu que tudo era bom" (Gen 1,25). Portanto, tudo o que Deus fez é belo, também o sexo. O mal, muitas vezes, consiste no uso mau das coisas boas. Por exemplo, uma faca é uma coisa boa; sem ela a cozinheira não faz o seu trabalho. Mas, se um criminoso usar a faca para tirar a vida a alguém, nem por isso a faca se torna má. Não. O mal é o uso errado que se fez dela. Da mesma forma o sexo é algo criado por Deus e maravilhoso. No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento. São Paulo há dois mil anos já ensinava aos Coríntios: "A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa" (1 Cor 7,4). O Apóstolo não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado, e nem que o corpo da noiva pertence ao noivo. A união sexual só tem sentido no casamento, porque só ali existe um "comprometimento" de vida conjugal, vida a dois, onde cada um assumiu um compromisso de fidelidade com o outro para sempre. Cada um é "responsável pelo outro" até a morte, em todas as circunstâncias fáceis e difíceis da vida.
Sem este "compromisso de vida" o acto sexual não tem sentido, e torna-se vazio e perigoso. As consequências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: mães e pais solteiros; filhos abandonados, ou criados pelos avós, ou em orfanatos. Muitos destes tornam-se os delinquentes que cada vez mais enchem as nossas ruas, procurando nas drogas e no crime a compensação das suas dores. Quantos abortos são cometidos porque se procura apenas egoisticamente o prazer do sexo, e depois elimina-se o fruto, a criança! Quantos milhões de crianças assassinadas pelos próprios pais! As doenças venéreas são outro flagelo do sexo fora do casamento. Ainda hoje convivemos com os horrores da sífilis, blenorragia, cancro, sem falar do flagelo moderno da AIDS. Por causa da desvalorização da vida sexual, e da sua vivência de modo irresponsável e sem compromisso, assistimos hoje ao triste espectáculo de milhões de adolescentes de 12 a 15 anos, grávidas.
A nossa sociedade é perversa e irresponsável. Incita o jovem a viver o sexo de maneira precoce e sem compromissos, e depois fica apavorada com a tristeza das adolescentes grávidas. Isto é fruto da destruição da família, do chamado "amor livre", e do comércio vergonhoso que se faz do sexo através da televisão, dos filmes eróticos, das revistas pornográficas e, agora, até através do telefone e da Internet. Como não acontecer que milhões de adolescentes fiquem grávidas? Quando se põe fogo na palha seca, é claro que ela queima... E o que será dessas crianças criadas por essas adolescentes, sem o pai ao lado, sem uma família que a acolha amanhã? Quanta tristeza causa o sexo fora e antes do casamento. Quantos lares foram também destruídos por causa dos adultérios! Quantos filhos abandonados e carentes porque os pais viveram aventuras sexuais fora do casamento e se separaram! Não há hoje como negar que o triste espectáculo dos jovens carentes, abandonados, drogados, metidos na violência, no álcool e no crime, é fruto da destruição familiar, que acontece porque se viveu o sexo fora do casamento. Quantos rapazes engravidaram a namorada, e tiveram de mudar totalmente o rumo das suas vidas! Às vezes são obrigados a deixar os estudos para trabalhar; vão morar na casa dos pais... sem poderem constituir uma família como convém.
Se tu quiseres formar uma família bem constituída, que te dê alegria e realização, então, "não passes o carro à frente dos bois". A tua futura família começa a ser bem edificada no teu namoro, não vivendo nele a vida sexual para não estragar os teus alicerces. É preciso dizer aqui que a parte que mais sofre com a vida sexual fora de lugar, é a mulher. A jovem, na sua psicologia feminina, não esquece os menores detalhes da sua vida amorosa. Ela guarda a data do primeiro encontro, o primeiro presente, etc...; será que ela vai esquecer a primeira relação sexual? É claro que não!
A vida sexual de um casal não pode ser começada de qualquer jeito, às vezes dentro de um carro numa rua escura. Além do mais, quando o namoro termina, as marcas que o sexo deixou ficam no corpo da mulher para sempre. Para o rapaz tudo é mais fácil. Então, como é que tu queres exigir da tua namorada o seu corpo, se tu não tens um compromisso de vida assumido com ela, para sempre. Não é justo nem lícito exigir o corpo de uma mulher antes de colocar uma aliança - prova de amor e de fidelidade - na tua mão esquerda. O namoro é o tempo de conhecer o coração do outro, e não o seu corpo; é o momento de explorar a sua alma, e não o seu físico. Para tudo há a hora certa, onde as coisas acontecem com equilíbrio e com as bênçãos de Deus. Espera a hora do casamento, e então poderás viver a vida sexual por muitos anos e com a consciência em paz, certo de que não vais complicar a tua vida, a da tua namorada, e nem mesmo a da criança inocente.
A melhor proposta para o namoro é uma vida de castidade, que é a melhor preparação para o casamento. Sem dúvida, um casal de namorados que souber aguardar a hora do casamento para viver a vida sexual, é um casal que exercitou o autocontrole das paixões e saberá ser fiel um ao outro na vida conjugal.
Também os noivos não estão aptos ainda para a vida sexual.
O Catecismo da Igreja Católica diz que: "Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus" (§ 2350). E ensina que a vida sexual é legítima e adequada aos esposos. "Os actos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido". (CIC, 2362; GS, 49).
Caro jovem, eu sei que esta proposta não é fácil, mas eu quero dizer-te que é muito bela. Eu sei que o mundo lhe diz exactamente o contrário, pois ele não quer "entrar pela porta estreita" (Mt 7,14), mas que conduz à vida. Peço-te que faças esta experiência: vê quais são as famílias bem constituídas, vê quais são os casamentos que estão estáveis, e verifica sob que bases eles foram construídos. Verás que nasceram de casais de namorados que se respeitaram e não brincaram com a vida do outro.

 

 

 
Desafio chamado Namoro! Imprimir e-mail

"Esta é a vontade de Deus a vossa santificação; que vos afasteis da impureza; que cada um de vós saiba usar do próprio corpo com santidade e respeito, sem se deixar levar pela paixão, como os pagãos que não conhecem a Deus."(I Tes 4,3-5)

Somos chamados por Deus a viver um grande desafio do AMOR, por Amor e pelo Amor.
Deus concede-nos no tempo de namoro, um grande momento de treino para a nossa formação na santidade individual e conjunta.
Neste tempo aprendemos a ser fiéis, exercitamos a PUREZA e a CASTIDADE, aprendemos a partilhar os segredos do nosso coração, a ser respeitados e a respeitar, aprendemos a colocar limites na nossa sexualidade e na nossa genitalidade.
Isto não é utopia, é uma linda verdade...é uma linda realidade.
Engana-se quem pensa que namoro é passatempo.
A nossa vida e a vida do outro é muito valiosa para gastá-la inutilmente, futilmente.
No namoro somos chamados a marcar SANTAMENTE a história daquele ou daquela com quem convivemos durante algum tempo mesmo que verifiquemos que não é esta pessoa a "minha metade", como diz o Gn 2,23a: "Desta vez, sim! É osso dos meus ossos e carne da minha carne".
Quem quer ter um Casamento Santo precisa viver um Namoro Santo.
A qualidade da nossa vida conjugal no futuro depende da qualidade do namoro vivido hoje.
Namoro é a semente que determina a qualidade dos frutos que colheremos no casamento.
Os jovens e o mundo de hoje precisam deste testemunho, precisam de acreditar que vale a pena viver a santidade olhando para o teu NAMORO.

 

 

 
Regras a ser observadas num relacionamento Imprimir e-mail

Image 

Regras a ser observadas num relacionamento

Há algumas regras de ouro que sempre precisam ser observadas em qualquer relacionamento humano, de modo especial no namoro, que vai além de uma simples amizade:

1 - Fugir de todo o mau humor e irritação; pois isto azeda o relacionamento.
Como é triste e difícil conviver com uma pessoa que só sabe reclamar; que só sabe ser do contra; e que nunca está satisfeita!
Se tu és assim, precisas de uma psicoterapia e de uma cura interior que te ajude a conhecer-te e mudar de comportamento.
Se quiseres matar o teu namoro, e mesmo as tuas amizades, continua a cultivar a lamúria, o mau humor e a irritação.
Um casal irritado vive "em explosão”; e tu sabes quais são as consequências de uma explosão?
Quem ama mais irrita-se menos, reclama menos, é como a cana-de-açúcar, mesmo esmagada, transformada em bagaço, só sabe dar a doçura.
Quando um não quer dois não brigam, esta é a força daquele que ama.

2 - Corrigir o outro com carinho, se isto for inevitável. Mas isto deve ser feito sem que os outros percebam, e na hora certa, não quando a pessoa está magoada ou irritada.
É difícil fazer um curativo numa ferida aberta. Só podemos tocar nela para a curar, nunca para fazer a pessoa sofrer ainda amais.

3 - Nunca grites com o outro; pois gritar, além de não resolver nada, ainda causa ressentimento e humilhação na pessoa.
Se gritas numa discussão é porque os teus argumentos são fracos.
Não apeles para o direito da força, mas usa a "força do direito!".
Se gritares com o outro, ele fica com medo de ti, fica bloqueado, e terá medo de abrir o coração para tu entrares.

4 - Não atires à cara do outro os erros que ele cometeu no passado.
Isto acontece muitas vezes na hora de uma discussão acirrada.
Ora, ninguém gosta de ser lembrado pelos erros que cometeu no passado, e nem gosta de ser caracterizado pelos seus defeitos. Qualquer pessoa é sempre superior aos seus erros e defeitos.
Não desenterres o passado triste do teu namorado, que ele tanto se esforça para esquecer. Talvez fosse melhor até terminar o namoro do que partir para esta apelação dolorosa.

5 - Não sejas displicente com o outro.
Não o deixe, por exemplo, "ficar a falar sozinho", sem a tua devida atenção. Para o que estiveres a fazer para dar atenção ao outro quando ele falar contigo.
Talvez possas ser displicente com as outras pessoas, mas nunca com a que escolheste para começar a caminhar juntos.
Não deixes passar um dia sequer sem lhe dirigir uma palavra de carinho, de atenção, de elogio, etc.

6 - Sabe reconhecer o teu erro quando errares.
Sabe pedir perdão ao outro, e de imediato, faz o que for possível para reparar o teu erro. Não fiques a desculpar-te, disfarçando, não querendo dar o braço a torcer.
Sabe uma coisa: quando se erra, só há uma atitude honesta e madura a ser tomada; pedir perdão à pessoa ofendida e reparar o dano causado. Fora disso, é orgulho e arrogância.
Errar é humano, e todos nós temos o direito de errar; mas saber reconhecer o erro é divino.
Quanto bem faz a um casal esta palavra: "Meu bem, perdoa-me!"

7 - Nunca se separem zangados um com o outro.
Cheguem antes a um acordo.
Não se pode juntar problema sobre problema no relacionamento dos dois; é preciso aprender a resolvê-los. Até certo ponto eles são normais na nossa vida, mas precisam de ser resolvidos sem os adiar. Não deixes para amanhã o que precisais de resolver hoje.
Já pensaste se usasses a mesma cafeteira que usaste ontem, para ferver o leite, sem a lavar antes? O leite novo azedaria. O mesmo acontece com o casal que acumula problemas sem os resolver.

8 - Aprendam a combinar as coisas.
Muitos desentendimentos surgem entre os casais porque não aprenderam a combinar as coisas a fazer. O povo diz que "aquilo que é combinado não é caro".
Às vezes ficas zangado porque o mecânico do carro levou caro demais. Mas isto só aconteceu porque não combinaste o preço antes do conserto.
Um amigo dizia-me que tinha combinado com a esposa até "a hora da briga". Seria sempre antes de dormir.
Então, quando um se exaltava com o outro por qualquer motivo, o mais calmo dizia logo: "não é agora a hora da briga". Quando esta chegava, os nervos já se tinham acalmado, e nada de briga, acabava tudo numa boa conversa. Que tal?

9 - Não envolvas os familiares nos problemas do namoro.
A menos que, de comum acordo, queiram consultá-los.
O sangue grita muito alto nas nossas veias; e não são todos que têm maturidade suficiente para discernir as coisas quando se trata de parentes envolvidos na questão.
Se quiseres viver sempre bem com o teu namorado, então não fales mal dos seus pais e irmãos dele.
Não te intrometas nos problemas da família dela, a menos que sejas consultado; assim mesmo evita tomar partido para que não se divida a família.
Se de um lado é preciso amar a família do outro, e recebê-la na tua vida como se fosse a tua segunda família, no entanto, será preciso cuidado para não a criticar com o outro; isto o deixaria dividido entre o amor que ele te tem e o amor que tem aos teus.

10 - Quando for necessário estar pronto a sofrer pelo outro.
Mesmo já no namoro pode haver momentos de sofrimento.
Às vezes pode ser a perda de um ente querido do outro; uma doença triste; um acidente; uma notícia desagradável, etc. Nesta hora sabe estar ao lado do outro e fortalecê-lo com a fé em Deus, que "supera todo o entendimento humano".

 

 

 
Como escolher uma esposa Imprimir e-mail

C

 Como escolher uma esposa

Trechos principais de uma homilia de São João Crisóstomo intitulada: “Como escolher uma esposa”, publicada na selecção On Marriage & Family Life (pág. 89-114).

1) Portanto, quando fordes escolher uma esposa, não examineis somente as leis do Estado, mas, antes, examinai as leis da Igreja. Deus não vos julgará no último dia segundo as leis do Estado, mas segundo as Suas leis. 

2) Não é mesmo uma tolice? Quando estamos sob ameaça de perder dinheiro, tomamos todos os cuidados possíveis, mas quando a nossa alma está sob risco de ser eternamente punida, não prestamos atenção. 

3) Tu sabes que tens duas escolhas. Se escolheres uma má esposa, terás de enfrentar aborrecimentos. Se não aceitares enfrentá-los, serás culpado de adultério por te divorciares dela. Se tivesses investigado as leis do Senhor e as conhecesse bem antes de te casares, terias tomado muito cuidado e escolhido uma esposa decente e compatível com o teu carácter desde o início. Se te tivesses casado com uma esposa assim, terias ganhado não apenas o benefício de não te divorciares dela, como o benefício de a amar intensamente, conforme Paulo ordenou. Pois quando ele diz: “Maridos, amai as vossas esposas”, ele não pára por aí, mas fornece a medida deste amor, “como Cristo amou a Igreja”. 

4) Vejamos, porém, se a beleza e a virtude da alma da noiva atraiu o Noivo. Não, ela não era atraente nem pura, conforme estas palavras de Paulo: Ele entregou-se a ela para a santificar, purificando-a com a lavagem da água (Efésios 5:25-26). […] Apesar disso, Ele não abominou a sua feiura, mas neutralizou a sua repulsividade, remoldando-a, reformando-a e remindo os seus pecados. Tu deves imitá-Lo. Mesmo que a tua esposa peque contra ti mais vezes do que podes contar, deves perdoá-la em tudo. 

5) Quando surge uma infecção nos nossos corpos, não cortamos o membro fora, mas tentamos curar a doença. Devemos fazer o mesmo com uma esposa. 

6) Mesmo que ela não apresente melhoras em função dos nossos ensinamentos, assim mesmo receberemos uma grande recompensa de Deus pela nossa paciência e por termos mostrado tanto auto-domínio por temor d’Ele. Nós conseguimos suportar as maldades dela com nobreza, sem cortar o membro fora. Pois uma esposa é como se fosse um membro nosso, e por causa disso devemos amá-la. É precisamente isto que ensina Paulo: Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos…Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também Cristo à Igreja; porque somos membros do Seu corpo, da Sua carne, e dos Seus ossos (Efésios 5:28-30). 

7) Devemos amar a nossa esposa também porque Deus estabeleceu uma lei a este respeito, quando disse: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher; e serão os dois uma só carne (Génesis 2:24; Efésios 5:31). 

8) Assim como o noivo deixa a casa de seu pai e se junta à noiva, assim também Cristo deixou o trono de Seu Pai e juntou-se à Sua noiva. 

9) De maneira geral, a vida é composta de duas esferas de actividade: a pública e a privada. Quando Deus a dividiu assim, Ele designou a administração da vida doméstica à mulher, mas ao homem designou todas as tarefas relativas à cidade, às questões comerciais, judiciais, políticas, militares e assim por diante. […] De facto, o que quer que o marido pense sobre questões domésticas, a esposa o saberá melhor que ele. Ela é incapaz de administrar as questões públicas competentemente, mas ela é capaz de cuidar bem dos filhos, que é o maior dos tesouros. […] Se Deus tivesse dotado o homem para administrar ambas as esferas de actividade, teria sido fácil aos homens dispensar o género feminino. […] Por isso Deus não concedeu ambas as esferas a um sexo, para que nenhum deles pareça supérfluo. Mas Deus não designou ambas as esferas igualmente a cada sexo, para que a igualdade de honra não engendre rixas e conflitos. Deus preservou a paz reservando a cada um a sua esfera adequada. Ele dividiu as nossas vidas em duas partes, e deu a mais necessária e importante ao homem e a parte menor e inferior à mulher. Assim, Ele organizou a vida de maneira a que admirássemos mais o homem do que a mulher, pois os seus serviços são mais necessários do que os dela, e para que a mulher tivesse uma forma mais humilde e, assim, não se rebelasse contra o marido. 

10) Assim sendo, eis o que tu deves buscar numa esposa: virtude de alma e nobreza de carácter, para que desfrutes de tranquilidade, para que luxuries em harmonia e amor duradouro. 

11) O homem que se casa com uma mulher rica, casa-se com um chefe, e não com uma esposa. Porém, o homem que se casa com uma esposa em iguais condições ou mais pobre, casa-se com uma ajudante e aliada, trazendo inúmeras bênçãos para dentro de casa. A sua pobreza obriga-a a cuidar do seu marido com muito cuidado, obedecendo-lhe em tudo. […] Portanto, o dinheiro é inútil quando se trata de encontrar um parceiro de boa alma. 

12) Assim sendo, deixemos de lado as riquezas da esposa, mas examinemos o seu carácter e a sua piedade e recato. A esposa recatada, gentil e moderada, mesmo que seja pobre, irá transformar a pobreza em algo muito melhor do que a riqueza. 

13) Antes de mais nada, tu deves aprender qual o propósito do casamento, e por que foi introduzido nas nossas vidas. Não te perguntes mais nada. Qual seria, então, o objectivo do casamento, e por que é que Deus o criou? S. Paulo diz: Mas, por causa da tentação à imoralidade, cada um tenha a sua própria mulher (I Coríntios 7:2). […] Portanto, não despreza o maior nem busca o menor. A riqueza é muitíssimo inferior ao recato. É somente por este motivo que devemos buscar uma esposa: para evitarmos o pecado, para nos libertarmos de toda imoralidade. 

14) A beleza do corpo, se não estiver aliada à virtude da alma, será capaz de atrair o marido somente por uns vinte ou trinta dias, mas não conseguirá ir além disto antes que a perversidade da esposa destrua toda a sua atracção. Quanto àquelas que irradiam beleza de alma, quanto mais o tempo passa e a sua nobreza se evidencia, tanto mais aquecido será o amor do marido e tanto mais ele sentirá afeição por ela. 

15) É por meio do recato que o marido conseguirá atrair à sua família a boa vontade e a protecção de Deus. É assim que os homens de bem dos velhos tempos se casavam: buscando nobreza de alma em vez de riqueza monetária. 

16) Quando te decidires por uma esposa, não corras atrás de ajuda humana. Volta-te para Deus, pois Ele não se envergonhará de ser vosso casamenteiro. Foi Ele mesmo quem prometeu: Buscai primeiro o Reino de Deus, e todas as coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33). Não te perguntes: “Como posso ver a Deus? Afinal, Ele não falará nem conversará comigo de maneira explícita, e portanto não conseguirei fazer-Lhe perguntas”. Estas são palavras de uma alma de pouca fé. Deus pode facilmente organizar tudo da maneira que Ele quiser, sem o uso da voz. 

17) A castidade é algo maravilhoso, mas é mais maravilhoso ainda quando está aliada à beleza física. As Escrituras falam-nos sobre José e a sua castidade, mas antes mencionam a beleza do seu corpo: José era formoso de porte, e de semblante (Génesis 39:6).

Em seguida, as Escrituras versam sobre a sua castidade, deixando claro, assim, que a beleza não levou José à licenciosidade. Pois nem sempre a beleza causa imoralidade ou a feiura causa recato. Muitas mulheres que resplandecem em beleza física resplandecem ainda mais em recato. Outras que são feias em aparência, são ainda mais feias de alma, manchada por inúmeras imoralidades.

Não é a natureza do corpo, mas a inclinação da alma que produz recato ou imoralidade.  

 

As paixões

Do Catecismo da Igreja Católica

O termo "paixões" pertence ao património cristão. Os sentimentos ou paixões designam as emoções ou movimentos da sensibilidade que inclinam alguém a agir ou não agir em vista do que é experimentado ou imaginado como bom ou mau. As paixões são componentes naturais do psiquismo humano; constituem o lugar de passagem e garantem a ligação entre a vida sensível e a vida do espírito. Nosso Senhor indica o coração do homem como a fonte de onde brota o movimento das paixões.

As paixões são numerosas. A paixão mais fundamental é o amor provocado pela atracção do bem.
O amor causa o desejo do bem ausente e a esperança de consegui-lo. Este movimento completa-se no prazer e na alegria do bem possuído. A percepção do mal provoca ódio, aversão e medo do mal que está por chegar. Este movimento completa-se na tristeza do mal presente ou na cólera que a ele se opõe.

Amar é querer algo de bom para alguém.
Todos os demais afectos têm a sua fonte no movimento original do coração do homem para o bem. Só existe o bem que é amado. As paixões são más se o amor é mau, boas se o amor é bom. Em si mesmas, as paixões não são boas nem más. Só recebem qualificação moral na medida em que dependem efectivamente da razão e da vontade. As paixões são chamadas voluntárias ou porque são comandadas pela vontade ou porque a vontade não lhes opõe obstáculo. Faz parte da perfeição do bem moral ou humano que as paixões sejam reguladas pela razão.

Os grandes sentimentos não determinam a moralidade nem a santidade das pessoas; são reservatório inesgotável das imagens e afeições em que se exprime a vida moral. As paixões são moralmente boas quando contribuem para uma acção boa, e más quando se dá o contrário. Elas podem ser assumidas em virtudes ou pervertidas em vícios. A vontade recta ordena para o bem e para a bem-aventurança os movimentos sensíveis que ela assume; a vontade má sucumbe às paixões desordenadas e as exacerba. As emoções e sentimentos podem ser assumidos em virtudes ou pervertidos em vícios.

Na vida cristã, o próprio Espírito Santo realiza a sua obra mobilizando o ser inteiro, inclusive as suas dores, medos e tristezas, como aparece na Agonia e Paixão do Senhor. Em Cristo, os sentimentos humanos podem receber a sua consumação na caridade e na bem-aventurança divina.

A perfeição moral consiste em que o homem não seja movido ao bem exclusivamente pela sua vontade, mas também pelo seu apetite sensível, segundo a palavra do Salmo: "O meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo" (Sl 84,3). (CIC 1762-1770)



 

 
Gravidez no namoro Imprimir e-mail

Gravidez no namoro

A vivência da intimidade sexual passou a ser normal para muitos casais de namorados. Talvez, por não entenderem a transcendência do acto sexual, muitas vezes, o sexo é nivelado por baixo. Uma vez minimizado na sua grandeza, erroneamente, este é também colocado como meio de sustentação do namoro. Para a maioria dos jovens casais, tal intimidade é justificada como sendo também uma fase do conhecimento daquele (a) a quem dizem amar.
A experiência sexual neste período ganha força quando o casal percebe que esta é uma prática comum também no relacionamento dos colegas. Na roda de amigos, muitos pensam que seria asneira não aproveitar a situação, sendo que o (a) namorado (a) deseja o mesmo. Julgando-se conhecedores de todas as coisas e muito seguros de si, acreditam que a possibilidade de uma gravidez só acontece para quem não souber evitá-la; até ao momento em que a namorada traz a notícia de que está grávida.
É sabido que algumas jovens têm más experiências ao comunicarem ao namorado a “consequência” ocorrida pela referida intimidade. Neste momento, alguns simplesmente desaparecem ou culpam-nas, como se elas fossem as únicas responsáveis pela gravidez. Os namorados esquecem-se de que a responsabilidade que hoje está sobre elas é também resultado do compromisso que, indirectamente, assumiram ao desejar viver a intimidade no namoro. As jovens mães percebem, então, que fizeram uma má escolha, reconhecendo que aqueles que, antes, lhes fizeram tantas promessas, foram apenas capazes de as engravidar. Mesmo sem querer, agora, o casal de namorados torna-se pais.
Para outros casais, ainda que a notícia da gravidez venha a abalar o dia, eles sabem que não poderão ocultar a situação por muito tempo. Em breve começarão a acontecer as mudanças no corpo da mulher. Então, a ela caberá a responsabilidade de enfrentar os pais e tentar justificar o óbvio; enquanto que a ele caberá a iniciativa de preparar condições de promover o conforto básico, tanto emocional como de bem-estar, que toda a mulher grávida necessita.
Se uma gravidez para uma pessoa casada já causa grandes mudanças e exige muitas adaptações, imaginemos para aqueles que ainda estão no começo da realização dos seus sonhos e planos... Para estes, a situação torna-se ainda mais exigente, pois, vivendo o novo papel, surgem – nas vidas dos então namorados – as dificuldades pertinentes ao convívio contínuo. O relacionamento vai exigir do casal o compromisso e o desprendimento de se moldar ao inusitado apresentado pela situação. Tudo será vivido de maneira intensa, em meio às preocupações, aos choros do bebé, às dificuldades para continuar os estudos, à busca de trabalho, à aceitação dos familiares, entre outros.
O tempo propiciado ao casal, durante o namoro, para avaliar o perfil do pretendente e se conhecer mutuamente é abreviado com a gestação da namorada. Com tantos desafios, os namorados perceberão que pouco conheciam o temperamento do outro e, muitas vezes, vêem-se impreparados para assumir as consequências do acto que os levaria para muito mais além do prazer experimentado.
Para não viver os mesmos atropelos de outros namorados que tiveram de provar das responsabilidades paternas antecipadamente, melhor será para os jovens casais aplicarem-se no crescimento, nas adaptações e no amadurecimento do namoro. Desta maneira, quando se decidirem pelo casamento, nenhum dos dois poderá alegar que não conheceu suficientemente a pessoa escolhida para compartilhar com ele (a) a vocação do matrimónio.
A prova de amor confirma-se no compromisso mútuo de fazer o outro feliz por aquilo que ele é e não por aquilo que ele faz.