Mensagem


Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
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SÃO JOSÉ Imprimir e-mail

• Padroeiro e Defensor da Igreja Universal
• Padroeiro dos Casamentos felizes
• Padroeiro das Famílias Cristãs
• Padroeiro da boa morte.

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QUEM FOI S. JOSÉ?

S. José pertencia à tribo de Judá e à Casa de David. Embora tivesse sangue de reis, tinha decaído, não sabemos como, e tinha-se estabelecido, como carpinteiro, em Nazaré, aldeia escondida e pobre da Galileia. Lá deve ter conhecido Maria, jovem da sua tribo, modesta como ele, espiritual e recolhida. O Espírito Santo uniu aqueles dois corações e eles amaram-se com o amor mais puro que pode haver entre criaturas de Deus. Combinaram o matrimónio e deram entre si palavra de que haviam de conservar perpétua virgindade. S. José, homem bondoso, pensou unicamente na felicidade da Virgem que vivia só, sem pais nem irmãos; Deus inspirou-lhe que devia ser o amparo daquela jovem cândida e inocente.
S. José não era velho, como o representam geralmente os artistas e no-lo descrevem alguns autores antigos, inspirados nos relatos dos Apócrifos. Se Maria Santíssima tinha quinze anos quando se desposou, S. José andaria à volta dos vinte, ou trinta quando muito. Nos sarcófagos e nos monumentos dos quatro primeiros séculos da Era Cristã, a figura constante de S. José é a dum jovem imberbe. Os planos de Deus sobre ele eram que fosse o sustentáculo material da Sagrada Família, o amparo da honra da Virgem, e isto exigia um homem em plena idade e forças, e não um velho. A castidade não é fruto precisamente da idade, mas da virtude e da graça, que se mostra muitas vezes mais forte nos jovens que nos anciãos.
S. José tinha provavelmente um irmão e alguma irmã, que foram pai ou mãe daqueles a quem o Evangelho chama irmãos de Jesus. (Irmãos, no Evangelho, designa tanto os filhos da mesma mãe como os parentes mais próximos).
S. José embora não tenha sido pai natural de Jesus, exerceu sobre Ele a autoridade paterna, como pai legal. Este é S. José, verdadeiro depositário da autoridade do Eterno Pai, revestido do poder paterno dentro da Sagrada Família. O Anjo dirige-se a ele em todas as ordens do Céu acerca de Jesus, quanto à fuga para o Egipto, ao regresso e à imposição do nome.
ORAÇÃO A S. JOSÉ

A vós, S. José, recorremos em nossa tribulação e, cheios de confiança, solicitamos a vossa protecção.
S. José, cooperador fiel da nossa redenção, compadecei-vos da pobre humanidade envolta em tantos erros e males. Vós que sois modelo de todas as virtudes, obtende-nos o vosso espírito interior.
Pelos laços sagrados que vos uniram à Virgem Imaculada, Mãe de Jesus e Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo conquistou com o Seu sangue e nos socorrais, em nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei-nos, ó guarda providente da Sagrada Família. Afastai para longe de nós, o erro e o vício.
Assisti-nos do alto do Céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas e, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda a adversidade.
Protector dos agonizantes, pedimo-vos por todos os que agonizam neste dia. Protector da Igreja Universal, volvei o vosso olhar sobre o Papa, os Bispos e os Sacerdotes. Orai pela santificação de todos.
Glorioso S. José, rogai por nós.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória...

S. JOSÉ, SANTO UNIVERSAL

A devoção a S. José é uma das mais agradáveis para os cristãos.
S. José é o Padroeiro e Defensor da Igreja Universal, tal como foi Defensor da Sagrada Família.
S. José é o Padroeiro dos Casamentos felizes. Nunca houve casamento tão feliz como o seu, nem esposa tão formosa e terna como a Virgem Maria, Mãe de Jesus.
S. José é Padroeiro das Famílias Cristãs. Que haverá no Mundo comparável a um lar feliz, a uma família unida pelos vínculos do amor e da afeição?
S. José é o mais poderoso e generoso de todos os Santos.
S. José nunca deixa de socorrer os que o invocam. Dizia Santa Teresa de Jesus: “Não me lembro de ter-me dirigido a S. José sem que tivesse obtido tudo o que pedia”.
S. José livra-nos de mil perigos e aflições.
S. José alcança-nos morte santa e feliz. Como Jesus o terá acompanhado nos últimos momentos da sua vida, confortando-o, é considerado advogado da boa morte.

 

São José, valei-nos!

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O nome José, em hebraico, significa: “Deus cumula de bens” e, sem dúvida, este conhecido carpinteiro de Nazaré, foi cumulado de bens quando não recusou a sua missão de esposo da Virgem Maria e pai adoptivo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A grande devoção dos cristãos a São José, está fundamentada nas Sagradas Escrituras e Sagrada Tradição, portanto é com realismo que São José é reconhecido e invocado como modelo de pai, operário, protector da Sagrada Família e da grande Família de Deus, que é a Igreja.
Embora na Bíblia pouco se fale sobre São José, o que nos é comunicado testemunha com clareza o seu papel indispensável à missão de Cristo. Homem justo, trabalhador, silencioso e com fé, tornou-se suficientemente trabalhado pelas mãos do Oleiro divino, a ponto de ser constituído elo entre o Antigo e o Novo testamento e conferir a Jesus a linhagem de David, a qual somente foi possível, porque São José, acima de tudo, foi homem de fé e coragem, como atesta São Mateus: “José, filho de David, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa” (Mt 1, 20b, 24).

Oração a S. José  

Ó glorioso S. José, Pai e protector das Virgens, guarda fiel a quem Deus confiou Jesus, a própria inocência, e Maria Virgem das Virgens; em nome de Jesus e de Maria, este duplo tesouro que vos foi tão caro, vos suplico que me conserveis livre de toda a impureza, para que com alma pura e com corpo casto, sirva sempre, fielmente, a Jesus e a Maria. Ámen.


Consagração a São José

Ó glorioso São José, que por Deus fostes escolhido para cabeça e guarda da mais santa entre as famílias, dignai-vos do Céu ser também cabeça e guarda desta que aqui está prostrada diante de vós e pede que a recebais sob o manto do vosso patrocínio. Nós vos escolhemos para pai, protector, conselheiro, guia e padroeiro e colocamos debaixo da vossa guarda especial a nossa alma, corpo e bens, quanto temos e somos, a vida e a morte.
Olhai-nos, defendei-nos de todos os enganos dos nossos inimigos visíveis e invisíveis. Assisti-nos em todos os tempos, em todas as necessidades, consolai-nos em todas as amarguras da vida, mas em especial, na agonia da morte, trazei a nosso favor uma palavra do amável, do Redentor e da Virgem gloriosa, de quem fostes amantíssimo Esposo. Alcançai-nos deles as bênçãos que conheceis serem necessárias ao nosso verdadeiro bem e eterna salvação. Numa palavra, possa esta família no número das que amais, e ela procurará, por meio de uma vida verdadeiramente cristã, tornar-se digna do vosso especial patrocínio. Assim seja.

 

Oração a S. José, no «Dia do Pai»

A vós, São José,
recorremos na nossa tribulação,
cheios de confiança
solicitamos a vossa protecção
no dia de hoje para todos os pais de família.
Vós fostes o pai adoptivo de Jesus,
soubestes amá-1'0, respeitá-1'0 e educá-1'0
com amor e dedicação,
como vosso próprio filho.
Olhai todos os pais do mundo
e especialmente os da nossa comunidade,
para que, com amor e dedicação,
eduquem os seus filhos
na fé cristã e para a vida.
Protegei todos os pais doentes
que sofrem por não poderem dar saúde,
educação e casa decente aos seus filhos.
Protegei os pais
que trabalham arduamente no dia-a-dia
para não faltar nada aos seus filhos.
Protegei os pais
que se dedicam de corpo e alma à sua família.
Iluminai os pais
que não querem assumir a sua paternidade.
Iluminai os pais
que desprezam os seus filhos e esposas.
Enfim, olhai por todos os pais,
para que assumam
e vivam com alegria a sua vocação paterna.

 

Ladainha de S. José

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Senhor, tende piedade
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Cristo, ouvi-nos
Cristo, atendei-nos
Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus
Espírito Santo que sois Deus
Santa Maria – rogai por nós
São José, Ilustre descendente de David
Luz dos Patriarcas
Esposo da Mãe de Deus
Castíssimo guarda da Virgem Maria
Pai nutrício do Filho de Deus
Zeloso defensor de Jesus
Chefe da Sagrada Família
José Justíssimo
José castíssimo
José prudentíssimo
José fortíssimo
José obedientíssimo
José fidelíssimo
Espelho de paciência
Amante da pobreza
Modelo dos trabalhadores
Glória da vida de família
Guarda das virgens
Consolação dos infelizes
Sustentáculo das famílias
Esperança dos enfermos
Padroeiro dos moribundos
Protector da Santa Igreja.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.
Estabeleceu-o senhor da sua casa
R.: E príncipe de todos os seus bens.
Oremos:
Ó Deus, cuja inefável providência se dignou escolher o bem-aventurado S. José para esposo da vossa Santíssima Mãe, fazei que mereçamos ter por intercessor no Céu aquele que na terra veneramos como protector; Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém

 

 

 Terço a São José


Compõe-se de 60 contas em honra dos 60 anos que S. José viveu na terra e divide-se em 15 partes, consistindo cada uma das partes por uma conta branca e três azuis.
A conta branca significa a pureza de S. José, a azul significa a sua piedade.Considerando um mistério do rosário em cada uma das contas brancas, diz-se a Avé MariaNas contas azuis diz-se: Sejam louvados e benditos Jesus, Maria e José.Acaba-se o Terço com a seguinte oração:- Rogai por nós S. José.- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.Oremos:Deus e Senhor nosso, que predestinastes S. José desde toda a eternidade para o serviço do Vosso Filho e de Sua Mãe Maria Santíssima e o tornastes digno de ser esposo de sua Santíssima Virgem e o Pai Adoptivo do Vosso Filho, nós Vos suplicamos por todos os serviços que Ele rendeu a Jesus e Maria na terra, que nos torneis dignos da sua intercessão e nos concedais a graça de gozar a sua companhia no Céu. Por Cristo Nosso Senhor. Amem.

 

Pai-nosso que estais nos céus, ouvi-nos.

- Pai santo, que revelastes ao justo José o mistério de Cristo oculto desde toda a eternidade, fazei-nos conhecer melhor o vosso Filho, Deus e homem...
- Deus de toda a justiça, que amais os homens justos, concedei-nos, por intercessão de S. José, a graça de Vos agradarmos em todas as coisas...
- Vós que escolhestes José, homem justo, para cuidar de vosso Filho na infância e na juventude, fazei que sirvamos em nossos irmãos o Corpo místico de Cristo...
- Concedei propício aos moribundos e aos defuntos, particularmente aos nossos familiares defuntos, a vossa misericórdia, por meio do vosso Filho, com Maria sua Mãe e S. José.
Oremos: Deus todo-poderoso, que na aurora dos novos tempos confiastes a S. José a guarda dos mistérios da salvação, concedei à vossa Igreja, por sua intercessão, a graça de os conservar e realizar plenamente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

Novena simples em honra de S. José

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Deus misericordioso,
aceitai benigno a mediação
do glorioso Patriarca S. José,
a quem constituístes
chefe da Sagrada Família,
para, por sua intercessão,
obtermos as graças
que humildemente pedimos.

1- Glorioso Patriarca S. José,
que recebestes do Céu revelação do mistério de Cristo,
fazei-nos conhecer melhor Jesus, nosso divino Salvador.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

2 - Amabilíssimo S. José,
que contemplastes, com inefável amor,
a Jesus nos vossos braços,
guiai-nos sempre pelo caminho das virtudes cristãs.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

3 - Glorioso Patriarca S. José,
livrai-me dos castigos
merecidos pelo pecado
e obtende-me as bênçãos de Deus.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

4-Poderoso Patriarca S. José,
chefe da Sagrada Família de Nazaré,
socorrei todas as famílias
com o pão do corpo e da alma.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

5 - Bem-aventurado S. José,
trabalhador na oficina da Sagrada Família,
fazei que todos os que trabalham
gozem dignamente o fruto do seu trabalho.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

6 - Bondoso S. José,
pelos privilégios que Deus vos concedeu,
livrai-nos de todo o pecado
e alcançai-nos uma santa morte
e a bem-aventurança eterna.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

7- Bondoso Patriarca S. José,
consolador dos aflitos,
obtende-me paciência e fortaleza
nos sofrimentos e tribulações da vida.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

8 - Manso e humilde S. José,
fazei-me atender sempre às inspirações
do Divino Espírito Santo
e obtende-me de Jesus
todas as graças de que preciso.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

9 - Glorioso Patriarca S. José,
a quem a Divina Providência confiou,
na aurora dos tempos,
a guarda da Igreja
detentora dos mistérios da Salvação,
guardai-a e protegei-a
com todas as graças de que precisa.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Oração:
Ó Deus, que tanto honrastes S. José,
permiti que ele nos socorra nas nossas aflições,
pelos méritos de Vosso Filho Jesus
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

 

Oração a São José

Ah! Vós que ninguém jamais invocou em vão! Vós cujo poder junto de Deus é tão grande que se diz: "No céu José manda, não suplica!", rogai e intercedei por mim junto de Jesus. Sede o meu advogado junto a este divino Filho, de quem fostes na terra protector fiel. Ajuntai a todas as vossas glórias aquela de ganhar a causa que vos confio............. (citar o que se deseja).
Eu creio, sim, eu creio que podeis acudir aos meus votos, livrando-me das penas que me acabrunham e das amarguras de que sofre a minha alma. Tenho, além disso, confiança em que nada deixareis de fazer em favor do aflito que vos implora. Humildemente prostrado a vossos pés, eu vos peço: Tende piedade das minhas súplicas e das minhas lágrimas, cobri-me com a vossa misericórdia e abençoai-me.
Assim seja.

 

Novena em honra a São José

Oração preparatória para todos os dias:
Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em vossa soberana presença agora, que pretendo consagrar a São José esta novena. Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas. Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz, e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra a Vossa Divina Majestade. Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José, e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para me atrever a comparecer diante da Vossa presença? Conheço a deficiência dos meus méritos e a multidão dos meus pecados, pelos quais não mereço ser ouvido nas minhas orações; mas, o que não mereço merece-o o pai nutrício de Jesus; o que não posso ele pode. Venho, portanto, com toda a confiança, implorar a divina clemência, não fiado na minha fraqueza, mas no poder e valimento de São José.
Amém!

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Primeiro dia
Dou graças à Santíssima Trindade, Santíssimo São José, pelos muitos privilégios, méritos e virtudes com que vos enriqueceu e, principalmente, pelo grande e singularíssimo mérito a poucos concedido, de ter sido santificado no ventre da vossa mãe e confirmado em graça. Que alegria para o vosso coração ver-vos livre do pecado, que é a única coisa que desagrada a Deus Filho, que vos chamava Pai! Que graças destes à Trindade Beatífica por este tão assinalado privilégio! Eu vos felicito com todo o meu coração, pela inocência incomparável que tivestes desde antes de nascer e pela graça e amizade particular com que o mesmo Deus vos distinguiu.
Por este privilégio e pela grande alegria que ele vos causou, suplico-vos, ó meu querido pai, que me alcanceis de Deus, um grande ódio ao pecado, grande amor às virtudes e à minha salvação eterna. E como creio que a graça que desejo conseguir nesta novena será benéfica à minha salvação, tenho inteira confiança de que a alcançareis por vossa poderosíssima intercessão; todavia, se a minha oração não for bem dirigida, endireitai-a e rogai ao bondosíssimo Deus por mim. Amém.

Segundo dia
Que felicidade a vossa, meu glorioso Protector, serdes escolhido milagrosamente para esposo da Imaculada Maria.

Alegro-me convosco pela satisfação imensa que experimentastes, naquele dia feliz, quando associastes a vossa sorte à da Mãe de Jesus Cristo. Que admiração vos teriam os Santos Anjos, por serdes o sustentáculo da mãe do Verbo encarnado, e por esse mesmo motivo também protector do Filho de Deus!

Uno os meus louvores aos que, neste dia, vos dariam os Anjos do Céu e, de todo o meu coração, vos felicito por vos ter sido dada de presente a Rainha dos Anjos, e pelo zelo que se dedicou ao vosso serviço. Que transbordante felicidade! Que maravilha terdes por companheira Aquela que trouxe o Filho de Deus em Seu seio sagrado!

Que felicidade terdes, para o vosso consolo nas penas, a Consoladora dos aflitos, para conselheira nas dificuldades a sapientíssima Mãe de Jesus Cristo e para modelo nas virtudes, aquela que é o espelho sem mancha, da majestade divina e a imagem da bondade de Deus!

Por este favor e felicidade tão grandes peço-vos, poderosíssimo José, a amizade e a graça de Deus, e a protecção e amparo constantes de Maria Santíssima.

Interponde, ao mesmo tempo, o vosso valimento com Jesus e com a vossa santíssima esposa, para alcançar as graças particulares que, com esta novena, pretendo conseguir. Amém.

Terceiro dia

Que pena tão amarga devíeis ter sentido no vosso coração, José gloriosíssimo, quando em vossa humildade julgastes dever separar-vos da vossa esposa Maria!

Separar-vos de Maria, que tanto amáveis e que correspondia ao vosso amor com amor puro e sincero.

Uno-me a vós, por aqueles momentos de sofrimento e por essa amarga provação que o Senhor vos permitiu! Por caridade, ficastes ao lado da Mãe do Unigénito Filho de Deus. Maria vos pertenceu e amou sempre no amor de Deus. No Seu infinito poder, Deus fez nela maravilhas do Seu Divino Amor. Fostes a maior testemunha das grandiosidades operadas em Maria. Ela é o jardim de Deus e o paraíso onde o Filho de Deus tem o seu receio, e vós José, fostes o Anjo da guarda deste jardim, o depositário deste eterno tesouro.

São José, aceitai sinceras felicitações pela parte activa que Deus vos concedeu o mistério da Encarnação, e pela sujeição de Jesus e de Sua Santíssima Mãe às vossas ordens.

Por esta grande alegria e também pelos méritos da tristeza que a precedeu, suplico-vos, meu pai querido, que me alcanceis de Deus o conhecimento de Jesus Cristo e a graça de conservar uma fé tão viva em todos os seus mistérios, que esteja pronto a antes morrer que duvidar deles; alcançai-me, outrossim, a graça que, nesta novena, pretendo conseguir, se for para maior glória de Deus e bem da minha alma. Amém.

Quarto dia

Esposo castíssimo da Mãe do Unigénito Filho de Deus, uno-me a vós na tristeza que experimentastes em Belém, quando, depois de penosa viagem, vistes a vossa venerada esposa Maria e o Salvador do mundo, que ela levava em suas entranhas, desconhecidos e repelidos de todas as casas e pousadas.

Ó meu querido José, como conhecestes então que o mundo não é amigo de Cristo, e que é impossível servir juntamente dois senhores tão inimigos e contrários!

Dai-me a Jesus, que tanta alegria vos causou no Seu nascimento. As vozes dos Anjos dizendo “Paz na Terra aos homens de boa vontade” são principalmente dirigidas a vós. Aceitai os meus louvores pelo muito amor que Jesus vos manifestou, escolhendo-vos para Seu pai nutrício e para seu poderoso defensor e amparo.

Permiti-me, gloriosíssimo e poderosíssimo Santo, chegar aonde vós estais, perto de Jesus, contemplar a Sua santidade divina e esplendor. Pedi a Jesus que Ele me dê as graças recebidas pelos pastores e reis que foram adorá-lo no presépio; pedi-Lhe, também, as graças que desejo conseguir nesta novena, se forem para maior glória de Deus e salvação da minha alma. Amém.

Quinto dia

Que grande dor sofrestes, nosso querido São José, quando vistes derramar-se o preciosíssimo sangue de Cristo na circuncisão! Por que teria, este infante divino, de sofrer assim, poucos dias depois de ter nascido? Ah! Sendo Jesus a perfeição em pessoa, certamente que foi pelos nossos pecados, esse padecer.

São José, dai-me a conhecer o preço do sangue de Jesus, para que nunca deixe perder a menor gota; e que este sangue, caindo abundantemente sobre a minha alma, lave-me e purifique inteiramente. Permiti, São José, que, para eu conseguir graça tão importante, aproxime-me mais de vós para ouvir atento e obedecer aos ensinamentos do Divino Mestre e receber as bênçãos e graças que dele emanam e que, por bondade divina, passam pelas vossas sagradas mãos.

As vossas mãos sagradas amparam Jesus, o Salvador do mundo, que tira os pecados dos homens!

São José, que alegria a vossa, quando destes ao Salvador o nome de Jesus, sabendo que este nome, a própria felicidade, é a chave que nos abre a porta do Céu!

Adorador de Cristo, que ele seja para mim Jesus, meu salvador nesta vida e na eterna.

Pelo nome adorável, Jesus, peço-vos também as graças que desejo alcançar nesta novena, se forem para maior glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém.

Sexto dia
Ó meu bondosíssimo São José, protector e amparo dos desvalidos! Por aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que os doutores da lei fazem a Cristo Menino, peço-vos que não vos esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim ocasião de ressurreição.

Uno-me a vós, pacientíssimo José, pela ferida que no vosso coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a Maria que uma espada de dor havia de atravessar o Seu delicadíssimo e amorosíssimo coração.

Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderíeis remediar estas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para consolar a vossa esposa com a vossa presença humana na paixão de Cristo!

Eu, sim, posso e devo, com a minha vida e bons costumes, consolar Maria, porque culpado, pelos meus pecados, na morte de Jesus e nas dores de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados.

Ajudai, José poderosíssimo, a minha pobreza espiritual e as poucas forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me, também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, se for para maior glória de Deus e salvação da minha alma. Amém.

Sétimo dia
São José, permiti que, em espírito, eu vos acompanhe na viagem ao Egipto, para admirar os vossos sacrifícios e imitar as vossas virtudes. Tudo fizestes para defender Jesus de tantos perigos, e sobretudo da morte.

Que dor tão grande foi para o vosso coração amante ver sofrer Jesus e Maria! Quanta sede devem ter sofrido no deserto os três peregrinos santíssimos!

Peço-vos humildemente que tireis de mim a sede dos prazeres mundanos, e dai-me a fome e sede de todas as virtudes, principalmente a humildade, a paciência, a mortificação, que a minha alma deseja ardentemente possuir.

Entristeçam-me as coisas que vos entristecem, amável São José, e saiba eu alegrar-me com as que vos causam alegria.

Experimente a minha alma, conservando-se na graça de Deus, a mesma alegria que experimentou o vosso delicado coração, quando afinal, depois dos transtornos de uma perigosa viagem por ermos desertos, vistes Jesus a salvo e Maria vossa amantíssima esposa segura no novo lar. Assim como vos alegrastes com a queda dos ídolos do Egipto, alegra-se o meu coração com a queda dos ídolos das afeições desregradas e das paixões desordenadas de modo que, em tudo e por tudo, agrade a Jesus, à Santíssima Mãe e a vós, meu amável José, que tanto gozais na glória de Deus. Alcançai-me também a graça que desejo conseguir nesta novena, se for para maior glória de Deus. Amém.

Oitavo dia
Uno-me a vós, terníssimo José, por causa das privações a que vistes sujeita a vossa amada família, na terra de peregrinação, e pelo mesmo desterro tão meritório, sobretudo, para a Mãe do Filho de Deus.

Uno as minhas lágrimas às que derramastes, no vosso coração, pela dureza do exílio, e por tudo o que faltou a vós, a Maria e a Jesus, no Egipto. A vossa família, que é a família de Deus, tão paciente, e eu me queixo de qualquer pequena e insignificante mortificação, ainda que necessária!

Ó meu querido José, pela alegria imensa que inundou o vosso coração, quando Jesus, pela primeira vez, vos deu o doce nome de pai, e ela sujeição com que, pela primeira vez, vos prestou a homenagem da sua obediência, suplico-vos que me ensineis a obedecer aos meus superiores e a sofrer, com paciência e resignação, as provas que a divina Providência se dignar enviar-me, para purificar-me dos meus pecados, ou para aumentar os meus méritos.

Alcançai-me também, pela alegria com que voltastes do exílio para morar em Nazaré, a graça com que tanta humildade vos peço nesta novena, se não for em prejuízo da minha salvação. Amém.

Nono dia
Ó José, chamado por Jesus com o nome de pai; que dor e tormento indizível seria para o vosso coração amorosíssimo ter perdido Jesus com o qual estavam todas as afeições da vossa vida! Que grande aflição sentistes por não ter encontrado o menino Jesus entre parentes e conhecidos e por ninguém ter dado notícias dele.

Onde estaria Jesus? Como poderíeis viver, se Ele era a vossa alegria de viver? Vós perdestes Jesus, sem culpa vossa, mas eu perdi-O muitas vezes por culpa própria, por causa da minha malícia e dos meus pecados.

Fazei-me conhecer Jesus e procurá-Lo com perseverança, ensinai-me a obedecê-Lo, ensinai-me a adorá-Lo, custe o que custar. Consegui-me a graça de que, de hoje em diante, nunca mais eu o perca pelo pecado e que se por infelicidade eu O venha a perder, nunca tenha sossego até que O encontre novamente, pela divina graça.

Peço-vos esta graça, pela alegria inefável que experimentastes achando Jesus no templo, ensinando, como Mestre Divino, aos doutores da lei e causando-lhes encanto e admiração com as Suas perguntas e respostas.

Intercedei para que eu esteja sempre em união com Jesus e a sua santa Igreja. Consegui que Jesus esteja sempre no meu coração, com a sua divina caridade e que, no futuro, eu possa gozar de Sua visão e amizade no céu para sempre.

Alcançai-me também, as graças que vos tenho pedido, todos os dias, durante a novena. Tenho confiança de que, tudo o que vos pedi, irei receber do amor de Deus, por vosso intermédio.

De agora em diante, com a graça divina, serei divulgador do poder que o Misericordiosíssimo Deus vos concede. Amém.

Pede-se agora a graça que necessita conseguir

Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos 7 Pai-nossos, 7 Ave-Marias e 7 Glórias ao Pai... em honra das alegrias e dores do glorioso Patriarca.

Oração final para todos os dias:
Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protector São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa protecção, implorando o vosso socorro e não fosse por vós consolado.

Com grande confiança, venho, à vossa presença, recomendar-me fervorosamente a vós. Não desprezeis a minha súplica, ó pai adoptivo do redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.

ANT. – José, filho de David, não temas receber Maria, vossa Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva nas suas puríssimas entranhas é por obra do Espírito Santo.

V. Rogai por nós, José santíssimo.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Ó Jesus, que por uma inefável providência, vos dignastes escolher o bem-aventurado esposo de vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protector, mereçamos tê-lo no Céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

Mensagem para o Dia Do Pai


Celebra-se, todos os anos, a 19 de
Março (para os católicos dia de S. José), o DIA DO PAI.
E é bom que assim se faça e se continue a fazer. Celebrar o Pai é agradecer a todos os Pais a sua corresponsabilidade pela vinda ao mundo de cada um de nós: bebé por nascer, criança, jovem ou adulto. O Pai é um elemento indispensável na Família e a sua presença activa, disponível, atenta e dedicada é factor de estabilidade e de crescimento harmonioso de cada filho.
Neste dia em que queremos recordar ou simplesmente agradecer ao pai, felicitamos todos aqueles que assumem com responsabilidade, presença e doação o dom da paternidade. Desejamos, igualmente, alertar os pais mais distraídos ou desatentos que, na sua vida, os filhos não são um "acidente de percurso" mas que precisam deles, de forma muito personalizada!
Se queremos uma sociedade mais equilibrada, menos violenta e mais respeitadora dos Direitos Humanos fundamentais, então não se negue, menospreze ou desvalorize o papel de cada Pai no seio da sua família, na relação com todos e cada um dos seus filhos!
O exercício sereno da paternidade é uma mais valia familiar e social essencial e determinante.
Neste dia em que somos convidados a homenagear o nosso Pai e a tomar consciência do que é ser Pai, fazemos votos para que a paternidade seja cuidadosamente preparada e vivida por todos aqueles que sentiram ou sentem o apelo à sua vivência. A Paternidade é uma vocação. Saibamos descobri-la e vivê-la, se somos pais, de forma responsável.
Desejamos a todos os pais um DIA DO PAI cheio de paz, alegria e amor.

 

Bonito exemplo de fé em S. José

Um dia a superiora de um convento estava cheia de dívidas. As despesas eram muitas, até porque o convento andava em obras. Como não tinha dinheiro para pagar as dívidas, resolveu colocar as facturas aos pés da imagem de S. José com uma carta urgente pedindo-lhe ajuda.
Até chegou a pôr uns óculos aos pés do santo, para que ele lesse bem os números com os euros. Passou por ali o bispo, que olhou para a imagem e ficou admirado com o que viu. A superiora, atenta, explicou:
- Senhor bispo, é para ver se S. José me ajuda a pagar as dívidas do Convento. Só ele me pode valer.
O bispo achou que aquilo era uma superstição e disse-lhe:
- Tire esses óculos e facturas daí. Parece uma coisa de crianças. Mas se estão mesmo em grande dificuldade, passe por minha casa que eu dou-lhe o dinheiro de que precisa.
A superiora olhou para o rosto de S. José e sorriu de agradecimento.

Comentário
S. José era o esposo de Maria, mãe de Jesus. É conhecido, entre nós, pela sua bondade, por ser um homem justo, sempre preocupado com a sua família. Era carpinteiro e modelo de todos os trabalhadores, mas ele é, sobretudo, o pai adoptivo de Jesus que soube superar muitas vezes as dificuldades para levar para diante a sua família, a família de Nazaré.
Ainda hoje, S. José é invocado em momentos difíceis, já que ele mostrou sempre uma grande generosidade e bondade na sua vida ao tratar do Menino Jesus como uma pedra preciosa. Ele foi um pai amável e um esposo carinhoso para com Maria. Aprendamos dele a serenidade e a bondade, sempre tão necessárias na nossa vida.

 A MORTE DE SÃO JOSÉ

A serva de Deus Madre Maria de Agrela, que foi uma grande mística da ordem da nossa Santa Beatriz da Silva e que foi célebre pelo carisma da visão, conta o que viu acerca da morte de S. José:

“Quando Nossa Senhora se apercebeu do próximo passamento do seu castíssimo esposo para a eternidade, rogou ao Seu Filho que o protegesse nas últimas horas da vida. Jesus respondeu-lhe: “Minha Mãe, os vossos pedidos são-me agradáveis e os méritos de meu pai José, estão no meu espírito. Assisti-lo-ei, neste momento; um dia porém dar-lhe-ei, entre os grandes do meu povo, um lugar tão excelso, que os Anjos e os homens ficarão espantados e hão-de louvar a Deus. Em favor de ninguém farei Eu coisa igual como pelo vosso Esposo.

Na véspera da morte, S. José gozou da visão Divina e o seu rosto brilhou de beleza celestial. Pediu então à sua Esposa que o abençoasse: esta rogou a seu Filho que lhe desse a Bênção e Jesus assim fez. Depois, a Santíssima Virgem caiu de joelhos e pediu a S. José que se dignasse, como o seu esposo e Chefe, abençoá-la também. S. José assim fez. Ela beijou-lhe a mão. S. José rogou então à sua esposa que lhe perdoasse quanto ele como homem fraco e terreno deixara de fazer em Seu Serviço. Ao seu Filho Santíssimo, disse o glorioso S. José o seu muito obrigado por todas as graças que através da vida, sobretudo na doença, havia recebido da sua mão generosa.

São José Operário


Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de São José, que trabalhou a vida toda para ver Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, lutando para obter o respeito pelos seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o Papa Pio XII a instituir a festa de "São José Operário", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalhador.

Esta é uma forma da Igreja comemorar aquele fatídico dia primeiro de Maio, em Chicago, em que operários duma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e com o desrespeito que os patrões demonstravam em relação a qualquer direito humano. Eram trezentos e quarenta os que estavam em greve e a polícia, sempre ao serviço dos patrões, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados no confronto desigual. Foi em homenagem a eles que se consagrou este dia.

São José é o modelo ideal do operário. Sustentou a sua família durante toda a vida com o trabalho artesanal, cumpriu sempre os seus deveres para com a comunidade, ensinou ao filho a profissão de carpinteiro e, desta maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e que o seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.

Proclamando São José como protector dos trabalhadores, a Igreja demonstra estar ao lado deles, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser o pai adoptivo do Deus feito homem, mesmo pressentindo o que poderia acontecer à sua família. Em vida, São José lutou pelos direitos da vida humana e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e o seu direito a uma vida digna.

   

São José: Fundador e Chefe da Sagrada Família

A Sagrada Família é a mais augusta imagem da Santíssima Trindade.

Quando nós representamos São José, vemo-lo sempre em companhia de Jesus e de Maria.

Vemo-lo fundando a Sagrada Família, dirigindo-a, velando por ela. Efetivamente, foi ela o cenário da sua missão, do seu trabalho e da sua morte.

É aliás lei geral: o homem é chamado para viver e agir na sociedade. A vida humana tem o seu coroamento na vida social. Deus, que criou o homem à sua imagem, quis também que a sociedade humana fosse uma imagem dessa sociedade divina que é a SS. Trindade.

Na unidade da natureza É na pluralidade das pessoas, na perfeita igualdade de poder e na distinção das processões divinas, a SS. Trindade é o modelo sublime das múltiplas sociedades que, nascendo uma da outra, representam, em graus diferentes, a diversidade numa soberana unidade.

A humanidade toda forma um conjunto de agrupamentos sociais, quer na ordem natural quer na ordem sobrenatural. Desde que inferiores se reúnem sob um superior, há sociedade.

A família dá nascimento à comuna, a comuna dá nascimento ao Estado. Do mesmo modo, na ordem sobrenatural, achamos as diversas sociedades religiosas e a Igreja. Todos os graus dessa dupla hierarquia têm em São José um padroeiro e um protetor celeste. 

Em primeiro lugar, a família.

Para a ordem e prosperidade da família, é preciso primeiro a autoridade que funda e governa a sociedade doméstica. É preciso a piedade que mantêm a família nas relações requeridas com Deus e lhe assegura as bênçãos celestes.

É preciso o trabalho que proporciona a subsistência e cria os recursos materiais. É preciso o amor que traz consigo a paz e a alegria.

A vocação de S. José foi essencialmente a de ser chefe da Sagrada Família. Esta Família, ele a fundou pela sua aliança com Maria.

Que dignidade e que graça na sua autoridade, visto que ele representa o Pai Celeste, de quem é a imagem pela pureza, pela sabedoria, pela fidelidade!

Ele é um admirável modelo na sua piedade, no seu trabalho que executa para se conformar ao beneplácito divino, com zelo, confiando na Providência.

Sabemos, enfim, o que foi o seu amor.

Por isso, de que alegria e de que segurança não gozava a Sagrada Família sob esse governo paternal, mesmo no meio das provações e contrariedades que são neste mundo o quinhão de toda família e que não faltaram à de Nazaré!

Em todas as circunstâncias foi São José o protetor, o conselheiro, o consolador dos seus. Ele é pois, com toda razão, o padroeiro da família e é honrado como tal em todo lar cristão.

Houve jamais uma família que, melhor que a Sagrada Família, fosse a imagem da augusta Trindade? Jesus, Maria, José — eis a trindade terrestre.

 

 

As nove virtudes do homem que agradam ao coração de Deus  

    

São José é a nossa fonte inspiradora para refletirmos sobre as nove virtudes que agradam ao coração de Deus

Jesus Cristo é o Homem perfeito. Mas o seu pai adotivo, José, foi quem O inseriu nos ofícios e dinâmicas deste mundo. Sem dúvida, Cristo nasceu com todo o potencial, mas Deus Pai providenciou que José fosse o escolhido para ensinar ao Menino Jesus o que é ser homem. A masculinidade é aprendida, passada de geração em geração, nisto o menino ou o jovem tem de se esforçar, lutar para ser virtuoso. Por isso, São José será aqui o nosso modelo e fonte inspiradora das nove virtudes do homem que agrada o coração de Deus.

 

As 9 virtudes do homem que agradam ao coração de Deus

  

 1- Casto

São José é conhecido na tradição da Igreja como modelo de castidade. Esta virtude dá ao homem o domínio de si mesmo e, portanto, liberdade interior. O homem de Deus precisa de se exercitar na pureza para aprender a não ser arrastado pelos seus impulsos e assim conseguir optar por escolhas grandiosas.

2 – Honrado

Pela forma como se referem a Jesus, “o filho do carpinteiro” (cf. Mt 13, 55), dá a entender que a profissão de seu pai seria a referência de José na cidade onde moravam. Daí, podemos também supor que era fácil encontrá-los em Nazaré, sua oficina e sua casa, pois não precisavam de se esconder de ninguém. José tinha um bom nome, honrava os prazos e a palavra. O homem, segundo o coração de Deus, é honrado. Se ele promete, cumpre. Se errou, assume. O seu nome e a sua reputação são como que a assinatura da sua pessoa como um todo, a sua palavra é sempre de honestidade.

3 – Trabalhador

 A mesma citação – “o filho do carpinteiro” (cf. Mt 13,55) – pode designar uma pessoa que é conhecida pelo seu ofício; trata-se, portanto, de um ótimo profissional. José era um trabalhador talentoso. O ser masculino tem uma inclinação natural a ter, no trabalho, também um sentido existencial. A impressão de que a sua profissão é extensão dele mesmo.

Frequentemente, nas obras de artes – esculturas e pinturas –, vemos uma mulher posando (parada e expondo a sua beleza) e os homens quase sempre em posição de movimento, a fazer algo. Não imaginamos um homem sem o trabalho!

4 – Lutador

Vejamos o esforço de São José nos primeiros anos de vida do Menino Jesus para preservar a vida do Filho de Deus e Sua Mãe Maria. José renunciou a tudo o que já tinha para preservar os seus. O homem de Deus é um lutador. O Senhor convida os profetas, na Sagrada Escritura, e, constantemente, os coloca em luta contra um inimigo público, contra forças espirituais; ensina-os a batalhar pela sua família, pelo seu povo e pela causa do Reino de Deus.

5 – Fiel

Sem dúvida, o facto de Maria, enquanto noiva de São José, ter ficado grávida, significou para ele uma grande prova. O Papa Francisco disse a este respeito: “Uma prova parecida com a do sacrifício de Abraão”, em ambos os casos, Deus “encontrou a fé que buscava e abriu um caminho de amor e felicidade” (22/12/2013). Um homem deve ser fiel, primeiramente a Deus, depois à sua mulher e família. As tentações passam, a fidelidade torna o homem forte de espírito. Seja fiel até ao fim!

6 – Cavalheiro

 É difícil não imaginar José como um cavalheiro. Mas alguns factos podem fazer-nos supor isso de forma um pouco mais concreta. Por exemplo, quando Jesus aos doze anos se perde no templo, é Maria quem interroga Jesus na frente dos homens magistrados, numa sociedade que não contava mulheres e crianças. Por que não foi José quem o fez? Talvez, porque a Mãe participasse de forma mais intensa do ministério de Cristo, e José entendeu isso.

O homem de Deus é cavalheiro, porque associa a sua força e propensão a ter atitude com sensibilidade e percepção. É atento e gentil sempre, mesmo no meio da crise, e não só na hora em que quer conquistar uma mulher.

7 – Magnânimo

“José, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente” (Mt 1, 19). Este versículo demonstra a essência do coração do esposo de Maria. Ao saber da gravidez de sua noiva, José, num primeiro momento, deve ter imaginado que ela o tivesse traído, e a lei dos judeus condenava à morte a mulher que assim procedesse. Entretanto, mesmo sentindo-se injustiçado, a intenção deste homem de Deus revela a sua disposição em garantir a vida da pessoa que ele amava e de uma criança inocente, e para ele isto significaria renunciar à sua carpintaria (seu sustento), à sua casa (o “desposado” cuidava de construir e mobiliar o futuro lar), ao seu bom nome, à sua reputação na cidade e, quem sabe, assim comprometer o seu futuro.

Magnanimidade é bondade de coração, mas está além disso, é indulgência com nobreza. É compadecer-se do outro. É ser fiel, dar perdão, assumir a miséria do outro e fazer o bem mesmo quando se recebe um mal. É ter amor para oferecer mesmo quando a outra pessoa não o merece. O homem magnânimo é um gigante interiormente, ele doa de si não somente o que possui – os seus talentos, dons materiais  e espirituais –, mas entrega-se por  inteiro, até a sua própria vida, se preciso.

Imagine Maria, sabendo do seu esposo que ele teve a intenção de renunciar tudo na vida por causa de amor por ela! Imagine o olhar de amor que ela lhe direcionou! Que linda prova de amor José deu a Maria!

Toda a mulher merece ter um homem bom ao seu lado; no fundo, é o que elas esperam. O homem de coração magnânimo é um sinal e um reflexo de Deus nesta terra.

8 – Servo

 São José escolheu ser servo, primeiramente de Deus. Por meio dos sonhos que tinha (e sonhos são coisas corriqueiras), ele entendeu que ali estavam as ordens do Senhor, e que era necessário cumpri-las. José não ficou questionando se aquilo era fruto da sua emoção causada pelos factos que estavam a acontecer. Em tudo José foi obediente a Deus.

Também foi o servo da sua família. A Bíblia diz, “mas a cultura judia coloca o homem como chefe de sua família” (cf. Ef 5, 23). O pai terreno de Jesus fez da sua autoridade um serviço para os seus. Não usurpou dessa sua posição para obter direitos e favores dos membros da sua família. Pelo contrário, sacrificou-se, renunciou de si em favor da sua esposa e do seu filho.

O homem segundo o coração de Deus entende que toda e qualquer autoridade neste mundo deve ser vista como uma responsabilidade de amar e edificar aqueles que estão sob os seus cuidados, seja família, subordinados no trabalho ou o povo do Senhor. Mas, acima de tudo, está a vontade de Deus.

9 – Justo

 Todas estas virtudes podem ser vistas como desdobramentos desta última. A Palavra define José como Justo (cf. Mt 1, 19). O significado bíblico desta palavra se refere àquele que cumpre e pratica a Lei, tanto no termo jurídico – a pessoa que é idónea perante as suas obrigações civis –, mas também a Lei do Senhor. José era irrepreensível quanto ao cumprimento dos preceitos e ritos religiosos, mas fazia-os por um ardente amor ao Senhor, e não por prestígio entre os homens.

O homem precisa de se encantar com a Palavra e a Lei eterna do Altíssimo, pois, se ele dá a Deus o que é de Deus, não lhe será pesado dar a César o que pertence a César. Ser justo é ser santo. O homem que agrada a Deus busca constantemente a santidade.

Peçamos a intercessão de São José, pois o mundo está a precisar cada vez mais de homens que tenham a coragem de entregar a vida deles a Deus, de se deixarem ser conduzidos por Ele e, assim, trazerem um pouco da alegria do céu para viver já aqui nesta terra.

São José, rogai por nós!

 

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O Papa João Paulo II fala
de S. José

”19 de Março é a solenidade de S. José, Esposo de Maria Santíssima, Mãe de Cristo”. Dirigimo-nos, hoje, a esta figura tão querida e próxima do coração da Igreja, e na Igreja, de cada um e de todos os que procuram conhecer os caminhos da salvação e segui-los na própria vida terrestre.
”José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e pôr-lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados. (Mt. 1. 20-21).
Em seguida Mateus nota de novo que depois das núpcias de Maria com José, antes de coabitarem, achou-se que tinha concebido por virtude do Espírito Santo.
Assim se realizou em Maria o mistério que tivera início no momento da Anunciação, no momento em que a Virgem respondeu às palavras de Gabriel: Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.
À medida que o mistério de Maria se revelava à consciência de José, ele, que era justo, não queria repudiá-la e resolveu deixá-la secretamente, assim se expressa adiante a descrição de Mateus.
Exactamente, então, José, Esposo de Maria, e perante a lei já seu marido, recebe a sua pessoal ‘Anunciação», ouvindo, durante a noite, as palavras referidas acima, que são a explicação e, ao mesmo tempo, o convite da parte de Deus: ‘Não temas receber Maria, tua esposa.
Desde o momento em que tais palavras chegaram à sua consciência, José torna-se o homem da divina eleição: o homem de particular confiança. É definido o seu lugar na história da salvação.
”Despertando do sono – lemos em Mateus –, fez o que lhe ordenara o Anjo do Senhor”. Nestas poucas palavras está tudo: a descrição da vida de José e a característica plena da sua santidade: Cumpriu. (De “L’OSSERVATORE ROMANO”)

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JOÃO XXIII E S. JOSÉ

Distinguiu-se o bom Papa João XXIII por uma devoção simples e terníssima pelo pai adoptivo de Jesus e esposo virginal de Maria. Tudo está concretizado nestas palavras duma carta escrita de Paris, onde era Núncio da Santa Sé, em Janeiro de 1948: “Tenho uma confiança sem limites em S. José, que me ouve e atende sempre”.
Quando Papa, procurou exaltar o santo da sua predilecção. Desejava que o altar de S. José na Basílica do Vaticano fosse o centro da devoção para com este grande Santo, cujas virtudes exaltou, dum modo particular no Discurso ao Sacro Colégio, a 17 de Março de 1963; colocou o Concílio debaixo da sua protecção e introduziu o nome do Santo no Cânone Romano da Missa, antes de S. João Baptista.
Salientamos aqui algumas passagens das 727 cartas familiares, em que o seu coração revela ternura filial para com S. José:
A 12 de Dezembro de 1938, escreve:
“Oh quanto amo este Santo! A ele confio as minhas coisas e todas as pessoas queridas, e os assuntos mais graves que se me apresentam e que tenho de resolver. Ouve-me sempre; e espero que sempre assim será, até ao último momento da minha vida. Gostei muito de oferecer à nossa igreja paroquial o grande quadro de S. José porque me diz o coração que essa imagem bendita lhe inspirará grande devoção em toda a nossa paróquia”.
A 10 de Março de 1946:
“S. José é o protector principal da vida interior. Oh que suave é o perfume de S. José no jardim da Santa Igreja! É uma flor que não se vê, tanto se esconde e escapa aos olhos, mas a sua fragância difunde-se por toda a parte e obriga a dizer: aqui está S. José! Deus queira que de nós se possa dizer o mesmo... Em assuntos de ordem espiritual, especialmente quando reina alguma incerteza, o meu grande confidente continua a ser S. José”.
A 10 de Junho de 1948:
”Sob o patrocínio de S. José, que é o meu grande e incomparável Santo, que defende os humildes, os pobres, os mais modestos na vida”.
A 13 de Fevereiro de 1949:
“Assimilar o espírito de S. José: a sua encantada simplicidade e o seu silêncio cheio de sabedoria,.. Na companhia de S. José sinto-me no Paraíso”.
A 28 de Fevereiro de 1949:
“Com a Quaresma principia o mês de S. José que é o patrono da vida Interior. Já sabes como o amo e ponho nele a confiança mais absoluta. Amo S. José como se fosse meu irmão mais velho”.
A 1 de Março de 1949:
“Não há santo mais amável, mais poderoso e mais fiel que S. José. Quem deseja alguma graça, confie nele com toda a segurança. Responde infalivelmente e sempre bem. Sei-o por experiência”.
À imitação de João XXIII, amemos S. José e procuremos alcançar a santidade que o bom Papa sintetizou nestas palavras:
“Ser santos e santificar os outros é a plenitude da felicidade humana; e é isto o que mais importa na vida presente e na eterna”.

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SÃO JOSÉ EM FÁTIMA

A 13 de Outubro de 1917, na última das aparições, veio também S. José a Fátima. Segundo os Pastorinhos, mostrou-se ao lado esquerdo do sol, vestido de encarnado, trazendo ao colo o Menino Jesus, que parecia uma criança de um para dois anos.
Pelo que conhecemos da história do culto deste glorioso Santo, parece-nos ser esta uma das Aparições mais notáveis, senão a mais notável. Disto facilmente nos persuadiremos, se devidamente a enquadrarmos nas circunstâncias que a rodeiam.
É certo que S. José não falou aos Pastorinhos, nem lhes comunicou qualquer revelação. É o santo do silêncio, que no Evangelho nunca nos aparece pronunciando qualquer palavra. O simples facto, porém, da sua presença, na Cova da Iria, é já uma grande mensagem.
Não nos quererá Deus significar um desejo de que, para bem do mundo, se dê novo impulso à devoção a S. José? Parece-nos que sim. É o que se deduz das circunstâncias e das confidências dos videntes.
Na Aparição de Setembro prometeu a Virgem Santíssima:
«Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S. José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo.
Efectivamente, enquanto se desenrolava o milagre do sol, viram os Pastorinhos, ao lado do mesmo sol «S. José com o Menino Jesus e Nossa Senhora vestida de branco e com um manto azul; S. José com o Menino, pareciam abençoar o mundo, pois faziam com a mão uns gestos em forma de cruz». (Irmã Lúcia).
No interrogatório de 2 de Novembro de 1917, perguntaram à Jacinta: - Vistes S. José?
«- Vi. A Lúcia disse que S. José estava a dar a paz».
Um grande papel para S. José parece deduzir-se destas palavras e também do sentido das revelações de Fátima.
Com efeito, que é Fátima? Uma das maiores manifestações do sobrenatural para a salvação do mundo. Se compararmos estas Aparições com aquelas que tiveram outras almas privilegiadas, notamos esta diferença radical. Nessas, é por assim dizer, a terra que atrai o Céu. Nosso Senhor ou sua Mãe, movidos pela piedade e virtude de determinada alma, comunicam-se-lhe num místico e íntimo colóquio, que visa sobretudo a satisfação do amor entre o amante e o amado. Pelo contrário, em Fátima, não é a terra que atrai o Céu, mas o Céu que desce misericordiosamente à terra, não para utilidade das três crianças, ou como prémio da sua virtude, mas principalmente para o bem do mundo. Na verdade, os Pastorinhos não estavam em tal grau de perfeição que, «merecessem» essa honra, se assim nos podemos exprimir.
Deus escolheu-os como intermediários para nos dar um novo meio de salvação no Imaculado Coração de Maria: «Para salvar as almas, Deus quer estabelecer a Devoção ao meu Imaculado Coração» - dizia Nossa Senhora a 13 de Julho. A Jacinta recomendava à Lúcia na despedida: «Diz a toda a gente que o Coração de Jesus quer que a seu lado se venere o Imaculado Coração de Maria; que peçam as graças ao Imaculado Coração de Maria, que Deus lhas entregou a Ela».
Se S. José entra numas revelações, cujo fim é o bem de toda a humanidade, não parece demasiado supor que Deus lhe queira atribuir, depois dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, uma função de grande importância para a salvação das almas.
Sejam os desígnios de Deus também os nossos. Dêmos ao glorioso chefe da Sagrada Família o lugar que as revelações de Fátima nos indicam: - logo a seguir aos Corações de Jesus e de Maria.
Que S. José, a alma mais ternamente amante de Maria e de Jesus, aos quais durante tantos anos esteve intimamente unido, ande também unido na nossa devoção aos Corações de Jesus e de Maria.

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A POMBA MENSAGEIRA DE SÃO JOSÉ

Há acontecimentos que parecem novelas ou sonhos: tome-os cada um a seu belo-prazer.
Uma família, de que faziam parte a esposa e uma filha chamada Josefina, de 20 anos de idade, tinha gozado em N… de uma bela fortuna; infelizmente a doença do pai, e alguns negócios mal sucedidos, obrigaram-nos a viver só do trabalho da filha.
A jovem era inteligente, enérgica, alegre e – o que mais é – era muito piedosa.
Um dia, porém, voltou para casa com uma notícia desoladora: não queriam pagar-lhe as costuras que tinha feito, e ainda por cima disseram-lhe que durante algumas semanas não haveria trabalho.
Que fazer? Que comer? Como comprar os remédios para o pai doente? Josefina não desanima; e desde logo põe toda a sua confiança não nos homens, mas no paternal auxílio do seu poderoso patrono S. José, cuja festa seria celebrada no dia seguinte.
Senta-se, escreve num papelinho a sua situação aflitiva e abrindo uma gaiola onde tem uma pomba mansa, ata-lhe um bilhete debaixo das asas e, beijando-a, solta-a, dizendo:
- Vai, querida, aonde S. José te guiar, para que encontres pão para nós e para ti.
Passada meia hora, se tanto, eis que se apresenta à porta da casa um jovem que pede para falar com Josefina. Ia com ele um criado que levava um grosso embrulho. E, na presença da família muito admirada, conta que, sendo devoto de S. José, lhe prometera atender o primeiro pedido que recebesse. Ora apenas fizera a sua promessa, entrou-lhe pela janela uma pombinha, em cuja asa viu um papelzinho e a petição a S. José.
- Estou a montar uma oficina de costura, e já que Josefina procura trabalho, aqui lhe trago algum e, por ser a primeira vez, pago-lhe adiantado.
No volume achava-se discretamente envolvida uma nota de 100$00. Os três infelizes exclamaram cheios de comoção:
- Como S. José é bom! Obrigado, Santo Bendito! Era a abundância após a miséria mais atroz.
Mas, não parou aí a liberalidade de S. José. Como Josefina teve de ir com frequência à oficina, logo chamaram a atenção os seus finos modos, a sua habilidade no trabalho e a fina educação que recebera.
Entrou em relações com a família do seu chefe, que logo encontrou boa colocação para o pai de Josefina, melhorando assim a situação do lar. Não sabemos se Josefina se dirigiu a S. José, como fazem muitas jovens, para arranjar um bom marido, o certo é que o encontrou na pessoa do seu chefe e protector.
Na sala da sua nova casa vê-se em lugar de honra uma imagem de S. José e debaixo dela uma pombinha de ouro com o letreiro:
“A mensageira de S. José”

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DESRESPEITO A UMA ESTÁTUA DE S. JOSÉ

Um operário, ainda jovem, veio bater à porta da clínica. A Irmã que lhe abriu a porta, estendeu a mão direita, com o pedido: “Não quererá dar alguma coisa para esta mão?”
Numa observação mais atenta a Irmã reconheceu que se tratava de uma enfermidade profunda e horrível.
“Vou levá-lo ao médico”. O médico torceu o nariz ao observá-lo e disse, por fim: “Só cortando a mão poderemos salvar o braço”. - Pálido como um cadáver, o doente gemeu: “Ajudem-me; talvez haja um outro processo”. - Impossível”, disse o médico, “já avançou demasiado pelos ossos dentro”.
Então, o operário, entre soluços, tirou do bolso a mão esquerda, que até ali estivera escondida. Perturbado com tal visão, o médico exclamou: “Pobre de si! Também esta mão tem de ser amputada, se deseja salvar a vida”.
E agora vem a terrível confissão do homem: “Está a ver, Sr. Doutor. Quando, em tempos, se reduziu a cinzas o Grande Colégio das Maravilhas, em Madrid, também eu lá estava. No edifício em chamas encontrei uma estátua de S. José. Cego de ódio, decepei-lhe as duas mãos.
Não escapei, como podem ver, à mão justiceira do Senhor…

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O NOSSO PAI S. JOSÉ

Além do dia 19 de Março em que a Santa Igreja celebra a solenidade de S. José, como seu Padroeiro Universal, temos a Festa de S. José Operário, no primeiro dia do mês de Maio, o mês de Maria.

Sua Santidade Pio XII, que a instituiu, quis pôr S. José como modelo e protector da família cristã e do mundo operário, respondendo assim às forças do mal que pretendem fazer do dia 1 de Maio, dedicado aos trabalhadores, um motivo de luta de classes e de revolta.

Olhemos para S. José e ponhamos nele a nossa total confiança e façamos dele o nosso modelo, quer em ordem ao serviço de Deus, quer do próximo.

S. José é o maior dos Santos. A ele confiou o Pai Eterno a missão de O representar junto de Seu Filho quando se fez Homem, guardando-O e cuidando d’Ele. A nenhum Anjo confiou o Divino Espírito Santo a guarda de Sua Esposa, a Virgem Santíssima. A S. José, o próprio Deus chamava Pai, obedecendo-lhe como tal. Maria, a sempre Virgem, a autêntica Esposa do Espírito Santo que n’Ela concebeu a Vida Humana do Verbo Eterno, via em S. José, seu Esposo legal, a autoridade d’Aquele que desde toda a eternidade a escolhera.

Descendente em linha recta do Rei David, se a realeza não tivesse deixado de existir com o cativeiro da Babilónia, seria S. José quem se sentaria no trono de Judá e como nação teria sido feliz com um tal soberano.

Segundo o parecer de vários teólogos, S. José teria sido devido à missão a que era destinado, santificado e confirmado em graça no seio materno, como o foi S. João Baptista.
Jesus, filho legal de S. José e, pelo sangue, de Maria Santíssima, também descendente de David, suceder-lhes-ia na realeza por direito, conforme as leis e costumes do Povo eleito.

Pai adoptivo de Jesus Cristo, S. José é-o igualmente do Seu Corpo Místico, que são os cristãos, pois o Cristo total – é Ele – Cabeça e nós, os Seus membros.

S. José ama-nos pois como ama a Jesus. As nossas aflições, angústias e necessidades são as de Jesus. Sendo Padroeiro da Igreja universal, nenhum problema nosso, portanto, lhe pode ser indiferente. Invoquemo-lo, pois, cheios de confiança, visto que é o maior santo do Céu, o que mais influência tem junto dos tronos de Jesus e Maria.

Ele é, de modo particular, o padroeiro dos operários, das famílias cristãs e da boa morte. Teve a dita de viver e de morrer junto de Jesus e de Maria.

Felizes aqueles que o amam, são seus devotos e propagam o seu culto entre os seus irmãos. Tenhamos na nossa casa uma estátua ou ao menos um quadro de S. José.

 

Privilégios concedidos por Deus a S. José
e revelados á Sua Serva Maria de Aguda:

Por sua intercessão obtém-se a virtude da pureza e a vitória nas tentações interiores; saímos do estado de pecado mortal e voltamos à amizade com Deus; obtemos o favor da Santíssima Virgem e a genuína devoção para com Ela obtermos a graça de uma santa morte e a sua especial protecção contra Satanás. Os espíritos malignos ficam a tremer de ouvir o nome de José. Através dele podemos obter a saúde física e o auxílio nas mais diversas necessidades. A sua intercessão atrai sobre as famílias a bênção da fecundidade.

- O Papa Pio IX, em 8 de Dezembro de 1870, declarou São José “patrono da Igreja católica”.
O Papa Leão XIII explicava o porquê deste patrocínio e confiança em São José:
“Ele é o guarda, o defensor do mistério da Incarnação no momento da sua maior debilidade”.

No mês de Março, dedicado a São José, peçamos que nos ajude a viver como ele viveu, com fé e muito amor a Deus, ajudando os outros com o exemplo da nossa vida cristã.

Dia de S. José – Dia do Pai

Tudo começou em 1909, quando Sonoro Louise Smart Dodd, de Spokane, Washington, teve a ideia de escolher um dia especial para homenagear os pais, depois de ouvir um sermão no Dia da Mãe.
Sonora Dodd queria homenagear o seu pai, William iackson Smart, um veterano da Guerra Civil. Depois da morte da mulher, em 1898, o Sr. Smart passou a cuidar sozinho dos seis filhos do casal, numa quinta no leste de Washington.
Já adulta, Sonoro Dodd compreendeu a força e a generosidade demonstrada pelo seu pai ao criar os filhos sozinho. Com o apoio da Associação Minesterial de Spokane e da Associação de Jovens Cristãos, redigiu uma petição em que recomendava a aceitação de um Dia Nacional do Pai.
Graças aos esforços da Sra. Dodd, o primeiro Dia do Pai foi celebrado a 19 de Junho de 1910, em Spokane. Aproximadamente ao mesmo tempo, em vários locais por toda a América começava a comemorar-se um “dia de pai” e em 1924 o Presidente Calvin Coolidge apoiou publicamente a ideia de um Dia do Pai a nível nacional. Finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial, em que decretava o terceiro Domingo de Junho como o Dia do Pai. Em 1 972, o Presidente Richchard Nixon introduziu o Dia do Pai na lei.

A partir desta data, passou a homenagear-se não só o pai, mas todos os homens que representam a figura paterna, como o avô, o padrasto ou o tio.

Dia 19 de Março — Dia de S. José — foi a data escolhida pelos filhos portugueses para homenagear os seus pais.

 

 

Oração a São José
Avé, São José, homem justo, a Sabedoria está convosco, bendito é Jesus, o fruto de Maria, vossa fiel Esposa.
São José, digno pai e protector de Jesus Cristo, rogai por nós, pecadores, e obtende-nos de Deus a divina Sabedoria, agora e na hora da nossa morte. Amém.




S. José foi fidelíssimo aos planos de Deus.
S. José foi fidelíssimo aos planos, sempre amorosos do Senhor. E por o ser, apesar das muitas dificuldades que teve de vencer, foi sempre um homem felicíssimo: viu-se constituído Guardião e Protector da Sagrada Família, o que de mais precioso jamais existiu à face da Terra.
Esta fidelidade tinha por base uma grande humildade, espírito de serviço, vida de oração e uma profunda fé.
Deus, nosso Pai, quis que cada um de nós nascesse numa Família. A família é um grande património da humanidade.
O facto de Jesus, querer viver em Família, com Maria e José, durante 30 anos, reservando apenas três para a vida pública, diz bem da importância que Ele tem pela Família.
São bem conhecidos os atentados a esta instituição divina, na hora que passa. Os divórcios, uniões de facto, a não aceitação de filhos, etc. etc. são caminhos de retrocesso da humanidade, causa de tanta tristeza, mesmo de muitas lágrimas.
Como é urgente voltarmo-nos para a Sagrada Família, a cujos destinos presidiu S. José! Viveu pobre, experimentou as agruras do exílio e a incompreensão dos homens, mas viveu em total fidelidade ao Senhor, por isso não duvidamos: foi feliz.
S. José com o fruto do seu trabalho, procurou que não faltasse o indispensável a Jesus e Sua Mãe, Maria Santíssima.
Com que carinho e cuidado, S. José ensinou a arte de carpinteiro ao próprio Filho de Deus!
Como seria belo, após um dia de trabalho na oficina de Nazaré, assistir à oração em família, presidida por S. José.
E que imaginar da alegre convivência desta Família, durante e após as pobres refeições preparadas, com tanto esmero e carinho, por Nossa Senhora?
Quando Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles o soubessem, José e Maria não descansaram enquanto O não voltaram a encontrar. Que grande lição para tantos pais que, por vezes, desconhecem a paradeiro de seus filhos e não os procuram!
Após uma vida longa, trabalhosa, mas feliz, S. José deixou este mundo entre os braços de Jesus e de sua castíssima Esposa, Maria Santíssima. Com razão, foi proclamado Padroeiro da Boa Morte. Que bom será partir deste mundo com S. José a nosso lado! Que tenhamos essa graça. Com ele estará Nossa Senhora e Jesus misericordioso para nos julgar.
S. José, do reino dos Céus, proteja o Santo Padre, a Santa Igreja Universal, as nossas famílias e todos os pais.


«O exemplo de São José é um forte convite a desempenhar com fidelidade e humildade
a tarefa que a Providência nos destinou.»

Celebra-se dia 19 de Março, a solenidade de São José. A figura deste grande Santo, mesmo sendo bastante escondida, reveste na história da salvação uma importância fundamental. Antes de tudo, pertencendo ele à tribo de Judá, ligou Jesus à descendência davídica, de forma que, realizando as promessas sobre o Messias, o Filho da Virgem Maria se pôde tornar verdadeiramente «filho de David». O Evangelho de Mateus, de modo particular, ressalta as profecias messiânicas que encontraram cumprimento mediante o papel de José: o nascimento de Jesus em Belém (2, 1-6); a sua passagem através do Egipto, onde a Sagrada Família se tinha refugiado (2, 13-15); a alcunha «Nazareno» (2, 22-23). Em tudo isto ele monstrou-se, ao mesmo nível da esposa Maria, herdeiro autêntico da fé de Abraão: fé no Deus que guia os acontecimentos da história segundo o seu misterioso desígnio salvífico. A sua grandeza, ao mesmo nível da de Maria, sobressai ainda mais porque a sua missão se desempenhou na humildade e no escondimento da casa de Nazaré. De resto, o próprio Deus, na Pessoa do seu Filho encarnado, escolheu este caminho e este estilo a humildade e o escondimento na sua existência terrena.
O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa. Aos sacerdotes, que exercem a paternidade em relação às comunidades eclesiais, São José obtenha que amem a Igreja com afecto e dedicação total, e ampare as pessoas consagradas na sua jubilosa e fiel observância dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Proteja os trabalhadores de todo o mundo, para que contribuam com as suas várias profissões para o progresso de toda a humanidade, e ajude cada cristão a realizar com confiança e com amor a vontade de Deus, cooperando assim para o cumprimento da obra da salvação.

Papa Bento XVI, Angelus, Solenidade de S. José, 19 de Março de 2006





 

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